O blog foi criado para a cultura. Mostra o quanto é importante o conhecimento.Basta um click no artigo. Centro Médico Iguatemi,310.CLINICA SÃO GABRIEL LTDA- 33419630 33425331Participe ,comente, seja seguidor. DR IDERVAL REGINALDO TENÓRIO , 1954 , JUAZEIRO DO NORTE -CEARÁ. 08041988lgvi.1984 CHEGOU EM SALVADOR COM 18 ANOS , MEDICINA NA UFBA. CIRURGIÃO GERAL. driderval@bol.com.br ACESSEM DO AMIGO E RADIALISTA PERFILINO NETO O SEU SITE DE MUSICA eradoradio.com.br
domingo, 24 de maio de 2026
sábado, 23 de maio de 2026
A GRANDE VIAGEM

Uma viagem no tempo, às mães que nunca deixam os seus filhos.
A GRANDE VIAGEM
Iderval ReginaldoTenório
Literalmente entrou em interação com a natureza, num abraço mútuo constituíram um único corpo. Desligou as lâmpadas, puxou as cortinas, abriu as janelas e as portas, colocou uma seleção de músicas eruditas, só audíveis a olhos fechados, respiração em extremo silêncio, incursões cadenciadas, compassadas e meticulosamente executadas.
Deitou numa densa espuma, forrada com uma felpuda colcha branca, aromatizada à patchouli. Concentrado, imóvel e em meditação, fechou os olhos, imaginou flutuar. À proporção que imaginava e se concentrava, paulatinamente foi se afastando, flutuando e se desligando, até sair totalmente da matéria. Projetou-se no cosmo. Flutuando através dos tempos e levitando, mergulhou no espaço sideral em sono profundo.
Tangenciando os planetas, um por um, vazou o sistema solar, alcançou outras estrelas da via láctea. Atravessou bilhões de sistemas, da nossa galáxia, até mergulhar na escuridão intergaláctica. Passeando por bilhões de outras galáxias, atravessou o universo, entrou noutros universos, passou a conhecer a imensidão do cosmo e a infinitude do multiverso.
Longa foi a viagem. Deu uma volta através dos tempos, fez um verdadeiro regresso, chegou à primeira estação, 1914, choro de criança, 18 de setembro, uma sexta-feira chuvosa, cinco e trinta da manhã, naquele dia nascia uma menina, mais um ser humano, mais uma semente para germinar e gerar outras vidas na terra
O vilarejo, a casa e os aposentos extremamente simples, posicionou-se no canto da sala ao lado de uma roseira. Entravam e saiam pessoas, umas novas e outras mais velhas, da cozinha saia um cheiro convidativo do verdadeiro café, torrado no caco e pisado no grande pilão, feito de tora de jatobá. O dia clareou, ninguém notou a sua presença, continuou no mesmo cantinho ao lado do grande jarro observando o chegar, o sair, os sorrisos, os abraços e os cumprimentos das visitas. Choro de criança, casa cheia, era um dia de fartura, muita comida, bebidas e de alegria. Tiros de bacamartes anunciaram a chegada de mais um rebento. O levitante no seu cantinho, silenciosamente a observar, era um dia de festa.
O sol apontou no horizonte, o orvalho salpicava as folhas da densa e verde mata, os pássaros voavam e chilreavam alegres com a torrencial aguada da noite, os raios clarearam o sertão. De repente, saiu pela porta do quarto, afagada e protegida nos braços da parteira, uma bela menina, uma criança linda, cabelos lisos e pele cor de jambo. Chorava copiosamente, era uma criança chorona. Ao chegar à sala observou, olhou, arregalou os olhos castanhos e fixou os dois em cima do nobre visitante, só ela o enxergava. Ao se locomover, ela virava a cabecinha para onde ele se deslocava, sempre a sorrir. Veio um silêncio. A cena foi se desfazendo, a luz foi cedendo espaço à penumbra, até escurecer. O mortal continuou a sua longa viagem no infinito multiverso , navegou pelo vasto espaço sideral, no cosmo.
Quarenta anos depois, entrou numa nova estação, 1954, 18 de março, quinta feira chuvosa , sete horas da manhã, aquela criança de 1914 era mais uma vez a estrela da cena. Cabelos pretos, voz segura, forças nos pulmões , um rebento nos braços e de olhos fixos na sua cria assim se pronunciou :
” Seja bem-vindo ao reino dos humanos”.
Silêncio profundo. O perfume das rosas, o olhar e os sorrisos de uma criança afloraram da sua mente e se apossaram do ambiente. Em levitação, o viajante mergulhou no espaço dando continuidade ao misterioso deslocamento.
