Quando um médico deparar-se com um cidadão em busca de uma orientação ou solução para um problema de saúde, e o acolhe, deve buscar os conhecimentos disponíveis na literatura e como uma sábia aranha, formar no cérebro uma rede lógica de raciocínio.
Sem perder o fio da meada, aplica todos os recursos clínicos para se chegar ao cerne da questão e resolver o mais rápido possível o desequilíbrio.
Após a aplicação da semiologia, pode e deve usar o que existe de mais moderno e atual na medicina, os preciosos exames laboratoriais, os tecnológicos de baixa e média complexidade, e se necessário, os de alta, as tecnologias de ponta. O que não se defende é a omissão.
Fundamentado na teia fisiopatológica e na ética, uma vez que este imbricamento é primordial para o bom exercício da MEDICINA, deve o médico atuar com consciência, responsabilidade e seguro de que está fazendo o melhor para o paciente.
Na consulta, um dos humanos saberá tudo da vida do outro, do nascimento até aquele momento. Saberá dos filhos, pais, cônjuge e dos próximos. Passeará no ecossistema que nasceu, no bioma que se criou, se aprofundará nos seus costumes e relacionamentos, e conhecerá fatos jamais revelados até aos seus mais íntimos.
A consulta é um ato sublime. Nela será debatido como encontra-se o seu maior patrimônio, a VIDA. Sendo o médico o seu guardião.
Uma consulta médica.
SENSIBILIDADE COGNITIVA.
A UTILIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS .
OS OLHOS(VISÃO)
Com os olhos abertos, faz uma visão detalhada daquele ser humano. O emocional, o corpo, a estatura, a ideia de peso, a comparação da idade aparente com a referida, o deambular, o sentar e os gestos. Olha os cabelos, a pele, a distribuição dos tecidos, a proporcionalidade corporal e o vigor de cada estrutura.
Como uma águia, faz uma visão detalhada de cada segmento, olha todos os pontos e como se encontram, uma vez que, cada detalhe externo, tal qual um grande painel, mostra as alterações dos órgãos internos, os órgãos invisíveis aos olhos humanos.
O NARIZ(OLFATO)
Este faz uma inspeção dos odores região por região e consegue detectar os normais e naturais, e os contaminados por vermes, bactérias e os causados por alta ou baixa do metabolismo, pertinentes às doenças metabólicas.Com os ouvidos atentos, presta atenção nas palavras do paciente, do acompanhante, dos sons e ruídos produzidos pelo corpo humano, na sua funcionalidade. Intestinos, coração, pulmões, vasos e articulações têm os seus sons e tons. Cada órgão fala o que tem de anormal e de normal, eles falam com o examinador e atiçam o raciocínio.
PALADAR (GOSTO)
Com o paladar, o médico consegue sentir o dessabor da maioria das patologias, principalmente as doenças que consomem o cidadão com o seu catabolismo. O paladar, mesmo não sendo saboreado, pode ser forjado com os múltiplos dados adquiridos. Cada doença tem o seu cheiro e o seu gosto. O cheiro das pseudomonas é inconfundível, o de uma melena é reveladora e a presença da febre é logo detectada por narizes preparados. Os paladares são revelados pelos odores.
Todos os órgãos tem um sabor peculiar, as bactérias também. Cabe ao médico sentir, sem provar o sabor de cada elemento. O médico sente o gosto das anormalidades. Exemplos maiores são os provenientes das pseudomonas, tuberculoses, do diabetes, das hemorragias digestivas, das neoplasias malignas e das grandes infecções. Todos possuem os seus dessabores e são captados pelos olhos, nariz, ouvido, tato e sedimentadas emocionalmente na mente, pelas glândulas gustativas.
Ao examinar uma região, notadamente a pudenda, o odor revela ao examinador quais os tipos de patologias pairam naquela região, inclusive quais as bactérias responsáveis.
Direitos humanosEstes não precisam de cartilhas, regimentos e nem de ensinamentos, o ser humano, realmente humano, já nasce com todos, fazem parte da sua constituição moral.
Igualdade, Fraternidade e Liberdade. O médico é um ser humano, um ser da mesma espécie daqueles que os procuram. Baseado neste preâmbulo, mergulha na teoria védica, onde mostra a evolução do homem e aborda os mistérios dos reinos da natureza.Três são os reinos da natureza nos estudos básicos: Animal, vegetal e mineral. Na teoria védica, a utilizada na medicina, são sete. Ao colocá-la em pratica, o médico chegará com mais facilidade à alma do seu paciente. Ideval Reginaldo Tenório
Os sete reinos da natureza
Segundo informações contidas nos mais antigos tratados de medicina, a fototerapia sempre acompanhou as mais diversas técnicas médica de todos os tempos.
Os livros hindus dedicados ao conhecimento da origem do cosmos e do homem (cosmogênese e antropogênese, respectivamente) apontam os vegetais como partes importantes nos chamados Sete Reinos da natureza.
De acordo com ciência ocidental, existem apenas três reinos: O Mineral, o Vegetal e o Animal, o homem pertence a este último.
Para os estudiosos das ciências mais profundas, no entanto, o homem faz parte de um quarto reino, o Reino Hominal, uma vez que se diferencia dos animais por ser portador de uma mente capaz de raciocinar, a inteligência
Esta posição coincide com o conceito da sabedoria védica, cujos textos sagrados admitem a existência de sete reinos: O Mineral, o Vegetal, o Animal, o Hominal, o Angelical, o Arcangelical e o Deífico.
Os reinos Angelical, Arcangelical e Deífico são de difícil entendimento para a razão humana comum, pois representam estágios ainda não alcançados nesta civilização.
De acordo com a sabedoria sagrada, esses reinos ainda estão em fase de estruturação e são alimentados pelas vibrações do amor e devoção do homem à Ordem do Universo.
Tais dimensões serão devidamente atingidas um dia, quando a consciência humana conseguir transcender suas limitações e condicionamentos.
Os sete reinos, no entanto, constituem na verdade um só, cuja síntese resume o próprio Universo material e imaterial. São interdependentes e evolutivos.
Um vegetal, por exemplo, apresenta elementos minerais em sua estrutura, e deles depende para viver; o animal, por sua vez, tem elementos vegetais e minerais, enquanto o hominal possui elementos minerais, vegetais e animais, além da inteligência, consciência, inconsciência e religiosidade.
Tudo isto, nos faz compreender melhor o papel dos minerais e dos vegetais na correção de desarranjos ou desarmonias nos reinos mais superiores, eles são, enfim, a base de sustentação de todo o fenômeno cósmico da evolução.
Os vegetais são mais importantes que os minerais, pois já os contém em sua estrutura.
Apesar de existirem muitos remédios de origem mineral e animal, eles são bem mais escassos do que os provenientes das plantas, e nenhum tem a força dos oriundos da mente hominal, os que mexem com o consciente e o inconsciente. Os que não se palpam, não se tocam, não se cheiram e não se enxergam, apenas são sentidos.
Iderval Reginaldo Tenório