sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Carpinteiro confessa que matou médico após discussão em Pau da Lima

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Carpinteiro confessa que matou médico após discussão em Pau da Lima

Adriano Luiz Correia de Jesus, 28, foi preso em canteiro de obras na Avenida Gal Costa após ser denunciado por ex-companheiro
Da Redação, Com Hilza Cordeiro
Atualizado em 27/10/2016 22:06:13
Suspeito de assassinar o médico Luiz Carlos Correia Oliveira, 62 anos, o ajudante de carpintaria Adriano Luiz Correia de Jesus, 28, confessou que cometeu o crime. Nesta quinta-feira (27), ele foi apresentado à imprensa na sede do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP), na Pituba. Preso nessa quarta, em um canteiro de obras na Avenida Gal Costa, Adriano contou que matou o médico com golpes de faca após uma discussão. Ele foi apontado à polícia como suspeito por um ex-companheiro, que sabia da sua amizade com Luiz Carlos, e responderá por homicídio qualificado por motivo fútil.
Suspeito foi apresentado à imprensa nesta quinta (Foto: Almiro Lopes/CORREIO)
Segundo depoimento do carpinteiro, o crime foi cometido em sua casa, no bairro de Pau da Lima. Adriano contou que no dia 2 de outubro saiu com Luiz Carlos para uma pizzaria e, em seguida, voltou para casa com o médico e lá começaram a beber. Em um determinado momento, a cerveja acabou e Adriano saiu para comprar mais. 

Ao retornar para casa com as bebidas, ainda segundo o suspeito, o médico teria "forçado ele a ter relações sexuais". Adriano contou que ficou nervoso com a situação e esfaqueou Luiz Carlos três vezes no pescoço, o que causou sua morte. Por causa da forma como o corpo foi encontrado, em estado de esqueletização, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) ainda não pode comprovar as circunstâncias da morte do médico. O crime foi cometido por volta das 22h do dia 2.
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O médico Luiz Carlos Correia Oliveira, 62, morto por ajudante de carpintaria em Pau da Lima
(Foto: Reprodução) 
DesovaHoras depois, já de madrugada, o carpinteiro enrolou o corpo do médico no forro de um sofá. Em seguida, estacionou o carro da vítima o mais perto possível da rua da casa, que não tem acesso para veículos, e carregou o corpo até o carro. Segundo a polícia, a situação não foi presenciada pelos vizinhos. O corpo, então, foi transportado até a BR-324, onde Adriano resolveu abandoná-lo próximo à Pedreira Parafuso, logo após o primeiro pedágio, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).  

Ele escondeu o veículo da vítima em uma rua em Camaçari, também na RMS, e voltou para casa. Dias depois, ao ver na imprensa que Luiz Carlos estava sendo procurado, resolveu se livrar do carro, ateando fogo. Durante a carbonização do veículo, ele acabou se queimando e ficou com as pernas machucadas. Segundo o DHPP, Adriano tem passagem pela polícia por furto, praticado em 2008. 

Vida duplaA delegada Clelba Teles, que preside o caso, informou que após o registro do desaparecimento, o departamento passou a refazer os passos de Luiz Carlos. “Procuramos saber os locais que ele frequentava, o que gostava de fazer, quem eram seus amigos. A partir daí, passamos a trazer essas pessoas para serem ouvidas. Começamos a colher detalhes e fomos aos locais. É um trabalho de inteligência que não pode ser divulgado por completo”, disse. 

De acordo com a polícia, a investigação chegou até Adriano através de um ex-companheiro de Luiz Carlos, que informou aos policiais sobre a amizade do médico com o carpinteiro. A dona da pizzaria onde os dois estiveram momentos antes do crime também prestou depoimento à polícia e confirmou a ida de Luiz Carlos e Adriano ao local.  

Ainda conforme a polícia, a família da vítima disse não ter conhecimento desta relação. Eles disseram que o último contato com o médico foi no dia 2 de outubro, quando ele avisou que estava saindo de casa para votar. A polícia só foi procurada dois dias depois. 

Segundo Adriano, ele e o médico se conheceram há cerca de três meses em um ponto de ônibus na Avenida Gal Costa, nas proximidades da obra onde o carpinteiro trabalhava. Eles trocaram telefones e ficaram amigos. O suspeito disse que Luiz Carlos costumava lhe ajudar financeiramente. Adriano disse ainda que o médico se apresentou como um representante de vendas e que morava em Feira de Santana. Luiz Carlos era morador do condomínio Costa Verde, em Piatã. 

