UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
A PERFORMANCE E A VIDA
Professora Ana Paula Garcia
Neste trabalho, procura-se mostrar o quão é difícil a vida para os homossexuais que não atuam no meio artístico e em profissões não engessadas pela sociedade na atualidade, como cabeleireiros, estilistas, costureiros e dançarinos.
Nestas atividades, os homossexuais circulam com tranquilidade e performances pertinentes ao gênero que pertence.
Fazem uso de vestimentas, estilo de vida e circulam mostrando a sua orientação sexual, seus gostos e sem inibição de se pronunciarem. Vivem com liberdade e são aceitos como são, salvo em meios preconceituosos e tóxicos, que ainda existem, resquícios da nossa colonização.
Já os homossexuais que trabalham em ambientes deliberadamente hetero pela sociedade, têm que assumir a performance de masculinidade.
A este comportamento dar-se o nome de " Passibilidade", que é fundamentado no medo da demissão, discriminação estrutural, isolamento, invisibilidade, receio de frear o crescimento na carreira e notadamente exclusão social.
Na identidade de gênero, a sociedade seiscentista é rígida, e exige que o homem gay mantenha a performance do homem biológico.
Fundamentam este comportamento como estratégia de sobrevivência, de não parecerem gays e livrarem-se de preconceitos. O que os leva a diminuição da autoestima, a anulação da identidade e ao desvio da personalidade. Trabalham eivados de medo e desconfiança.
Este comportamento leva-os à utilização de vestimentas heterossexuais, sendo uma das maneiras de alinhamento e livrarem-se de preconceitos pertinente à verdadeira orientação sexual.
Não conseguindo esta adaptação, sentir-se-ão excluídos daquele mercado de trabalho, uma vez que não conseguirão viver em camuflagem "a de eterno".
Nesta sociedade do século XXI, na qual vive-se sem amarras, nenhum ser humano precisa viver camuflando o seu verdadeiro EU.
Estar nesta propriedade, o crescimento profissional de muitos seres humanos de sucesso em suas áreas de atuação. Homens e mulheres que viviam enclausurados e na defensiva a inibir a inteligência na ciência, os talentos nas artes e nos esportes hoje encontram-se soltos e sempre a voar, tais qual o Fernão Capelo Gaivota.
Hoje o atrelamento de uma profissão à identidade de gênero, encontra-se em derretimento.
SALVADOR 20 DE JULHO DE 2026
Iderval Reginaldo Tenório
Escutem no original com OS TRÊS DO NORDESTE e depois na modernidade com Ney Matogrosso
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