sábado, 23 de maio de 2026

A GRANDE VIAGEM

  

VOCÊ É ESPÍRITA? | Quizur



Uma viagem  no tempo, às mães que nunca deixam os seus filhos.

A GRANDE VIAGEM

Iderval ReginaldoTenório  

Literalmente entrou  em interação com a natureza, num abraço mútuo constituíram um único corpo. Desligou  as lâmpadas, puxou as  cortinas,  abriu as  janelas e as portas, colocou uma seleção de  músicas eruditas,   só audíveis a olhos fechados,    respiração em extremo silêncio,  incursões cadenciadas, compassadas e meticulosamente executadas. 

Deitou  numa densa espuma,   forrada com   uma  felpuda colcha branca,  aromatizada à patchouli. Concentrado, imóvel e em meditação,  fechou os olhos, imaginou flutuar. À proporção que imaginava e se concentrava, paulatinamente  foi se afastando, flutuando e se desligando,  até sair totalmente da matéria.  Projetou-se no cosmo. Flutuando através dos tempos e levitando,  mergulhou  no espaço sideral em sono profundo.

Tangenciando os planetas, um por um, vazou o sistema   solar, alcançou outras estrelas da via láctea. Atravessou  bilhões  de sistemas, da nossa galáxia, até mergulhar na escuridão intergaláctica. Passeando  por  bilhões de outras galáxias, atravessou o universo,  entrou  noutros  universos, passou a conhecer a imensidão  do cosmo e a infinitude do multiverso.

Longa foi a viagem.  Deu uma volta através dos tempos, fez um verdadeiro regresso, chegou à primeira estação, 1914, choro de  criança,  18 de setembro, uma sexta-feira chuvosa, cinco e trinta da manhã,  naquele dia nascia uma menina,  mais um ser humano, mais uma semente para germinar e gerar outras vidas na terra

O vilarejo, a  casa e os aposentos  extremamente simples, posicionou-se  no canto da sala ao lado de uma roseira.  Entravam e saiam pessoas, umas novas e outras mais velhas, da cozinha saia um cheiro convidativo do verdadeiro café, torrado no caco e pisado no grande pilão, feito de tora de jatobá.  O dia clareou, ninguém notou a sua presença, continuou no mesmo cantinho  ao lado do grande jarro observando o chegar, o sair, os sorrisos, os abraços e os cumprimentos das visitas. Choro de criança,  casa cheia, era  um dia de fartura,  muita comida, bebidas e  de   alegria. Tiros de bacamartes anunciaram a chegada de mais um rebento. O  levitante    no seu cantinho, silenciosamente  a observar, era um dia de festa. 

O sol apontou no horizonte, o orvalho salpicava  as folhas da densa e verde mata, os pássaros voavam e chilreavam alegres com a torrencial aguada da noite, os raios clarearam  o sertão. De repente, saiu pela porta do quarto, afagada e protegida  nos braços da parteira,   uma bela  menina, uma criança linda, cabelos lisos e pele cor de jambo. Chorava copiosamente, era uma criança chorona.  Ao chegar à sala observou, olhou, arregalou os olhos castanhos e fixou os dois em cima do nobre visitante, só ela o enxergava.  Ao se locomover,  ela virava a cabecinha para onde ele se  deslocava,  sempre a sorrir.  Veio um  silêncio. A cena foi se desfazendo,  a luz foi cedendo espaço à penumbra, até escurecer.  O mortal continuou a sua longa viagem  no infinito  multiverso , navegou pelo vasto espaço sideral, no cosmo. 

Quarenta anos depois, entrou numa nova estação,  1954, 18 de março, quinta feira chuvosa ,  sete horas da manhã,  aquela criança de 1914  era mais uma vez a estrela da cena. Cabelos pretos, voz segura, forças nos pulmões ,  um rebento nos braços  e de olhos fixos na sua cria assim    se pronunciou :

” Seja bem-vindo ao reino dos humanos”.

Silêncio profundo. O perfume das rosas, o olhar e os sorrisos de uma criança afloraram da sua mente e se apossaram do ambiente. Em levitação, o viajante  mergulhou no espaço dando continuidade ao misterioso deslocamento.

Viajou por outras plagas, a observar as estrelas,  a profundidade do desconhecido e fez uma nova parada, estação    2013, 11 de setembro,   a estrela era  a mesma menina de 1914 e de 1954, agora  uma senhora de coque branco, tez macia, olhos fixos e brilhosos, voz em veludo, angelical, serena e musical.  Foi  ao seu encontro,  fixou o  olhar sobre o mesmo, o abraçou, o afagou, o beijou e mansamente balbuciou  nos seus ouvidos  depois de  coloca-lo no colo: 

   “ Fique calmo,  o Senhor está me chamando, irei pessoalmente  ao seu encontro, morarei definitivamente na casa do Pai” e se esvaindo das suas  mãos, dos seus braços  e dos seus olhos, foi se afastando, se distanciando, rindo, dançando,  cantando e cantarolando.   Cheia de vida e de alegria,   tomou o caminho da casa de Deus, o Criador lhe chamou.

