
Uma nova civilização, o futuro da humanidade
CAPÍTULO I
A civilização em metamorfose caminha para um novo e seleto mundo. Mergulhará na fase avançada da física quântica, das terras raras, eletrônica, nanotecnologia, da neurociência, da biologia molecular, do silício e da cibernética, é a realidade da Inteligência Artificial.
No decorrer dos anos, os humanos que prosperarem serão cibernéticos, artificiais, serão ciborgues. A divisão social será profunda, seletiva, poucas classes sociais e o distanciamento entre elas será abissal.
Uma cúpula, bem servida no comando, uma plêiade de ajudantes, cirurgicamente escolhida, e uma massa constituída de mais de 95% da população, será o início de uma nova civilização.
A distribuição da ração será de acordo com o degrau que ocupe, o ir e vir totalmente monitorado, cada indivíduo receberá um chip de identificação, este será o modus operandi da próxima civilização. Cada ser terá um cadastro eletrônico, será localizado via satélite
Os ditames invisíveis, oriundos do imaginário humano, serão gravados na mente de silício de cada ser ciberneticamente dirigidos e vigiados por um líder, assessorado por coordenadores oriundos da caldeia intermediária, todos programados para uma única função. Os bens, isto é, as propriedades, serão da cúpula, às massas, apenas o usufruto e sem autonomia.
Os líderes da economia e das tecnologias, juntos ao Estado, também dominado, serão os senhores de tudo e de todos.
Como num formigueiro, cupinzeiro e enxame de abelha, todos trabalharão para salvar as suas rainhas, tudo pelo pão.
O homem comum deixará de ser o cérebro e passará a ser um chip. A depender da sua importância hierárquica, receberá uma carga de informações, será um Hardware, uma coisa. Está nesta propriedade, o rápido desenvolvimento da internet das coisas. Apenas a cúpula será hibrido, homem cérebro-ciborgue.
Existirão os pensadores, transportadores, coordenadores e abaixo, aqueles que mecanicamente executarão as tarefas. Serão providos de poucos bytes, o suficiente para a única função, serão os protótipos para as próximas gerações, que a cada ano durarão menos, os chips estão sempre em evolução, o comum será ouvir: Este modelo não se fabrica mais.
Nestas novas civilizações, os laços familiares e de amizades sucumbirão, serão alimentados os laços por afinidades, funções e da zona coberta pelas ondas que os conectam, tais quais os smartfones da atualidade.
CAPÍTULO II
COMO O MUNDO FUNCIONRÁ?
O mundo funcionará como uma grande torre comercial, com milhares de aposentos e sem intercomunicação material. A comunicação será eletrônica por grandes antenas, monitoradas pelos elementos das cadeias intermediarias e estes com a cúpula central.
O tempo de vida dependerá do desempenho do chip implantado. No decorrer dos tempos, os homens vão se transformando em máquinas inorgânicas, cada uma programada da fecundação artificial até a morte, perpassando por todas as fases no decorrer da evolução, a apoptose terá data marcada .
Imagina-se, literalmente, na imortalidade do homem nas civilizações futuras. Alguns serão descartáveis, vai depender das qualidades técnicas e dos custos para a recuperação da capacidade laborativa. Serão projetados nanotecnologicamente por uma genética seletiva e reforçada à prova de bala, d'água, sol e irradiações radioativas. No decorrer da vida, as peças serão substituídas por materiais homogêneos, resistentes e puros, muitas vezes mais resistentes do que as originais, vai depender do valor e do tempo de vida util.
CAPITULO III
QUAIS SERÃO AS ETAPAS DA VIDA ?
Os homens, aos poucos vão se modificando, chegando à velhice totalmente irreconhecíveis pelas mudanças sofridas durante a vida. Mudarão os olhos, pernas, braços, coração, enfim, todos os órgãos, inclusive o cérebro, que é um chip. Tudo vai depender de suas funções, não sendo compensatório a recuperação das peças ou haja incompatibilidade com as modernas peças , o melhor é descartá-los.
Nesta época, o encéfalo comandado por um chip, será apenas um gerente, um coordenador para processar as informações recebidas pelos satélites a 36 mil quilômetros de distancia. O ser humano será apenas um chip, as demais peças serão acessórios para a execução das suas tarefas, tudo dependerá do degrau que ocupe e de quantos bytes possuírem.
Hoje já se desenha este homem modificado. Quantos utilizam óculos, lentes intraoculares, chip conectado ao nervo ótico e ao aparelho auditivos? quantos usam dentes, ossos cranianos, orelhas e narizes artificiais? Stents, válvulas cerebrais e cardíacas? próteses esofágicas, biliares e pancreáticas? braços, mãos, pernas e pés? pele, cabelos e fâneros de uma maneira em geral?
Quantos comandam os movimentos, a fala e a escuta através do olhar e do pensamento diante de uma tela? tudo conectado por programas computadorizados ou por aplicativos, com ou sem fios? Estes super-homens já são ciborgues, são os protótipos da futura humanidade.
A ciência mostra que do homem só se conhece 5%, do cérebro menos ainda, muitos serão os estudos a serem realizados a respeito do homem, este desconhecido. O grande passo foi o projeto genoma iniciado em 1990.
CAPÍTULO IV
Hoje nos Estados Unidos, Rússia, China, Israel, Japão e na União Europeia existem múltiplas frentes em execução no estudo do homem, este hardware, para que seja desenvolvido o software adequado a cada ser e a cada classe social.
Serão investidos nesta década mais 250 bilhões de dólares para o conhecimento do cérebro artificial e as suas funções. Serão os próximos passos para o homem entrar de vez no futuro e entender parte deste misterioso Universo.
Segundo os estudiosos, os da ciência da evolução, ainda estamos na primeira fase do desenvolvimento humano, ainda somos primários. Os satélites foram os primeiros passos para sair do mundo da escuridão evolutiva.
Um dia, os chips se comunicarão com outros chips, tais quais os computadores, os smartfones e todas as centrais, chamadas de nuvens. Nesta época os ciborgues e a inteligência artificial, que estarão em todos os aparelhos, decidirão por muitas coisas aqui na terra.
No mundo atual, a ciência e a mente foram alforriadas das amarras religiosas, crenças, conservadorismo tacanho e da ignorância arcaica das civilizações anteriores.
Será o fim desta e o início de uma nova civilização. Sem estas propriedades os homens jamais poderão conquistar o minúsculo sistema solar. Imagine a Via Láctea e outras galáxias do pequeno Universo, sem falar no desconhecido e hipotético Multiverso.
17 de Outubro de 2026
Iderval Reginaldo Tenório