De acordo com a polícia, apesar de Adriano ter confessado o crime, as investigações ainda não foram concluídas, uma vez que os bens do médico e a faca utilizada no crime não foram encontrados. Não é possível afirmar que Adriano agiu sozinho. Se condenado, o carpinteiro pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. 

A investigação apontou que, após o crime, o suspeito parou de usar o antigo chip de telefone e passou a utilizar um novo número. O chip foi encontrado na casa em Pau da Lima e ainda será periciado. 

Conforme a delegada, não há dúvidas sobre a autoria do crime e a prisão preventiva já foi solicitada. Na casa de Adriano foram recolhidos vestígios de sangue, revelados por agentes químicos (luminol), no pano de chão e em outros locais. De acordo com a assessoria da Polícia Civil, ele já foi encaminhado ao sistema prisional.
PeríciaConforme o perito médico-legal Mário Câmara, diretor do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML), o corpo chegou ao estado de esqueletização, mais avançado do que a decomposição, devido à ação de animais. "Um corpo exposto em área de mata esqueletiza muito rápido porque os animais devoram e o calor acelera o processo”, explicou. 

A polícia informou ainda que os familiares de Luiz Carlos estão pedindo novos exames de identificação do corpo, porém, a investigação informou que não há dúvidas quanto a esse ponto da investigação. Isso porque a análise da arcada dentária confirmou que é, de fato, o médico. Por isso, outros exames não serão feitos. “É totalmente desnecessário usar outro método, a identificação já foi feita, agora a perícia quer provar em que circunstâncias se deu a morte. Mas, se a família quiser, pode fazer por conta própria”, afirmou o diretor do IML. 

Além dos exames da arcada dentária, também foi feito o procedimento de entomologia, que analisa as larvas presentes no corpo para detectar a data da morte. O corpo ainda está sob perícia e só deverá ser liberado para a família na próxima semana.

CORREIO E TRIBUNA DA BAHIA 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O BRASIL DOS SONHOS , EMPREGOS PARA OS CHEFES DE FAMILIA

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O BRASIL DOS SONHOS

COLUNA- EM TEXTOS DO AUTOR




O BRASIL DOS SONHOS
O Mundo moderno caminha a passos largos para a elevação do desemprego e o aumento das doenças desocupacionais.

Com este preâmbulo , que parece mais uma invenção do autor ou até mesmo um ato irresponsável,  procurarei centrar o pensamento e chamar a atenção para um futuro não muito distante.

O homem nasce e cresce no intuito de perpetuar a espécie, para isso passa por um período de aprendizado que é peculiar à raça humana sempre no aprimoramento do intelecto em substituição à força motora.

Neste  mundo moderno, diferente do mundo anterior,  quando os músculos falavam mais alto , onde dominavam os mais troncudos, os mais valentes , os mais musculosos, aos poucos o cérebro foi tomando espaço e na escala da evolução passou a predominar, fazendo com que o homem fosse medido pelos pensamentos, pelas ações e pelo intelecto.

Com esta evolução, o aperfeiçoamento cerebral fez com que o encéfalo passasse a dominar, trazendo a comodidade de trabalhar menos para o seu sustento.

Naquela época se fazia necessário o trabalho ininterrupto e duro para a obtenção apenas do pão, não se falava no intelecto, o importante era a sobrevivência da matéria, da massa, do corpo.

Nos tempos atuais e modernos, com a necessidade cada dia menor da força na execução das tarefas, o homem foi substituído pelas máquinas, e  como uma máquina passou a conviver com movimentos repetitivos  na manipulação dos  líquido e gases poluentes, nas engrenagens, nas manivelas  que geram múltiplas doenças ocupacionais,  sucateando-o. 

Com a revelação destes infortúnios, a indústria sucateadora de seres humanos banida dos países dominantes pousaram nos periféricos , instalaram as suas parafernálias em regiões metropolitanas, contaminando as reservas naturais ,  distanciando o trabalhador por mais de 14 horas e por mais de 50 quilômetros de distancia do seio familiar e da vida social, tendo como álibi eliminar o desemprego , matar a fomer, propiciar conforto com a criação de escolas, saúde para toda a família e criar um mercado consumidor para manterem vivo a saga do lucro e da concentração do Capital.

