sexta-feira, 10 de julho de 2026

A MORTE DE UMA PROFISSÃO DE RESPEITO. PRECISAMOS RESSUSCITÁ-LA

     


         

  A MORTE DE UMA PROFISSÃO DE RESPEITO.
         PRECISAMOS RESSUSCITÁ-LA
                 Colegas do Brasil, pensem na Medicina deste ponto de vista, farei um passeio através dos tempos .
 
          Como disse UM AMIGO DO MEU PAI, o velho e centenário Seu Quincó.  

" ACORDA DOUTOR, OS HOMENS ESTÃO MATANDO A MEDICINA"

Os cenários políticos e econômicos da nação vaticinam e apontam para dias escuros para a centenária medicina brasileira  e para os seus filhos, os médicos. 

Muitos foram, são e serão os eventos que estão  levando a gloriosa Medicina  à  bancarrota e  que  escancaradamente  a empurram  para as laterais,  retirando-a  do centro e  do miolo onde deveria estar.

1-A abertura indiscriminada de Escolas Privadas e o abandono  das Escolas publicas de boa qualidade,  que graduaram grandes médicos desde 1908,  Exemplo mor,   Faculdade de medicina da Universidade Federal da Bahia, FMB.

Hoje são 670mil médicos, 150 mil vagas para residência, 80 % das Faculdades são Privadas e 20% Públicas. No Brasil tem  3 médicos para cada mil habitantes, 01 um médico para cerca de 335 pessoas. São formados 45 mil médicos por anos, além dos egressos do  MERCOSUL.
 
2-  O sucateamento dos Hospitais Escolas e a desvalorização dos professores,  os grandes  mestres.

3-A entrega da medicina aos políticos , passando os médicos a  reles prestadores de serviços precarizados  e vilipendiados pelas terceirizações, falsas cooperativas e contratos  leoninos  pejotizados. Concursos Públicos,  e planos de cargos e carreiras, não existem. 

4-A medicina Suplementar atuando como intermediária entre o médico e o seu paciente,  aplicando baixos valores ao seu intelecto. Hoje foi criado a verticalização dos atendimentos, grandes empresas criaram redes hospitalares e os liberais, a medicina médico-paciente,  fechando as suas portas.

5-O aparelhamento da medicina,  diminuindo o valor da semiologia e da Clinica, ocasionando o fechamento dos consultórios artesanais e incentivando Empresas Médicas , mercantilizando a medicina.

6-A invasão  do  ato médico por outros profissionais, em quase todas as especialidades,  da clínica médica à oftalmologia, quando deveria existir um entrelaçamento entre esta profissões.

7-O desinteresse dos novos esculápios  pelo viés político e social,  encarando-a apenas como meio de vida, de sobrevivência,  de como pagar as suas dívidas a qualquer preço, principalmente  para manter o status.

08- Os governantes  fazem  de tudo para jogar a sociedade contra os médicos,  colocam para a sociedade que os profissionais estão mais ligados na pecúnia do que na saúde. Estão  criando muros, fossos e cercas   entre o povo, o médico e a medicina. esquecem dos que a exercem com  ética, lisura e compromisso.

Este modus operandi levou a diversos episódios.

Os médicos perderam a prioridade nos cargos diretivos   Municipais, Estaduais e Federais. Os Secretários de Saúde e o Ministro não precisam ser médicos, e quando médicos , transformam-se em burocratas, tecnocratas, executivos e políticos descompromissados com a categoria


Os médicos  perderam os cargos nas unidades hospitalares, no programa da família(PSF) e nos demais serviços pertinentes à medicina (Postos e ambulatórios), hoje estão em segundo plano.  
 
Forças contrárias aos interesses do povo,  dos médicos e da medicina  incutem na cabeça dos médicos  que o sistema  conselhal é obsoleto,  inerte e prejudicial à classe , é  um órgão punitivo. Os médicos acreditam e passam a não apoiar a sua mais importante instituição. Conselho fraco categoria fraca. Na vacância dos Conselhos, serão os leigos os seus julgadores .

O prestígio de uma categoria está ligado aos poderes políticos,  econômicos,  sociais  e no  domínio dos conhecimentos, juntas guinam uma categoria ao comando de uma sociedade. O médico e a  medicina estão em franca decadência. A informática e a engenharia da imagem dominam nos médios e nos grandes centros, basta entrar numa máquina e apertar um botão, a medicina passou a ser uma ciência exata. 

A soberania da clínica, o toque amigo do seu médico, a semiologia aplicada, as cãs dos esculápios, a benevolência,  a beneficência e a generosidade da ética estão comendo poeira dos  gestores da saúde.

