O blog foi criado para a cultura. Mostra o quanto é importante o conhecimento.Basta um click no artigo. Centro Médico Iguatemi,310.CLINICA SÃO GABRIEL LTDA- 33419630 33425331Participe ,comente, seja seguidor. DR IDERVAL REGINALDO TENÓRIO , 1954 , JUAZEIRO DO NORTE -CEARÁ. 08041988lgvi.1984 CHEGOU EM SALVADOR COM 18 ANOS , MEDICINA NA UFBA. CIRURGIÃO GERAL. driderval@bol.com.br
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Um visionário, obstinado em seus planos, não aceitava não progredir. Às vezes mexia com estruturas estáveis, sem interesse pessoal direto, mas que ele julgava o necessário para evoluir.
Brigava pelo aprimoramento do serviço que chefiava (a UCO do Hospital Português), pelo hospital, pela cardiologia baiana e brasileira (presidiu a SBC).
Além dos serviços, ajudou muitos cardiologistas baianos a se desenvolverem como profissionais e pessoas, dando oportunidades sem temer formar concorrentes.
Um líder e cardiologista exemplar. Deixa um grande legado e admiradores. E saudade entre amigos e familiares.
Que Deus o acolha!
JULIO BRAGA
O Dr.
José Péricles Esteves é um médico cardiologista renomado em
Salvador, com atuação destacada como coordenador da Unidade Coronariana (UCO)
do Hospital Português da Bahia e ex-presidente da Sociedade
Brasileira de Cardiologia (SBC).
Dr. Péricles Esteves é o novo presidente da SBC / jan 2006
24 January 2006
A Sociedade Brasileira de Cardiologia é uma das mais importantes sociedades médicas brasileiras, que congrega 11 mil cardiologistas de todos os estados. A posse, que aconteceu no anfiteatro Alfredo Britto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, no Terreiro de Jesus, contou com a presença de grandes pesquisadores e cardiologistas do País, entre eles o Dr. Leopoldo Piega, Diretor do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Dr. José Antonio Ramires, Diretor do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, e o Dr. Antonio Simão, atual Presidente da SBC.
A variação linguística é um interessante
aspecto da língua portuguesa. Pode ser compreendida por meio das
influências históricas e regionais sobre os falares.
A língua é um sistema vivo e pode ser modificada por seus falantes de acordo com a situação linguística
Você sabe o que é variação linguística?
A variação linguística é
um fenômeno que acontece com a língua e pode ser compreendida por
intermédio das variações históricas e regionais. Em um mesmo país, com
um único idioma oficial, a língua pode sofrer diversas alterações feitas
por seus falantes. Como não é um sistema fechado e imutável, a língua
portuguesa ganha diferentes nuances. O português que é falado no
Nordeste do Brasil pode ser diferente do português falado no Sul do
país. Claro que um idioma nos une, mas as variações podem ser
consideráveis e justificadas de acordo com a comunidade na qual se
manifesta.
As variações
acontecem porque o princípio fundamental da língua é a comunicação,
então é compreensível que seus falantes façam rearranjos de acordo com
suas necessidades comunicativas. Os diferentes falares devem ser
considerados como variações, e não como erros. Quando tratamos as
variações como erro, incorremos no preconceito linguístico que associa,
erroneamente, a língua ao status.
O português falado em algumas cidades do interior do estado de São
Paulo, por exemplo, pode ganhar o estigma pejorativo de incorreto ou
inculto, mas, na verdade, essas diferenças enriquecem esse patrimônio
cultural que é a nossa língua portuguesa. Leia a letra da música “Samba do Arnesto”, de Adoniran Barbosa, e observe como a variação linguística pode ocorrer:
O Arnesto nos convidou pra um samba, ele mora no Brás
Nós fumos não encontremos ninguém
Nós voltermos com uma baita de uma reiva
Da outra vez nós num vai mais
Nós não semos tatu!
No outro dia encontremo com o Arnesto
Que pediu desculpas mais nós não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto, nós não se importa
Mas você devia ter ponhado um recado na porta
Um recado assim ói: "Ói, turma, num deu pra esperá
Aduvido que isso, num faz mar, num tem importância,
Assinado em cruz porque não sei escrever.
Samba do Arnesto, Adoniran Barbosa
Há, na letra
da música, um exemplo interessante sobre a variação linguística. É
importante ressaltar que o código escrito, ou seja, a língua
sistematizada e convencionalizada na gramática, não deve sofrer grandes
alterações, devendo ser preservado. Já imaginou se cada um de nós
decidisse escrever como falamos? Um novo idioma seria inventado,
aboliríamos a gramática e todo o sistema linguístico determinado pelas
regras cairia por terra. Contudo, o que o compositor Adoniran Barbosa
fez pode ser chamado de licença poética, pois ele transportou para a modalidade escrita a variação linguística presente na modalidade oral.
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As variações
linguísticas acontecem porque vivemos em uma sociedade complexa, na qual
estão inseridos diferentes grupos sociais. Alguns desses grupos tiveram
acesso à educação formal, enquanto outros não tiveram muito contato com
a norma culta da língua. Podemos observar também que a língua varia de
acordo com suas situações de uso, pois um mesmo grupo social pode se
comunicar de maneira diferente, de acordo com a necessidade de adequação
linguística. Prova disso é que você não vai se comportar em uma
entrevista de emprego da mesma maneira com a qual você conversa com seus
amigos em uma situação informal, não é mesmo?