Nasceu nesta época as grandes empresas de transportes, as grandes construtoras, as empresas de saúde de grupo , promovendo o famigerado êxodo rural, desabitando as terras , matando a agricultura de subsistência , causando um verdadeiro facetamento da família.

Os primeiros operários hoje pagam caro por trabalharem anos após anos sem uma proteção adequada, muitos mutilados, cegos, surdos e com miríades de patologias ocupacionais.

O exercício da cidadania foi conquistado em 1938 com Getúlio Vargas , reforçada em 1943 com o mesmo Getúlio e em 1946 com o governo Dutra, abalado com o governo da revolução em 1964 , reaparecendo 20 anos depois com a luta operária no Estado de São Paulo, tendo como um dos baluartes um torneiro mecânico que mais tarde se tornaria o primeiro operário a ocupar o mais alto cargo da nação, a Presidência da República.

O tempo passou, com ele a modernização mecânica foi velozmente substituída pela eletrônica e a informática , que junto à robótica passaram a dominar.

Os humanos das décadas passadas se perderam no  tempo, cansados pela sobrecarga e pelas horas dentro de conduções na tarefa ir e vir, na procura do pão de cada dia perderam o laço familiar e passaram a funcionar como uma máquina em decadencia , exigente e que necessita de multipla manutenção, principalmente no viés psiquico, o homem entrou em decomposição social  .Veio a globalização.

Hoje o padrão humano de desgaste não guarda diferenças em relação ao  físico e à mente, com a multiplicação dos movimentos repetitivos e a hibernação dos neurônios pensantes , necessários apenas nas cabeças dos donos do Capital, no além mar, surgem exércitos de deficientes multiocupacionais ,  que abandonados pelo Capital selvagem  e à procura de proteção  peregrinam pelos institutos governamentais, o diferencial é que  naquela época apesar da falta do  progresso, o  sucateamento que existia era menor, a seguridade social, a alimentação, o transporte , a  escola e a saúde eram  para todos os componentes da família, pois o operário até o ano 1998 era o provedor mor  , o contratado era o pai e em cascata eram pulverizados os benefícios como    plano de saúde e educação   para todos os componentes da família, muitas vezes até para os seus genitores. 

Naquela época   os salários eram para sustentar a família com toda a sua complexidade na compra dos mantimentos e dos bens de consumo doméstico,   hoje o homem não é prioridade,   o emprego  é terceirizado e sem   garantia, o contrato é avulso, é precário,  o homem virou uma    máquina  descartável, como  eram os escravos no século 18,  que labutavam por mais de 16 horas por dia até a exaustão  , que o digam os funcionários das minas e  da saúde, inclusive os médicos.

Hoje o operário é o filho, aquele jovem que não tem família atrelada , aquele que não adoece, que come mal, que não tem compromisso familiar, que não tem despesas com o lar, que não transfere nenhum direito social aos componentes da família, é um trabalhador avulso, que não tem transporte digno e o que percebe é apenas para alimentar o pequeno e estreito sonho de consumo do mundo moderno, como motos, celulares, bebidas , roupas e todas as parafernálias eletrônicas, num gasto egoísta e pessoal, quiçá nos mais ajuizados na transferência quase total dos ganhos para uma Faculdade particular , que muitas vezes em nada melhorarão o seu futuro. O pior é leva  ao surrado operário pai, a pecha de preguiçoso, desocupado e oportunista, levando à baixa estima, à depressão e a perda do primeiro posto no seio familiar, o provedor,  transformando-os em verdadeiras sucatas, em alcoólatras e doentes por não possuírem ocupação, são as doenças desocupacionais.

Que venham as fábricas com todo o seu progresso, que apareçam os empregos mesmo com as suas ressalvas produtivas sem esquecer o social, mas, que empreguem os pais,que empreguem os chefes de famílias,  que elevem as suas estimas e resgatem a dignidade familiar, núcleo mor de uma civilização avançada . 

Que o progresso e o emprego  transformem estes jovens em homens aprendizes , proporcionando ensinamentos profissionais em todas as áreas, notadamente nas áreas do pensamento e da criatividade , sedimentado na prática , na ética e na cidadania, assim , quem sabe, com muito trabalho o Brasil do futuro e  dos sonhos poderá ser realidade.

