sábado, 29 de junho de 2013

PARA INICIANTES OU PARA OS INTERSSADOS- OS JOVENS- ENTENDENDO UMA NESGA DE POLITICA, APENAS UMA NESGA, UMA FATIA.

 
 
PARA INICIANTES E INTERESSADOS.
ENTENDENDO UMA NESGA DE POLITICA, APENAS UMA NESGA, UMA FATIA.

                                                          I
O plebiscito assim como o referendo, é uma consulta formulada ao povo para que delibere sobre "matéria de acentuada relevância", de natureza constitucional, legislativa ou administrativa.

A diferença entre o plebiscito e o referendo está exatamente na sua interlocução com o ato legislativo.
 
Quando o povo é consultado por uma lei que já foi aprovada pelo Congresso Nacional, fala-se em referendo.

Foi o que aconteceu em 2005:
 o Estatuto do Desarmamento já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado.
Um de seus artigos previa uma consulta para que a população referendasse ou não a proibição total da venda de armas em território brasileiro.
Naquele ano, a maioria do eleitorado votou "não".

O congresso após longo debate com os maiores especialistas apartidários elabora os itens e depois o povo REFERENDA.

No plebiscito acontece o inverso:
 primeiro a população é consultada de acordo com a vontade do Executivo e dos que estão no comando, responde o que recebeu pronto, sem muito debate e em seguida o Legislativo elabora uma lei tomando como base a opinião vencedora nas urnas.
 Em 1993, o Brasil realizou um plebiscito para escolher a forma (república ou monarquia constitucional) e o sistema de governo (parlamentarismo ou presidencialismo).

 

                                              II

         VOTO DE LEGENDA
Um partido tem vários candidatos, um dos candidatos tem votos de sobra após contar o mínimo para ocupar uma cadeira, os votos  que sobram são repassados para o partido , este pega estes votos ,  vai complementando a votação dos  outros candidatos do mesmo partido  que não tiveram quase que nenhum voto ou tiveram uma votação muito pequena até completarem o numero mínimo para serem eleitos, então  são eleitos sem votos próprios, é o famoso voto de legenda.  Um rico ou um desonesto patrocina a candidatura de um artista popular que não tem dinheiro e fica na espera da mega  votação, é um aproveitador .
 Exemplos:
 TIRIRICA teve 1.6milhões de votos, só precisou de 250mil, o resto foi para o partido, muitos do seu partido tiveram apenas 5mil e foram eleitos.
 
Noutro pleito o Maluf teve 1,7 milhões, sobraram 1.3 milhões de  votos e ele levou para a câmara mais uma mão de deputados.
 
O voto não é do partido,  o voto é do candidato então serão eleitos os que tiveram mais votos.
 
 O Voto de legenda não é o correto, pois quem se elege pela legenda não representa o povo, não teve voto, o eleitor  muitas vezes nem o conhece.
Vejam que o eleitor votou no candidato e não do partido.
      III
       VOTO FAMILIAR
Um cidadão é Senador, Governador ou outro cargo e coloca um parente para concorrer a um cargo na sua Cidade, no seu Estado ou mesmo na sua pasta, é de pai pra filho, é um maior absurdo, é eleição garantida, é uma verdadeira dinastia. Coloca Pai, Mãe, Filho, Esposa, Esposo, Neto e o que quiser.
 
   IV
 

 

 
SUPLENTES OU VICES

 
O Sujeito é Candidato a  Senador ou outro cargo e coloca o filho, a sua esposa, o seu  compadre ou o seu patrocinador como suplente ou vice, é uma conduta totalmente inversa  à seriedade.
 
   V
CONFLITOS DE INTERESSES
O Sujeito é eleito sob o patrocínio de determinada Empresa ou Empresas, foi eleito para proteger aquele patrocinador e não o povo de sua cidade. Grandes construtoras e outros tipos de empresas.
 
 
VI
ELEITOS POR FAÇÕES OU INSTITUIÇÕES
O Sujeito é eleito por determinada facção, determinada Igreja, é eleito pela pessoa jurídica e não pelo voto do eleitor, ele dará satisfação aos líderes e não ao povo que sufragou o seu nome nas urnas. Vide Igrejas, Associações e etc.
No próximo capítulo mais itens.
Iderval Reginaldo Tenório

4 comentários:

Anônimo disse...

Interessante demais a iniciativa da matéria tão em foco. Já compartilhei.. .Aguardo a continuação da matéria. Jaqueline Fontenelle

a disse...

Almira Reuter Acho que você foi muito feliz,na sua explicação,porém infelizmente como sabemos temos muitos analfabetos ainda no Brasil,e que não entenderia ainda sua explicação,quando falo infelizmente,é porque o Brasil primeiro tem que dar educação ao povo,e isto vai ainda demorar alguns anos para ser mudado este perfil.Tem itens difíceis até para mim,que tenho um pouco de cultura,imagine a maioria dos brasileiros.Portanto gente temos que não aceitar de maneira alguma este plebiscito,começamos nossa luta,e teremos que ir até ao fim.Basta de ficarmos calados e aceitando tudo,o mundo mudou a época mudou,nós merecemos respeito,e nós somos a maioria.

Miriam Direito disse...

Iniciativa louvável é exatamente por aí, o povo precisa entender sim o sentido da coisa e para isso é fundamental inferir com clareza o significado de cada movimento político para que possa se manifestar com lucidez. A multidão está nas ruas protestando, lutando por uma reforma que poucos sabem o que realmente significa.
A exemplo devemos atentar para a possibilidade do voto distrital, certamente muitas dessas pessoas não sabem o que é voto distrital bem como não sabem estabelecer a diferença entre distrital e misto.
Resumindo é isso mesmo Dr.Iderval o Brasil antes de qualquer coisa carece de educação, informação, cultura.

Miriam Direito disse...

Iniciativa louvável é exatamente por aí, o povo precisa entender sim o sentido da coisa e para isso é fundamental inferir com clareza o significado de cada movimento político para que possa se manifestar com lucidez. A multidão está nas ruas protestando, lutando por uma reforma que poucos sabem o que realmente significa.
A exemplo devemos atentar para a possibilidade do voto distrital, certamente muitas dessas pessoas não sabem o que é voto distrital bem como não sabem estabelecer a diferença entre distrital e misto.
Resumindo é isso mesmo Dr.Iderval o Brasil antes de qualquer coisa carece de educação, informação, cultura.