A adequação é um tipo de variação linguística que consiste em adequar a língua às diferentes situações comunicacionais
A tirinha Calvin e Haroldo, do
quadrinista Bill Watterson, mostra-nos um exemplo bem divertido sobre a
importância da adequação linguística. Já pensou se precisássemos
utilizar uma linguagem tão rebuscada e cheia de arcaísmos nas mais
corriqueiras situações de nosso cotidiano? Certamente perderíamos a
espontaneidade da fala, sem contar que a dinamicidade da comunicação
seria prejudicada. Podemos elencar também nos tipos de variação
linguística os falares específicos para grupos específicos: os médicos
apropriam-se de um vocabulário próprio de sua profissão quando estão
exercendo o ofício, mas essas marcas podem aparecer em outros tipos de
interações verbais. O mesmo acontece com os profissionais de
informática, policiais, engenheiros etc.
Portanto, apesar de algumas variações
linguísticas não apresentarem o mesmo prestígio social no Brasil, não
devemos fazer da língua um mecanismo de segregação cultural,
corroborando com a ideia da teoria do preconceito linguístico,
ao julgarmos determinada manifestação linguística superior a outra,
sobretudo superior às manifestações linguísticas de classes sociais ou
regiões menos favorecidas.
Preconceito linguístico: o que é, exemplos e como combater?
O preconceito é considerado como o ato de formular uma opinião ou
julgar determinada pessoa ou situação, antes de conhecê-la na prática.
Há diferentes formas de preconceito, entre elas o preconceito linguístico, que se relaciona com o modo que a pessoa se comunica ou a língua falada por ela.
A representação caricatural de personagens brasileiros em conteúdos
audiovisuais, quando retratam a fala de nordestinos, por exemplo, é uma
demonstração de preconceito linguístico ainda pouco discutida, mas
presente em diferentes esferas da sociedade.
Para entender mais sobre o tema e quais são as melhores estratégias
de combate ao preconceito linguístico, vem com a gente. Continue a
leitura!
O que é preconceito linguístico?
O fenômeno conhecido como preconceito linguístico consiste na
discriminação de pessoas que falam ou escrevem de forma diferente
daquela estabelecida como padrão.
Quantas vezes você ou outras pessoas já viram a frase: “Eu não sei
falar português direito”? Essas palavras, que podem ser ditas por uma
pessoa que não teve pleno acesso à educação, são representativas do
fenômeno do preconceito linguístico.
Isso porque, ao afirmar não saber se comunicar direito com a língua
portuguesa, a pessoa utiliza como parâmetro a norma culta, traduzida por
gramáticas e manuais de língua portuguesa.
Dessa maneira, o preconceito linguístico utiliza como base a
gramática, em lugar de trazer o protagonismo para a língua, um organismo
vivo e em constante evolução.
Preconceito linguístico no Brasil
No Brasil, o preconceito linguístico acontece em razão de
determinados fatores, como tempo, espaço e classe social, manifestados
por meio do fenômeno conhecido como variação linguística.
A variação linguística se traduz nas diferentes formas de falar e se
expressar em sociedade. No Brasil, em virtude das dimensões continentais
do país, é possível observar inúmeras variações linguísticas, culturais e fonéticas.
É o caso de regiões com pronúncia mais acentuada da letra “r”, como
acontece no estado de São Paulo, ou o “s” em regiões do Rio de Janeiro.
No entanto, a caracterização dessa forma de falar como “feia”,
“bonita”, “certa” ou “errada”, está intimamente relacionada ao português
falado pela classe média e alta da zona urbana, que impõe a sua
linguagem como certa, em virtude do seu poder de influência.
Quem sofre preconceito linguístico?
Os principais alvos do preconceito linguístico são grupos que se
afastam dos modos de falar determinados pela norma culta e da linguagem
das classes urbanas.
Normalmente, se relaciona a grupos com alguma característica de
vulnerabilidade em razão de gênero, classe, raça, padrão de renda,
acesso à educação, deficiência e local de nascimento.
Sendo assim, pessoas com pouco grau de acesso à educação, que
nasceram em regiões mais afastadas da zona urbana ou dos grandes centros
urbanos, com baixo nível de renda, são os principais alvos do
preconceito linguístico.
O preconceito linguístico pode se manifestar na fala e na escrita e
sofrem influências da variação linguística associada à região de
nascimento de quem fala, o tempo, espaço e classe social em que a pessoa
se encontra inserida. Vamos analisar alguns exemplos?
Preconceito linguístico na pronúncia
Esse é uma forma de preconceito que está diretamente ligado à
pronúncia das palavras, relacionado intimamente com variações
regionais.
No Brasil, pessoas nascidas nas regiões norte e nordeste são alvo de
preconceito linguístico pela sua fala, cujo sotaque se difere das
regiões sul e sudeste (considerados grandes centros urbanos do país). A
xenofobia também se faz muito presente aqui.
Pronúncia mais acentuada da letra “t” em cidades do interior do
nordeste, verbos no gerúndio sem o “d”, como na Bahia e Minas Gerais e o
“s” com som de “x” de quem vive no Rio de Janeiro são alguns exemplos.
Na gramática, quando há erros na escrita, fala ou concordância das palavras, é quando o preconceito linguístico mais aparece.
“Menas”, “as casa”, “firmadeira”, “a gente vamos”, “fez mal para eu”,
“truce” entre outros, são exemplos de comunicação diferente do
estabelecido conforme a norma culta.
Isso é algo muito comum no preconceito linguístico, mesmo quando as
duas partes envolvidas na comunicação conseguem entender a mensagem.
Quais são as principais causas do preconceito linguístico?
A raiz principal do preconceito linguístico no Brasil está
relacionada à comunicação distinta de uma forma padrão utilizada por
milhões de habitantes do país.
