sábado, 23 de dezembro de 2017

COMO VEJO A MINHA MÃE DECLARAÇÃO DE UMA PRÉ-ADOLESCENTE


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                             DIÁRIO DE UMA MENINA

COMO VEJO A MINHA MÃE
DECLARAÇÃO DE UMA  PRÉ-ADOLESCENTE

I ATO
Hoje acordei pensando na vida, olhei para os lados e ela não estava, não falei , não abracei e nem a beijei nesta manhã, achei muito estranho, passei toda a manhã atordoada, triste , estranho,  muito estranho mesmo, só tem uma coisa diferente, é o meu primeiro dia de férias escolares , acordei tarde, fiquei triste, ela saiu muito cedo, saiu na mesma hora , eu foi quem acordou tarde.

II ATO
A manhã quase que não chega ao fim, vai anoitecer e não chegará o meio dia, muito estranho. É meio dia , o ponteiro marca doze hora, almoço meio encabulada , não poderia deixar de me alimentar, pois ainda sou criança, nada tinha graça, a música do rádio, as imagens da televisão, o latir dos cachorros, o miar dos gatos, o mavioso e sonoro canto do belo pássaro preto, o buzinar dos carros, a chamada do carro do gás, os gritos das outras crianças e até o chiado da panela de pressão a cozinhar responsavelmente o feijão tinha graça, nada, nada poderia me explicar aquilo que estava acontecendo e que  soava muito estranho, bom se hoje fosse  ontem, só assim eu iria para  a escola, o que faço todos os dias pela manhã, é o que faço ,  sem antes deixar de beijá-la ou abraçá-la. 

III ATO

É dia de aula, dia de escola, não estou de férias, é quase madrugada, sinto  algo a deixar a cama mais leve, apesar de todo o cuidado sinto a ponta do lençol a desnudar os meus pequenos pés, sinto que uma onda de calor ou o lufar  de um  vulcão  aos poucos se distancia do meu corpo, é como se parte do meu corpo deixasse ou saísse do meu corpo, sem sair do meu eu, com as vistas pesadas vejo esta cena, porém continuo deitada a dormir, escuto o estalo do interruptor, o troc-troc da tranca  a selar a porta , em seguida uma descarga a expurgar algo para  o  esgoto e a me avisar que já está na hora de me levantar, adormeço  outra vez , coisa comum nas crianças, aliás continuo a dormir. Um novo estalo  soa nos meus ouvidos, é o trinco da porta a  destravar a zoadenta tranca, a porta bate na parede e fica escancarada, um facho de luz invade o quarto, clareia a minha cama e entra nos meus olhos a me despertar, escuto uma voz nos meus ouvidos, sinto  uma boca a beijar a minha testa , dois braços a me abraçar, duas mãos a me pegar e retirar cuidadosamente o meu branco lençol e descobrir completamente o meu corpo, baixinho fala:


“ESTÁ NA HORA, VÁ TOMAR O SEU BANHO, ESTÁ NA HORA”, 
 é o melhor despertar do mundo.  


IV ATO

São cinco e trinta minutos  da manhã, permaneço na cama por mais cinco ou seis minutos,  escuto o toque do fogão a liberar a sua fagulha, a força da água a tocar o fundo da chaleira  e o tilintar de xícaras, pires, colheres , facas e de outros utensílios, são indícios que pela manhã a munição de bucho será boa, será nutritiva, lembro que a guerreira nunca deixou faltar, desde o tempo da vovó reina a fartura nesta casa,  a alimentação e a honestidade fazem parte das nossas vidas.

Levanto e repito automaticamente todos os seus caminhos, ao final  já encontro o desjejum pronto e posto à mesa, a farda sobre a cama, o sapato ao pé da cadeira , um par de meias lavadas, uma merenda cuidadosamente preparada e ela apressada a fazer as últimas tarefas, outra vez escova os polidos e brilhosos dentes, coloca uma roupa saideira, usa o seu batom, ajeita os cabelos, observa os olhos, a pele, calça os sapatos, observa se as vestes estão boas e adequadas , confere os pertences, conta o pouco dinheiro e separa o que vai utilizar,  averigua os documentos e olhando para a  tela do celular, que depois o guarda num lugar não visível,  balbucia para si mesmo: 


 ” VIXE! JÁ ESTOU ATRASADA”,
 me beija, me abraça,  me cheira, me aperta e diz: 
“JUÍZO, JUÍZO, AGUARDE O SEU TIO OU A SUA TIA E VÁ PARA A ESCOLA”.

