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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

O menino e o espinho no dedão, uma criança predestinada ao sucesso.

 


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Dor nos dedos dos pés - Principais causas e como tratar

Menino negro com mochila indo para escola — Criativo Dahora 

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O menino e o espinho no dedão, 

uma criança predestinada ao sucesso.

Adentrou à sala claudicando, isto é, mancando. O dedão do pé direito  não lhe dava apoio ao andar. Ao pisar, com este pé, a face  concretizava uma indesejável dor.

O paciente,  uma criança de 03 anos e meio  de idade, bem vestida, cabelos impecavelmente cortados e em uso de uma alpercata azul, de puro couro.

Sentado no colo da mãe, não se acanhou em contar a sua história, apesar da pouca idade expressava-se muito bem. Firme e consciente   declarou:

"Na praia,  pisei num capinzal e ao chegar em casa, o dedo  já estava doendo, não posso andar direito".

Falei ao menino que os pés são órgãos importantes, tudo nele é fundamental para se locomover, principalmente o calcanhar e os cinco dedos, notadamente o dedão,  eles são chamados de artelhos ou pododáctilos.  

O primeiro dedo do pé, o dedão, é   o único que tem nome próprio  e é chamado de hálux, os demais recebem um estranho nome: segundo, terceiro, quarto e quinto pododáctilo ou artelho.

Coloquei o corajoso menino sentado e depois deitado na maca, parecia que estava num parque. Encontrava-se  alegre e desembaraçado, porém mancando, falei que ia olhar o machucado. 

Deitado, sem a alpercata azul,  apontou para o dedo que estava doendo. Falei que não iria aplicar injeção e nem iria apertá-lo, apenas iria examinar, olhar e  observar, se fosse preciso iria falar com o seu dedão e pedir para o mesmo dormir um pouco, o menino concordou.

 Aqui no consultório tenho amigos de todas as idades, o médico não pode e  nem deve  mentir ou enrolar os seus amigos, este relacionamento é sagrado, é o alicerce para firmar confiança e respeito.

Ao examinar encontrei um dedo edemaciado, isto é, inchado.  No peito do dedo, que se encontrava quente, avistei  uma  pequena  bolha amarela esverdeada, halo   vermelho e um ponto preto no centro, como se fosse um olho mirando este mortal. Pisquei os olhos para o dedo e falei para a criança que já sabia qual era o problema, apenas precisávamos combinar com o Hálux,  o que deveria ser feito, o menino aceitou o convite.

Entrei em ação,  solicitei que me ajudasse a pedir ao seu dedo que  dormisse  por um pequeno tempo e quando acordasse estaria bom.

 Juntos, Eu e o corajoso menino, falamos com o dedo Hálux e este  aceitou o nosso pedido, porém com uma ressalva: 

“Não quero sentir dor”.  

Dei um banho com água e sabão de côco, depois usei álcool a 70% e um antisséptico. Peguei uma pinça pequena e toquei no dedo, porém num lugar distante do machucado, o menino de imediato falou:

"Doutor Iderval, ele já está domindo, não está doendo"

Como já falei, o menino possuia um vocabulário impecável e boa dicção para a idade. 

Sem anestésico e sem seringa, peguei uma fina agulha, daquelas bem fininha e pequena.  Ele de olhos abertos e sem medo falou:

"Doutor, ele dormiu"

Com a ponta fina de  agulha hipodérmica, isto é, com um  bisel afiado, rompi a pequena bolha, a pressão interna liberou não mais do que uma gota de secreção esverdeada, chamada de pus, com ela a ponta de um pequeno espinho. 

Retirei, coloquei numa gaze e presenteei a criança. Ele olhou e deu um sorriso ao avistar  a pontinha  preta  do espinho que estava no seu dedo. 

Lavei delicadamente mais uma vez, enxuguei e coloquei uma bandagem sem comprimir o dedão chamado de Hálux.

O menino sentou numa cadeira, a mãe na outra e a tia ficou a observar. Pedi para o mesmo pisar, o mesmo levantou, pisou firme no chão, calçou a bela alpercata azul de courro e disse alegremente:

"Doutor Iderval, o meu dedão,   o Hálux, ainda está dormindo".

Foi prescrito um antibiótico por três ou quatro dias,  como a criança estava em dia com a  vacina contra o tétano, foi dado  alta para casa.

Cinco dias depois o menino voltou alegre, saltitante e  pisando firme, de imediato falou:

"Doutor o meu dedão está acordado, mas não está doendo, obrigado".