Afinal, a linguagem é utilizada como instrumento de dominação e
diferenciação de pessoas. E quanto mais afastadas do padrão normativo
estabelecido, maior a marginalização e discriminação de certos grupos.
A seguir, veja os principais fatores que levam ao preconceito linguístico.
Preconceito regional
O Brasil é um país gigante, diverso, porém muito desigual. Portanto,
pessoas nascidas em regiões afastadas dos centros urbanos ou dos estados
mais ricos do país, costumam ser alvo de preconceito regional.
Falas carregadas de estereótipos sobre hábitos e costumes de pessoas
nascidas no Nordeste, por exemplo, são expressões do preconceito
regional, que tratam boa parte dos estados do Brasil como uma unidade
sem diferenciação e características próprias.
Em razão da desigualdade social no Brasil, pessoas com menor poder
aquisitivo não só possuem poucas oportunidades, como são vistas como
inferiores e culpadas pela sua situação econômica.
Desse modo, pessoas que vivem em periferias, usam transporte público e
não possuem amplo acesso a bens de consumo são alvo de preconceito
socioeconômico.
Preconceito cultural
Além do preconceito regional e socioeconômico está o preconceito
cultural ou intelectual, vivenciado por aqueles que por diferentes
fatores possuem pouco acesso à educação formal, viagens, livros e
visitas a museus e outros equipamentos culturais.
Por tal motivo, estimula-se a crença de que estas são pessoas
inferiores e até mesmo desinteressadas. Portanto, são colocadas em
segundo plano, o que impacta não só em oportunidades de trabalho, mas de
socialização.
Qual a relação entre preconceito linguístico e variação linguística?
O preconceito linguístico alimenta a ilusão de que, no Brasil,
fala-se apenas uma língua portuguesa: aquela ensinada nas escolas.
Assim, a norma culta estabelecida nas gramáticas é supervalorizada,
em detrimento da linguagem falada no cotidiano pelos milhões de
brasileiros. E é essa a principal relação entre preconceito linguístico e
variação linguística.
Enquanto a variação aborda as diferentes maneiras de comunicar uma
mesma palavra, na mesma língua, o preconceito linguístico diz que existe
um determinado jeito de comunicar a referida palavra.
Um exemplo pode ser a maneira de se referir a uma paquera. Se na
época de seus pais a palavra era pretendente, hoje é “crush”, “mina”,
“@”, entre outras variações, que também sofrem influência das mídias
digitais.
O mesmo acontece com os pronomes de tratamento. Há locais em que se
fala “você”, “ocê”, “tu”. E todos eles conseguem comunicar a mensagem
com exatidão.
Outro ponto importante a se considerar é a mudança que a língua sofre
ao longo do tempo, espaço, classe social, gênero e outros fatores.
Todas essas mudanças são representações da identidade cultural de quem
fala e, como tal, devem ser respeitadas.
Qual a relação entre norma culta e o preconceito linguístico?
A norma culta, linguagem padrão ou formal, se traduz nos modelos de
língua tidos como ideais a partir de livros de gramática, dicionários e
na própria forma de falar de grupos considerados como dominantes e
influentes.
Atenção às regras gramaticais, de concordância verbal, nominal,
regência, entre outros aspectos, estão ligados à norma culta da língua
portuguesa.
Por outro lado, o preconceito linguístico é justamente a
discriminação de pessoas que se afastam do modelo consagrado como único a
ser usado para efetuar a comunicação.
Ao fazer isso, a norma culta desconsidera o uso coloquial da
linguagem, em situações informais e sem a exigência da chamada linguagem
padrão, bem como as características e identidade cultural do falante.
Da mesma maneira, a norma culta despreza outras formas de comunicação
de linguagem, praticada por pessoas constantemente colocadas à margem
da sociedade por não estarem no padrão imposto pela comunidade.
Por que o preconceito linguístico deve ser combatido?
O preconceito linguístico deve ser combatido porque a língua não está
a serviço da gramática. Ela é um organismo vivo, em constante mudança e
evolução, com poder de representar a cultura e história de diferentes
povos e regiões.
Da mesma maneira, o preconceito linguístico deve ser combatido para
promover a inclusão de pessoas frequentemente discriminadas pela sua
origem, classe social, raça ou por apresentar alguma deficiência que, de algum modo, traga impactos para a linguagem e manifestação do pensamento.
Igualmente, combater o preconceito linguístico é desfazer a crença de
que há somente uma forma de se comunicar, caminho justo para promoção
da democracia e sociedade mais igualitária.
Consequências do preconceito linguístico
A principal consequência do preconceito linguístico é a
marginalização daqueles que não falam da forma padrão ou esperada pela
maioria e são alvos de piadas, comentários repletos de estereótipos e a
falta de acessibilidade em diferentes espaços.
Isso porque, quando se fala em preconceito linguístico, não é só os
falantes de língua portuguesa que são atingidos. Pessoas que fazem uso de Libras
também são inclusas no preconceito e rejeição social. Você já deve ter
se deparado com vídeos em que pessoas tentam imitar intérpretes ou
pessoas surdas fazendo mímicas ou usando expressões pejorativas por aí.
Portanto, o preconceito linguístico reforça concepções culturais que
estimulam a estigmatização de pessoas na sociedade e colocam certos
grupos como superiores a outros, apenas pelo fato de não se utilizarem
dos mesmos instrumentos para se comunicar.
Como acabar com o preconceito linguístico?
Para acabar com o preconceito linguístico, o conhecimento deve ser o
primeiro passo em direção a uma sociedade mais justa e inclusiva.
Assim, estimular o ensino da língua portuguesa a partir da
perspectiva de diversidade linguística deve ser o ponto de partida de
educadores para incentivar a aceitação e respeito às diferentes formas
de falar o idioma.