O solitário, solto  no Multiverso,  fez a viagem de volta. Reviu tudo que foi visto na ida, entrou no quarto pela mesma  janela, olhou aquele corpo imóvel, inerte, descoberto e  vazio, agasalhou-se  nas suas entranhas  e mais uma vez nele se albergou, o sol bateu no seu rosto, abriu descansadamente os olhos e ao seu lado surgiu uma voz: 

” Seja bem-vindo ao seu mundo, estou  ao lado do Senhor, estou   bem, olhando por todos. Lembra daquele menino que  nasceu no ano de 1914, no dia 23 de julho,   numa manhã chuvosa de uma  quinta-feira?   manda lembranças.  Aqui estamos juntos orando e rogando por todos, estamos cotidianamente com vocês, onde estamos podemos continuar próximos de todos, somos onipresentes, uma vez que só Deus, o nosso Pai,  é onipotente, onipresente e onisciente”. 

Serenamente o andarilho ainda inebriado  moveu o corpo, mirou  bem para  onde vinha a voz  e irrefutavelmente  balbuciou:  

A benção mamãe

 Aguardou um instante e a voz, somente a voz, mais distante quebrou o silêncio:

 “ DEUS TE ABENÇOE”

                                                

                                                     Iderval Reginaldo Tenório 

 

ESCUTEM DO GRANDE LUIZ VIEIRA ESTAS DUAS PÉROLAS .

 

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CONSULTAS MÉDICAS, OS ESCULÁPIOS E AS ESCOLAS DE MEDICINA. AVANTE.

 

                   




           

CONSULTAS MÉDICAS, OS ESCULÁPIOS E AS ESCOLAS  DE MEDICINA. AVANTE. 

  Ode aos médicos

Quando um médico depara-se com um cidadão  em busca  de uma orientação ou  solução para um problema de  saúde, e o acolhe,  deve buscar os  conhecimentos disponíveis na literatura  e como uma sábia aranha,  formar no cérebro uma rede lógica de raciocínio. 

Sem perder o fio da meada, aplica todos os recursos clínicos para se chegar ao cerne da questão e resolver o mais rápido possível o desequilíbrio.

Após a aplicação da semiologia, pode e deve usar o que  existe de mais moderno e atual  na medicina, os exames  laboratoriais, os tecnológicos de baixa e média complexidade,  e se necessário,  os de alta, as tecnologias de ponta. O que não se defende é a  omissão. 

Fundamentado  na teia fisiopatológica e na ética, uma vez que este imbricamento  é  primordial  para o bom exercício da MEDICINA, deve o médico atuar com    consciência, responsabilidade  e seguro de que está fazendo o melhor para o  paciente.

A consulta médica não é um ato qualquer, é um ato recíproco de cidadania. Um rito sagrado, no  qual, um ser humano, cheio de esperanças, deposita a  sua história  nas mãos de um estranho ou de um  grande amigo, que também é um ser humano, por entender que este trará a tão sonhada solução, acreditando na  recuperação da sua saúde. O procedimento deverá ser realizado com  humanismo, respeito, cidadania,  seriedade, sabedoria, interatividade e descontração.

Na consulta, um  dos humanos saberá tudo da vida  do outro, do nascimento até aquele momento. Saberá  dos filhos, pais, cônjuge e dos próximos. Passeará no ecossistema que nasceu, no bioma  que se criou, se aprofundará nos seus  costumes e  relacionamentos, e  conhecerá fatos  jamais revelados até aos seus mais íntimos.

A consulta  é um ato sublime. Nela será  debatido como encontra-se  o seu maior patrimônio,  a  VIDA. Sendo  o médico  o seu guardião. 

"O assunto será abordado com seriedade, ética, interatividade,  compaixão e privacidade.  Deve  buscar o diagnóstico real ou o   mais próximo .

Utilizando  os conhecimentos, o assistente procurará oferecer a melhor conduta para a solução, seja concreta ou abstrata (orgânica, psíquica ou sociológica ).

                                              Iderval Reginaldo Tenório 


Uma consulta  médica.

SENSIBILIDADE COGNITIVA.