Salvador, 28 de Janeiro de 2001

Iderval Reginaldo Tenório

SOBRAMES -BA

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

SII- LEIAM. Diário de um intestino temperamental sábado, 15 de dezembro de 2007





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sábado, 15 de dezembro de 2007

Enfim, Curada

Bem pessoal, chega o fim do ano, e acho que não existe época melhor para dar boas notícias. Espero que quem esteja lendo este blog renove suas esperanças para o próximo ano, e que tudo dará certo. Assim como vocês, passei por todos os sustos da SII, do desconforto, de achar que está com algo grave, a renovação da esperança com o Zelmac e o Dicetel. E as constantes decepções ao ver que nada dava certo, que nada fazia efeito. A minha SII era do tipo "mista"posso assim dizer, pois embora eu ficasse na maior parte do tempo presa (com muco, formato esquisito), eu tinha uma necessidade urgente de ir ao banheiro após as refeições.

Li muito sobre o assunto, e acho que o momento mais importante para o portador da SII é aquele em que ele assume o que tem. Ainda são desconhecidas as causas da SII, mas uma coisa é certa, grande parte dela está nas nossas cabeças. É um círculo vicioso. 
Ela se manifesta nos momentos de mais stress, e vc se preocupa com a doença, e se sente pior ainda, e é desenganado pelos médicos e por aí vai. Eu sou pesquisadora, tenho mestrado em ciência da computação, a parte de entender o que estava acontecendo comigo era fundamental. Pela minha natureza, eu preciso saber das coisas, não gosto de coisas sem respostas. Porém, independente do que eu descobrisse, eu jamais deixei de ter fé em Deus, e que a minha cura mais cedo ou mais tarde viria. Fazemos a nossa parte, mas nunca, podemos perder a fé. Também não acho que os milagres de Deus são coisas espetaculares, sem sentido, muito pelo contrário, tudo que ele faz possui sentido, então a minha cura não veio de forma mágica, mas Ele simplesmente me mostrou o caminho.

Eu vou contar a minha história, a minha experiência, que pode não servir a todos, mas acredito que pode ajudar alguns.
Em um dado momento, procurando por todas as soluções e sem encontrar nada eu comecei a perceber que quando eu me movimentava, eu sentia uma leve melhora. Comecei a lembrar também que em épocas em que eu me exercitava, eu me sentia muito bem. Eu não tinha mais o que tentar, era minha última alternativa. Chegou um momento, em que tudo que eu comia me fazia mal (leiam os relatos antigos do blog, na verdade, quando eu comecei a escrever o blog eu já estava começando a me sentir melhor). Eu tinha acabado de casar, então tinha todo o stress da vida nova, foi um período realmente complicado. Eu mudei de trabalho, anteriormente, eu tinha que fazer uma pequena caminhada para chegar ao local de trabalho, e incrivelmente isso já ajudava. No novo, eu não precisava caminhar pois parava na porta, isso só piorava a situação, e na época, eu não tinha percebido isso.

O meu último plano então era: vou começar a fazer exercícios, talvez eu melhore. Nesta época eu já estava tomando o zelmac, e depois o dicetel. Já tinha passado daquela fase inicial da empolgação, onde esses remédios não faziam mais efeito.

Logo no comecinho, cada dia que eu fazia exrecício ao final do dia eu me sentia melhor. Mas, se eu não fizesse, era impressionante, era como se eu tivesse deixado de tomar um remédio vital. Cheguei a ficar paranóica, me exercitando até nos domingos (esteira, caminhada, abdominais, ginástica localizada). Com o passar do tempo, eu comecei a notar que eu poderia deixar de fazer exercício 1 dia por exemplo, e eu já não me sentia tão mal. Continuei com a dieta restrita, e verificando o meu progresso. Uma das coisas importantes ao portador da SII é verificar os alimentos que nos fazem mal, e evitar mesmo. Eu sabia de muitas coisas que me faziam mal, aí, dava aquela escapulida, e depois me arrependia, pois passava muito mal. Outra coisa que acontecia era: eu estava muito bem uma semana inteira, no fim de semana comia uma coisinha com leite por exemplo, era mais uma semana inteira pra poder me sentir bem novamente.