Em seguida, o reforço à ideia de adaptação linguística deve ser
inserido pelos educadores, a fim de mostrar que existem línguas
indicadas para cada situação do cotidiano, como entrevista de emprego e
conversa com amigos.
O ideal é estimular a linguagem como identidade cultural do
indivíduo, em lugar de colocá-la como algo a ser consertado ou ajustado.
Toda língua se relaciona com o sujeito, sua história e diferenças.
Conclusão
O preconceito linguístico acontece a todo momento e em qualquer lugar
e é nosso dever agir não só para conhecer e evitar práticas
discriminatórias, mas para promover a inclusão daqueles colocados à
margem na sociedade.
Para conhecer ainda mais sobre preconceito linguístico, capacitismo e diferentes conteúdos sobre acessibilidade, diversidade e inclusão, confira o nosso blog e mergulhe ainda mais nesse universo.
Preconceito linguístico
abril 26, 2021
O que é preconceito linguístico? Entenda seu significado, exemplos e como está presente em nosso país.
Preconceito linguístico: o que é, exemplos, resumo e redação!
Preconceito linguístico
é um tema que vale a pena ser discutido, especialmente por quem está se
preparando para o vestibular, já que pode aparecer em questões na prova
de Língua Portuguesa ou mesmo na Redação do Enem.
Se você ainda não sabe o que é preconceito linguístico
ou tem apenas uma vaga ideia sobre o assunto, continue a leitura e
entenda como ele ocorre no Brasil e de que forma o tema pode ser tratado
nas provas! Traremos ainda um resumo do livro Preconceito linguístico, exemplos práticos da manifestação desse mal na sociedade e um projeto de redação para você desenvolver. Prepare-se!
O que é preconceito linguístico?
Preconceito linguístico é uma forma de discriminação social que consiste em julgar o indivíduo pela forma como ele se comunica, seja oralmente, seja por escrito. O parâmetro desse julgamento é a chamada norma culta: quanto mais distante dela, mais criticado (e rebaixado) é o falante.
Dizemos que o preconceito linguístico é social porque, no país, educação e renda estão interligadas. Se a criança não frequenta a escola, geralmente porque sua família vive em condições de extrema pobreza, ela não terá acesso às ciências nem a essa norma culta, o que a deixará ainda mais afastada de exercer plenamente sua cidadania.
Preconceito linguístico no Brasil
Nosso país é rico em cultura, e as variantes linguísticas
são prova disso. Para além dos sotaques — o modo de falar de cada
região —, que configuram as diferenças geográficas, existem as variações
socioculturais e situacionais.
É aceitável que haja diferenças. O que não deve ocorrer é a escolha de uma dessas variantes como sendo a “certa” e todas as outras serem consideradas erradas ou de menor prestígio.
Como essa “língua correta” é a ensinada nas escolas e utilizada nos
centros de maior importância econômica, você pode imaginar como o
preconceito vai muito além da língua.
No livro Preconceito linguístico, cujo resumo você vai ler abaixo, Marcos Bagno constata que, no Brasil, a discriminação e a exclusão em relação a “negros, nordestinos, pobres, analfabetos etc.” são acentuadas.
Por
isso, ele escolheu usar, na capa de sua obra, uma foto de seus sogros,
os quais representam essa parcela da população, como forma de
homenageá-los e de difundir a luta pelo fim de todo tipo de preconceito.
Quem deseja conhecer mais sobre o tema precisa conhecer a obra Preconceito linguístico. Marcos Bagno, um importante linguista brasileiro, professor da UnB e colunista da revista Caros Amigos, escreveu esse pequeno livro em 1999. Hoje, já está em sua 56ª edição e foi lido por mais de 300 mil pessoas. Vale a pena saber um pouco sobre essa obra!
Preconceito linguístico: resumo
O livro de Marcos Bagno, Preconceito linguístico: o que é, como se faz, está dividido em três partes.
I. A mitologia do preconceito linguístico
O
autor constata a presença desse tipo de preconceito na sociedade, fruto
“da ignorância, da intolerância ou da manipulação ideológica”. Para
ele, meios de comunicação e a própria escola são responsáveis por disseminar e intensificar o preconceito linguístico quando valorizam a gramática normativa em detrimento da língua realmente falada pela população.
Bagno apresenta, então, oito mitos sobre a língua portuguesa em que as pessoas acreditam e comprova a falsidade de cada um. Entre eles, destacam-se:
“A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”: esse é o mito da língua única, que desconsidera a existência de variedades e diversidades linguísticas no país;
“Português é muito difícil”: os estudantes, principalmente, utilizam essa afirmação (falsa!) para se referirem às regras da modalidade linguística aprendida na escola, e não ao uso real que fazem do português. Afinal, eles se comunicam usando essa língua, não é mesmo?;
“O certo é falar assim porque se escreve assim”: esse é um mito muito fácil de derrubar. Basta pensar em como a fala nossa de todo dia é distante da escrita, e nem por isso é “errada”.
II. O círculo vicioso do preconceito linguístico
O linguista fala, nessa segunda parte do livro, que os mitos são propagados pela gramática tradicional, pelos livros didáticos e pelo próprio ensino nas escolas, em um círculo vicioso difícil de ser quebrado.
Dessa forma, perpetuam-se os mitos, e a população mais carente, que, muitas vezes, não têm acesso à educação, é discriminada por não falar a variante padrão da língua.
III. A desconstrução do preconceito linguístico
Para quebrar essa corrente, Bagno propõe atacar três problemas básicos:
o pouco contato com a norma culta (na leitura e na escrita) mesmo para os alfabetizados;
a idealização de uma norma culta.
