terça-feira, 7 de julho de 2026

A VIDA PELA VIDA, PARA O HUMANO, NÃO TERIA SENTIDO.

Blog do Mendes & Mendes: A VISTA ESQUERDA DE LAMPIÃO

Hemisférios cerebrais e personalidade: um mito cai por terra?

                                                      Cérebro | braintumors

A VIDA PELA VIDA, PARA O HUMANO, NÃO TERIA SENTIDO.
  
 Matutando  a respeito da vida,  seria   pouco para o humano, a vida apenas para a vida,  uma vez que é pertinente a todos os seres vivos, do mais simples  vegetal ao mais complexo dos animais, o homem. 
 
Assim, a vida pela vida, só dependeria da saúde, alimentação, dos cuidados corporais e da defesa dos predadores. Com o envelhecimento iria  se esvaindo até a morte.  

Cientificamente  o cérebro é  a única  diferença cabal entre o homem e os outros seres viventes.

Estrutura encefálica complexa,  constituída de  segmentos  nobres  interligados entre si,  assessorado por um cérebro primitivo,  estrutura menos complexa, O CÉREBRO REPTILIANO,  o responsável pela vida e que é comum em todos os seres vivos.

Todos os seres vivos possuem um cérebro básico, uma estrutura mínima para poder ser proprietário de uma vida. 

Este cérebro comum( O CÉREBRO REPTILIANO, é constituído do tronco cerebral, cerebelo e os gânglios basais. Estruturas  responsáveis pelos movimentos, equilíbrio, respiração, digestão, batimentos cardíacos, pressão arterial,  reprodução, enfrentamento, caça, lutas e territorialidade, enfim, o responsável direto pela vida, se este já é complexo, imagine o cérebro pensante, com os seus 100bilhões de neurônios e quintilhões  de sinapses. 

Durante a evolução, os animais superiores foram acoplando componentes cerebrais até chegarem ao cérebro humano. 

Do homo australopiteco, perpassando pelo homo habilis, erectus, Neanderthal até ao homem contemporâneo,  O HOMO SAPIENS.  
 
Pesando em média 1,5 quilograma,   2% do peso corporal,  consome em repouso   20% do oxigênio, chegando a 30% em plena atividade. O homo sapiens é um ser pensante.

Os seres vivos nasceram para comer, crescer, se reproduzir e  morrer, estas são as propriedades da vida pela vida, o que leva  a entender, que para o homem este modus operandis não teria sentido.
 
Viver apenas por viver, sem outras propriedades, principalmente as abstratas, as que emocionam,  transmitem conhecimentos e as transformam em humanos,  a  vida não teria significado.

Para  diferenciação,  o homem foi contemplado por todos os componentes de um cérebro desenvolvido, completo e evoluído, um órgão possuidor de tálamo, hipotálamo, pituitária,  hipocampo, lobos frontais, laterais, occipitais e temporais  interligados pelo corpo caloso.

São bilhões  de neurônios com seus núcleos, axônios e os   dendritos. Células  que  formam  sinapses, levando-o a pensar, sofrer, chorar, rir, cantar, encantar, sentir, prever, calcular, preparar, comunicar e transmitir o que pensa para    outros seres vivos,   inanimados e  fantasiosos. O Cérebro domina, cria, analisa e tem a capacidade de memorização. 

Estas propriedades, pertinentes ao homem,   aduz que além da vida, existem outras propriedades que durante  séculos vagavam pelo abstrato e que hoje encontram-se em decifração na sociedade científica,  cultural, das artes  e religiosa.

Evidencia-se que  para o humano, a vida pela vida, não basta, seria uma aberração da natureza, um descaso para com o homo sapiens, um desperdício de massa encefálica e um sacrilégio, isto  se a vida pela a vida, para o homem,  fosse tal qual é a vida para  as demais espécies.

O que seria da humanidade  se o homem se resumisse ao ato da vida. Se o cérebro e os nervos fossem apenas  para eletrizar o corpo e para o homem saborear o presente? Provavelmente seria um irracional, que nasceria para alimentar outras espécies mais robustas. Nasceria para trabalhar irracionalmente pelo pão de cada dia. Seria apenas mais um, dos bilhões de animais que fazem parte da cadeia alimentar.

A humanidade,  pelas evidencias, entende,  não com certeza absoluta, que além da vida, tem  algo mais sublime, contagiante, emocionante e perpétuo, que diferencia o homem das outras espécies e que,  com estas características,  só pode ser as artes.
 
Artes em todas as suas variantes,  complexidades e sutilezas.  Poesia,  matemática,  física,  química,  alquimia,  interpretação,   prosa,  música,  dança,  pintura,  simplicidade,  filosofia,  sociologia,  pensamentos, dúvidas, lembranças,  subjetividade,  ciência como um todo   e as incógnitas da vida.

Vai a massa, vai o corpo, vai a vida e ficam as artes,  os legados, os ensinamentos e  as memórias  para a imortalização do homem. Da vida após a morte, restam os legados. 

O que seria do mundo sem Beethoven, Bach,  Luiz Gonzaga, Patativa do Assaré, Belchior, Tchaikovsky, Newton, Einstein, Nicolas Tesla,  Galilleu, Copérnico, Vivaldi, The Beatles e Paganini? O que seria do homem. 

             Viva o cérebro e viva as artes. 
 
Iderval Reginaldo Tenório 

Daíra canta Belchior Princesa do Meu Lugar


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16 de out de 2012 - Vídeo enviado por HALIDONMUSIC
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