quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

IDERVAL TENÓRIO .Batalha Juazeiro do Norte- Crato- Sedição de Juazeiro

                                                                             
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Batalha Juazeiro do Norte- Crato-Sedição de Juazeiro



                     Sedição de Juazeiro do Norte


Histórico

Em 1909 O padre Cícero acerta com o Prefeito do Crato Coronel Antonio Luiz Alves Pequeno a elevação do povoado de Juazeiro à cidade , seria desmembrada do Município   do Crato , pois o povo não agüentava mais pagar tantos impostos   , a vila do Juazeiro já era maior do que a sede, estava  com 25 mil  habitantes. 


 Em 1910 nada foi feito e o prefeito informou que pensaria no assunto em 1911, a população não aceitou ,  criou um movimento pro-Juazeiro que culminou  em 22 de Julho de 1911 com a sua independência,  sendo o Padre Cícero o seu primeiro Prefeito.


 Pretendiam este cargo , os  Srs. Jose André, Sr Joaquim Bezerra,o Padre Peixoto dono do Jornal  O REBATE e o próprio Dr Floro Bartolomeu, que posteriormente foi eleito Deputado Federal. 
Está aí a razão deste cordel documentando estes fatos.

Em 1913 um batalhão do Gov erno Estadual, sediado no Crato , comandado pelo então Coronel  Alípio  de Lima  Barros ,  menosprezando o poderio da força de Juazeiro  , declarou guerra , prevendo que nos primeiros tiros  haveria uma debandada  dos jagunços , logo depois venceriam e acabariam com toda a  Cidade do  Juazeiro. 

O  tiro saiu pela culatra, pois , surpreendido por uma trincheira de  02 metros de altura e um grande valado  de 04 metros de profundidade amargaram uma vergonhosa derrota, foram vencidos  pelos defensores do Juazeiro, por Dr Floro Bartolomeu, o organizador,   e os seus jagunços.

Esta foi uma grande vitória do município do Juazeiro, mostrando para o Brasil a força e a justificativa  do seu desmembramento do Crato que não aceitava e queria acabar com a vila.  

Dados do Autor
Iderval Reginaldo Tenório.

 Nasceu em Juazeiro do Norte no dia 18 de Março de 1954, na rua Praça do Cinqüentenário 55, Bairro do Socorro. 

Filho de Jose Miguel da Silva e Antonia Reginaldo da Silva,  Estudou no Grupo Escolar Padre Cícero, Colégio Salesiano Dom Bosco, Ginásio Municipal Antonio Xavier de Oliveira e Instituto Moreira de Souza. 

Completou os seus estudos  na Escola de Medicina  da Universidade Federal da Bahia,  colando grau em 1982. 

Hoje cidadão Camaçariense e Soteropolitano onde recebeu os Títulos de Cidadania pela Câmara de Vereadores dos dois Municípios. 

Função hoje além de médico, difundir a real cultura Nordestina pelo Brasil. Reside  na Cidade do Salvador-Ba.

Cidade do Salvador-Ba.

Como armas os bacamartes  e os ensinamentos simplórios,
 Como munição, muitos pregos e  muitas horas de parlatório,
Os jagunços do Juazeiro dos Clementes aos Honórios,
Foram para a linha de frente como um grande adjutório.”
                       Iderval  Reginldo Tenório







A Grande  Batalha Juazeiro contra o Crato
            Viva o nosso Centenário

O vilarejo do Juazeiro
Pertencia ao grande Crato,
Pagava muitos impostos
Vivia em grande maltrato,
Os homens trabalhavam muito
Mas jogavam tudo no mato,
Não voltava um só tostão
Era  tristeza e desacato.


Toda a riqueza era comida
Pelos homens da Prefeitura,
O Prefeito Luiz Antonio
Homem cruel e sem postura,
Não trabalhava  pela cidade
E nem  pela agricultura
Não ouvia o Padre Cícero
Só queria era  a fartura.



