Francisco Prisco de Souza Paraíso nasceu no dia 18 de janeiro de 1840,
na cidade de Cachoeira, Bahia.
Filho de João Francisco de Souza Paraíso e Carlota Cândida Paraíso.
Após concluir o curso de Humanidades, ingressou na Faculdade de Direito de Recife,
obtendo título de Bacharel em 25 de novembro de 1864.
Formado, retornou a Salvador (1864), sendo no mesmo ano nomeado
Promotor Público em sua cidade natal.
Ingressando na política, se elegeu deputado provincial (1876-1877),
apoiado pelo seu grande eleitorado espalhado pelo vale do Iguape,
distrito de Cachoeira, onde possuía o engenho Nossa Senhora das Mercês.
Francisco Prisco Paraíso foi reeleito para o período de 1878 a 1879.
Recebeu em 1883, do governo Imperial o título de conselheiro do Estado.
Neste mesmo ano no gabinete do conselheiro Lafaiete Pereira
é nomeado ministro da Justiça (1893-1894).
Em 1889, Prisco Paraíso foi eleito deputado geral pelo 3º distrito,
com a proclamação da República não pôde exercer o mandato.
Quando das eleições para a composição da Assembléia Constituinte Nacional,
que escreveu a primeira Constituição republicana, Prisco Paraíso logrou uma
cadeira no Congresso Nacional (1891-1893). Porém, a sua eleição
ficou marcada como um dos primeiros casos de reconhecimento de poderes,
posto que o diplomando para o seu lugar foi o capitão Salvador de Aragão.
Em defesa de Prisco levantou-se o deputado Artur Rios que pronunciou um
veemente discurso no plenário do Congresso, denunciando a fraude
envolvendo algumas atas, que haviam sido alteradas de forma grosseira
em favor do capitão. O discurso impressionou aos demais deputados
em virtude da riqueza de detalhes acerca da fraude a que foram expostos.
Foi eleito senador estadual no dia 8 de julho de 1894, em decorrência
da morte de Manoel Teixeira Soares, vagando a cadeira no Senado.
Prisco Paraíso foi casado, com Adelaide de Aguiar Paraíso, tiveram 04 filhos:
João Francisco (Juiz de Direito); Francisco (advogado e político);
Augusto (escrivão de auditoria militar) e Ana. Hoje, seus restos mortais
se encontram em São Roque do Paraguaçu. Francisco cujo nome político ficara
igual ao do pai, foi deputado federal, deputado estadual e promotor público.
Prisco Paraíso faleceu no dia 8 de novembro de 1895, aos 45 anos, em Cachoeira.
Regina Helena Lisbôa Fachinetti
FONTES:
BAHIA. “A Bahia na Constituinte”. In: A Tarde. Salvador, 13 jan.1932.
BAHIA. Revista do I.G. Ba. 21.1976. p.51-52.
BAHIA. Revista do Instituo Histórico e Geográfico Brasileiro.
v.263. Abr. – Jun. 1964.p.55,58.
SOUZA, Antônio Loureiro de. Baianos Ilustres: 1564-1925, 2. ed.,
rev. e aum. Bahia: Governo do Estado da Bahia. Salvador, 1973. p.145-146.
SANTOS, Mário Rego (org). Sinopse dos Trabalhos do Senado da Bahia.
Salvador: Imprensa Oficial do Estado da Bahia, 1931.
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