Expressões típicas da região Nordeste:.jpg)
Expressões oriundas da região Sul:
O blog foi criado para a cultura. Mostra o quanto é importante o conhecimento.Basta um click no artigo. Centro Médico Iguatemi,310.CLINICA SÃO GABRIEL LTDA- 33419630 33425331Participe ,comente, seja seguidor. DR IDERVAL REGINALDO TENÓRIO , 1954 , JUAZEIRO DO NORTE -CEARÁ. 08041988lgvi.1984 CHEGOU EM SALVADOR COM 18 ANOS , MEDICINA NA UFBA. CIRURGIÃO GERAL. driderval@bol.com.br ACESSEM DO AMIGO E RADIALISTA PERFILINO NETO O SEU SITE DE MUSICA eradoradio.com.br
O Brasil perdeu a vergonha?
Uma sociedade doente, desorientada, subserviente e parte apoiando a desonestidade.
O que explica parte da sociedade brasileira apoiar com unhas
e dentes atitudes desonestas da cúpula governamental? O rombo do INSS, o rombo do Vorcaro e outros?
Como explicar MINISTROS do STF, que se dizem HONESTOS apoiarem seus pares ENVOLVIDOS EM FALCATRUAS VERGONHOSA? Homens de grandes privilégios e que desavergonhosamente apoiam estes roubos? Como explicar?
Quais as duvidas que se tem do STF que parte apoia todas as sujeiras de ministros e falam até em anular a verdade para livrá-los de escândalos e da prisão? Tem algo errado neste país.
Como explicar que parte da sociedade que se diz honesta, também apoiar MINISTROS que se juntam a marginais, como explicar esta contaminação? Quais as mensagens passadas aos filhos, netos e para a juventude? Quais?
O sociedade está doente e está contaminando os homens do amanhã, está plantando o que existe de pior para um povo, A DESONESTIDADE EM TUDO QUE SE PRATICA.
O Brasil está dilacerado, mais dilacerado a cabeça e o comportamento
de muitos brasileiros em apoiar todas estas sujeiras cometidas pela cúpula e que justificam comparando aos roubos dos outros. Se X rouba, os meus podem roubar, FALCATRUA virou o NORMAL.
São professores, médicos, comerciantes, funcionários públicos,
políticos, administradores e outros que
cobrem a cara e apoiam homens desonestos.
O Brasil está doente. É uma nação governada pela DESONESTIDADE E PELAS FALCATRUAS com o apoio de parte da população, parte esta que se diz HONESTA.
É VERGONHOSO.
O Brasil perdeu a vergonha?
Iderval Reginaldo Tenório
Brigava pelo aprimoramento do serviço que chefiava (a UCO do Hospital Português), pelo hospital, pela cardiologia baiana e brasileira (presidiu a SBC).
Além dos serviços, ajudou muitos cardiologistas baianos a se desenvolverem como profissionais e pessoas, dando oportunidades sem temer formar concorrentes.
Um líder e cardiologista exemplar. Deixa um grande legado e admiradores. E saudade entre amigos e familiares.
Que Deus o acolha!
JULIO BRAGA
🩶🩺 O Cremeb presta sua homenagem, com pesar, à memória do médico José Péricles Cruz Esteves, falecido no último domingo (6), aos 82 anos. Alagoano da cidade de Penedo, Dr. José Péricles Esteves formou-se médico na UFBA, na turma de 1967, e ganhou notoriedade internacional no exercício da cardiologia, sendo pioneiro no desenvolvimento e na pesquisa de diversos avanços da Medicina.
♻️📝 Em reconhecimento à trajetória construída ao longo de cinco décadas de exercício profissional, o Cremeb concedeu a Dr. José Péricles, em 2017, o Diploma de Mérito Ético-Profissional, por completar 50 anos de exercício ininterrupto da Medicina, honrando a profissão e sem ter sofrido sanções éticas.
👇🏼📰 Leia na íntegra a nota de pesar, que reúne os depoimentos da 1ª vice-corregedora do Cremeb e sobrinha do Dr. Péricles, Dra. Marília Fagundes; do presidente do Conselho, Dr. Antônio Azevedo; e do conselheiro decano, Dr. Jorge Cerqueira.
O Dr.
José Péricles Esteves é um médico cardiologista renomado em
Salvador, com atuação destacada como coordenador da Unidade Coronariana (UCO)
do Hospital Português da Bahia e ex-presidente da Sociedade
Brasileira de Cardiologia (SBC).
Dr. Péricles Esteves é o novo presidente da SBC / jan 2006
24 January 2006

A Sociedade Brasileira de Cardiologia é uma das mais importantes sociedades médicas brasileiras, que congrega 11 mil cardiologistas de todos os estados. A posse, que aconteceu no anfiteatro Alfredo Britto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, no Terreiro de Jesus, contou com a presença de grandes pesquisadores e cardiologistas do País, entre eles o Dr. Leopoldo Piega, Diretor do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Dr. José Antonio Ramires, Diretor do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, e o Dr. Antonio Simão, atual Presidente da SBC.
A variação linguística é um interessante aspecto da língua portuguesa. Pode ser compreendida por meio das influências históricas e regionais sobre os falares.
Você sabe o que é variação linguística?