A partir do momento em que reconhecermos que existe uma crise nesse setor, teremos mais “autoestima linguística” e saberemos valorizar, por exemplo, a fala de habitantes da zona rural como uma variante, nem certa nem errada.
Essa mudança de atitude se dará aos poucos, com o auxílio dos professores e com a tomada de consciência de cada brasileiro.
Exemplos de preconceito linguístico
Quer ver, na prática, como ocorre o preconceito linguístico em diferentes aspectos?
Na pronúncia
Em Minas Gerais e na Bahia, verbos no gerúndio costumam ser pronunciados sem o “d” final e substituindo o som de “o” pelo de “u”: pensanu, sentinu, fazenu,
por exemplo. Sem alteração na grafia, essa forma de comunicação é
facilmente entendida pela comunidade e não há por que humilhar quem fala
assim.
Outro caso ocorre com o “r”:
ele pode ser pronunciado mais seco, como o dos cariocas, ou mais
“puxado”, como o dos goianos. Ambas as formas estão corretas e
configuram uma variação fônica.
Na gramática
Um dos pontos que mais são notados com relação a erros gramaticais
é a concordância, tanto verbal como nominal. Falar “menas” gente, “nós
vai” e “os livro”, por exemplo, é motivo de desmerecimento da pessoa,
principalmente se ela estiver ocupando cargo de responsabilidade.
Outra questão refere-se ao uso da preposição com pronome relativo, que, na fala, quase nem existe mais, mas é cobrado na escrita:
O carro (de) que eu gosto é azul.
O shopping (em) que eu estava pegou fogo.
Portanto,
antes de ridicularizar alguém pela forma como fala ou escreve, procure
entender o que houve linguisticamente para que aquela palavra ou
expressão fosse utilizada, por que uma variante foi escolhida e não
outra… Enfim, há uma razão para aquilo que chamamos de “erro”.
Preconceito linguístico redação: como fazer?
Como esse é um tema que deixa os ânimos alterados, é bem provável que uma redação sobre preconceito linguístico seja cobrada no Enem. Por isso, trouxemos um esboço de redação com essa proposta para que você possa desenvolvê-la.
Preconceito linguístico: redação
Introdução
É importante começar o texto demonstrando que você compreendeu o tema. Fale sobre a presença e a manifestação do preconceito linguístico no Brasil e posicione-se de forma a combatê-lo.
Desenvolvimento
Apresente exemplos de preconceito
mostrados pela mídia (programas humorísticos), dados referentes à
educação e comprove a existência do preconceito. Fale também de causas
históricas e socioculturais. Este é o momento de você exibir seu
repertório (seus conhecimentos) de forma coesa e articulada, com argumentos hierarquizados.
Conclusão
Além
de fechar a discussão, a conclusão traz uma proposta solução para o
problema. Indique quem, como, por que e de que forma o preconceito pode
ser amenizado ou, até mesmo, extirpado da sociedade.
Desenvolva
cada tópico em um parágrafo, mantendo conexão entre eles. É claro que o
enfoque da proposta pode sofrer alterações, por isso é importante ler
as instruções completas para fazer o texto da forma como foi pedido,
certo?
Agora, você amadureceu sua reflexão sobre o tema e aprendeu mais sobre preconceito linguístico, coloque em prática essa ideia!
Preconceito linguístico: o que é, exemplos e como combater?
O preconceito é considerado como o ato de formular uma opinião ou
julgar determinada pessoa ou situação, antes de conhecê-la na prática.
Há diferentes formas de preconceito, entre elas o preconceito linguístico, que se relaciona com o modo que a pessoa se comunica ou a língua falada por ela.
A representação caricatural de personagens brasileiros em conteúdos
audiovisuais, quando retratam a fala de nordestinos, por exemplo, é uma
demonstração de preconceito linguístico ainda pouco discutida, mas
presente em diferentes esferas da sociedade.
Para entender mais sobre o tema e quais são as melhores estratégias
de combate ao preconceito linguístico, vem com a gente. Continue a
leitura!
O que é preconceito linguístico?
O fenômeno conhecido como preconceito linguístico consiste na
discriminação de pessoas que falam ou escrevem de forma diferente
daquela estabelecida como padrão.
Quantas vezes você ou outras pessoas já viram a frase: “Eu não sei
falar português direito”? Essas palavras, que podem ser ditas por uma
pessoa que não teve pleno acesso à educação, são representativas do
fenômeno do preconceito linguístico.
Isso porque, ao afirmar não saber se comunicar direito com a língua
portuguesa, a pessoa utiliza como parâmetro a norma culta, traduzida por
gramáticas e manuais de língua portuguesa.
Dessa maneira, o preconceito linguístico utiliza como base a
gramática, em lugar de trazer o protagonismo para a língua, um organismo
vivo e em constante evolução.
Preconceito linguístico no Brasil
No Brasil, o preconceito linguístico acontece em razão de
determinados fatores, como tempo, espaço e classe social, manifestados
por meio do fenômeno conhecido como variação linguística.
A variação linguística se traduz nas diferentes formas de falar e se
expressar em sociedade. No Brasil, em virtude das dimensões continentais
do país, é possível observar inúmeras variações linguísticas, culturais e fonéticas.
É o caso de regiões com pronúncia mais acentuada da letra “r”, como
acontece no estado de São Paulo, ou o “s” em regiões do Rio de Janeiro.
No entanto, a caracterização dessa forma de falar como “feia”,
“bonita”, “certa” ou “errada”, está intimamente relacionada ao português
falado pela classe média e alta da zona urbana, que impõe a sua
linguagem como certa, em virtude do seu poder de influência.
Quem sofre preconceito linguístico?
