domingo, 1 de março de 2026

O CREMEB INAUGURA UMA MODERNA SEDE


        






 O CREMEB INAUGURA UMA MODERNA SEDE

Minha homenagem aos Médicos, à Medicina da Bahia, ao CREMEB, aos conselheiros e aos diretores.

O grande número de Médicos e de Escolas de Medicina fez com que o CREMEB, o Conselho Regional de Medicina, construísse uma nova sede para contemplar as exigências atuais.

A Autarquia Federal foi instalada em 10 de março de 1958, logo após a criação dos conselhos federais(CFM) e regionais pela Lei nº 3.268/1957. 

Dr.João Falcão Torres, Dr.Jorge Selly Freitas, Dr.Menandro Novaes, Dr.Álvaro Rubim de Pinho e Dr.Durval Olivieri foram os responsáveis para este intento. 

Foi uma verdadeira maratona. Os mestres fizeram uma peregrinação nos consultórios, clinicas e hospitais  para inscrever os médicos baiano em todo o Estado.  

Nesta época, 1958, o Estado da Bahia possuía mil médicos.
 O Dr. João Falcão Torres,  foi o seu  primeiro Presidente. 
Alheio a superstições, Dr. João Torres, cirurgião geral, se inscreveu com o número 7. 

A s
ua esposa, Dona Neuza, foi quem costurou as carteirinhas dos primeiros membros do Conselho.  

Funcionou inicialmente numa modesta sala  da  Secretaria de Saúde Pública do Estado (Av. Sete) e, posteriormente, noutra sala, agora mais ampla,  na Associação Baiana de Medicina.  

 

     1ª-A PRIMEIRA SEDE PRÓPRIA  - 1975

Na gestão 1973 a 1978 ,     Na  Piedade (Edifício Center Ville). Presidente   Dr. Aristides Pereira Maltez Filho.         Funcionou de 1975-1997.

       2ª-A SEGUNDA SEDE PRÓPRIA  1997. 

Rua Guadalajara, nº 175, Morro do Gato – Barra.  
Presidente Dr Antônio Carlos Aleixo Sepúlveda. Na gestão 1993 a 1998. Inaugurada no dia    18 de  março de 1997. Funcionou    de 1997 a 2026, o circuito do carnaval era na Av. Sete, Campo grande e Piedade.   

Prédio  moderno, climatizado e que supria as necessidades dos médicos da Bahia. Quando o número de médicos ultrapassou os 16mil em 2010, a sede da Guadalajara passou a ter dificuldades. Teve que aumentar o número de servidores, melhorar a recepção para os médicos e para a população, o auditório de 200 cadeiras foi desativado para alojar novas câmaras de julgamentos e  o estacionamento ficou insuficiente, tudo isto apontava  por mais espaço.  

Foi ativado o gatilho para uma nova sede e passou  a fazer parte da pauta dos sucessivos presidentes: Dr Jecé  Brandão, Dr. Jorge Cerqueira, Dr. Abelardo Garcia, Dra. Teresa Maltez e o Dr. Otávio Marambaia, este  com  muito trabalho, dedicou a sua gestão, junto aos demais conselheiros,  priorizando esta importante  pauta.   

 

        3ªA TERCEIRA SEDE PRÓPRIA 

Rua Dr. José Peroba, 251, Stiep. Presidente  Dr. Otávio Marambaia dos Santos
Início de funcionamento 02 de Março de 2026.

A nova sede encontra-se num edifício de 11 andares.  Conta com ambientes  amplos e confortáveis,   melhor organização dos fluxos internos, mais agilidade nos serviços, conforto para os servidores e visitantes. Salas   adequadas para reuniões, atividades formativas e ações com a comunidade médica. 
Espaços de socialização, biblioteca e memorial da medicina baiana. 
Amplo estacionamento, mais de 100 vagas,  uma das principais queixas daqueles  que procuravam o CREMEB e os Médicos, localização  privilegiada.
 

Um marco para a Medicina da Bahia e para toda a  comunidade. Provavelmente permanecerá nesta sede por muito anos.

 

           NÚMERO DE MÉDICOS NA BAHIA

Em 1958 existiam 1000 médicos na Bahia, menos de 2%  eram  mulheres. 

