terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Por que a “barriga de chope” pode ser tão perigosa para a saúde do coração

 


                                 

                    
                                                     

Por que a “barriga de chope” pode ser 

tão perigosa para a saúde do coração

Pesquisa indica que excesso de gordura abdominal pode espessar

 o músculo cardíaco

 mesmo em pessoas sem doença cardiovascular 

— e o risco é maior para homens

Fernanda Bassette, da Agência Einstein



Adendo do Iderval Reginaldo Tenório

"A matéria não é para proibir e nem amedrontar. A finalidade é passar conhecimentos. A cerveja é considerada em muitos países como pão líquido, então vale a pena saber, quando se bebe demais."


MATÉRIA DA CNN

16.02.2026 

 A distribuição da gordura corporal pode ser mais determinante para a saúde do coração do que o peso indicado pela balança, especialmente entre homens.

Essa é a principal conclusão de um estudo apresentado no final de 2025, durante o congresso da RSNA (Sociedade Radiológica da América do Norte), nos Estados Unidos.

O trabalho analisou o impacto do acúmulo de gordura abdominal, popularmente conhecida aqui no Brasil como “barriga de chope”, sobre a estrutura cardíaca de adultos sem diagnóstico prévio de doença cardiovascular. 

A pesquisa avaliou mais de 2.200 homens e mulheres com idades entre 46 e 78 anos, que foram submetidos a exames detalhados de ressonância magnética do coração. Os pesquisadores compararam duas medidas usadas na prática clínica: o IMC (índice de massa corporal), que reflete o peso total, e a relação cintura-quadril, que indica a concentração de gordura na região abdominal. 

Eles observaram que esse acúmulo esteve associado a alterações cardíacas consideradas mais preocupantes do que aquelas relacionadas apenas ao excesso de peso global. 

A obesidade abdominal merece atenção especial porque está diretamente ligada ao acúmulo de gordura visceral, aquela que se deposita profundamente no abdômen, ao redor de órgãos como o fígado. “Diferentemente da gordura subcutânea, que fica logo abaixo da pele e conseguimos apertar com os dedos, a gordura visceral é metabolicamente ativa e libera substâncias conhecidas como adipocinas ou citocinas inflamatórias na circulação”, explica a cardiologista Juliana Soares, do Einstein Hospital Israelita.

Esse processo cria um estado de inflamação crônica de baixo grau e favorece manifestações como resistência à insulina, alterações no colesterol e aumento da pressão arterial, fatores que sobrecarregam o coração ao longo do tempo. 

No estudo, os resultados dos exames de imagem mostraram um remodelamento do músculo cardíaco à medida que a relação cintura-quadril aumentava. Significa que havia um espessamento do músculo cardíaco, especialmente no ventrículo esquerdo, acompanhado de uma redução do espaço interno das cavidades. Vale lembrar que o coração funciona como uma bexiga elástica, que precisa de espaço para se encher de sangue e de flexibilidade para esvaziar a cada batida.  

“Com a obesidade e o estado inflamatório crônico, o coração passa a trabalhar contra uma pressão maior. Como qualquer músculo submetido a esforço contínuo, suas paredes se tornam mais espessas ao longo do tempo. O problema é que esse espessamento reduz o espaço interno das cavidades e deixa o músculo mais rígido, fazendo com que o coração acomode menos sangue a cada batimento”, detalha a cardiologista. 

No início, o órgão tenta compensar batendo mais rápido. Mas, com o passar do tempo, essa sobrecarga compromete sua capacidade de relaxamento. O resultado pode ser um tipo de insuficiência cardíaca em que o coração ainda consegue contrair, mas não se enche adequadamente, prejudicando a circulação de oxigênio e nutrientes pelo corpo. Com isso, perde eficiência de forma gradual, mesmo antes do aparecimento de sintomas. 

No estudo, essas alterações cardíacas foram identificadas em pessoas aparentemente saudáveis, sem histórico de doença cardiovascular. “Devido a essa característica silenciosa, as medidas preventivas, baseadas em mudanças do estilo de vida, devem ser adotadas precocemente, antes que a lesão cardíaca se torne irreversível”, alerta a médica. 

Quando o peso total do paciente foi avaliado isoladamente pelo IMC, o padrão observado diferiu. Indivíduos com IMC elevado, mas sem grande concentração de gordura abdominal, apresentaram aumento do tamanho das câmaras cardíacas, sem o mesmo espessamento da musculatura. Isso ajuda a explicar por que duas pessoas com o mesmo peso ou até com IMC semelhante podem ter riscos cardiovasculares diferentes. “O IMC não diferencia massa muscular de gordura nem mostra onde essa gordura está localizada”, observa Juliana Soares. “Já a relação cintura-quadril direciona o olhar para a gordura central, que é a mais associada ao remodelamento cardíaco deletério.” 