A variação linguística é um fenômeno que acontece com a língua e pode ser compreendida por intermédio das variações históricas e regionais. Em um mesmo país, com um único idioma oficial, a língua pode sofrer diversas alterações feitas por seus falantes. Como não é um sistema fechado e imutável, a língua portuguesa ganha diferentes nuances. O português que é falado no Nordeste do Brasil pode ser diferente do português falado no Sul do país. Claro que um idioma nos une, mas as variações podem ser consideráveis e justificadas de acordo com a comunidade na qual se manifesta.
As variações acontecem porque o princípio fundamental da língua é a comunicação, então é compreensível que seus falantes façam rearranjos de acordo com suas necessidades comunicativas. Os diferentes falares devem ser considerados como variações, e não como erros. Quando tratamos as variações como erro, incorremos no preconceito linguístico que associa, erroneamente, a língua ao status. O português falado em algumas cidades do interior do estado de São Paulo, por exemplo, pode ganhar o estigma pejorativo de incorreto ou inculto, mas, na verdade, essas diferenças enriquecem esse patrimônio cultural que é a nossa língua portuguesa. Leia a letra da música “Samba do Arnesto”, de Adoniran Barbosa, e observe como a variação linguística pode ocorrer:
O Arnesto nos convidou pra um samba, ele mora no Brás
Nós fumos não encontremos ninguém
Nós voltermos com uma baita de uma reiva
Da outra vez nós num vai mais
Nós não semos tatu!
No outro dia encontremo com o Arnesto
Que pediu desculpas mais nós não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto, nós não se importa
Mas você devia ter ponhado um recado na porta
Um recado assim ói: "Ói, turma, num deu pra esperá
Aduvido que isso, num faz mar, num tem importância,
Assinado em cruz porque não sei escrever.
Samba do Arnesto, Adoniran Barbosa
Há, na letra da música, um exemplo interessante sobre a variação linguística. É importante ressaltar que o código escrito, ou seja, a língua sistematizada e convencionalizada na gramática, não deve sofrer grandes alterações, devendo ser preservado. Já imaginou se cada um de nós decidisse escrever como falamos? Um novo idioma seria inventado, aboliríamos a gramática e todo o sistema linguístico determinado pelas regras cairia por terra. Contudo, o que o compositor Adoniran Barbosa fez pode ser chamado de licença poética, pois ele transportou para a modalidade escrita a variação linguística presente na modalidade oral.
As variações linguísticas acontecem porque vivemos em uma sociedade complexa, na qual estão inseridos diferentes grupos sociais. Alguns desses grupos tiveram acesso à educação formal, enquanto outros não tiveram muito contato com a norma culta da língua. Podemos observar também que a língua varia de acordo com suas situações de uso, pois um mesmo grupo social pode se comunicar de maneira diferente, de acordo com a necessidade de adequação linguística. Prova disso é que você não vai se comportar em uma entrevista de emprego da mesma maneira com a qual você conversa com seus amigos em uma situação informal, não é mesmo?

A adequação é um tipo de variação linguística que consiste em adequar a língua às diferentes situações comunicacionais
A tirinha Calvin e Haroldo, do quadrinista Bill Watterson, mostra-nos um exemplo bem divertido sobre a importância da adequação linguística. Já pensou se precisássemos utilizar uma linguagem tão rebuscada e cheia de arcaísmos nas mais corriqueiras situações de nosso cotidiano? Certamente perderíamos a espontaneidade da fala, sem contar que a dinamicidade da comunicação seria prejudicada. Podemos elencar também nos tipos de variação linguística os falares específicos para grupos específicos: os médicos apropriam-se de um vocabulário próprio de sua profissão quando estão exercendo o ofício, mas essas marcas podem aparecer em outros tipos de interações verbais. O mesmo acontece com os profissionais de informática, policiais, engenheiros etc.
Portanto, apesar de algumas variações
linguísticas não apresentarem o mesmo prestígio social no Brasil, não
devemos fazer da língua um mecanismo de segregação cultural,
corroborando com a ideia da teoria do preconceito linguístico,
ao julgarmos determinada manifestação linguística superior a outra,
sobretudo superior às manifestações linguísticas de classes sociais ou
regiões menos favorecidas.
O preconceito é considerado como o ato de formular uma opinião ou julgar determinada pessoa ou situação, antes de conhecê-la na prática. Há diferentes formas de preconceito, entre elas o preconceito linguístico, que se relaciona com o modo que a pessoa se comunica ou a língua falada por ela.
A representação caricatural de personagens brasileiros em conteúdos audiovisuais, quando retratam a fala de nordestinos, por exemplo, é uma demonstração de preconceito linguístico ainda pouco discutida, mas presente em diferentes esferas da sociedade.
Para entender mais sobre o tema e quais são as melhores estratégias de combate ao preconceito linguístico, vem com a gente. Continue a leitura!
O fenômeno conhecido como preconceito linguístico consiste na discriminação de pessoas que falam ou escrevem de forma diferente daquela estabelecida como padrão.
Quantas vezes você ou outras pessoas já viram a frase: “Eu não sei falar português direito”? Essas palavras, que podem ser ditas por uma pessoa que não teve pleno acesso à educação, são representativas do fenômeno do preconceito linguístico.
