terça-feira, 22 de julho de 2014

A flor de Puxinanã - Por Ze da Luz


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 Zé da Luz


Postarei uma das mais importantes páginas do grande poeta Paraibano-

                            Zé da Luz.


 ZÉ DA LUZ (1)

Severino de Andrade Silva, nasceu em Itabaiana, PB, em 29/03/1904 e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, em 12/02/1965. O trabalho de Zé da Luz é conhecido pela linguagem matuta presente em seus cordéis. 
Zé da Luz, poeta, das terras nordestinas, nasceu em 29 de março de 1904 em Itabaiana, região agreste da Paraíba e faleceu no Rio de Janeiro em 12 de fevereiro de 1965. Veio ao mundo como Severino de Andrade Silva e recebeu a alcunha de Zé da Luz. Nome de guerra e poesia, nome dado pela terra aos que nascem Josés e, também, aos Severinos, que se não for Biu é seu Zé.

Sintam nas palavras do grande poeta a importância do ser humano,a importância da mulher.
A mulher pode ser gorda,magra,massuda,de nádegas e peitos avantajados,cintura com mais de 70% das medidas do quadril,quase 100%, mesmo assim todas são admiradas ,queridas e desejadas pelos homens, mostrando que o importante na mulher é o caráter,a seriedade e o respeito,como diz a minha mãe do alto dos seus 98 anos:'O IMPORTANTE NA MULHER MEU FILHO NÃO É O CORPO ,O  IMPORTANTE  É A DIREITICE"Dona Tonha.
Iderval Reginaldo Tenório
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A flor de Puxinanã - Por Ze da Luz


Três muié ou três irmã,
três cachôrra da mulesta,
eu vi num dia de festa,
no lugar Puxinanã.


A mais véia, a mais ribusta
era mermo uma tentação!
mimosa flô do sertão
que o povo chamava Ogusta.


A segunda, a Guléimina,
tinha uns ói qui ô! mardição!
Matava quarqué critão
os oiá déssa minina.


Os ói dela paricia
duas istrêla tremendo,
se apagando e se acendendo
em noite de ventania.


A tercêra, era Maroca.
Cum um cóipo muito má feito.
Mas porém, tinha nos peito
dois cuscús de mandioca.


Dois cuscús, qui, prú capricho,
quando ela passou pru eu,
minhas venta se acendeu
cum o chêro vindo dos bicho.


Eu inté, me atrapaiava,
sem sabê das três irmã
qui ei vi im Puxinanã,
qual era a qui mi agradava.


Inscuiendo a minha cruz
prá sair desse imbaraço,
desejei, morrê nos braços,
da dona dos dois cuscús!


Zé da Luz.

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