Os principais alvos do preconceito linguístico são grupos que se
afastam dos modos de falar determinados pela norma culta e da linguagem
das classes urbanas.
Normalmente, se relaciona a grupos com alguma característica de
vulnerabilidade em razão de gênero, classe, raça, padrão de renda,
acesso à educação, deficiência e local de nascimento.
Sendo assim, pessoas com pouco grau de acesso à educação, que
nasceram em regiões mais afastadas da zona urbana ou dos grandes centros
urbanos, com baixo nível de renda, são os principais alvos do
preconceito linguístico.
O preconceito linguístico pode se manifestar na fala e na escrita e
sofrem influências da variação linguística associada à região de
nascimento de quem fala, o tempo, espaço e classe social em que a pessoa
se encontra inserida. Vamos analisar alguns exemplos?
Preconceito linguístico na pronúncia
Esse é uma forma de preconceito que está diretamente ligado à
pronúncia das palavras, relacionado intimamente com variações
regionais.
No Brasil, pessoas nascidas nas regiões norte e nordeste são alvo de
preconceito linguístico pela sua fala, cujo sotaque se difere das
regiões sul e sudeste (considerados grandes centros urbanos do país). A
xenofobia também se faz muito presente aqui.
Pronúncia mais acentuada da letra “t” em cidades do interior do
nordeste, verbos no gerúndio sem o “d”, como na Bahia e Minas Gerais e o
“s” com som de “x” de quem vive no Rio de Janeiro são alguns exemplos.
Na gramática, quando há erros na escrita, fala ou concordância das palavras, é quando o preconceito linguístico mais aparece.
“Menas”, “as casa”, “firmadeira”, “a gente vamos”, “fez mal para eu”,
“truce” entre outros, são exemplos de comunicação diferente do
estabelecido conforme a norma culta.
Isso é algo muito comum no preconceito linguístico, mesmo quando as
duas partes envolvidas na comunicação conseguem entender a mensagem.
Quais são as principais causas do preconceito linguístico?
A raiz principal do preconceito linguístico no Brasil está
relacionada à comunicação distinta de uma forma padrão utilizada por
milhões de habitantes do país.
Afinal, a linguagem é utilizada como instrumento de dominação e
diferenciação de pessoas. E quanto mais afastadas do padrão normativo
estabelecido, maior a marginalização e discriminação de certos grupos.
A seguir, veja os principais fatores que levam ao preconceito linguístico.
Preconceito regional
O Brasil é um país gigante, diverso, porém muito desigual. Portanto,
pessoas nascidas em regiões afastadas dos centros urbanos ou dos estados
mais ricos do país, costumam ser alvo de preconceito regional.
Falas carregadas de estereótipos sobre hábitos e costumes de pessoas
nascidas no Nordeste, por exemplo, são expressões do preconceito
regional, que tratam boa parte dos estados do Brasil como uma unidade
sem diferenciação e características próprias.
Em razão da desigualdade social no Brasil, pessoas com menor poder
aquisitivo não só possuem poucas oportunidades, como são vistas como
inferiores e culpadas pela sua situação econômica.
Desse modo, pessoas que vivem em periferias, usam transporte público e
não possuem amplo acesso a bens de consumo são alvo de preconceito
socioeconômico.
Preconceito cultural
Além do preconceito regional e socioeconômico está o preconceito
cultural ou intelectual, vivenciado por aqueles que por diferentes
fatores possuem pouco acesso à educação formal, viagens, livros e
visitas a museus e outros equipamentos culturais.
Por tal motivo, estimula-se a crença de que estas são pessoas
inferiores e até mesmo desinteressadas. Portanto, são colocadas em
segundo plano, o que impacta não só em oportunidades de trabalho, mas de
socialização.
Qual a relação entre preconceito linguístico e variação linguística?
O preconceito linguístico alimenta a ilusão de que, no Brasil,
fala-se apenas uma língua portuguesa: aquela ensinada nas escolas.
Assim, a norma culta estabelecida nas gramáticas é supervalorizada,
em detrimento da linguagem falada no cotidiano pelos milhões de
brasileiros. E é essa a principal relação entre preconceito linguístico e
variação linguística.
Enquanto a variação aborda as diferentes maneiras de comunicar uma
mesma palavra, na mesma língua, o preconceito linguístico diz que existe
um determinado jeito de comunicar a referida palavra.
Um exemplo pode ser a maneira de se referir a uma paquera. Se na
época de seus pais a palavra era pretendente, hoje é “crush”, “mina”,
“@”, entre outras variações, que também sofrem influência das mídias
digitais.
O mesmo acontece com os pronomes de tratamento. Há locais em que se
fala “você”, “ocê”, “tu”. E todos eles conseguem comunicar a mensagem
com exatidão.
Outro ponto importante a se considerar é a mudança que a língua sofre
ao longo do tempo, espaço, classe social, gênero e outros fatores.
Todas essas mudanças são representações da identidade cultural de quem
fala e, como tal, devem ser respeitadas.
Qual a relação entre norma culta e o preconceito linguístico?
A norma culta, linguagem padrão ou formal, se traduz nos modelos de
língua tidos como ideais a partir de livros de gramática, dicionários e
na própria forma de falar de grupos considerados como dominantes e
influentes.
Atenção às regras gramaticais, de concordância verbal, nominal,
regência, entre outros aspectos, estão ligados à norma culta da língua
portuguesa.
Por outro lado, o preconceito linguístico é justamente a
discriminação de pessoas que se afastam do modelo consagrado como único a
ser usado para efetuar a comunicação.
Ao fazer isso, a norma culta desconsidera o uso coloquial da
linguagem, em situações informais e sem a exigência da chamada linguagem
padrão, bem como as características e identidade cultural do falante.
