domingo, 7 de abril de 2013

Lula é o nosso pai, diz 'herdeiro' de Hugo Chávez na Venezuela

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Lula é o nosso pai, diz 'herdeiro' de Hugo Chávez na Venezuela.



MÔNICA BERGAMO
fotos MARLENE BERGAMO
ENVIADA ESPECIAIS À VENEZUELA

RESUMO Herdeiro de Hugo Chávez diz que "direção coletiva" do chavismo está unida, defende Forças Armadas na política e afirma que TVs públicas têm que educar para a revolução. Em campanha para a Presidência da Venezuela, ele diz que o país enfrenta uma 'guerra econômica' e que se inspira na 'ética' e na liderança de Lula.
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Mãos ao volante, Nicolás Maduro, que assumiu a Presidência da Venezuela depois da morte de Hugo Chávez, em março, dá uma guinada à esquerda e breca a perua Ford que dirige em frente ao portão de uma casa de Barinas, cidade do interior da Venezuela que fica a 500 quilômetros de Caracas.
"Vocês podem me esperar no carro por dois minutinhos? Vou visitar uma pessoa e já volto", pede ele às jornalistas da Folha, interrompendo uma conversa que já durava quase 20 minutos.


Herdeiro de Hugo Chávez diz que “direção coletiva” do chavismo está unida, defende Forças Armadas na política e afirma que TVs públicas têm que educar para a revolução. Em campanha para a Presidência da Venezuela, ele diz que o país enfrenta uma ‘guerra econômica’ e que se inspira na ‘ética’ e na liderança de Lula.
“Enfrentamos a desaparição física de nosso comandante eterno. Vamos defender esta revolução, o legado de Chávez. Preciso do apoio de vocês, desta linda e gloriosa família de Chávez.” E o público: “O povo unido jamais será vencido!”.
  “Vocês querem o capitalismo?”, perguntava. “Nããão”, respondia a multidão. “Vocês decidem se querem Nicolás Maduro, um filho de Chávez, ou o burguesinho que entrega a pátria!”, dizia, referindo-se a Capriles. “Volta para a sua mansão em Nova York, burguesinho caprichoso. Vou te derrotar com a ajuda desse povo glorioso.”
No fim, Maduro ergue a mão: “Juro…”, grita ao microfone. A população imita o gesto. E repete: “Juro…”. Segue ele: “Cumprir os ditames do nosso comandante Chávez…”. A multidão ecoa, em uníssono.
Ex-motorista de ônibus, sindicalista, era deputado e presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, em 2006, quando Chávez o escolheu para ser o chanceler do país. Foi pego de surpresa. Juntou assessores, abriu o mapa-múndi e disse: “O mapa de Caracas eu conheço perfeitamente. Agora tenho que conhecer este aqui”.

Apoiado por Lula, que enviou a ele um vídeo para ser usado na campanha, Maduro reagiu às declarações de seu opositor, que diz ter o governo do ex-presidente do Brasil, capitalista mas que combate a pobreza, como modelo. “Lula para nós também é um pai.

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