Esta criança, hoje  com os seus sete anos de idade,  é um exímio desenhista. Já é um artista promissor e gosta muito de estudar. Mostrou no ato operatório que é um cidadão centrado, paciente, seguro e predestinado ao sucesso nos atos sociais e profissionais da vida.

Vou deixar aqui o seu nome: Coragem, resiliência, exemplo e segurança, resumindo:  

UM SER HUMANO QUE ORGULHARÁ ESTE PAÍS.

SALVADOR 18 DE MARÇO DE 2024

Iderval Reginaldo Tenório

Salvador, 14 de Agosto de 2026 

Iderval Reginaldo Tenório 

 

A VOLTA DA ASA BRANCA 

Do médico José Dantas e do Luiz Gonzaga 

Uma pérola do cancioneiro brasileiro 


www.youtube.com › watch
2:45
Provided to YouTube by Best A Volta da Asa Branca · Luiz Gonzaga Seleção Essencial - Grandes Sucessos - Luiz Gonzaga ℗ 1950 SONY MUSIC ...
YouTube · Luiz Gonzaga - Topic · 23 de dez. de 2020

 

 

LEMBRANÇAS DOS MEUS PAIS -(José Miguel e Dona Antônia)-ROSANGELA TENÓRIO

 










                                         João, o filho de Tonho*, lenda jovem da Serra do Araripe.
                                                                       Primo de todos nós.
                                                            *Antônio Reginaldo, já falecido 

LEMBRANÇAS DOS MEUS PAIS -ROSANGELA TENÓRIO

(José Miguel e Dona Antônia)-

 A Serra onde nascemos.

As lembranças de tempos idos e vividos ao lado dos heróis de nossa família, (José Miguel e Dona Antônia). Foi no ensolarado  domingo passado. 
 
Pois bem, Iderval Tenorio, Vicente Reginaldo Tenório, meus irmãos e meu sobrinho Alex Tenório Eliane e eu, entramos no carro e partimos rumo a Serra do Araripe visitar nossos familiares que ainda moram por lá. 

Fomos a casa de Tio Augusto, padrinho de batismo de Iderval, na casa de Tonho, Bela, Gina, Lucélia e na casa de Neto Miguel. Lá ouvimos muitas histórias vividas com muitos integrantes de nossa família que já habitam o Céu.
 
Quando chegamos na propriedade, que era de nossos pais, fomos inundados de lembranças e de momentos de felicidades ali vívidos. Fui transportada para o passado e ali, diante daquelas ruínas, vi vibrar as vozes de alegria de meus pais, meus irmãos e dos moradores em dias de chuva.  Ouvi o som dos chocalhos, o canto dos passarinhos e o roncar do motor lá na casa de farinha. Meu Deus! Como tudo está mudado, pois não vi um único animal solto no campo e nem sequer um pássaro voando. Mas fiquei admirada com o frondoso pé de cajarana no terreiro que fica no quintal da casa. A Vegetação seca, os barreiros secos e aqui acolá, o verde dos pés de Juá se monstrando lindos para nos cumprimentar e lembrar que foi mamãe que os plantou. Também vimos pés de cedro e lá no estrumo os galhos secos do pé de umbu.
 
Tudo tá mudado, a nossa propriedade está vê um deserto, mas, mesmo assim senti uma energia muito vibrante que me fez estremecer, ora de tristeza, ora de alegria.
 
Quando estávamos na casa de meu primo Antônio Reginaldo, já falecido, apareceu um periquito passeando e cumprimentou cada um de nós. 
 
Primeiro ele subiu no sapato de Alex e foi subindo até o seu ombro e ficou fazendo carinho com o bico em sua nuca, também fez carinho na cabeça de Iderval, subiu do meu braço e comeu a minha goiaba.
 
Por curiosidade perguntei o nome dele e Hernandes disse que era Miguel. Eita que me emocionei muito, pois é o mesmo nome de Papai e aí pensei: De todas as 8 pessoas que estavam conversando, ele só veio até nós, o 3 filhos e o neto de Zé Miguel. Aí deduzi que era Papai em forma de passarinho nos abraçando e feliz por estarmos na Serra visitando nossos parentes.
 
Saudade, muita saudade de Papai e Mamãe e dos tempos felizes que vivemos com eles na Serra.
 
Deus nos abençoe e nos proteja
 
Rosangela Maria Reginaldo Tenório