Diferenças entre homens e mulheres 

Outro achado é a diferença do risco cardíaco entre homens e mulheres. Embora ambos apresentem alterações associadas à obesidade abdominal, os efeitos são mais intensos nos participantes do sexo masculino. Uma das explicações está no padrão de distribuição de gordura, já que homens tendem a acumular gordura do tipo androide, concentrada no abdômen, o que favorece maior proporção de gordura visceral. Já as mulheres, especialmente antes da menopausa, costumam apresentar um padrão ginoide, com maior depósito de gordura subcutânea em quadris e coxas, metabolicamente menos agressiva. 

Além disso, fatores hormonais parecem exercer papel importante. O estrogênio tem efeito cardioprotetor e influencia o metabolismo da gordura, direcionando seu armazenamento para regiões menos nocivas. Com a queda desse hormônio após a menopausa, essa proteção diminui, aproximando o risco feminino ao masculino. Diferenças na resposta inflamatória também contribuem: homens tendem a apresentar níveis mais elevados de inflamação sistêmica associada à gordura visceral, o que pode acelerar as alterações estruturais do coração. 

Na prática, os resultados reforçam a necessidade de ampliar como o risco cardiovascular é avaliado. Medidas simples, como a circunferência da cintura e a relação cintura-quadril, podem ser obtidas com uma fita métrica e fornecem informações relevantes sobre o risco. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), valores de circunferência da cintura acima de 90 cm para homens e 85 cm para mulheres indicam maior risco cardiovascular. 

Também é essencial que o processo de emagrecimento aconteça a partir de hábitos saudáveis, que sejam mantidos a longo prazo. “Atividade física regular e alimentação equilibrada são fundamentais, especialmente porque a gordura visceral responde melhor ao exercício e pode ser reduzida mesmo sem grande perda de peso”, avisa a cardiologista do Einstein. 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

De mãos dadas, corações em sintonia e carregados de razão, vamos lutar pela FMB/218anos

 



De mãos dadas, corações em sintonia e carregados de razão, vamos lutar pela nossa bicentenária  FMB, A CÉLLULA MATER  da Medicina Brasileira


Caros médicos de todo o Brasil, notadamente da  Bahia, filhos da Faculdade  bicentenária, FMB, do Terreiro de Jesus, 218 anos de vida e  da  FAMED/UFBA, continuidade da mesma ESCOLA DE MEDICINA, fundada  em 1808.

Não sei se acontece com vocês o que acontece comigo.  Tenho orgulho em demasia  da nossa  FMB/FAMED/UFBA   e guardo o mesmo orgulho para com os Hospitais e outras unidades a ela atreladas.

O Hospital das Clinicas, o Hospital Getúlio Vargas, o Roberto Santos, o Hospital Couto Maia, o Juliano Moreira, a Maternidade Climério de Oliveira,  o HGE e o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues,  sei que muitos acrescentarão  a Tsylla Balbino e o Aristides Maltez, somos filhos destas unidades.

Em negritos  o Hospital das Clinica, o HGV/HGE, o Roberto Santos, o Juliano Moreira e a Maternidade Climério de Oliveira, estes forjaram o amor que tenho pela nossa Faculdades e construíram  a minha carreira na Medicina.  

Acredito que muitos têm o mesmo pensamento, foi em todos os citados que muitos médicos escreveram a sua história.

Todos nós temos histórias fantásticas com colegas, professores, preceptores, diretores, demais gestores, pacientes diversos, motoristas de ambulâncias, acompanhantes, funcionários  e os políticos de cada época. Conhecemos e  convivemos com muitos cientistas da  UFBA.  

De mãos dadas, corações em sintonia e carregados de razão, vamos lutar pela nossa bicentenária  FMB, A CÉLLULA MATER  da Medicina Brasileira.

O nosso comandante, Dr. Antônio Alberto da Silva Lopes e os seus oficiais da ALUMNI FMB saberão conduzir a NAU ao sucesso, sempre com o apoio de todos os seus tripulantes.

                                       Salvador, 18 de Fevereiro de 2026


Iderval Reginaldo Tenório

 

 


Zeconildo um jovem do futuro.

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 Zeconildo um jovem do futuro.

É meio dia, Zeconildo abre os olhos e ainda cansado faz esforço para se levantar. Estica as pernas, levanta os braços, retira o lençol e num gesto de preguiça,  boceja e escancara a boca o máximo possível. 

Diante dos 22 anos e dos seus 80 quilogramas, de puros músculos, precisa repor as energias, o jovem precisa comer

Vai até a cozinha,  cueca de marca a delinear o corpo, regada das nádegas à mostra  e  documentos sexuais em alto relevo. Fuça  as frias panelas  deixadas pela mãe, encontra ressecados pedaços de frango, arroz  e  feijão requentados. Diante do encontrado,  resmunga a lamentar a vida e sai à procura de um bocado  melhor.

Zeconildo só volta após encher a pança e visitar uma academia de ginástica  por duas horas, tudo para delinear os músculos.  Refresca o  atlético corpo  com  água   morna, apara a barba e as sobrancelhas, aplica um gel fixador nos cabelos, veste uma roupa esportiva, de marca, colada ao corpo e some para a lida diária. 

