sexta-feira, 19 de junho de 2026

Francisco Prisco de Souza Paraíso










PARAÍSO, Prisco (1840-1895)

Dep. Geral (1889)

Dep. Const. Fed. (1891-1893)

Ministro da Justiça (1893-1894)

Sen. Est. (1894)

 Francisco Prisco de Souza Paraíso nasceu no dia 18 de janeiro de 1840,

 na cidade de Cachoeira, Bahia.

 Filho de João Francisco de Souza Paraíso e Carlota Cândida Paraíso.

Após concluir o curso de Humanidades, ingressou na Faculdade de Direito de Recife,

 obtendo título de Bacharel em 25 de novembro de 1864.

Formado, retornou a Salvador (1864), sendo no mesmo ano nomeado 

Promotor Público em sua cidade natal.

Ingressando na política, se elegeu deputado provincial (1876-1877), 

apoiado pelo seu grande eleitorado espalhado pelo vale do Iguape, 

distrito de Cachoeira, onde possuía o engenho Nossa Senhora das Mercês. 

Francisco Prisco Paraíso foi reeleito para o período de 1878 a 1879.

Recebeu em 1883, do governo Imperial o título de conselheiro do Estado.

Neste mesmo ano no gabinete do conselheiro Lafaiete Pereira 

é nomeado ministro da Justiça (1893-1894).

Em 1889, Prisco Paraíso foi eleito deputado geral pelo 3º distrito, 

com a proclamação da República não pôde exercer o mandato.

Quando das eleições para a composição da Assembléia Constituinte Nacional, 

que escreveu a primeira Constituição republicana, Prisco Paraíso logrou uma 

cadeira no Congresso Nacional (1891-1893). Porém, a sua eleição 

ficou marcada como um dos primeiros casos de reconhecimento de poderes,

 posto que o diplomando para o seu lugar foi o capitão Salvador de Aragão. 

Em defesa de Prisco levantou-se o deputado Artur Rios que pronunciou um

 veemente discurso no plenário do Congresso, denunciando a fraude

 envolvendo algumas atas, que haviam sido alteradas de forma grosseira 

em favor do capitão. O discurso impressionou aos demais deputados

 em virtude da riqueza de detalhes acerca da fraude a que foram expostos.

Foi eleito senador estadual no dia 8 de julho de 1894, em decorrência 

da morte de Manoel Teixeira Soares, vagando a cadeira no Senado.

Prisco Paraíso foi casado, com Adelaide de Aguiar Paraíso, tiveram 04 filhos: 

João Francisco (Juiz de Direito); Francisco (advogado e político); 

Augusto (escrivão de auditoria militar) e Ana. Hoje, seus restos mortais

 se encontram em São Roque do Paraguaçu. Francisco cujo nome político ficara 

igual ao do pai, foi deputado federal, deputado estadual e promotor público.

Prisco Paraíso faleceu no dia 8 de novembro de 1895, aos 45 anos, em Cachoeira.

Regina Helena Lisbôa Fachinetti

 

FONTES:

BAHIA. “A Bahia na Constituinte”. In: A Tarde. Salvador, 13 jan.1932.

BAHIA. Revista do I.G. Ba. 21.1976. p.51-52.

BAHIA. Revista do Instituo Histórico e Geográfico Brasileiro

v.263. Abr. – Jun. 1964.p.55,58.

SOUZA, Antônio Loureiro de. Baianos Ilustres: 1564-1925, 2. ed., 

rev. e aum. Bahia: Governo do Estado da Bahia. Salvador, 1973. p.145-146.

SANTOS, Mário Rego (org). Sinopse dos Trabalhos do Senado da Bahia

Salvador: Imprensa Oficial do Estado da Bahia, 1931.

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