O POVO E A VIDA DE GADO.
Como cordeiro em rebanhos ou peixe em cardumes, o homem comum, aquele que sustenta as vontades dos dirigentes, em todos os modelos de política, caminha sem voz e sem destino; alimenta a subserviência e utiliza mecanismo de autocensurar-se, notadamente nos meios de comunicação, nos grupos de debates e engessa a liberdade de expressão.
Cumpre, letra por letra, a vontade dos que ocupam as cúpulas políticas e perde o seu EU, o seu âmago de cidadão.
Consciente ou inconscientemente, perde a autonomia, a liberdade, a personalidade e pratica a autocensura. Desativa as partes cerebrais do raciocínio, da crítica, da memória, da cidadania e mergulha irracionalmente, como gado, no mundo do silêncio.
Coloca mordaças pretas ou esparadrapos na boca, perde a cidadania e vive em explícita subserviência. Nega a sua existência como Homo Sapiens e regride à maior expressão do Homo Ignorantes.
A autocensura é prejudicial ao ser que raciocina, é uma das maneiras de perder a alforria e seguir, como folhas secas, para onde soprarem os camuflados e deletérios ventos da política dominante.
É alimentar a subserviência e a perpetuação dos que se encontram no cume do poder.
Salvador, 21 de Junho de 2026
Iderval Reginaldo Tenório
De Ednardo com Ednardo, Pavão Misterioso
Um dos ícones da cultura do meu Ceará
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