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quarta-feira, 29 de julho de 2026

A PERFORMANCE E A VIDA DOS HOMOSSEXUAIS NO TRABALHO

                                   




 

                                      UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA 

                                           A  PERFORMANCE E A VIDA 

                                              Professora Ana Paula Garci

 

                                A  PERFORMANCE E A VIDA 

 A PERFORMANCE E A VIDA DOS HOMOSSEXUAIS NO TRABALHO

Neste trabalho, procura-se  mostrar o quão é difícil a vida para os homossexuais que não atuam no meio artístico e em profissões não engessadas pela sociedade na atualidade,  como cabeleireiros, estilistas, costureiros e dançarinos. 

Nestas atividades, os homossexuais circulam com tranquilidade e performances pertinentes ao gênero  que pertence.

Fazem uso de vestimentas, estilo de vida e circulam mostrando a sua  orientação sexual, seus gostos e sem inibição de se pronunciarem. Vivem com liberdade e são aceitos como são, salvo em  meios preconceituosos e tóxicos, que ainda existem, resquícios do patriarcado e da nossa colonização.

Já os homossexuais que trabalham em ambientes  deliberadamente hetero, pela sociedade, têm que assumir a performance  de  masculinidade. 

A este comportamento dar-se o nome de  " Passibilidade", que é  fundamentado no medo da demissão,  discriminação estrutural, isolamento, invisibilidade,  receio de frear o crescimento na carreira e notadamente  a exclusão social.

Na identidade de gênero, a sociedade seiscentista é rígida, e exige  que o homem gay mantenha a  performance do homem biológico.  

Fundamentam este comportamento como estratégia de sobrevivência, de não parecerem gays e livrarem-se de preconceitos. O que os  leva a diminuição  da autoestima, a  anulação da  identidade e ao desvio da personalidade. Trabalham  eivados de medo e desconfiança.

Este comportamento leva-os à utilização de vestimentas  heterossexuais, sendo uma das  maneiras  de alinhamento e livrarem-se de preconceitos, pertinentes à  verdadeira orientação sexual. 

Não conseguindo esta adaptação, sentir-se-ão excluídos daquele mercado de trabalho, uma vez que não conseguirão  viver em camuflagem "A DE ETERNO". 

Nesta  sociedade, em pleno século XXI, na qual vive-se sem amarras, nenhum ser humano precisa  viver camuflando  o seu verdadeiro EU

Estar nesta propriedade, o crescimento profissional de muitos seres humanos de sucesso em suas  áreas de atuação. 

Homens e mulheres que  viviam enclausurados e  na defensiva a inibir a inteligência na ciência,   os  talentos nas artes e nos   esportes,   hoje encontram-se soltos e sempre a voar, tais qual o Fernão Capelo Gaivota. 

Hoje o atrelamento de uma profissão à identidade de gênero, encontra-se em derretimento e a temperatura social não para de esquentar.

                     Iderval Reginaldo Tenório

                                Médico 

 

2 comentários:

iderval.blogspot.com disse...

Caro Iderval, na minha pequena experiência de vida (80anos) sou obrigado a não concordar com você. Tenho conhecido gays e lésbicas na nossa profissão e também em outras profissões liberais que não se encaixam nesta " performance" e sempre se destacaram como bons profissionais. Aliás, são considerados até como os melhores, pela dedicação e sensibilidade. Em paralelo, entre as minorias, os de orientação sexual diferente, são os únicos que se vitimizam a ponto de desejarem e que todas as pessoas sejam também homossexuais, provocando dessa maneira uma repulsa pela sua imagem e companhia. Me perdoe, mas, assim enxergo pela minha lente

iderval.blogspot.com disse...

Dr. Dagoberto..Caro Iderval, na minha pequena experiência de vida (80anos) sou obrigado a não concordar com você. Tenho conhecido gays e lésbicas na nossa profissão e também em outras profissões liberais que não se encaixam nesta " performance" e sempre se destacaram como bons profissionais. Aliás, são considerados até como os melhores, pela dedicação e sensibilidade. Em paralelo, entre as minorias, os de orientação sexual diferente, são os únicos que se vitimizam a ponto de desejarem e que todas as pessoas sejam também homossexuais, provocando dessa maneira uma repulsa pela sua imagem e companhia. Me perdoe, mas, assim enxergo pela minha lente