Isso porque, ao afirmar não saber se comunicar direito com a língua portuguesa, a pessoa utiliza como parâmetro a norma culta, traduzida por gramáticas e manuais de língua portuguesa.
Dessa maneira, o preconceito linguístico utiliza como base a gramática, em lugar de trazer o protagonismo para a língua, um organismo vivo e em constante evolução.
No Brasil, o preconceito linguístico acontece em razão de determinados fatores, como tempo, espaço e classe social, manifestados por meio do fenômeno conhecido como variação linguística.
A variação linguística se traduz nas diferentes formas de falar e se expressar em sociedade. No Brasil, em virtude das dimensões continentais do país, é possível observar inúmeras variações linguísticas, culturais e fonéticas.
É o caso de regiões com pronúncia mais acentuada da letra “r”, como acontece no estado de São Paulo, ou o “s” em regiões do Rio de Janeiro.
No entanto, a caracterização dessa forma de falar como “feia”, “bonita”, “certa” ou “errada”, está intimamente relacionada ao português falado pela classe média e alta da zona urbana, que impõe a sua linguagem como certa, em virtude do seu poder de influência.
Os principais alvos do preconceito linguístico são grupos que se afastam dos modos de falar determinados pela norma culta e da linguagem das classes urbanas.
Normalmente, se relaciona a grupos com alguma característica de vulnerabilidade em razão de gênero, classe, raça, padrão de renda, acesso à educação, deficiência e local de nascimento.
Sendo assim, pessoas com pouco grau de acesso à educação, que nasceram em regiões mais afastadas da zona urbana ou dos grandes centros urbanos, com baixo nível de renda, são os principais alvos do preconceito linguístico.
Por outro lado, como está relacionado principalmente à linguagem falada, pessoas com deficiência auditiva, pessoas surdas e pessoas mudas são invisíveis neste processo e também são alvo do preconceito linguístico.
O preconceito linguístico pode se manifestar na fala e na escrita e sofrem influências da variação linguística associada à região de nascimento de quem fala, o tempo, espaço e classe social em que a pessoa se encontra inserida. Vamos analisar alguns exemplos?
Esse é uma forma de preconceito que está diretamente ligado à pronúncia das palavras, relacionado intimamente com variações regionais.
No Brasil, pessoas nascidas nas regiões norte e nordeste são alvo de preconceito linguístico pela sua fala, cujo sotaque se difere das regiões sul e sudeste (considerados grandes centros urbanos do país). A xenofobia também se faz muito presente aqui.
Pronúncia mais acentuada da letra “t” em cidades do interior do nordeste, verbos no gerúndio sem o “d”, como na Bahia e Minas Gerais e o “s” com som de “x” de quem vive no Rio de Janeiro são alguns exemplos.
Por se comunicarem em Libras, pessoas surdas também são alvos de preconceito linguístico, por não usarem o português como língua principal. Desse modo, frequentemente são vistas como inferiores ou com pouco nível intelectual.
Na gramática, quando há erros na escrita, fala ou concordância das palavras, é quando o preconceito linguístico mais aparece.
“Menas”, “as casa”, “firmadeira”, “a gente vamos”, “fez mal para eu”, “truce” entre outros, são exemplos de comunicação diferente do estabelecido conforme a norma culta.
Isso é algo muito comum no preconceito linguístico, mesmo quando as duas partes envolvidas na comunicação conseguem entender a mensagem.
A raiz principal do preconceito linguístico no Brasil está relacionada à comunicação distinta de uma forma padrão utilizada por milhões de habitantes do país.
Afinal, a linguagem é utilizada como instrumento de dominação e diferenciação de pessoas. E quanto mais afastadas do padrão normativo estabelecido, maior a marginalização e discriminação de certos grupos.
A seguir, veja os principais fatores que levam ao preconceito linguístico.
O Brasil é um país gigante, diverso, porém muito desigual. Portanto, pessoas nascidas em regiões afastadas dos centros urbanos ou dos estados mais ricos do país, costumam ser alvo de preconceito regional.
Falas carregadas de estereótipos sobre hábitos e costumes de pessoas nascidas no Nordeste, por exemplo, são expressões do preconceito regional, que tratam boa parte dos estados do Brasil como uma unidade sem diferenciação e características próprias.
As variações regionais também estão presentes dentro da comunidade surda. Pessoas de distintas localidades do país usam diferentes sinais para expressarem uma mesma palavra.
Em razão da desigualdade social no Brasil, pessoas com menor poder aquisitivo não só possuem poucas oportunidades, como são vistas como inferiores e culpadas pela sua situação econômica.
Desse modo, pessoas que vivem em periferias, usam transporte público e não possuem amplo acesso a bens de consumo são alvo de preconceito socioeconômico.
Além do preconceito regional e socioeconômico está o preconceito cultural ou intelectual, vivenciado por aqueles que por diferentes fatores possuem pouco acesso à educação formal, viagens, livros e visitas a museus e outros equipamentos culturais.
Por tal motivo, estimula-se a crença de que estas são pessoas inferiores e até mesmo desinteressadas. Portanto, são colocadas em segundo plano, o que impacta não só em oportunidades de trabalho, mas de socialização.
O preconceito linguístico alimenta a ilusão de que, no Brasil, fala-se apenas uma língua portuguesa: aquela ensinada nas escolas.
