ESCUTEM MAÍRA CANTANDO O BELCHIOR. ESCUTEM E REFLITAM SOBRE A IMPORTÂNCIA DAS FASES DA VIDA. .
Fases da vida atropeladas por gravidezes precoces.
Crianças gerando crianças.
Viva a sua criança interior e continue criança.
Em 2006 o Dr. Zezinho atendeu uma jovem de 21 anos de idade, chamada Esperança, veio acompanhada de sua avó e sua mãe que já eram suas pacientes. Trouxe a tiracolo uma sapeca filha de 06 anos de idade.
É comum no seu
consultório, as crianças que vêm com os pais afeiçoarem-se com o humilde discípulo do deus Asclépio.
Era a terceira geração familiar, uma vez que o Dr. Zezinho era médico de sua mãe e de sua avó.
Refere Esperança que anos atrás, a sua avó havia marcado um procedimento médico devido dores leves e inespecíficas, nauseas e vômitos, estava com 18 anos de idade. Na sua avaliação pré-exame, que o senhor sempre realiza, viu que o seu quadro não se encaixava na
hipótese diagnóstica refeida no pedido. Informou com prudência à paciente e telefonou
para o médico assistente, comunicou que iria solicitar um Beta HCG, que logo concordou. O teste foi realizado na mesma manhã, no outro dia saiu o resultado: Positivo.
O senhor acompanhou a sua gravidez, indicou um obstetra e nasceu a minha mãe numa maternidade publica. Minha mãe se casou aos 18 anos e eu nasci 02 anos depois.
Sempre acompanhei a minha vó e a minha mãe quando vinham para uma consulta.
Sou aquela criança bela, sabida, buliçosa e ativa que cantava e dançava com o senhor na sua sala, eu adorava acompanhá-las quando marcavam as suas consultas.
O tempo passou, a criança cresceu e diminuiu as suas visitas devido os horários escolares. Num deslize, engravidei e parí esta linda menina, hoje com 06 anos.
O atendimento foi prolongado e repleta de lembranças, abraços e às vezes gotas de lágrimas. Realizada a anamnese, exame físico, solicitados exames de laboratórios e nenhum exame invasivo. Foi dado o diagnóstico clinico, realizado o tratamento, as reavaliações e partiu para a vida.
Passado anos, já em 2015, num belo dia de janeiro entra no consultório do Dr. Zezinho uma debutante, estava acompanhada da mãe Esperança, da avó e da bisavó.
Trazia na bolsa uma pasta com o seu nome, a logomarca de uma clínica de ginecologia e obstetricia, e escrito em letras garrafais: PRÉ-NATAL.
Aquela menina de 06 anos em 2006 estava com 8 semanas de gravidez.
Este episódio ficou gravado na mente do Dr. Zezinho e o deixou reflexivo ao extremo.
A bisavó pariu no fim da adolescência, a avó no início da fase adulta, aos 20 anos de idade, a mãe com 14 anos, a filha está grávida aos 15 anos de idade, se seguir o mesmo modo, entrará em foco a tataravó.
São cinco gerações que não gozaram a infância, nem a adolescência e que entraram na vida adulta precocimente.
Um vida séria, cheia de dúvidas e responsabilidades para um cérebro ainda imaturo.
Segundo a neurociência, o ser humano não deve pular nenhuma de suas fases da vida, pois a maturidade cerebral tem início depois de duas décadas e meia de vida.
Brincar, socializar-se na infância, estudar, contestar na adolescência, adquirir conhecimentos, pratricar, contestar e socializar-se mais uma vez e sedimentar a vivência são as bases para o cérebro entrar na fase de maturação com segurança.
Viver as fases da vida é salutar para cada ser humano e para toda a sociedade. Viva sem reprimir o desenvolvimento de um criança.
Iderval Reginaldo Tenório
Doutor Zezinho, sempre reflexivo.
ESCUTEM MAÍRA CANTANDO O BELCHIOR. ESCUTEM E REFLITAM SOBRE A IMPORTÂNCIA DAS FASES DA VIDA.
ESCUTEM OS DOIS VÍDEOS.
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