Consumindo os  últimos suspiros sociais da Medicina , os poderes (Municipal, Estadual, Federal e Judiciário) retiram vagarosa e continuamente as últimas gotas de sangue da velha medicina com taxas, ditames  e impostos exorbitantes.

O Liberal autônomo, devido a intermediação do sistema médico suplementar, da pejotização e da  terceirização do Sistema  Público,   encontra-se  sem força, fraco e subservientes. 

A medicina( A SAÚDE) e o médico caíram na vala comum. É  uma contenda entre a Medicina e o poder,  na qual um dos lados tem como arma a ética, e a ética  é mansa, educada, paciente, benevolente, caridosa, responsável  e respeitadora, enquanto o outro, tem a força, a truculência, a vontade política, a saga da enganação e um povo propositadamente desprovido de informações, continua a dormir.

A Medicina e o Médico precisam seguir de de mãos dadas, precisam  difundir a humanização, a benevolência, a beneficência e mostrar que são simples, humildes e emanam do povo para o povo.  

A medicina é a mais sagrada das ciências, entra na vida de cada um dos cidadãos que a procuram e o responsável é o  Médico.

VIVA A MEDICINA E OS SEUS ABNEGADOS

Salvador, 10 de Julho de 2026
Iderval  Reginaldo Tenório



quinta-feira, 9 de julho de 2026

Incêndio na Chapada do Araripe.

   






     Incêndio na Chapada do Araripe.   


1964, a caatinga ardia em chamas, alguns trabalhadores roçavam as ressecadas moitas  de jiquiris e os arbustos do semi árido nordeste. 

Mulheres  limpavam os aceiros da estrada carroçal, retiravam garranchos,  gravetos e  capins desidratados, uma vez que tem a mesma combustão da gasolina e da pólvora. 

Chuvas dois anos  atrás.  Barreiros secos,  animais esquálidos e as Asas Brancas a procurarem outras plagas. Pássaros resistentes e  répteis  contracenavam com as trêmulas miragens a lamberem o duro, vermelho e ressecado  solo  serrano. 

Caatinga cinza,  sol causticante a queimar a pele, a cabeça, o coração, a mente e a alma dos homens do campo, mais um período de seca. 

Carcarás, gaviões e cascavéis à   procura de preás, saguins, calangos, pássaros, besouros, formigas e cupins,   rodeavam as ilhas verdes e   sombreadas  pelos umbuzeiros, cajueiros, facheiros, xique-xiques e mandacarus.

Rajadas de ventos quentes e  redemoinhos levavam de eito o que encontravam pela frente. Carregavam  penas, ciscos,  folhas, ninhos ,  restos de gafanhotos, argilas, estercos e tudo  que encontravam,  como se a velha Chapada do Araripe estivesse a caducar ou injustamente pagando  pecados não cometidos.

Num visível processo de desertificação,  as lufadas  e o mormaço invadiam as indefesas capoeiras a consumir, impiedosamente, os últimos lampejos de vida.

Pássaros, insetos rasteiros, insetos  alados e até mesmo alguns  répteis eram sapecados pelo sol causticante.

As  xerófilas  cabeças de frades,  rabos de raposas e mandacarus maltratados pelo escaldante calor,  transformavam a caatinga num cinza transparente, expondo ao sol ardente    os  animais, os vegetais e os recursos naturais,  modificando   o ecossistema.

Céu azul, sem nenhuma nuvem, propiciava a visibilidade do mais longínquo infinito.  O astro rei, o sol,  como se estivesse a metros, consumia  com as suas  labaredas a ressecada e moribunda carcaça da velha Chapada do Araripe.  

Zezinho viu, viveu, apagou fogo e sobreviveu.  A  mente da criança gravou  as dantescas cenas.

O fogaréu vermelho, os estalos dos gravetos  em chamas, indiscriminadamente cuspiam fumaça, enquanto as faiscantes e incandescentes  fuligens, carregadas pelos ventos, salpicavam a troposfera a espalhar fagulhas  para outras paragens.

Homens, com molambos molhados no rosto,  a proteger as ofegantes narinas e os olhos tracomatosos movimentam-se  em desespero.  Mulheres com panos e vassouras de galhos secos, cuidadosamente,  varriam as margens da estrada.  Adolescentes, com cabaças d'agua a matar a sede e  ensopar os molambos  dos apagadores do fogo  corriam aflitos e  aos gritos com os nervos à flor da pele.   

O Zezinho, encravado no coração do furdunço fumacento,  à procura dos pais,  fazia parte do tenebroso cenário, foram momentos de medo, choro, insignificância,  coragem e de reflexão

Foi mais um episódio vivido e registrado na sua existência pueril, mais uma lição da natureza e a certeza que o homem do campo, o homem sofrido do nordeste é forte, resistente e merece respeito.