Assim, a norma culta estabelecida nas gramáticas é supervalorizada, em detrimento da linguagem falada no cotidiano pelos milhões de brasileiros. E é essa a principal relação entre preconceito linguístico e variação linguística.
Enquanto a variação aborda as diferentes maneiras de comunicar uma mesma palavra, na mesma língua, o preconceito linguístico diz que existe um determinado jeito de comunicar a referida palavra.
Um exemplo pode ser a maneira de se referir a uma paquera. Se na época de seus pais a palavra era pretendente, hoje é “crush”, “mina”, “@”, entre outras variações, que também sofrem influência das mídias digitais.
O mesmo acontece com os pronomes de tratamento. Há locais em que se fala “você”, “ocê”, “tu”. E todos eles conseguem comunicar a mensagem com exatidão.
Outro ponto importante a se considerar é a mudança que a língua sofre ao longo do tempo, espaço, classe social, gênero e outros fatores. Todas essas mudanças são representações da identidade cultural de quem fala e, como tal, devem ser respeitadas.
A norma culta, linguagem padrão ou formal, se traduz nos modelos de língua tidos como ideais a partir de livros de gramática, dicionários e na própria forma de falar de grupos considerados como dominantes e influentes.
Atenção às regras gramaticais, de concordância verbal, nominal, regência, entre outros aspectos, estão ligados à norma culta da língua portuguesa.
Por outro lado, o preconceito linguístico é justamente a discriminação de pessoas que se afastam do modelo consagrado como único a ser usado para efetuar a comunicação.
Ao fazer isso, a norma culta desconsidera o uso coloquial da linguagem, em situações informais e sem a exigência da chamada linguagem padrão, bem como as características e identidade cultural do falante.
Da mesma maneira, a norma culta despreza outras formas de comunicação de linguagem, praticada por pessoas constantemente colocadas à margem da sociedade por não estarem no padrão imposto pela comunidade.
O preconceito linguístico deve ser combatido porque a língua não está a serviço da gramática. Ela é um organismo vivo, em constante mudança e evolução, com poder de representar a cultura e história de diferentes povos e regiões.
Da mesma maneira, o preconceito linguístico deve ser combatido para promover a inclusão de pessoas frequentemente discriminadas pela sua origem, classe social, raça ou por apresentar alguma deficiência que, de algum modo, traga impactos para a linguagem e manifestação do pensamento.
Igualmente, combater o preconceito linguístico é desfazer a crença de que há somente uma forma de se comunicar, caminho justo para promoção da democracia e sociedade mais igualitária.
A principal consequência do preconceito linguístico é a marginalização daqueles que não falam da forma padrão ou esperada pela maioria e são alvos de piadas, comentários repletos de estereótipos e a falta de acessibilidade em diferentes espaços.
Isso porque, quando se fala em preconceito linguístico, não é só os falantes de língua portuguesa que são atingidos. Pessoas que fazem uso de Libras também são inclusas no preconceito e rejeição social. Você já deve ter se deparado com vídeos em que pessoas tentam imitar intérpretes ou pessoas surdas fazendo mímicas ou usando expressões pejorativas por aí.
Portanto, o preconceito linguístico reforça concepções culturais que estimulam a estigmatização de pessoas na sociedade e colocam certos grupos como superiores a outros, apenas pelo fato de não se utilizarem dos mesmos instrumentos para se comunicar.
Para acabar com o preconceito linguístico, o conhecimento deve ser o primeiro passo em direção a uma sociedade mais justa e inclusiva.
Assim, estimular o ensino da língua portuguesa a partir da perspectiva de diversidade linguística deve ser o ponto de partida de educadores para incentivar a aceitação e respeito às diferentes formas de falar o idioma.
Em seguida, o reforço à ideia de adaptação linguística deve ser inserido pelos educadores, a fim de mostrar que existem línguas indicadas para cada situação do cotidiano, como entrevista de emprego e conversa com amigos.
O ideal é estimular a linguagem como identidade cultural do indivíduo, em lugar de colocá-la como algo a ser consertado ou ajustado. Toda língua se relaciona com o sujeito, sua história e diferenças.
O preconceito linguístico acontece a todo momento e em qualquer lugar e é nosso dever agir não só para conhecer e evitar práticas discriminatórias, mas para promover a inclusão daqueles colocados à margem na sociedade.
Para conhecer ainda mais sobre preconceito linguístico, capacitismo e diferentes conteúdos sobre acessibilidade, diversidade e inclusão, confira o nosso blog e mergulhe ainda mais nesse universo.
Preconceito linguístico: o que é, exemplos, resumo e redação!
Preconceito linguístico é um tema que vale a pena ser discutido, especialmente por quem está se preparando para o vestibular, já que pode aparecer em questões na prova de Língua Portuguesa ou mesmo na Redação do Enem.
Se você ainda não sabe o que é preconceito linguístico ou tem apenas uma vaga ideia sobre o assunto, continue a leitura e entenda como ele ocorre no Brasil e de que forma o tema pode ser tratado nas provas! Traremos ainda um resumo do livro Preconceito linguístico, exemplos práticos da manifestação desse mal na sociedade e um projeto de redação para você desenvolver. Prepare-se!