O meu Padim  Ciço Romão
Vendo Juazeiro crescer
Pediu ao povo cratense
Que ouvisse seu padecer,
Explicando ao seu Prefeito
Do seu povo o seu querer
Pedindo a sua independência
Detalhando o seu porquê.



Foi em mil novecentos e nove
Que o Padim  fez  o pedido,
Chegou mil novecentos e dez
Com   assunto não  discutido,
O povo esperava exausto
E ninguém foi atendido,
O povo não agüentava mais
Ouvindo o seu estampido.


O Prefeito negou de novo
O pedido do meu Padim,
Levou tudo na chacota
Alimentando o estopim,
Pensando que o Juazeirense
Fosse um povo muito ruim
E Na sua opinião boba
Só comia era capim.

Juazeiro virou um formigueiro
O povo todo a se reunir,
Querendo uma satisfação
Para o assunto discutir,
Fizeram um grande palanque
Para este mesmo povo subir
Pedindo a sua independência
Deixando o Prefeito a latir.


Juntou uma grande multidão
Para o assunto ser discutido
Convocado pelo O REBATE
Nosso Jornal destemido,
Tinha mais de vinte mil homens
Todos eles bem precavidos
E fizeram um grande comício
Sem confusão e sem alarido

Na frente tinha o Dr Floro
E o grande Padre Peixoto
A Praça Grande ficou cheia
E O povo  em alvoroço,
Sonhava com a independência
Pois carne só de pescoço
O Prefeito  chupava as frutas
 Só lhe sobrava o caroço.


A multidão tomou o rumo
Da casa do padre Cícero,
Pararam na sua frente
E recomeçaram o comício,
Foi um grande alvoroço
Sem falar do sacrifício,
Foi uma grande festança
Com   fogos de artifícios.

O Padre falou sem parar
Pedindo a compreensão,
Daquela grande passeata
Com amor e compaixão,
Convocando  aquele povo
Com muita fé e união
Pra defender Juazeiro
A Sua família e o seu pão.



Isso foi no fim de julho
De mil novecentos e dez,
Precisamente no dia  trinta
Que começou o revestrez,
O povo não aceita mais
Pagar tantos contos de reis
A prefeitura tomava tudo
Até as   alpercatas dos pés.




Este foi  o grande passo
Para a nossa independência,
Juazeiro vivia ameaçado
Pelo governo da intendência,
Minando as suas economias
Tirando toda  a sua paciência
Enquanto o povo do Crato
Já previa a decadência.


No dia sete de setembro
Independência do  Brasil,
Foi comemorado em Juazeiro
Com muitos tiros de fuzil,
A independência da cidade
Pelo grande  povo varonil.
Se desligando do Crato
Deixando de ser servil.


Foi alarmante a confusão
Que o nosso povo se meteu,
O prefeito  prometia bala
O Jornal O REBATE rebateu,
Cobrariam os seus impostos
Como o homem prometeu
Não apareceu um só fiscal
E com medo se escafedeu.


O Crato mandou três homens
Da sua alta sociedade,
Pra discuti com o Juazeiro
Com muita civilidade,
Prometendo com documento
O dia da nossa  liberdade.
Eram três cidadãos de bem
Com muita cordialidade ..


Falaram aos Juazeirenses
Qual era a sua intenção,
O povo pagaria os impostos
Que devia  com precisão,
Zerando as suas dívidas
Era aquela a decisão
Depois vinham os documentos
Da sonhada  libertação.

Foi em mil novecentos e onze
No dia dezoito  de   fevereiro,
Que os homens se reuniram
Com o povo   alvissareiro
Prometendo a tal liberdade
Para um povo cativeiro.
Juazeiro pegou fogo
Atiçaram um  formigueiro.