O Médico,    sem nenhuma palavra, apenas observando, ficará atento aos gestos,  andar,  odor, anatomia,  fâneros, respiração e  vasos, notadamente os  do pescoço,  logo que o paciente adentre ao seu   consultório.  A utilização destas medidas, já é suficiente para se colher muitas informações.

Neste primeiro momento,  enxerga -se o social, a ancestralidade, o passado, a vivência, a alma, a aura e o astral. Com estes pontos bem avaliados e ao natural,  já é configurado  um norte para se chegar ao distúrbio que acomete o  cidadão.

A UTILIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS .

                                                 OS OLHOS(VISÃO)      

Com os olhos  abertos, faz uma visão detalhada daquele ser humano. emocional, o corpo, a estatura,  a ideia de peso, a comparação da idade aparente com  a referida, o deambular, o sentar e os gestos. Olha os cabelos, a pele, a distribuição dos tecidos, a proporcionalidade corporal e o vigor de cada estrutura. 

Como uma águia, faz uma visão detalhada de cada segmento, olha todos os pontos e como se encontram, uma vez que,  cada detalhe externo, tal qual um grande  painel,  mostra as alterações dos órgãos internos, os órgãos invisíveis aos olhos humanos.


                O NARIZ(OLFATO)          

Este faz uma inspeção dos odores  região por região  e consegue detectar os normais e naturais, e os contaminados por vermes, bactérias e os causados por alta ou baixa do metabolismo, pertinentes às doenças metabólicas.
Com  o nariz,  tal qual  um canino ou um urso, o médico  faz uma exaustiva e suave inspeção, uma abordagem silenciosa e pessoal, pois  cada órgão,  segmento e  elemento da natureza,  tem o seu odor característico e se  modifica quando  perturbado.


AS  MÃOS(TATO)   

Com a palpação, o toque, consegue  averiguar a forma, volume,  consistência,  localização e a   relação  com  outras estruturas. Com este exame,  o médico ganha a confiança, a interação com o paciente e mais dados importantes revelados pelo examinando.

O médico volta  à infância da sua formação científica e acadêmica. Fecha os olhos, coloca uma venda imaginária nos mesmos e procura com a palpação,  discernir o que está pegando, palpando, segurando e examinando. Tem que possuir conhecimentos prévios de cada órgão. Localização, limites, forma anatômica, consistência, elasticidade, órgãos vizinhos,  motricidade e a sensibilidade, principalmente para avaliar a dor  e todas as suas variáveis são sagradas. 

Neste momento, viaja ao passado e pousa na sua fase acadêmica. Enxerga os grandes professores, os abnegados pacientes do passado, os debates   diários  na cabeceira do leito  com os mestres  e colegas, sem se esquecer das palavras, dos olhares e da gratidão dos doentes examinados. Tudo vem à tona e faz uma turnê   no seu cérebro, como se estivesse acontecendo naquele momento. 

No seu imaginário,  começa a revirar as  milhares de páginas dos compêndios literários e os encontros durante a sua formação. Muitos vão tão longe, que enxergam as páginas dos livros, os assuntos ali escritos, as palavras dos docentes, as reações  dos discentes e até mesmo os marcantes odores.  São momentos emocionantes e de reflexão. 
OS OUVIDOS (AUDIÇÃO) -  

Com os ouvidos atentos, presta  atenção nas palavras do paciente, do acompanhante, dos sons e ruídos produzidos pelo corpo humano. Na sua funcionalidade, os intestinos, coração, pulmões, vasos e articulações  têm os seus sons e tons. Cada órgão fala o que tem de anormal e de normal, eles falam com o examinador e atiçam o raciocínio.
Na audição, o médico tem que pedir ajuda aos animais. Aos elefantes que detectam  abalos sísmicos e  águas no subsolo dos deserto por intermédio das vibrações sensoriais; aos cães, cobras,   baleias, golfinhos e morcegos, que com  os seus sistemas ultrassônicos e de decibéis, alheios á raça humana, norteiam os seus caminhos e assim deverá fazer  o médico. Com  estas propriedades,  procura  decifrar os diferentes ruídos, pois cada órgão tem o seu som com múltiplos tons próprios,  deverasmente  conhecidos e estudados  pelo examinador.

PALADAR (GOSTO)          

Com o paladar, o médico consegue sentir o dessabor da maioria das patologias, principalmente as doenças que consomem o cidadão  com o seu catabolismo. O paladar, mesmo não sendo saboreado, pode ser forjado com os múltiplos dados adquiridos. Cada doença tem o seu cheiro e o seu gosto. O cheiro das  pseudomonas é inconfundível, o de uma melena é reveladora e a presença da febre é logo detectada por narizes preparados.  Os paladar é revelado  pela interação de todos os órgãos do sentido.