        
ATO V
Já são seis horas , a guerreira desce as escadas da rua,  vigio , sempre vigio todavia assustada, olha para um lado e para o outro, só se acalma quando chega ao ponto da condução na avenida principal, pois moramos numa rua transversal, é por esta avenida que circulam os veículos , em menos de três minutos o seu buzú passa e ela toma o assento das ultimas fileiras, parece até que ela tem na cabeça todos os horários dos seus ônibus, com o papa filas lotado e numa via crucis toma o caminho da cidade, num trajeto de vinte quilômetros o veículo pára de oito a dez vezes para a saída e para a entrada de novos passageiros, o seu ponto se aproxima e lentamente vai se deslocando até a porta de saída, o sorriso aflora no seu rosto, o carro pára, ela desce, confere a bolsa, passa a mão nos cabelos, ajeita as vestimentas, olha para todos os lados e toca as pernas para o trabalho, atenta , cuidadosa e de olhos abertos , não deixa ser tocada pelos olhares dos transeuntes que neste horário já enchem esta importante avenida comercial do centro da cidade, anda de cinco a dez minutos , é a primeira a chegar, adentra  no porto seguro onde ganha o pão de cada dia e de toda a família.


VI  ATO
No meu imaginário , tranquilamente adentra no edifício, com a chave da porta principal entra no aposento, como chega minutos antes do início do trabalho, fecha a porta e passa a chave por segurança,  com as mãos nos interruptores aciona as lâmpadas, abre todas as entradas de ar puro, as janelas laterais, toma um gole de água, aciona os computadores, observa o ambiente, recolhe alguns papeis , varre o piso , ajeita algumas cadeiras, borrifa álcool e alguma essência para purificar o ambiente que passou a noite inteira fechada e parte para a mais nobre tarefa, o seu ganha pão e o sustento da família, diz para todos nós que a vida tem que ser ganha com o suor do seu próprio rosto, nada fácil tem recompensa , pode até ser perigoso.


VII ATO

Inicia o seu trabalho, uma tarefa árdua,  não pode se confundir, o trabalho é preciso e não permite deslizes, quando pode almoçar no horário, almoça, quando não pode faz um lanche e almoça mais tarde, no fim do dia com a cidade em polvorosa toma o caminho de casa, agora mais demorado, com mais riscos e ainda exausta, o meu  coração não deixa de palpitar, a minha mente não  pensa noutra coisa, ansiosa espero o seu abraço, o seu beijo , o seu sorriso e o seu aconchego, transbordo de alegria quando a mesma chega,  conta-me as novidades, as dificuldades, o trabalho árduo , porém proveitoso e encorajador , juntas partimos para o jantar, conto com detalhes todos os episódios do meu dia, ela atenciosamente escuta , mais tarde subimos para o nosso quarto, pois o quarto é meu e dela, olha os meus trabalhos escolares, me orienta, me faz perguntas diversas sobre tudo que aconteceu em casa e na escola,  depois  tomarmos separadamente uma ducha para chamar o sono, mais uma vez caímos abraçadas na mesma cama , lhe abraço forte, ela me abraça também, lhe beijo forte e ela me beija também, conto uma história, ela conta outra e nos cobrimos com o mesmo lençol, vem o silencio , com ele a madrugada e o  merecido descanso da minha guerreira, a noite é rápida, depois de oito horas nos braços de Morfeu vem o raiar do dia, ainda escuro a matriarca reinicía a sua luta, o seu novo dia ,  começa tudo outra vez, neste dia não tem coisas estranhas, é mais um dia de labuta e de escola.