O menino cresceu, lutou, estudou e envelheceu, porém jamais deixou que a criança agreste, que existe dentro de si, sucumbisse e desaparecesse do seu cotidiano.

Entendeu que os segredos da vida, só sabe  quem viveu, quem presenciou e sentiu.  Traz de lembranças algumas cicatrizes e dois pterígios, frutos dos empedernidos raios solares e são   marcas registradas dos povos dos  sertões nordestinos.

Zezinho fez e faz parte deste tenebroso  universo.  Ele viu, viveu e sobreviveu,  Zezinho é um sobrevivente.  

Como disse o Euclides da Cunha, em "Os Sertões": " O nordestino  é antes de tudo, um forte". 

       É um verdadeiro apagador de incêndios, é um sobrevivente.

Salvador, 18 de Março de 1986

Iderval Reginaldo Tenório

ESTA MUSICA DOCUMENTA UM INCENDIO NO PARANÁ, NA SERRA DO ARARIPE ERAM MAIS FREQUENTES .

Fogo No Parana

2:50
Provided to YouTube by RCA Records Label Fogo No Parana · Luiz Gonzaga Sanfona Do Povo ℗ 1964 SONY MUSIC ENTERTAINMENT BRASIL LTDA.
YouTube · Luiz Gonzaga - Topic · 9 de nov. de 2015

 

CUIDADOS NO TRÂNSITO. CARROS, MOTOS, BICICLETAS E OS HOSPITAIS

 

O trânsito é feito por todos nós - Motonline

                               Com projeto inovador, Hospital Universitário reduz infecções em UTI  Neonatal | Notícias                               

  

CUIDADOS NO TRÂNSITO.  CARROS, MOTOS,  BICICLETAS E OS HOSPITAIS  

Motoristas de veículos de quatro rodas, respeitem os veículos de duas rodas, tomem cuidado. Geralmente os mais prejudicados, na saúde, são os  condutores do veículo menor. 

Muitos são motoqueiros e bicicleteiros, e não MOTOCICLISTAS e CICLISTAS. Estes pilotam com responsabilidade, atenção, são  habilitados e respeitam as leis de trânsito. Fazem cursos, tiram as suas carteiras e fazem parte de uma associação séria.

Ao dirigir utilizem todos os recursos disponíveis. Agucem os ouvidos e os olhos  para o bólido e a rapidez  das motos.

Olhos abertos no para brisa, nos  vidros do carro, em todos os retrovisores e o distanciamento entre os veículos. 

Atenção aos três retrovisores, notadamente os laterais. Redobrem os cuidados com as sinaleiras DIREITA/ESQUERDA, acionem com  precisão.  

Nas cidades ao chegar em casa, muito cuidado AO ENTRAR NA GARAGEM. 

 

                        OBSERVAÇÃO.       

O Motorista do carro não enxerga o rosto do  motociclista. Por ser versátil, rápido e entrar em qualquer brecha, é o veículo preferido pelos malfeitores. Geralmente MOTOQUEIROS E BICICLETEIROS .

Nas estradas, ruas, vales e avenidas os motoristas de carros, geralmente são considerados os culpados, só após uma grande análise é que pode haver uma reversão.

Outra coisa importante. 

Quando um mociclista encontra-se no chão,  o local fica coalhado de companheiros, isto não acontece com o condutor de um carro.


     OS CELULARES? E OS CAPACETES ?/

Cuidado com  celulares, se é perigoso para os condutores carros, que é uma afronta à vida, imagine para os motociclistas. Hoje, quase todos pilotam olhando, lendo, falando e passando mensagens, quase um suicídio. 


                                  Adendo:  

Atrenção redobrada  na Zona Rural, notadamente nas Rodovias e nas estradas limitadas por arame farpado.  

Ao adentrar numa Rodovia, olhem para todos os lados, os grandes veículos  trafegam com cargas pesadas e em grandes velocidades. 


                  Iderval Reginaldo Tenório      

 

Acidentes de moto representam

OS  condutores de motos correspondem por mais    40% das mortes no trânsito no Brasil.


Os motoqueiros e não os motociclistas, estes são habilitados com seriedade,  lideram as internações no SUS por sinistros, são de   58% a 63% do total.

 

Principais dados sobre acidentes de moto no Brasil:

Impacto no SUS: Mais de 60% dos acidentes de trânsito fatais envolvem motos,. A taxa de mortalidade cresceu 12,5% em 2023, alcançando 6,3 mortes por 100 mil habitantes. São jovens entre 20 e 39 anos são as principais vítimas.

Risco Elevado,  20 vezes mais chances de sofrer um acidente do que motoristas de automóveis.

Dados Regionais: Enquanto mais pobre o Estado , mais motos ele possui, propocionalmente.

 

Iderval Reginaldo Tenório

 

E OS CAPACETES ?/