Preconceito linguístico é uma forma de discriminação social que consiste em julgar o indivíduo pela forma como ele se comunica, seja oralmente, seja por escrito. O parâmetro desse julgamento é a chamada norma culta: quanto mais distante dela, mais criticado (e rebaixado) é o falante.
Dizemos que o preconceito linguístico é social porque, no país, educação e renda estão interligadas. Se a criança não frequenta a escola, geralmente porque sua família vive em condições de extrema pobreza, ela não terá acesso às ciências nem a essa norma culta, o que a deixará ainda mais afastada de exercer plenamente sua cidadania.
Nosso país é rico em cultura, e as variantes linguísticas são prova disso. Para além dos sotaques — o modo de falar de cada região —, que configuram as diferenças geográficas, existem as variações socioculturais e situacionais.
É aceitável que haja diferenças. O que não deve ocorrer é a escolha de uma dessas variantes como sendo a “certa” e todas as outras serem consideradas erradas ou de menor prestígio. Como essa “língua correta” é a ensinada nas escolas e utilizada nos centros de maior importância econômica, você pode imaginar como o preconceito vai muito além da língua.
No livro Preconceito linguístico, cujo resumo você vai ler abaixo, Marcos Bagno constata que, no Brasil, a discriminação e a exclusão em relação a “negros, nordestinos, pobres, analfabetos etc.” são acentuadas.
Por isso, ele escolheu usar, na capa de sua obra, uma foto de seus sogros, os quais representam essa parcela da população, como forma de homenageá-los e de difundir a luta pelo fim de todo tipo de preconceito.
Quem deseja conhecer mais sobre o tema precisa conhecer a obra Preconceito linguístico. Marcos Bagno, um importante linguista brasileiro, professor da UnB e colunista da revista Caros Amigos, escreveu esse pequeno livro em 1999. Hoje, já está em sua 56ª edição e foi lido por mais de 300 mil pessoas. Vale a pena saber um pouco sobre essa obra!
O livro de Marcos Bagno, Preconceito linguístico: o que é, como se faz, está dividido em três partes.
O autor constata a presença desse tipo de preconceito na sociedade, fruto “da ignorância, da intolerância ou da manipulação ideológica”. Para ele, meios de comunicação e a própria escola são responsáveis por disseminar e intensificar o preconceito linguístico quando valorizam a gramática normativa em detrimento da língua realmente falada pela população.
Bagno apresenta, então, oito mitos sobre a língua portuguesa em que as pessoas acreditam e comprova a falsidade de cada um. Entre eles, destacam-se:
O linguista fala, nessa segunda parte do livro, que os mitos são propagados pela gramática tradicional, pelos livros didáticos e pelo próprio ensino nas escolas, em um círculo vicioso difícil de ser quebrado.
Dessa forma, perpetuam-se os mitos, e a população mais carente, que, muitas vezes, não têm acesso à educação, é discriminada por não falar a variante padrão da língua.
Para quebrar essa corrente, Bagno propõe atacar três problemas básicos:
A partir do momento em que reconhecermos que existe uma crise nesse setor, teremos mais “autoestima linguística” e saberemos valorizar, por exemplo, a fala de habitantes da zona rural como uma variante, nem certa nem errada.
Essa mudança de atitude se dará aos poucos, com o auxílio dos professores e com a tomada de consciência de cada brasileiro.
Quer ver, na prática, como ocorre o preconceito linguístico em diferentes aspectos?
Em Minas Gerais e na Bahia, verbos no gerúndio costumam ser pronunciados sem o “d” final e substituindo o som de “o” pelo de “u”: pensanu, sentinu, fazenu, por exemplo. Sem alteração na grafia, essa forma de comunicação é facilmente entendida pela comunidade e não há por que humilhar quem fala assim.
Outro caso ocorre com o “r”: ele pode ser pronunciado mais seco, como o dos cariocas, ou mais “puxado”, como o dos goianos. Ambas as formas estão corretas e configuram uma variação fônica.
Um dos pontos que mais são notados com relação a erros gramaticais é a concordância, tanto verbal como nominal. Falar “menas” gente, “nós vai” e “os livro”, por exemplo, é motivo de desmerecimento da pessoa, principalmente se ela estiver ocupando cargo de responsabilidade.
Outra questão refere-se ao uso da preposição com pronome relativo, que, na fala, quase nem existe mais, mas é cobrado na escrita:
Portanto, antes de ridicularizar alguém pela forma como fala ou escreve, procure entender o que houve linguisticamente para que aquela palavra ou expressão fosse utilizada, por que uma variante foi escolhida e não outra… Enfim, há uma razão para aquilo que chamamos de “erro”.
Como esse é um tema que deixa os ânimos alterados, é bem provável que uma redação sobre preconceito linguístico seja cobrada no Enem. Por isso, trouxemos um esboço de redação com essa proposta para que você possa desenvolvê-la.
É importante começar o texto demonstrando que você compreendeu o tema. Fale sobre a presença e a manifestação do preconceito linguístico no Brasil e posicione-se de forma a combatê-lo.
Apresente exemplos de preconceito mostrados pela mídia (programas humorísticos), dados referentes à educação e comprove a existência do preconceito. Fale também de causas históricas e socioculturais. Este é o momento de você exibir seu repertório (seus conhecimentos) de forma coesa e articulada, com argumentos hierarquizados.