VIII ATO
Relato que os dias mais estranhos, estranho mesmo,  são os dias de  domingos e os feriados, são tão estranhos que o sol acorda ou nasce  mais cedo do que nós duas, são os dias mais preguiçosos do mundo, as vezes ao acordar ela vai direto para a cozinha, tem que preparar o almoço, não existe descanso nesta casa , são dias estranhíssimos. Nos domingos dormimos mais cedo, pois neste dia são lavadas e passadas as roupas da semana, inclusive toalhas e lençóis, em seguida  vem a  segunda que  é dia de escola e de trabalho, é assim que vejo e relato a trajetória da minha heroína, é assim que acontece, a minha querida genitora é uma leoa, é uma provedora de muita responsabilidade.



IX  ATO

Eu gosto muito,  gosto um montão desta minha mãe, é a mais mais  de todas as mais mais do mundo, quando eu crescer, e vou crescer, quero ser igual a ela, só peço ao Criador que me dê escola, que melhore a minha formação profissional durante toda a minha vida, pois com uma boa formação profissional vou progredir na vida e vou conquistar dias melhores para todos nós da família, por minha mãe farei tudo que for ao meu alcance, farei quase o impossível e lhe encherei de orgulho.

Peço a Deus que me dê Escola, coragem, força, vontade de crescer e muita saúde, uma vez a minha heroína não pode se matar a vida inteira  em busca do pão , em busca de sustentar a  família, um dia terei  que protegê-la, um dia terei condições de dar tudo do  bom e do melhor para esta minha lenda viva, do mesmo jeito que tenho orgulho por ela, o seu orgulho por mim sempre terá que aumentar, nós somos inseparáveis, mesmo quando tiver a minha casa, os meus filhos e for a dona total da minha vida estaremos juntas.

Nós somos e sempre seremos as maiores amigas do mundo, eu tenho orgulho desta mulher simples, honesta, linda e guerreira, mesmo cada uma seguindo o seu próprio caminho somos inseparáveis , da mesma maneira que ela é inseparável de minha vó que é a sua mãe.

EU SOU E DOU TUDO POR MINHA MÃE. 
A minha mãe é o meu sol, a minha lua, a minha brisa, a minha vida e o meu tudo, é assim que vejo a minha mãe, sou  Yrolana Arieuqis, brasileira.



X

Tenho 12 anos de idade, nunca dormi separada da minha mãe, desde o primeiro dia de gravidez dormimos juntas na mesma cama, a minha primeira casa foi ficando pequena apesar de  cotidianamente crescer, eu morava sozinha dentro dela, era pequena, redonda, escura, fofa , quentinha e pulsátil, chegou o dia que não me cabia mais e eu tive que nascer, depois que cheguei propriamente dito na terra, neste meu mundo, continuei dormindo na mesma cama da  minha mãe, pois continuamos morando numa casa pequena e a sua cama sempre foi a minha também, eu não sei o que é dormir separado , a sua respiração, o seu calor e o seu cheiro funcionam como um indutor do sono, na sua ausência tenho dificuldades para dormir, imagine para sonhar, sinto que falta algo e este algo eu sei o que é, é o seu amor, o seu carinho e a segurança que a mesma passa para mim,  nós dormimos tão juntinhas, tão apertadinhas que muitas vezes escuto e conto todos os batimentos do seu coração, ele diz que gosta muito de mim e fala sorrindo, aí eu adormeço.


Eu e minha mãe estamos de mãos dadas para tudo e nada neste mundo nos afastará, inclusive quando ficar adulta e formar a minha nova família ela ficará na minha companhia, na minha cabeceira para me orientar, a minha mãe sempre será a minha Luz, é ela um forte pilar da  minha vida, os seus ensinamentos passarei para os meus filhos e para os netos, minha mãe  é a mais importante mulher deste mundo, é a minha única e  confidente amiga, é a pessoa que mais gosto deste nosso confuso e interessante mundo, um dia serei mãe de minha mãe , um dia serei. 


Yrolana Aryeuqis.


Iderval Reginaldo Tenório

MÃEZINHA QUERIDA - AGNALDO TIMOTEO PART. ESP. ANGELA ...

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ALBUM: OBRIGADO MÃE (1995) GLOBO COLUMBIA.

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