Rui Barbosa foi uma das figuras públicas mais proeminentes a se opor à obrigatoriedade da vacinação durante a Revolta da Vacina em 1904, na capital do Brasil na época, o Rio de Janeiro. Ele não era contra a vacina em si (um negacionista no sentido moderno), mas sim contra a imposição forçada pelo Estado, defendendo a liberdade individual.
Posicionamento de Rui Barbosa:
- Defesa da Liberdade Individual: Rui Barbosa, um jurista e político de grande prestígio, argumentava que a vacinação obrigatória era uma violação dos direitos e liberdades individuais dos cidadãos, uma afronta ao Estado de direito republicano.
- Discursos Inflamados: Ao lado de outros políticos de oposição ao governo do presidente Rodrigues Alves e intelectuais, ele proferiu discursos inflamados que contribuíram para a efervescência popular e a revolta generalizada contra a lei de vacinação compulsória, proposta pelo sanitarista Oswaldo Cruz.
- "Lei Morta": Em um de seus pronunciamentos no Senado, ele chegou a declarar que a "lei da vacina obrigatória é uma lei morta", criticando a coerção estatal.
Contexto e Desfecho:
A oposição de Rui Barbosa estava inserida em um contexto complexo, que envolvia insatisfação popular com as reformas urbanas autoritárias de Pereira Passos e a falta de informação sobre a vacina. A Revolta da Vacina, que resultou em conflitos violentos nas ruas, levou o governo a revogar temporariamente a obrigatoriedade da vacinação.
Anos mais tarde, com o avanço da ciência e a erradicação da varíola, Rui Barbosa reconheceu o valor das ideias de Oswaldo Cruz e mudou sua posição, chegando a pedir desculpas pelo seu posicionamento anterior.
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