Diz peremptoriamente que é acadêmico, jura que  cursa jornalismo com  comunicação. 

Um colega  buzina na sua porta. Às pressas faz  uso de um energético e bem perfumado, sem livros, lápis ou cadernos  toma o caminho da escola. 

Dorme de duas a três noites por semana, na casa dos colegas, todos sem empregos e igualmente  turbinados.  Pertencem à  mesma tribo, fazem o mesmo curso e falam a mesma língua.   

É exigente no calçar e no vestir, perfume só do bom, não come gordura, açúcar e nem se arrisca a roer ossos para não estragar os dentes. Gosta de suplementos vitamínicos e complementos proteicos, é chegado a produtos turbinados. 

O garoto é fino no trato, excelente  acadêmico  em todas as matérias, tira dez nos halteres,  bicicletas, elípticos, esteiras, anilhas e barras, anualmente passa por média. 

Passeia nas redes sociais com o melhor dos equipamentos e em plataformas  especiais, é discreto, não utiliza o nome  original, é um sujeito simples, o pseudônimo é a sua marca.  

                 O menino  é um futurista antenado,  é o cara.

                          Salvador 15 de Fevereiro de 2026

                                Iderval Reginaldo Tenório



Escutem de  Rozil Cavalcante na voz de Luiz Gonzaga

Faz Força Zé - Luiz Gonzaga - YouTube


https://www.youtube.com/watch?v=w9A38P72Ej8
4 de jun de 2012 - Vídeo enviado por CanalCacoMusicas
Musica: Faz Força Zé Artista: Luiz Gonzaga Album: Pisa no Pilão (Festa do Milho) ... "Homem que tem a ...

Viva o forró de Zé Lagoa!
É hoje!

 

Quem quiser vida folgada
De viver sem trabalhar
Que procure moça rica
Ou butija pra arrancar
Tirar sorte grande para se arrumar

 

Oi! Faz força Zé, para melhorar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar

 

Quem não gosta do trabalho
Diz que camisa não dá
Encontrando um bolso aberto
É capaz de aproveitar
Tipo perigoso até no falar

 

Oi! Faz força Zé, para melhorar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar

 

Homem que tem a mão fina
'Troce o rosto no falar
Pinta unha, faz de conta e capricha no andar
Cuidado nele porque dá azar

 

Oi! Faz força Zé, para melhorar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar

 

Ehe, Campina Grande, terra afamada
Tô sentindo saudade
Das caboclas da Fazenda Nova
Mas eu vou quebrar é na Serra da Bocaina

 

Ah, menino!
Quando eu boto
Aquele paletozinho que mãe fez
Nós assim com um terno faz efeito
Não há quem 'arriseste

 

Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar

 

Fonte: Musixmatch

Compositor: Rosil Cavalcanti

sábado, 14 de fevereiro de 2026

A FALA DO DR.ANTONIO ALBERTO DA SILVA LOPES, DIRETOR DA FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA

 




    

 A FALA DO DR.ANTONIO  ALBERTO DA SILVA LOPES, DIRETOR DA FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA . 


                                               O OBJETIVO DESTA MATERIA 

Assistam o pedido de socorro do Professor titular Dr. Antônio Alberto da Silva Lopes, atual diretor da FAMEDque demonstra um dos componentes do desastre da medicina  brasileira,   o qual motivou este  meu pronunciamento.   

Hoje são 496 Faculdades  de medicina no Brasil, 20% Públicas, responsáveis por 25% dos alunos e 80% privadas, responsáveis por 75%. Colam grau no país 45mil médicos  por ano, além dos  oriundos dos países da  américa  latina.  

Em 2000 eram 104 Faculdades de Medicina,  80% Públicas, responsáveis por 82% dos alunos  e 20% Particulares, responsáveis por 18%. Colavam grau 7.500 médicos  por ano.

São 635 mil médicos atuando no Brasil, censo  2025. Previsão de 815mil em 2030.

Faculdade de Medicina da Bahia. Fundada em 18 de fevereiro de 1808 por D. João VI, é a mais antiga instituição de ensino superior e a  primeira Faculdade de Medicina do Brasil.

Um nome fundamental para o curso ser criado, foi  a o do Dr. José Correia Picanço, MÉDICO LUSO-BRASILEIRO conhecido como o "Patriarca da Medicina Brasileira". Nascido em Goiana, Pernambuco em 1745, formado  em Portugal e pós graduado na  França, veio para o Brasil com a corte portuguesa em 1808

Foi um dos responsáveis e o mentor intelectual,   junto a  D. João VI, a instituir  as  Escolas de Cirurgias da Bahia e  do Rio de Janeiro, mais tarde as Faculdade de Medicina da UFBA e a Faculdade de Medicina da UFRJ.

A sua trajetória foi pacientemente documentada pela competente e dedicada Professora   Dra. Almira Maria  Vinhaes Dantas,  no ano de 2017, no belíssimo livro “Jozé Correa Picanço – O HOMEM E A SUA IDEIA”. Publicação independente e altruísta.

                           Iderval Reginaldo Tenório