Viajou por outras plagas, a observar as estrelas, a profundidade do desconhecido e fez uma nova parada, estação 2013, 11 de setembro, a estrela era a mesma menina de 1914 e de 1954, agora uma senhora de coque branco, tez macia, olhos fixos e brilhosos, voz em veludo, angelical, serena e musical. Foi ao seu encontro, fixou o olhar sobre o mesmo, o abraçou, o afagou, o beijou e mansamente balbuciou nos seus ouvidos depois de coloca-lo no colo:
“ Fique calmo, o Senhor está me chamando, irei pessoalmente ao seu encontro, morarei definitivamente na casa do Pai” e se esvaindo das suas mãos, dos seus braços e dos seus olhos, foi se afastando, se distanciando, rindo, dançando, cantando e cantarolando. Cheia de vida e de alegria, tomou o caminho da casa de Deus, o Criador lhe chamou.
O solitário, solto no Multiverso, fez a viagem de volta. Reviu tudo que foi visto na ida, entrou no quarto pela mesma janela, olhou aquele corpo imóvel, inerte, descoberto e vazio, agasalhou-se nas suas entranhas e mais uma vez nele se albergou, o sol bateu no seu rosto, abriu descansadamente os olhos e ao seu lado surgiu uma voz:
” Seja bem-vindo ao seu mundo, estou ao lado do Senhor, estou bem, olhando por todos. Lembra daquele menino que nasceu no ano de 1914, no dia 23 de julho, numa manhã chuvosa de uma quinta-feira? manda lembranças. Aqui estamos juntos orando e rogando por todos, estamos cotidianamente com vocês, onde estamos podemos continuar próximos de todos, somos onipresentes, uma vez que só Deus, o nosso Pai, é onipotente, onipresente e onisciente”.
Serenamente o andarilho ainda inebriado moveu o corpo, mirou bem para onde vinha a voz e irrefutavelmente balbuciou:
A benção mamãe.
Aguardou um instante e a voz, somente a voz, mais distante quebrou o silêncio:
“ DEUS TE ABENÇOE”
Iderval Reginaldo Tenório
ESCUTEM DO GRANDE LUIZ VIEIRA ESTAS DUAS PÉROLAS .
Menino de Braçanã - YouTube
Luiz Vieira - Os Olhinhos do Menino - YouTube
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CONSULTAS MÉDICAS, OS ESCULÁPIOS E AS ESCOLAS DE MEDICINA. AVANTE.
CONSULTAS MÉDICAS, OS ESCULÁPIOS E AS ESCOLAS DE MEDICINA. AVANTE.
Ode aos médicos
Quando um médico depara-se com um cidadão em busca de uma orientação ou solução para um problema de saúde, e o acolhe, deve buscar os conhecimentos disponíveis na literatura e como uma sábia aranha, formar no cérebro uma rede lógica de raciocínio.
Sem perder o fio da meada, aplica todos os recursos clínicos para se chegar ao cerne da questão e resolver o mais rápido possível o desequilíbrio.
Após a aplicação da semiologia, pode e deve usar o que existe de mais moderno e atual na medicina, os exames laboratoriais, os tecnológicos de baixa e média complexidade, e se necessário, os de alta, as tecnologias de ponta. O que não se defende é a omissão.
Fundamentado na teia fisiopatológica e na ética, uma vez que este imbricamento é primordial para o bom exercício da MEDICINA, deve o médico atuar com consciência, responsabilidade e seguro de que está fazendo o melhor para o paciente.
Na consulta, um dos humanos saberá tudo da vida do outro, do nascimento até aquele momento. Saberá dos filhos, pais, cônjuge e dos próximos. Passeará no ecossistema que nasceu, no bioma que se criou, se aprofundará nos seus costumes e relacionamentos, e conhecerá fatos jamais revelados até aos seus mais íntimos.
A consulta é um ato sublime. Nela será debatido como encontra-se o seu maior patrimônio, a VIDA. Sendo o médico o seu guardião.
Uma consulta médica.
SENSIBILIDADE COGNITIVA.
A UTILIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS .
OS OLHOS(VISÃO)
Com os olhos abertos, faz uma visão detalhada daquele ser humano. O emocional, o corpo, a estatura, a ideia de peso, a comparação da idade aparente com a referida, o deambular, o sentar e os gestos. Olha os cabelos, a pele, a distribuição dos tecidos, a proporcionalidade corporal e o vigor de cada estrutura.
Como uma águia, faz uma visão detalhada de cada segmento, olha todos os pontos e como se encontram, uma vez que, cada detalhe externo, tal qual um grande painel, mostra as alterações dos órgãos internos, os órgãos invisíveis aos olhos humanos.