Barbalha ,Milagres e Missão Velha
Logo apoiaram  o Juazeiro,
Mandando os seus mandatários
Homens fortes e altaneiros
Pra  proteger o povo pobre
Os jagunços e aos romeiros,
Se juntando ao Padre Cícero
Combatendo os desordeiros.

,Os jornais de Fortaleza
Botaram a boca no mundo,
Diziam em alto e bom tom
Falavam pra todo o mundo
Que Juazeiro seria uma vileza
E vivia em sonho profundo,
Só pensava em esperteza
E  matracava nos fundos.


Foi em   vinte e dois julho
Com uma grande comitiva
Todo o  povo  em pavorosa
Com sua liberdade cativa
Foi aprovado em Fortaleza
Com muito fervor e assertiva
A independência do Juazeiro
Pela  Assembléia Legislativa.


Juazeiro  virou cidade,
Ficou logo independente,
Afastando os dois candidatos
Com campanhas muito ardentes
Joaquim Bezerra  e José André
Que eram grandes pretendentes
E Como  primeiro prefeito
Teve o  Padre competente.
.,


Em mil novecentos e treze
Era grande a confusão,
Mesmo sendo independente
Foi grande a perseguição
O governo do Estado
Promoveu grande aleijão
Mandou invadir Juazeiro
Foi uma grande rebelião.

Foi travado muitas batalhas
Com o governo Estadual
Juazeiro com  vitória e fé
Crescia o seu cabedal,
Os romeiros viajando a pé
Por cima de pedra e pau
Derrubando os dirigentes
Lá dentro da Capital



Amigos do Juazeiro
Termino com esta história,
Sei que o amigo já conhece
Vou reavivar a sua memória,
Foi em mil novecentos e treze
Depois de  lutas e glórias,
Levantando a sua bandeira
Numa causa libertatória.


O Padre Cícero  Romão Batista
Homem simples e destemido,
Junto a Floro Bartolomeu
Cabra macho e muito atrevido,
Convocando o povo simples
Foram ambos logo atendidos,
Construíram um grande valado
Pra proteger os desvalidos.


Juazeiro ficou cercado
Pelos soldados do Crato,
Do santo sepulcro do horto
Da cidade até no mato,
Os homens todos armados
Foi um grande desacato
Não havia um só lugar
Que não existissem macacos.


Trouxeram um grande canhão
Feito lá em Fortaleza,
Derretendo todo o bronze
De toda aquela redondeza,
Encheram de bala até a boca
Sem nenhuma delicadeza,
Quando chegaram no valado
Foi   decepção e tristeza.


Achavam que os jagunços
Só tinham pernas pra fugir
Pois diante do forte exército
Todos procurariam  escapuli ,
Deixando Juazeiro só
Como  cachorros a latir
Pois só  tinham como armas
Feijão , farinha e  óleo de pequi
.

Mas na hora da verdade
O Canhão foi só  alvoroço,
O Besta Fera  enganchou no chão
E as balas voavam pouco,
Encontrando o grande valado
Os soldados ficaram rouco,
As balas dos jagunços a tinir
E os soldados ficando mouco.


Depois de seis horas de luta
Diversos homens sucumbiram,
Os soldados com fome e frio
Muitos deles escapuliram,
Deixando o grande canhão
Os morteirnadores se baniram
Os jagunços com os tiros certeiros
Todos os soldados fugiram.


Com a batalha  perdida
Se entranharam pelo mato,
Procurando um  coronel frouxo
Que se escondera como um  rato,
Os soldados rasgados e famintos
Só pensavam em comer no prato,
Esta foi uma grande vitória
De Juazeiro contra o Crato.

Hoje Juazeiro   e  Crato
Falam o mesmo  vocabulário
Andam com  mãos juntas
Rezam o mesmo escapulário
Depois de uma centena de anos
Usam o mesmo dicionário,
Estão alegres e unidas
Festejando o Centenário

Iderval ReginaldoTenório
          MEDICO


VIVA MEU PADIM DE JOÃO SILVA  COM LUIZ E BENITO

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