Além de fechar a discussão, a conclusão traz uma proposta solução para o problema. Indique quem, como, por que e de que forma o preconceito pode ser amenizado ou, até mesmo, extirpado da sociedade.
Desenvolva cada tópico em um parágrafo, mantendo conexão entre eles. É claro que o enfoque da proposta pode sofrer alterações, por isso é importante ler as instruções completas para fazer o texto da forma como foi pedido, certo?
Agora, você amadureceu sua reflexão sobre o tema e aprendeu mais sobre preconceito linguístico, coloque em prática essa ideia!
O preconceito é considerado como o ato de formular uma opinião ou julgar determinada pessoa ou situação, antes de conhecê-la na prática. Há diferentes formas de preconceito, entre elas o preconceito linguístico, que se relaciona com o modo que a pessoa se comunica ou a língua falada por ela.
A representação caricatural de personagens brasileiros em conteúdos audiovisuais, quando retratam a fala de nordestinos, por exemplo, é uma demonstração de preconceito linguístico ainda pouco discutida, mas presente em diferentes esferas da sociedade.
Para entender mais sobre o tema e quais são as melhores estratégias de combate ao preconceito linguístico, vem com a gente. Continue a leitura!
O fenômeno conhecido como preconceito linguístico consiste na discriminação de pessoas que falam ou escrevem de forma diferente daquela estabelecida como padrão.
Quantas vezes você ou outras pessoas já viram a frase: “Eu não sei falar português direito”? Essas palavras, que podem ser ditas por uma pessoa que não teve pleno acesso à educação, são representativas do fenômeno do preconceito linguístico.
Isso porque, ao afirmar não saber se comunicar direito com a língua portuguesa, a pessoa utiliza como parâmetro a norma culta, traduzida por gramáticas e manuais de língua portuguesa.
Dessa maneira, o preconceito linguístico utiliza como base a gramática, em lugar de trazer o protagonismo para a língua, um organismo vivo e em constante evolução.
No Brasil, o preconceito linguístico acontece em razão de determinados fatores, como tempo, espaço e classe social, manifestados por meio do fenômeno conhecido como variação linguística.
A variação linguística se traduz nas diferentes formas de falar e se expressar em sociedade. No Brasil, em virtude das dimensões continentais do país, é possível observar inúmeras variações linguísticas, culturais e fonéticas.
É o caso de regiões com pronúncia mais acentuada da letra “r”, como acontece no estado de São Paulo, ou o “s” em regiões do Rio de Janeiro.
No entanto, a caracterização dessa forma de falar como “feia”, “bonita”, “certa” ou “errada”, está intimamente relacionada ao português falado pela classe média e alta da zona urbana, que impõe a sua linguagem como certa, em virtude do seu poder de influência.
Os principais alvos do preconceito linguístico são grupos que se afastam dos modos de falar determinados pela norma culta e da linguagem das classes urbanas.
Normalmente, se relaciona a grupos com alguma característica de vulnerabilidade em razão de gênero, classe, raça, padrão de renda, acesso à educação, deficiência e local de nascimento.
Sendo assim, pessoas com pouco grau de acesso à educação, que nasceram em regiões mais afastadas da zona urbana ou dos grandes centros urbanos, com baixo nível de renda, são os principais alvos do preconceito linguístico.
Por outro lado, como está relacionado principalmente à linguagem falada, pessoas com deficiência auditiva, pessoas surdas e pessoas mudas são invisíveis neste processo e também são alvo do preconceito linguístico.
O preconceito linguístico pode se manifestar na fala e na escrita e sofrem influências da variação linguística associada à região de nascimento de quem fala, o tempo, espaço e classe social em que a pessoa se encontra inserida. Vamos analisar alguns exemplos?
Esse é uma forma de preconceito que está diretamente ligado à pronúncia das palavras, relacionado intimamente com variações regionais.
No Brasil, pessoas nascidas nas regiões norte e nordeste são alvo de preconceito linguístico pela sua fala, cujo sotaque se difere das regiões sul e sudeste (considerados grandes centros urbanos do país). A xenofobia também se faz muito presente aqui.
Pronúncia mais acentuada da letra “t” em cidades do interior do nordeste, verbos no gerúndio sem o “d”, como na Bahia e Minas Gerais e o “s” com som de “x” de quem vive no Rio de Janeiro são alguns exemplos.
Por se comunicarem em Libras, pessoas surdas também são alvos de preconceito linguístico, por não usarem o português como língua principal. Desse modo, frequentemente são vistas como inferiores ou com pouco nível intelectual.
Na gramática, quando há erros na escrita, fala ou concordância das palavras, é quando o preconceito linguístico mais aparece.
“Menas”, “as casa”, “firmadeira”, “a gente vamos”, “fez mal para eu”, “truce” entre outros, são exemplos de comunicação diferente do estabelecido conforme a norma culta.
Isso é algo muito comum no preconceito linguístico, mesmo quando as duas partes envolvidas na comunicação conseguem entender a mensagem.
A raiz principal do preconceito linguístico no Brasil está relacionada à comunicação distinta de uma forma padrão utilizada por milhões de habitantes do país.
Afinal, a linguagem é utilizada como instrumento de dominação e diferenciação de pessoas. E quanto mais afastadas do padrão normativo estabelecido, maior a marginalização e discriminação de certos grupos.