Em 2010 existiam 16.651    65% Homens  / 35% Mulheres 
.

Em 2026 de  29 e 30 mil.       
 15.150 (50,8%) Sexo Feminino, 
14.461(49,2%)  Masculino) 

 

     NÚMERO DE FACULDADES NA BAHIA .  

1999.      Duas Faculdades  

1)UFBA- Universidade Federal da Bahia (1808 FMB/FAMED)

2)Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública(1952)

Citarei alguns dos fundadores: Dr.Aristides Novis Filho, Dr. Orlando de Castro Lima, Dr.Jorge Valente. 

 

2000.  UniFTC Salvador
2003 ( 3ª Faculdade em 2000)

2003-    A UEFS(ESTADUAL).   (4ª Faculdade  em 2003)

2012-     A UNEB  SALVADOR
            ( 5ª Faculdade em 2012)

2026-      São 26  Faculdades. 9 Públicas e 17  Privadas.

QUADRO DO NÚMERO DE  MÉDICOS QUE SE FORMAM NO BRASIL  

Em 2000                Eram formados  7.600  médicos 

Em 2025                 São formados 45 mil médicos  
 

Para 2026               Previsão          46 mil médicos

 

 NÚMERO DE FACAULDADES  NO BRASIL

Em 1990 existiam 78 Faculdades.  80% Públicas e 20% Privadas
.      

Em 2000 existiam 104 Faculdades, 80% Públicas e 20% Privadas.

 

2026  são  494 80% são privadas, são         39.000 alunos.                                         20% são  públicas, são        10.090
 alunos.

 

                   Número de Médicos no Brasil

Número de médicos no Brasil -      Em  2026     635 mil

Previsão                                          para 2030         815 mil 

Previsão                                          para 2035      1.152.230 

 Será uma média de 5,2 profissionais por mil habitantes. 

 55,7% Mulheres em 2035                   

  Colam grau  na Bahia, nas suas 26  escolas, 
2669 médicos por ano.

 

                   QUADRO DOS PRESIDENTES DO CREMEB 

  • João Falcão Torres (1958 a 1963 e 1963 a 1968)
  • Álvaro Rubim de Pinho (1968 a 1973)
  • Aristides Pereira Maltez Filho (1973 a 1978 e 1978 a 1983)
  • José de Souza Costa (1983 a 1988)
  • Carlos Henrique Souza Moreira (1988 a 1993)
  • Antonio Carlos Aleixo Sepúlveda (1993-2001)
  • Jecé Brandão (2001-2006)
  • Jorge Cerqueira (2006-2011)
  • José Abelardo Garcia de Meneses (2011-2016)
  • Teresa Cristina Santos Maltez (2016-2021)
  • Otávio Marambaia dos Santos(2021-2026)        

Em 68 anos, apenas uma mulher foi Presidente. Espera-se a parcipação das mulheres no quadro da Presidência.   

                         Salvador, 02 de Março de 2026

                             Iderval Reginaldo Tenório 

                                    CREMEB 7038 


 


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Expedir documento sem ter praticado o ato e usar formulários institucionais .

 



Pelo artigo 80 do Código de Ética Médica vigente:
“É vedado ao médico expedir documento sem ter praticado ato profissional que o justifique”(…)
…e pelo artigo 82 também “é vedado ao médico usar formulários institucionais para atestar, prescrever e solicitar exames ou procedimentos fora da instituição a que pertençam tais formulários.”
O ato de transcrição entre médicos não existe na prática profissional, já que a responsabilidade médica é sempre pessoal e não pode ser presumida.
Além disso, todo ato médico deve ser devidamente registrado em prontuário.
Sei que o constrangimento da negativa é enorme.
Muito mais aflitivo é assistir o médico responder um processo ético profissional pela prática da caridade.
Diga que o Conselho não permite e procure ajudar o solicitante de outra maneira.

Dra. Maira Dantas



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A IDOLATRIA POLÍTICA.

 


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A IDOLATRIA POLÍTICA.

Em pleno século XXI é comum enontrar pessoas que idolatram os seus  "líderes", tanto nas igrejas, no mundo artístico, midiático ou  na política. 