Da mesma maneira, a norma culta despreza outras formas de comunicação
de linguagem, praticada por pessoas constantemente colocadas à margem
da sociedade por não estarem no padrão imposto pela comunidade.
Por que o preconceito linguístico deve ser combatido?
O preconceito linguístico deve ser combatido porque a língua não está
a serviço da gramática. Ela é um organismo vivo, em constante mudança e
evolução, com poder de representar a cultura e história de diferentes
povos e regiões.
Da mesma maneira, o preconceito linguístico deve ser combatido para
promover a inclusão de pessoas frequentemente discriminadas pela sua
origem, classe social, raça ou por apresentar alguma deficiência que, de algum modo, traga impactos para a linguagem e manifestação do pensamento.
Igualmente, combater o preconceito linguístico é desfazer a crença de
que há somente uma forma de se comunicar, caminho justo para promoção
da democracia e sociedade mais igualitária.
Consequências do preconceito linguístico
A principal consequência do preconceito linguístico é a
marginalização daqueles que não falam da forma padrão ou esperada pela
maioria e são alvos de piadas, comentários repletos de estereótipos e a
falta de acessibilidade em diferentes espaços.
Isso porque, quando se fala em preconceito linguístico, não é só os
falantes de língua portuguesa que são atingidos. Pessoas que fazem uso de Libras
também são inclusas no preconceito e rejeição social. Você já deve ter
se deparado com vídeos em que pessoas tentam imitar intérpretes ou
pessoas surdas fazendo mímicas ou usando expressões pejorativas por aí.
Portanto, o preconceito linguístico reforça concepções culturais que
estimulam a estigmatização de pessoas na sociedade e colocam certos
grupos como superiores a outros, apenas pelo fato de não se utilizarem
dos mesmos instrumentos para se comunicar.
Como acabar com o preconceito linguístico?
Para acabar com o preconceito linguístico, o conhecimento deve ser o
primeiro passo em direção a uma sociedade mais justa e inclusiva.
Assim, estimular o ensino da língua portuguesa a partir da
perspectiva de diversidade linguística deve ser o ponto de partida de
educadores para incentivar a aceitação e respeito às diferentes formas
de falar o idioma.
Em seguida, o reforço à ideia de adaptação linguística deve ser
inserido pelos educadores, a fim de mostrar que existem línguas
indicadas para cada situação do cotidiano, como entrevista de emprego e
conversa com amigos.
O ideal é estimular a linguagem como identidade cultural do
indivíduo, em lugar de colocá-la como algo a ser consertado ou ajustado.
Toda língua se relaciona com o sujeito, sua história e diferenças.
Conclusão
O preconceito linguístico acontece a todo momento e em qualquer lugar
e é nosso dever agir não só para conhecer e evitar práticas
discriminatórias, mas para promover a inclusão daqueles colocados à
margem na sociedade.
Para conhecer ainda mais sobre preconceito linguístico, capacitismo e diferentes conteúdos sobre acessibilidade, diversidade e inclusão, confira o nosso blog e mergulhe ainda mais nesse universo.
Os diversos falares regionais – um olhar curioso
Por Vânia Maria do Nascimento Duarte
As variações linguísticas revelam o perfil dinâmico da língua
Olhemos, pois, em direção às palavras retratadas por Oswald de Andrade em uma de suas brilhantes criações:
Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados
http://www.revista.agulha.nom.br/oswal.html#vicio
O discurso ora proferido revela a não uniformidade da língua, em que os
“telhados” vão sendo construídos a partir das relações sociais
demarcadas por diversos fatores, entre eles os regionais, culturais,
sociais e, por que não dizermos, contextuais. Quantos “mios”, miós”,
“piós”, “teias” e “teiados” não compartilham do cotidiano linguístico de
muitos usuários por esse Brasil afora, sobretudo em se tratando daquele
linguajar caipira, cuja enunciação caracteriza tão somente um baixo
nível de escolaridade, muitas vezes por falta de oportunidade em
adquiri-la, mas que nem por isso a interlocução deixou de ser
materializada. Outro aspecto, também digno de nota, refere-se à
contextualização outrora mencionada (fatores contextuais), visto que se
restringe ao que denominamos de adequação vocabular, mesmo tendo em
vista que estamos submetidos a um padrão que nos é convencional.
Assim, “entrecortados” pelo viés da Sociolinguística, prestemo-nos ao
exercício de enfatizar um destes fatores que exercem suas influências
para tamanha diversidade – o fator regional. Ora, não precisamos ir
muito além para percebermos a amplitude de termos típicos de cada região
brasileira, todos com significados específicos. Desse modo, no intuito
de norteamos nosso conhecimento no que a isso se refere, conferiremos a
seguir alguns casos representativos, tendo em vista algumas regiões.
Ei-las, portanto:
Expressões típicas da região Nordeste:
Expressões oriundas da região Sul:
Expressões relativas ao Norte brasileiro:
1- Abajur: do francês abat-jour, que significa “abater o dia”
O Instituto Anísio receberá no dia 19 de setembro de 2026 às 10 h da manhã, o professor e psicanalista, ex-conselheiro do Cremeb.
O Dr. Antônio Carlos Caires Araújo é um médico, psicanalista e conselheiro do Cremeb (Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia), formado pela Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade Católica de Salvador em 1972
Residente em Salvador e filho de Dom Basílio de onde partiu logo cedo com o incentivo da mãe, a primeira vereadora da Bahia. Sra. para cursar Medicina na capital do estado. A história de Caires é um exemplo de superação.