Com o passar do tempo, além dos exercícios, minha vida foi entrando nos eixos, comecei a fazer um alongamento/relaxamento, e tentando eliminar o stress, mesmo em situações estressantes. Comecei a me sentir melhor, meu cocô, já estava assumindo uma forma normal, que eu nunca mais tinha visto! Hehehe.. eu já tinha até esquecido qual era o formato normal de cocô, o que é entrar no banheiro só pra fazer o que se tem que fazer, sem drama, sem trauma. Bem, já são 4 meses sem SII, cocô normal, continuo fazendo meus exercícios, meu alongamento, sou uma pessoa muito mais calma, e como tudo que eu tenho vontade. Obviamente eu procuro não abusar, por exemplo, eu bebo leite diariamente, mas bebo leite de soja, que eu gosto até mais do que o leite comum. Mas se eu estiver em um hotel por exemplo, eu beberei um café com leite comum, sabendo que não me fará mal algum. Também não tomo mais remédio algum.

Não espero que a minha história seja a cura para todos, até mesmo pq a SII é muito diferente em cada um de nós, mas que ela seja uma ponta de esperança para aqueles que penam há anos com a síndrome.

Desejo, que assim como Deus mostrou o meu caminho para a cura, assim Ele o faça com vocês, sem nunca esquecer aquilo que ajuda durante a caminhada: Fé, cabeça, pesquisa, tranquilidade, e motilidade! Já que nosso intestino não se move vamos colocá-lo pra se movimentar.

Um Feliz 2008 para todos,
de muita paz e saúde

Bjs
Amanda

UM ALAGOANO DE FIBRA, JOCA UM VENCEDOR.


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Joca ,  filho mais velho  de uma família de dezesseis irmãos , nascera numa pequena casa de taipa sob os cuidados de uma velha parteira , vivera sob o sol escaldante do nordeste brasileiro num pequeno município literalmente  agrícola, no qual,   o índice pluviométrico beirava os 600 milímetros de chuvas, o garoto era um xerófilo, neste primeiro ato era  o Joca casado com a sua ampla e nordestina família, a sua mais importante união. 

Do cabo da enxada e da lâmina da foice, o Joca conheceu  a caneta e o papel, nas feiras livres do seu pequeno município  aprendeu a contar, somar e resolver os problemas dos pequenos comerciantes .
 De mente aberta e  bem oxigenada  procurou se  matricular no único grupo escolar e antes de terminar o curso primário, já sabia mais do que o mais exímio professor, o menino era um predestinado. 

 Curioso, prestativo e sempre ativo,  na carroceria de um caminhão carregado de sacos   visitou a cidade chave que comandava  a sua região , tomou gosto pela pequena metrópole, conseguiu um emprego na Prefeitura e de imediato fez a sua matrícula  no Colégio Municipal , trabalhava em turno contínuo das 08 às 14 horas na secretaria escolar , ensinava  até a oitava série no período vespertino e continuava na mesma escola, pois à noite , de professor passava a estudante do curso médio. 

A noite era longa, só se entregava aos braços de Morfeu depois que o galo cantava, os sonhos eram muitos e teriam que ser realizados, o menino trazia na mente a certeza de dias melhores.

Como o mundo é todos e a esperança  a mãe de todos os homens , o menino partiu para a capital,  e lá, devido a  força das ondas, do  roncar das águas e da sutileza da brisa   se encantou com o mar,  se apaixonou pela lua e fez as pazes com o escaldante sol, decidido e confiante ingressou no seu maior desafio, enfrentar os bancos da Universidade, na primeira tentativa e com muito foco   acertou na mosca , de cabeça raspada e de boné verde estava lá sentado na primeira carteira o meu querido  camponês e capiau Joca, o filho de seu Totonho, neste período,  com afinco e predestinação,  perpassou com turbulência o seu segundo casamento, o seu enlace era com a escola e o trabalho, sem ouvidar a vasta familia.
  

Como o tempo não para, não espera  e não perdoa  , passado mais de seis anos , lá se encontrava o menino, agora um jovem estudado e graduado, todo  vestido de branco a iniciar a sua lida profissional para o bem da humanidade. 
De inicio procurou um rancho para a familia , escolas para os irmãos combinadas com    empregos para os maiores e um porto seguro para os sofridos pais, com este gesto o Joca reiniciava o seu terceiro casamento, a volta do homem ao seu inesquecível ninho, a mais importante instituição da vida e o mais confortante dos Portos seguros , volta o Joca ao seio da família e tudo orquestralmente recomeça.