Enfatizo que um homem de respeito, consciente e alforriado jamais deveria idolatrar outro homem, uma vez que   significa subserviência, o uso do cabresto e a anulação da personalidade. 

A idolatria política é a mais perigosa e a mais deletadas,  pois mexe no consciente e  inconsciente dos  idólatras, anula a identidade,    o  raciocínio lógico, deteriora a  massa   cinzenta, desativa a cidadania, os transformando em coisas.

O  político  não tem  preocupações  com os  seus idólatras,   interessa-se  nos  votos e na capacidade de repetir, divulgar e pulverizar as  suas intenções. Possui  vários tipos de cabrestos e os usa de acordo com o nível social, cultural, político e econômico do idólatra. Existe um manual para  cada nível e segue letra por letra os conhecimentos do russo  Ivan Pavlov.  "O REFFLEXO PAVLOV" de 1890 a 1900, pelo qual recebeu o prêmio Nobel  de Medicina e Fisiologia em 1904.

No  Brasil a idolatria virou epidemia. Os  contaminados  desejam até a morte aos seus  pseudos  adversários.  

A idolatria política torna a presa( o idólatra) um analfabeto funcional, um cérebro danificado e  eterno repetidor.  Como uma impressora  captam, não analisam e repetem sem o crivo da  crítica.  

Estas alterações configuram uma patologia  psíquica, que   leva ao ódio, ao desentendimento social,  a agressões verbais  ou físicas. 

Existem relatos que na cabeça de um idólatra, os sentimentos de matança e a vontade de executá-las são frequentes, configurando o ódio  como  uma doença comprovada pela ciência. 

É comum ouvir de um idólatra, independente do nível social, cultural ou político, o desejo e a vontade de eliminar todos os adversários dos seus "líderes".

Idólatras detonam  navios, aviões, igrejas, teatros, escolas e encontros sociais, desentendem-se com amigos e familiares. Fecham o cérebro e executam  o programado pela cúpula sem contestação. 

Um idólatra é uma arma perigosa,  trabalha sem pestanejar a favor do seu idolatrador.   É uma arma deletéria para a sociedade, é substituída quando falha e atua com  medo, é eivada de ódio  e rodeada de falsos pares, na política são cognominados de traíras.

           A idolatria política é uma   doença. 

Principais sintomas: O ódio, a amnésia, a  falta de fundamentação,  a ausência  do crivo crítico, da personalidade própria, a certeza que é o dono da verdade   e a subserviência extrema.

 Salvador, 23 de Fevereiro de 2026

  Iderval Reginaldo Tenório

A encefalopatia traumática . Frequente no boxe e no futebol, notadamente no Americano.

 

Morre o boxeador Maguila: o que é a encefalopatia traumática crônica, que acometia o ex-atleta

Maguila mais jovem, erguendo os braços com luva de boxe

Crédito,Divulgação

Legenda da foto,Maguila acumulou títulos brasileiros e sul-americanos, além de um mundial
    • Author,André Biernath
    • Role,Da BBC News Brasil em Londres
  • Tempo de leitura: 4 min

O ex-pugilista José Adilson Rodrigues dos Santos, o Maguila, morreu aos 66 anos, segundo informou a família dele nesta quinta-feira (24/10).

Nascido em Aracaju (SE), Maguila conquistou no boxe vários títulos brasileiros, sul-americanos e também um mundial, na categoria peso-pesado pela Federação Mundial de Boxe, em 1995.

O ex-atleta vivia há anos com a encefalopatia traumática crônica — também conhecida como "demência pugilística", embora este termo esteja em desuso.

Em entrevista à TV Record, a viúva de Maguila, Irani Pinheiro, disse que ele conviveu por 18 anos com a condição e, no último mês, foi descoberto um nódulo no pulmão do pugilista. Entretanto, não foi possível fazer uma biópsia no nódulo.

A encefalopatia traumática crônica afeta pessoas que sofreram pancadas repetidas na cabeça ao longo da vida — como os boxeadores e jogadores de futebol.

Mas, afinal, o que é a encefalopatia traumática crônica? E quais são os meios de evitar esse problema?

Maguila com olhar sério, sentado perto de piscina

Crédito,Divulgação

Legenda da foto,O ex-pugilista em foto mais recente; ele morreu aos 66 anos

A questão está na frequência

A médica Roberta Diehl Rodriguez, do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), explica que essa doença passou a ser estudada mais a fundo recentemente, há cerca de 15 anos.

