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participação de homens que se identificam como mulheres, os transexuais, nos ESPORTES FEMININOS tem gerado polêmicas homéricas.
Não existe um número oficial exato de quantos homens transexuais vivem no Brasil, pois o IBGE ainda não realiza uma contagem censitária específica sobre identidade de gênero.
Estudos de alguns institutos estimam que a população trans e não-binária no país fique entre 3 a 4 milhões de pessoas. O que aponta que já chegou a hora dos comitês esportivos proporem novos tipos de categoria.
Urgente seria a categoria para as trans femininas, medida esta que acabaria com algumas controvérsias e polparia a mulher de competir com atletas de maior porte. Hoje não existe consenso e nem diretrizes claras para apaziguar este dilema.
No boxe, de acordo com o porte físico do lutador, existe uma humana estratificação, Peso Palha, Mosca, Galo, Pena, Leve, Médio, Meio -pesado e Pesado, equalizando as dúvidas, colocando os similares dentro da mesma categoria.
No esporte feminino, no qual o transexual participa, existem dilemas, sendo necessário provas hormonais e biológicas pertinente a cada sexo, para mensurar a superioridade das trans femininas sobre as mulheres cis gênero, abandonando o lógico: força muscular, porte físico, altura e largura, comprimento das pernas e braços, tamanho das mãos, envergadura dos ombros, deslocamento de ar, a capacidade pulmonar, volume sanguíneo e o tom da voz.
"Na anatomia feminina, a estrutura básica e as funções da laringe são as mesmas que nos homens — atuando na respiração, proteção das vias aéreas e fonação —, porém ela apresenta dimensões morfologicamente menores e pregas vocais mais curtas, o que leva a uma voz peculiar à mulher, só modificada por procedimentos artificias ".
Atentar para a mente masculina que os trans trazem da infância até a fase adulta e a sedimentação cultural secular, que o homem está inserido no trabalho produtor remunerado e a mulher no reprodutor, doméstico, o de cuidar, o não remunerado, o que não significa dizer que o trabalho da mulher é menos importante do que o trabalho do homem. Na maioria das vezes, a participação da mãe no forjamento dos descendentes é mais significante do que a do pai.
A cabeça masculina é totalmente diferente da feminina, hoje encontra-se visivelmente em desconstrução com os estudos de gênero e o crescimento da mulher em todas as áreas profissionais.
Atletas de maior porte físico, que participam de competições com atletas de portes menores, podem intimidar, amedrontar e dominar os competidores devido as vantagens biomecânicas e o impacto psicológico natural do tamanho.
No esporte essa dinâmica é visível tanto em modalidades de combate quanto em esportes coletivos e de força, exemplos são o boxe, o lançamento de dardos, voleibol e o basquetebol.
Deve-se levar em conta os dados estruturados e os não estruturados em todas as atividade da vida, notadamente nos esportes nos quais o porte e o preparo físico são primordiais, daí a existência de várias categorias no mesmo esporte.
Dados estruturados são informações organizadas em um formato rígido e padronizado, divididas em linhas e colunas, são dados pétreos, exemplo maior é a Pirâmide das classes sociais: Classe A, B, C, D e os que extrapolam a Pirâmide, os arquimilionários.
Dados não estruturados são informações que não possuem um formato ou organização predefinida, não podendo ser armazenados em tabelas de linhas e colunas.
80% a 90% de dados gerados são não estruturados, que incluem textos livres, vídeos, áudios, tom da voz, imagens performáticas, postagens em redes sociais e notadamente os que tocam o emocional.
O publicitário e empresário brasileiro Walter Longo na sua obra "O fim da idade média e o inicio da idade Mídia. pg 66, para fundamentar o emocional em tudo que se pratica assim se explana:
" É importante reforçar que dados não estruturados não se resumem a métricas, números, estatísticas ou conteúdos de racionalidade lógica, oral ou escrita, pelo contrário, eles envolvem sobretudo situações imateriais, a expressão das emoções, dos comportamentos e as contradições diárias."
Seria uma "Solução Salomônica", como diria um grande Jornalista da TRIBUNA DA BAHIA, de saudosa memória, falecido em março 2010, que na sua coluna em assuntos políticos polêmicos, dava o seu parecer, geralmente bem estudado e apaziguador. Nesta o mestre do jornalismo teria uma salomônica solução.
"Criar uma categoria esportiva para contemplar os transexuais, apaziguar social e culturalmente a desconstrução biológica e equalizar os estudos de gênero na sociedade. O que não se permite é continuar este desentendimento ad aeternum."
Iderval Reginaldo Tenório