A seguir, veja os principais fatores que levam ao preconceito linguístico.
O Brasil é um país gigante, diverso, porém muito desigual. Portanto, pessoas nascidas em regiões afastadas dos centros urbanos ou dos estados mais ricos do país, costumam ser alvo de preconceito regional.
Falas carregadas de estereótipos sobre hábitos e costumes de pessoas nascidas no Nordeste, por exemplo, são expressões do preconceito regional, que tratam boa parte dos estados do Brasil como uma unidade sem diferenciação e características próprias.
As variações regionais também estão presentes dentro da comunidade surda. Pessoas de distintas localidades do país usam diferentes sinais para expressarem uma mesma palavra.
Em razão da desigualdade social no Brasil, pessoas com menor poder aquisitivo não só possuem poucas oportunidades, como são vistas como inferiores e culpadas pela sua situação econômica.
Desse modo, pessoas que vivem em periferias, usam transporte público e não possuem amplo acesso a bens de consumo são alvo de preconceito socioeconômico.
Além do preconceito regional e socioeconômico está o preconceito cultural ou intelectual, vivenciado por aqueles que por diferentes fatores possuem pouco acesso à educação formal, viagens, livros e visitas a museus e outros equipamentos culturais.
Por tal motivo, estimula-se a crença de que estas são pessoas inferiores e até mesmo desinteressadas. Portanto, são colocadas em segundo plano, o que impacta não só em oportunidades de trabalho, mas de socialização.
O preconceito linguístico alimenta a ilusão de que, no Brasil, fala-se apenas uma língua portuguesa: aquela ensinada nas escolas.
Assim, a norma culta estabelecida nas gramáticas é supervalorizada, em detrimento da linguagem falada no cotidiano pelos milhões de brasileiros. E é essa a principal relação entre preconceito linguístico e variação linguística.
Enquanto a variação aborda as diferentes maneiras de comunicar uma mesma palavra, na mesma língua, o preconceito linguístico diz que existe um determinado jeito de comunicar a referida palavra.
Um exemplo pode ser a maneira de se referir a uma paquera. Se na época de seus pais a palavra era pretendente, hoje é “crush”, “mina”, “@”, entre outras variações, que também sofrem influência das mídias digitais.
O mesmo acontece com os pronomes de tratamento. Há locais em que se fala “você”, “ocê”, “tu”. E todos eles conseguem comunicar a mensagem com exatidão.
Outro ponto importante a se considerar é a mudança que a língua sofre ao longo do tempo, espaço, classe social, gênero e outros fatores. Todas essas mudanças são representações da identidade cultural de quem fala e, como tal, devem ser respeitadas.
A norma culta, linguagem padrão ou formal, se traduz nos modelos de língua tidos como ideais a partir de livros de gramática, dicionários e na própria forma de falar de grupos considerados como dominantes e influentes.
Atenção às regras gramaticais, de concordância verbal, nominal, regência, entre outros aspectos, estão ligados à norma culta da língua portuguesa.
Por outro lado, o preconceito linguístico é justamente a discriminação de pessoas que se afastam do modelo consagrado como único a ser usado para efetuar a comunicação.
Ao fazer isso, a norma culta desconsidera o uso coloquial da linguagem, em situações informais e sem a exigência da chamada linguagem padrão, bem como as características e identidade cultural do falante.
Da mesma maneira, a norma culta despreza outras formas de comunicação de linguagem, praticada por pessoas constantemente colocadas à margem da sociedade por não estarem no padrão imposto pela comunidade.
O preconceito linguístico deve ser combatido porque a língua não está a serviço da gramática. Ela é um organismo vivo, em constante mudança e evolução, com poder de representar a cultura e história de diferentes povos e regiões.
Da mesma maneira, o preconceito linguístico deve ser combatido para promover a inclusão de pessoas frequentemente discriminadas pela sua origem, classe social, raça ou por apresentar alguma deficiência que, de algum modo, traga impactos para a linguagem e manifestação do pensamento.
Igualmente, combater o preconceito linguístico é desfazer a crença de que há somente uma forma de se comunicar, caminho justo para promoção da democracia e sociedade mais igualitária.
A principal consequência do preconceito linguístico é a marginalização daqueles que não falam da forma padrão ou esperada pela maioria e são alvos de piadas, comentários repletos de estereótipos e a falta de acessibilidade em diferentes espaços.
Isso porque, quando se fala em preconceito linguístico, não é só os falantes de língua portuguesa que são atingidos. Pessoas que fazem uso de Libras também são inclusas no preconceito e rejeição social. Você já deve ter se deparado com vídeos em que pessoas tentam imitar intérpretes ou pessoas surdas fazendo mímicas ou usando expressões pejorativas por aí.
Portanto, o preconceito linguístico reforça concepções culturais que estimulam a estigmatização de pessoas na sociedade e colocam certos grupos como superiores a outros, apenas pelo fato de não se utilizarem dos mesmos instrumentos para se comunicar.
Para acabar com o preconceito linguístico, o conhecimento deve ser o primeiro passo em direção a uma sociedade mais justa e inclusiva.
Assim, estimular o ensino da língua portuguesa a partir da perspectiva de diversidade linguística deve ser o ponto de partida de educadores para incentivar a aceitação e respeito às diferentes formas de falar o idioma.