O NARIZ(OLFATO)
Este faz uma inspeção dos odores região por região e consegue detectar os normais e naturais, e os contaminados por vermes, bactérias e os causados por alta ou baixa do metabolismo, pertinentes às doenças metabólicas.Com os ouvidos atentos, presta atenção nas palavras do paciente, do acompanhante, dos sons e ruídos produzidos pelo corpo humano. Na sua funcionalidade, os intestinos, coração, pulmões, vasos e articulações têm os seus sons e tons. Cada órgão fala o que tem de anormal e de normal, eles falam com o examinador e atiçam o raciocínio.
PALADAR (GOSTO)
Com o paladar, o médico consegue sentir o dessabor da maioria das patologias, principalmente as doenças que consomem o cidadão com o seu catabolismo. O paladar, mesmo não sendo saboreado, pode ser forjado com os múltiplos dados adquiridos. Cada doença tem o seu cheiro e o seu gosto. O cheiro das pseudomonas é inconfundível, o de uma melena é reveladora e a presença da febre é logo detectada por narizes preparados. Os paladar é revelado pela interação de todos os órgãos do sentido.
Todos os órgãos tem um sabor peculiar, as bactérias também. Cabe ao médico sentir, sem provar, o sabor de cada elemento. Sendo assim sente o gosto das anormalidades, exemplos maiores são os provenientes das pseudomonas, tuberculoses, do diabetes, das hemorragias digestivas, das neoplasias malignas e das grandes infecções. Todos possuem os seus dessabores e são captados pelos olhos, nariz, ouvido, tato e sedimentados emocionalmente na mente, pelas glândulas gustativas.
Ao examinar uma região, notadamente a pudenda, o odor revela ao examinador quais os tipos de patologias pairam naquela região, inclusive quais os fungos e bactérias responsáveis.
Estes
não precisam de cartilhas, regimentos e nem de ensinamentos, o ser
humano, realmente humano, já nasce com todos, fazem parte da sua
constituição. O médico é um ser humano, um ser da mesma espécie daqueles que os procuram. Baseado
neste preâmbulo, mergulha na teoria védica, onde mostra a evolução do
homem e aborda os mistérios dos reinos da natureza.Três são os reinos da natureza nos estudos básicos: Animal, vegetal e mineral. Para a teoria védica, a utilizada na medicina, são sete. Além dos três, que são materializados, acrescentam-se o hominal, o Angelical, o Arcangelical e o Deífico, que colocados em pratica, o médico chegará com mais facilidade à alma do seu paciente. Iderval Reginaldo Tenório ADENDO
Os sete reinos da natureza.
Segundo informações contidas nos mais antigos tratados de medicina, a fototerapia sempre acompanhou as mais diversas técnicas médica de todos os tempos.
Os livros hindus dedicados ao conhecimento da origem do cosmos e do homem, a cosmogênese e a antropogênese respectivamente, apontam os vegetais como partes importantes nos chamados Sete Reinos da natureza.
De acordo com ciência ocidental, existem apenas três reinos: O Mineral, o Vegetal e o Animal, o homem pertence a este último.
Para
os estudiosos das ciências mais profundas, no entanto, o homem faz
parte de um quarto reino, o Reino Hominal, uma vez que se diferencia dos
animais por ser portador de uma mente capaz de raciocinar, a
inteligência
Esta posição coincide com o conceito da sabedoria védica, cujos textos sagrados admitem a existência de sete reinos: O Mineral, o Vegetal, o Animal, o Hominal, o Angelical, o Arcangelical e o Deífico.
Os reinos Angelical, Arcangelical e Deífico são de difícil entendimento para a razão humana comum, pois representam estágios ainda não alcançados por esta civilização.
De acordo com a sabedoria sagrada, esses reinos ainda estão em fase de estruturação e são alimentados pelas vibrações do amor e devoção do homem à Ordem do Universo.
Tais
dimensões serão devidamente atingidas um dia, quando a consciência
humana conseguir transcender suas limitações e condicionamentos.
Os sete reinos, no entanto, constituem na verdade um só, cuja síntese resume o próprio Universo material e imaterial. São interdependentes e evolutivos.
Um vegetal, por exemplo, apresenta elementos minerais em sua estrutura, e deles depende para viver; o animal, por sua vez, tem elementos vegetais e minerais, enquanto o hominal possui elementos minerais, vegetais e animais, além da inteligência, consciência, inconsciência, religiosidade e as artes.
Tudo
isto, nos faz compreender melhor o papel dos minerais e dos vegetais na
correção de desarranjos ou desarmonias nos reinos superiores, eles
são, enfim, a base de sustentação de todo o fenômeno cósmico e da
evolução.
Os vegetais são mais importantes que os minerais, pois já os contém em sua estrutura.
Existem muitos remédios de origem mineral e animal. Eles são bem mais escassos do que os provenientes das plantas, e nenhum tem a força dos oriundos da mente hominal, os que mexem com o consciente e o inconsciente. Os que não se palpam, não se tocam, não se cheiram e não se enxergam, apenas são sentidos.
Iderval Reginaldo Tenório