A prole de seu Totonho toma o caminho da escola, todos apoiados pela batuta do  pequeno varão encontram os seus destinos, todos sem exceção ,    se familiarizaram com os livros, com os cadernos e as canetas, são guinados a seguirem o exemplo dos pais, homens do bem , agora enriquecidos com a sede do  saber e do conhecimento, todos partiram para o pódio.
O Joca, com  esta façanha e responsabilidade,  mantinha o seu indestrutível  casamento com a família, até o dia em que , com   os irmãos  em franco desempenho, prestes a conquistar a independência com segurança e   cidadania  , com os pais bem instalados  parte o Joca para o seu ultimo , decidido e pensado casamento, parte o moço para a constituição de  um novo núcleo familiar, conquistar uma esposa, os seus rebentos e um lar.  
O menino  convicto que jamais esquecerá de todos estes enlaces , convicto desta série   de casamentos, todos  conquistados e vividos em épocas coerentes e certas, caminha firme em busca da felicidade.
 O Joca, o filho de  seu Totonho  , é um verdadeiro Joca,  bom filho, bom amigo, bom estudante, grande colega,  excelente trabalhador, exemplar irmão, um invejável   cidadão do bem. Conheceu com plenitude os casamentos da vida, primeiro com a família,  depois com a escola e com o trabalho,  novamente com a família e por ultimo na constituição de um novo ciclo, com segurança,  inteligência, independência , sabedoria , equilíbrio e cônscio do dever cumprido em todas as etapas preparatória da vida, o Joca atuou com simplicidade e  maestria, o Joca   foi  para todos um exemplo de cidadania.

Na vida conheci alguns Jocas  e deles tenho orgulho, Joca muito obrigado. 
A sua Universidade foi a Universidade da vida e do mundo, você foi um vencedor. 

Iderval Reginaldio Tenório


Serra do Araripe Dr Iderval Reginaldo Tenório - YouTube

Este moço é um  Joca  e fala de outro Joca

https://www.youtube.com/watch?v=dNaIsP1ju08
9 de fev de 2016 - Vídeo enviado por IDERVAL REGINALDO TENÓRIO Tenorio
Reginaldo Tenorio lhe enviou um arquivo de vídeo.

Luiz Gonzaga e Benito di Paula - Viva meu padim (João Silva, Luiz ...

https://www.youtube.com/watch?v=nBgyB6Jb2_Y
20 de mai de 2011 - Vídeo enviado por vitrolanoberro
Luiz Gonzaga - Disco "Forró de cabo a rabo" (1986) "Viva meu padim". Participação: Benito di Paula.
14 de out de 2012 - Vídeo enviado por Júlio Popó
Minha homenagem a colina do Horto em Juazeiro do Norte, um lugar que desde a primeira vez em que ...

Viva meu Padim Juazeiro do norte - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=17oSyCQqXQM
22 de out de 2013 - Vídeo enviado por Lucas Gabriiell
Viva meu Padim Juazeiro do norte. Lucas Gabriiell ... viva meu padrinho cicero viva também frei Damião

A TRAJETÓRIA DE UM JOCA.

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Joca ,  filho mais velho  de uma família de dezesseis irmãos , nascera numa pequena casa de taipa sob os cuidados de uma velha parteira , vivera sob o sol escaldante do nordeste brasileiro num pequeno município literalmente  agrícola, no qual,   o índice pluviométrico beirava os 600 milímetros de chuvas, o garoto era um xerófilo, neste primeiro ato era  o Joca casado com a sua ampla e nordestina família, a sua mais importante união. 

Do cabo da enxada e da lâmina da foice, o Joca conheceu  a caneta e o papel, nas feiras livres do seu pequeno município  aprendeu a contar, somar e resolver os problemas dos pequenos comerciantes .

 De mente aberta e  bem oxigenada  procurou se  matricular no único grupo escolar e antes de terminar o curso primário, já sabia mais do que o mais exímio professor, o menino era um predestinado. 

 Curioso, prestativo e sempre ativo,  na carroceria de um caminhão carregado de sacos   visitou a cidade chave que comandava  a sua região , tomou gosto pela pequena metrópole, conseguiu um emprego na Prefeitura e de imediato fez a sua matrícula  no Colégio Municipal , trabalhava em turno contínuo das 08 às 14 horas na secretaria escolar , ensinava  até a oitava série no período vespertino e continuava na mesma escola, pois à noite , de professor passava a estudante do curso médio. 