Todos os órgãos tem um sabor peculiar, as bactérias também. Cabe ao médico sentir, sem provar, o sabor de cada elemento. Sendo assim  sente o gosto das anormalidades, exemplos maiores são os provenientes  das pseudomonas,  tuberculoses, do diabetes,  das hemorragias digestivas, das neoplasias malignas e das grandes infecções. Todos possuem  os seus dessabores e são captados pelos olhos, nariz, ouvido,  tato e sedimentados emocionalmente na mente, pelas  glândulas gustativas. 

Ao examinar uma  região, notadamente a  pudenda, o odor revela ao examinador  quais os tipos de patologias pairam naquela região, inclusive quais os fungos e  bactérias  responsáveis. 

Está aí a base de um diagnóstico. Depois deste aprofundamento, o médico entra na fase de intercessão da ciência médica, propriamente dita,  no cerne humano em todas as suas vertentes  e mergulha na medicina ocidental, oriental, védica e muitas vezes holística. Com este pensamento,  fica mais próximo do ser humano, mais próximo do verdadeiro diagnóstico e mais próximo dos preceitos da medicina: Ética, beneficência, benevolência, autonomia e compaixão, sedimentado nos direitos humanos. 

Estes não precisam de cartilhas, regimentos e nem de ensinamentos, o ser humano, realmente humano, já nasce  com todos, fazem parte da sua constituição. médico é um ser humano, um ser da mesma espécie daqueles que os procuram. Baseado neste preâmbulo, mergulha  na teoria védica, onde mostra a evolução do homem   e aborda os mistérios  dos  reinos da natureza.
Três são os reinos da natureza nos  estudos básicos: Animal, vegetal e mineral. Para a  teoria védica, a utilizada na medicina,  são sete. 
Além dos três, que são materializados, acrescentam-se o hominal, o Angelical, o Arcangelical  e o Deífico, que  colocados em pratica, o médico chegará com mais facilidade à alma do seu paciente. 
                 Iderval Reginaldo Tenório 
                              
                                          ADENDO

Os sete reinos da natureza.

Segundo informações contidas nos mais antigos tratados de medicina, a fototerapia sempre acompanhou as mais diversas técnicas médica de todos os tempos. 

Os livros hindus dedicados ao conhecimento da origem do cosmos e do homem, a  cosmogênese e a antropogênese respectivamente, apontam os vegetais como partes importantes nos chamados Sete Reinos da natureza.

De acordo com ciência ocidental, existem apenas três reinos: O Mineral, o Vegetal e o Animal,   o homem pertence a este último.

Para os estudiosos das ciências mais profundas, no entanto, o homem faz parte de um quarto reino, o Reino Hominal, uma vez que se diferencia dos animais por ser portador de uma mente capaz de raciocinar, a inteligência

Esta posição coincide com o conceito da sabedoria védica, cujos textos sagrados admitem a existência de sete reinos:  O Mineral, o Vegetal, o Animal, o Hominal, o Angelical, o Arcangelical e o Deífico. 

Os reinos Angelical, Arcangelical e Deífico são de difícil entendimento para a razão humana comum, pois representam estágios ainda não alcançados por esta  civilização.

De acordo com a sabedoria sagrada, esses reinos ainda estão em fase de estruturação e são alimentados pelas vibrações do amor e devoção do homem à Ordem do Universo. 

Tais dimensões serão devidamente atingidas um dia, quando a consciência humana conseguir transcender suas limitações e condicionamentos.

Os sete reinos, no entanto, constituem na verdade um só, cuja síntese resume o próprio Universo material e imaterial. São interdependentes e evolutivos. 

 Um vegetal, por exemplo, apresenta elementos minerais em sua estrutura, e deles depende para viver; o animal, por sua vez, tem elementos vegetais e minerais, enquanto o hominal possui elementos minerais,  vegetais e animais, além da inteligência, consciência, inconsciência, religiosidade e as artes. 

Tudo isto, nos faz compreender melhor o papel dos minerais e dos vegetais na correção de desarranjos ou desarmonias nos reinos superiores,  eles são, enfim, a base de sustentação de todo o fenômeno cósmico  e da evolução.

Os vegetais são mais importantes que os minerais, pois já os contém em sua estrutura.

Existem muitos remédios de origem mineral e animal. Eles são bem mais escassos do que os provenientes das plantas, e nenhum tem a força dos oriundos da mente hominal, os que mexem com o consciente e o inconsciente. Os que não se palpam, não se tocam, não se cheiram e não se enxergam, apenas são sentidos.

  Iderval Reginaldo Tenório

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