Nesta manhã de um Sábado de muito sol, 19 de setembro de 2026, o professor lançará em Salvador mais uma obra literária, Sublime! Falasser.
Iderval Reginaldo Tenório
Orgulho da Bahia e grande intelectual.
FILHO DE JULINDA CAIRES ARAÚJO.
Dona Julinda tem uma trajetória de sucesso em nossa terra, política, empresária, dona de casa e conselheira e conciliadora.
Foi a primeira vereadora mulher da Bahia, quando Dom Basílio ainda era Distrito de Livramento de Nossa Senhora.
“Velha Julia” como era carinhosamente chamada, era mãe de Zezito Caires, Presidente da Câmara de Vereadores, Dr. Carlinhos( DR ANTONIO CARLOS CAIRES- ATUALMENTE CONSELHEIRO DO CREMEB, DA ASSOC. BAIANA DE MEDICINA) médico psiquiatra. Irmãos Raimundo Caires ex-deputado Estadual, Professora Lucinha, Cecília e Maria do Rosário, Antonio de Julinda.
DONA JULINDA A PRIMEIRA VEREADORA DO ESTADO DA BAHIA-
Faleceu 8 de agosto de 2012 em Dom Basílio, aos 95 anos
HOMENS E MULHERES DO BEM, RESGATEM O BRASIL DESTES DESNESTOS. NÃO SEJAM CAPACHOS.
Amigos, é inadmissível homens e mulheres inteligentes, honestas e trabalhadoras apoiarem todas as falcatruas que hoje vive o país.
Independente de partido
político e da extremidade na qual se encontram, é inadmissível apoiar tantas desonestidades.
Esqueçamo lado que militam com a polarização e
resgatem os pais (MÃE E PAI) que cada um tem em si, e fiquem do lado da lisura, sejam exemplares para os filhos.
É vergonhoso apoiar
tantas desonestidades.
Apoiar desonestos, a
ladroagem e a corrupção é passar para os descendentes e para a população que a
malandragem, a mentira e o crime compensam.
Estas atitudes passadas pela cúpula, não podem ser exemplos para os jovens, são vergonhosas e deletérias ao país e para o povo.
Que a cidadania, a vergonha e a indgnação aflorem em cada um dos brasileiros e venção estes atos delérios que muitos seguem e apoiam. Mais uma vez: É VERGONHOSO E DEPRIMENTE, É APAGAR A CIDADANIA.
A subserviência e a
idolatria são as piores propriedades que
um homem alforriado pode sofrer, diga não à moderna escravização cultural e política.
Pensem, não sejam repetidores das manobras enviadas pelos mentores desonestos
que ocupam a cúpula social e política do Brasil.
Não justiquem as maladragens dos seus fundamentados na desonestidades dos outros. Se eles são x,y e z, também serei.
Minha mãe falava:
" SE SOUBER QUE UM COLEGA ROUBA, AFASTE-SE DELE E NÃO FAÇA O QUE ELE FAZ, SEJA VOCÊ E NÃO UM MARIA VAI COM AS OUTRAS"
A comunidade acadêmica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) está de luto pela morte de Thaiz Pedrosa, primeira mulher trans a ingressar na graduação de Medicina da instituição.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (3) pelo Diretório
Acadêmico de Medicina da UFBA, que destacou sua trajetória de
representatividade, resistência e coragem. A causa não foi informada.
Thaiz se tornou um símbolo para a comunidade trans ao ocupar um
espaço historicamente marcado por barreiras e desigualdades. Ao longo de
sua trajetória, também carregou o desejo de inspirar outras pessoas
trans a retomarem os estudos e a ocuparem lugares que muitas vezes lhes
foram negados.
Para o Diretório Acadêmico, sua presença abriu caminhos e rompeu barreiras, deixando um legado que ultrapassa sua passagem pela universidade.
“Hoje, a Medicina está em luto. Perdemos um sorriso único, uma alegria
contagiante e uma presença impossível de passar despercebida”, afirmou a
entidade no comunicado.
O texto também relembra a personalidade de Thaiz, descrita como
alguém que levava alegria e afeto por onde passava. “Por onde passou,
Thaiz fez festa, espalhou afeto, levou leveza e deixou sua marca entre
nós”, destacou o Diretório.
Morre Thaiz Pedrosa, primeira mulher trans a ingressar na graduação de Medicina da UFBA -Ana Lucia Albuquerque/CORREIO
A entidade ressaltou ainda que a luta de Thaiz permanece por meio das
pessoas que poderão se sentir mais encorajadas a ocupar espaços
semelhantes. “Sua luta não termina aqui. Seu legado permanece em cada
caminho que foi aberto, em cada pessoa que sentirá mais encorajada a
ocupar lugares como o dela e em todos aqueles que tiveram o privilégio
de conhecê-la”, diz o comunicado.
O Diretório Acadêmico afirmou ainda que a história da médica deve
continuar como inspiração para novas gerações. “Que sua história
continue inspirando coragem. Que sua luta jamais seja esquecida. E que,
diante da sua escolha, outras pessoas continuem se encorajando a
escolher a si mesmas”.
Mineira, Thaiz Pedrosa chegou à UFBA após seis tentativas malsucedidas de ingressar no ensino superior pelo Enem.
Em 2018, com a criação de cotas para pessoas trans, descobriu pela
internet que a modalidade já existia em instituições de São Paulo e na
Bahia, como UFRB e Uneb. Quando já estava decidida a tentar uma vaga em
Medicina em Salvador, a UFBA também passou a adotar, naquele mesmo ano,
cotas para pessoas trans na graduação, abrindo o caminho que a levaria a
se tornar a primeira mulher trans a ingressar no curso de Medicina da
universidade.