"E nós só conseguimos fazer o diagnóstico definitivo da encefalopatia traumática crônica depois que o indivíduo morre, por meio da análise do cérebro", disse à BBC News Brasil em 2022.

Fim do Whatsapp!

Pelo que se sabe até o momento, o quadro pode se manifestar de diferentes maneiras.

Alguns apresentam sintomas parecidos ao do Alzheimer, como perda de memória e dificuldades para completar o raciocínio.

Em outros, porém, os incômodos se aproximam mais de quadros psiquiátricos, como o transtorno bipolar, em que ocorrem alterações de humor.

Há também casos descritos em que o paciente desenvolveu vícios fortes em apostas, álcool ou outras drogas.

"Os estudos mais recentes também nos mostram que, mais importante do que a quantidade ou a força das pancadas, um aspecto fundamental da doença é o intervalo entre os traumas", informa Rodriguez.

Ou seja: se o indivíduo tem um choque de cabeça e, poucos dias depois, passa por um acidente parecido, isso representaria um sinal de alerta maior.

Possivelmente, pancadas tão próximas não dão tempo de o cérebro se recuperar bem daquele primeiro impacto, o que piora ainda mais os efeitos que isso tem ao longo da vida.

Três jogadores de futebol colidindo em disputa por bola

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,



Cruzamentos e bolas aéreas no futebol fazem com que as batidas de crânio sejam frequentes

É por isso, aliás, que atletas de algumas modalidades são mais propensos a sofrer com a tal da encefalopatia traumática crônica: a própria natureza da profissão os predispõe a levar pancadas no crânio.

Os primeiros dessa lista são os lutadores, já que a meta desse esporte está justamente em acertar a cabeça do adversário com socos e chutes — por isso o antigo termo "demência pugilística".

Grandes nomes do boxe, como Muhammad Ali e Éder Jofre, por exemplo, apresentaram problemas neurológicos no final da vida.

Jogadores de rúgbi e futebol americano também são mais propensos a desenvolver o problema, já que esses esportes são marcados por muitos choques e encontrões.

Por fim, os profissionais do futebol completam o grupo. Como cruzamentos e bolas aéreas são um recurso importante do esporte, as batidas de crânio são frequentes.

Cérebro em desalinho

Mas o que acontece na cabeça logo após a pancada?

Para entender esse mecanismo, é preciso conhecer antes uma proteína chamada TAU.

"Ela ajuda a manter a estrutura dos neurônios e auxilia no transporte de nutrientes entre uma célula e outra", resume Rodriguez.

Só que as pancadas repetidas parecem alterar um pouco desse balanço neuronal.

Quando ocorre o choque de cabeça, essa proteína se rompe e ocorre uma inflamação.

E aí entra o aspecto crônico das batidas.

"Se outra pancada acontece logo depois, o cérebro não consegue se recuperar da primeira e aquela proteína começa a se depositar ali", diz a neurologista.

"Com o passar do tempo, esses agregados anormais de proteína TAU começam a prejudicar a passagem de informações e nutrientes nos neurônios", complementa.

E isso, ao longo de várias décadas, pode culminar em grandes dificuldades para o funcionamento adequado do cérebro.

Vale mencionar que esses mesmos emaranhados de proteína TAU são observados em outras enfermidades neurológicas, como o próprio Alzheimer.

Na encefalopatia traumática crônica, porém, é possível identificar um fator que está por trás do acúmulo dessa substância: as pancadas repetidas na cabeça.

Rodriguez conta que a USP possui um grande banco de cérebros, que são conservados para pesquisas científicas.

"Num estudo, eu avaliei 1.157 desses órgãos que pertenceram a pessoas que não tinham um histórico de atleta profissional."

"Desses, só encontramos a encefalopatia traumática crônica em sete homens", continua.

"Depois, consegui conversar com a família de um deles e descobri que o indivíduo era goleiro de um time amador, pelo qual disputava jogos no final de semana", revela.

*Esse texto usou como base uma matéria de 2022 da BBC News Brasil sobre a encefalopatia traumática crônica e foi atualizada com o contexto atua