LÉO REIS
TROQUEI A METRÓPOLE PELO PARAÍSO-
Léo Reis(Médico), um homem sábio.
Dr. AURELINO SANTANA REIS CRM BA 4696 e CREMESP 64265
Médico formado na UFBA. Residência em Cirurgia, hoje faz Clinica e Ultrassonografia. Médico Escritor.
Morou e atuou em São Paulo por muito tempo. Hoje mora na Barra do Gil, Vera Cruz (Bahia). Clínica Dr. Léo Reis
TROQUEI A METRÓPOLE PELO PARAÍSO
A década mais produtiva da minha vida foi a última. Renunciei a ver prédios, ouvir barulho, não ver um céu estrelado nunca…
Hoje o meu quintal é quase infinito. E lá no fundo do meu quintal estão as cidades. A autointitulada “civilização” produz mais lixo do que amor e amizades. Muito egoísmo, arrogância e mentiras. Atores vivenciando personagens para agradar.
Na natureza, a etologia, o estudo dos comportamentos dentro da biologia sabe bem. As populações quando crescem e permanecem juntas ou fogem uns dos outros, quando isto é possível ou tem altos níveis de estresse. Isso gera a impossibilidade de a paz reinar.
Isto se reflete nas cidades. Mesmo as médias e notadamente nas grandes. Uma agonia na luta. Luta que inicialmente é pela vida. Justa.
Nos humanos, ao longo do tempo, a luta passou a ser por ganhos. De todos os jeitos. Ganhar para comprar espaço, se estabelecer como importante, se sobrepor sobre os outros. É então fácil compreender as violências que muitos praticam. E os que não tem a índole violenta, se submetem ou fingem se submeter, à espera de uma chance ou oportunidade de migrar.
Aparecem os reclamantes, os invasores, os violentos dispostos a tudo. No final, a certeza é um ambiente caótico, insuportável.
Felizmente há a música que permite um tipo de retiro. Mas não dá para se esconder para sempre entre fones de ouvido. O cotidiano se impõe e lá vem os humanos de novo com a sua cidade. Para espremer, sugar, humilhar, chamar para a luta diária com poucas ou nenhuma recompensa. Pois que o que se ganha de bom, e há sim, coisas boas, definitivamente para mim, não pesam na balança e no balanço da vida, mais que o estresse, o medo.
Passa-se por alguém e há o receio de que aquele alguém, aquele humano possa ser um malvado. Muitas vezes se passou perto de um ser magnífico mas se é ensinado a temer e duvidar.
Eu estou fora da urbanidade. Optei pelos espaços, pela distância de tantos que querem me atropelar, tomar meu lugar, roubar meu fone de ouvido. Aliás, aqui posso ouvir minhas músicas bem alto sem ter que me preocupar com a raça humana. Ô ô ô raça ruim.
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