Em seguida, o reforço à ideia de adaptação linguística deve ser inserido pelos educadores, a fim de mostrar que existem línguas indicadas para cada situação do cotidiano, como entrevista de emprego e conversa com amigos.
O ideal é estimular a linguagem como identidade cultural do indivíduo, em lugar de colocá-la como algo a ser consertado ou ajustado. Toda língua se relaciona com o sujeito, sua história e diferenças.
O preconceito linguístico acontece a todo momento e em qualquer lugar e é nosso dever agir não só para conhecer e evitar práticas discriminatórias, mas para promover a inclusão daqueles colocados à margem na sociedade.
Para conhecer ainda mais sobre preconceito linguístico, capacitismo e diferentes conteúdos sobre acessibilidade, diversidade e inclusão, confira o nosso blog e mergulhe ainda mais nesse universo.
Por Vânia Maria do Nascimento Duarte
Olhemos, pois, em direção às palavras retratadas por Oswald de Andrade em uma de suas brilhantes criações:
Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados
http://www.revista.agulha.nom.br/oswal.html#vicio
O discurso ora proferido revela a não uniformidade da língua, em que os
“telhados” vão sendo construídos a partir das relações sociais
demarcadas por diversos fatores, entre eles os regionais, culturais,
sociais e, por que não dizermos, contextuais. Quantos “mios”, miós”,
“piós”, “teias” e “teiados” não compartilham do cotidiano linguístico de
muitos usuários por esse Brasil afora, sobretudo em se tratando daquele
linguajar caipira, cuja enunciação caracteriza tão somente um baixo
nível de escolaridade, muitas vezes por falta de oportunidade em
adquiri-la, mas que nem por isso a interlocução deixou de ser
materializada. Outro aspecto, também digno de nota, refere-se à
contextualização outrora mencionada (fatores contextuais), visto que se
restringe ao que denominamos de adequação vocabular, mesmo tendo em
vista que estamos submetidos a um padrão que nos é convencional.
Assim, “entrecortados” pelo viés da Sociolinguística, prestemo-nos ao
exercício de enfatizar um destes fatores que exercem suas influências
para tamanha diversidade – o fator regional. Ora, não precisamos ir
muito além para percebermos a amplitude de termos típicos de cada região
brasileira, todos com significados específicos. Desse modo, no intuito
de norteamos nosso conhecimento no que a isso se refere, conferiremos a
seguir alguns casos representativos, tendo em vista algumas regiões.
Ei-las, portanto:
Expressões típicas da região Nordeste:
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Expressões oriundas da região Sul:

Expressões relativas ao Norte brasileiro:

1- Abajur: do francês abat-jour, que significa “abater o dia”
O Instituto Anísio receberá no dia 19 de setembro de 2026 às 10 h da manhã, o professor e psicanalista, ex-conselheiro do Cremeb.
O Dr. Antônio Carlos Caires Araújo é um médico, psicanalista e conselheiro do Cremeb (Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia), formado pela Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade Católica de Salvador em 1972
Residente em Salvador e filho de Dom Basílio de onde partiu logo cedo com o incentivo da mãe, a primeira vereadora da Bahia. Sra. para cursar Medicina na capital do estado. A história de Caires é um exemplo de superação.
Nesta manhã de um Sábado de muito sol, 19 de setembro de 2026, o professor lançará em Salvador mais uma obra literária, Sublime! Falasser.
Iderval Reginaldo Tenório
Orgulho da Bahia e grande intelectual.
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HOMENS E MULHERES DO BEM, RESGATEM O BRASIL DESTES DESNESTOS. NÃO SEJAM CAPACHOS.
Amigos, é inadmissível homens e mulheres inteligentes, honestas e trabalhadoras apoiarem todas as falcatruas que hoje vive o país.
Independente de partido político e da extremidade na qual se encontram, é inadmissível apoiar tantas desonestidades.
Esqueçam o lado que militam com a polarização e resgatem os pais (MÃE E PAI) que cada um tem em si, e fiquem do lado da lisura, sejam exemplares para os filhos.
É vergonhoso apoiar tantas desonestidades.
Apoiar desonestos, a ladroagem e a corrupção é passar para os descendentes e para a população que a malandragem, a mentira e o crime compensam.
Estas atitudes passadas pela cúpula, não podem ser exemplos para os jovens, são vergonhosas e deletérias ao país e para o povo.
Que a cidadania, a vergonha e a indgnação aflorem em cada um dos brasileiros e venção estes atos delérios que muitos seguem e apoiam. Mais uma vez: É VERGONHOSO E DEPRIMENTE, É APAGAR A CIDADANIA.
A subserviência e a idolatria são as piores propriedades que um homem alforriado pode sofrer, diga não à moderna escravização cultural e política.
Pensem, não sejam repetidores das manobras enviadas pelos mentores desonestos que ocupam a cúpula social e política do Brasil.
Não justiquem as maladragens dos seus fundamentados na desonestidades dos outros. Se eles são x,y e z, também serei.
Minha mãe falava:
" SE SOUBER QUE UM COLEGA ROUBA, AFASTE-SE DELE E NÃO FAÇA O QUE ELE FAZ, SEJA VOCÊ E NÃO UM MARIA VAI COM AS OUTRAS"
Iderval Reginaldo Tenório