A noite era longa, só se entregava aos braços de Morfeu depois que o galo cantava, os sonhos eram muitos e teriam que ser realizados, o menino trazia na mente a certeza de dias melhores.

Como o mundo é todos e a esperança  a mãe de todos os homens , o menino partiu para a capital,  e lá, devido a  força das ondas, do  roncar das águas e da sutileza da brisa   se encantou com o mar,  se apaixonou pela lua e fez as pazes com o escaldante sol, decidido e confiante ingressou no seu maior desafio, enfrentar os bancos da Universidade, na primeira tentativa e com muito foco   acertou na mosca , de cabeça raspada e de boné verde estava lá sentado na primeira carteira o meu querido  camponês e capiau Joca, o filho de seu Totonho, neste período,  com afinco e predestinação,  perpassou com turbulência o seu segundo casamento, o seu enlace era com a escola e o trabalho, sem ouvidar a vasta familia.
  

Como o tempo não para, não espera  e não perdoa  , passado mais de seis anos , lá se encontrava o menino, agora um jovem estudado e graduado, todo  vestido de branco a iniciar a sua lida profissional para o bem da humanidade. 

De inicio procurou um rancho para a familia , escolas para os irmãos combinadas com    empregos para os maiores e um porto seguro para os sofridos pais, com este gesto o Joca reiniciava o seu terceiro casamento, a volta do homem ao seu inesquecível ninho, a mais importante instituição da vida e o mais confortante dos Portos seguros , volta o Joca ao seio da família e tudo orquestralmente recomeça.

A prole de seu Totonho toma o caminho da escola, todos apoiados pela batuta do  pequeno varão encontram os seus destinos, todos sem exceção ,    se familiarizaram com os livros, com os cadernos e as canetas, são guinados a seguirem o exemplo dos pais, homens do bem , agora enriquecidos com a sede do  saber e do conhecimento, todos partiram para o pódio.

O Joca, com  esta façanha e responsabilidade,  mantinha o seu indestrutível  casamento com a família, até o dia em que , com   os irmãos  em franco desempenho, prestes a conquistar a independência com segurança e   cidadania  , com os pais bem instalados  parte o Joca para o seu ultimo , decidido e pensado casamento, parte o moço para a constituição de  um novo núcleo familiar, conquistar uma esposa, os seus rebentos e um lar.  

O menino  convicto que jamais esquecerá de todos estes enlaces , convicto desta série   de casamentos, todos  conquistados e vividos em épocas coerentes e certas, caminha firme em busca da felicidade.

 O Joca, o filho de  seu Totonho  , é um verdadeiro Joca,  bom filho, bom amigo, bom estudante, grande colega,  excelente trabalhador, exemplar irmão, um invejável   cidadão do bem. Conheceu com plenitude os casamentos da vida, primeiro com a família,  depois com a escola e com o trabalho,  novamente com a família e por ultimo na constituição de um novo ciclo, com segurança,  inteligência, independência , sabedoria , equilíbrio e cônscio do dever cumprido em todas as etapas preparatória da vida, o Joca atuou com simplicidade e  maestria, o Joca   foi  para todos um exemplo de cidadania.

Na vida conheci alguns Jocas  e deles tenho orgulho, Joca muito obrigado. 

A sua Universidade foi a Universidade da vida e do mundo, você foi um vencedor. 


Iderval Reginaldio Tenório


Serra do Araripe Dr Iderval Reginaldo Tenório - YouTube

Este moço é um  Joca  e fala de outro Joca

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9 de fev de 2016 - Vídeo enviado por IDERVAL REGINALDO TENÓRIO Tenorio
Reginaldo Tenorio lhe enviou um arquivo de vídeo.

Luiz Gonzaga e Benito di Paula - Viva meu padim (João Silva, Luiz ...

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20 de mai de 2011 - Vídeo enviado por vitrolanoberro
Luiz Gonzaga - Disco "Forró de cabo a rabo" (1986) "Viva meu padim". Participação: Benito di Paula.
14 de out de 2012 - Vídeo enviado por Júlio Popó
Minha homenagem a colina do Horto em Juazeiro do Norte, um lugar que desde a primeira vez em que ...

Viva meu Padim Juazeiro do norte - YouTube

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22 de out de 2013 - Vídeo enviado por Lucas Gabriiell
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