sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Estátua do Pe. Cícero completa 50 anos

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Emblemática e imponente, estátua do Pe. Cícero completa 50 anos

Inaugurado em 1969, o monumento de 27 metros edificados na Colina do Horto em Juazeiro do Norte, no Cariri, já foi o segundo maior do Brasil. O local que se tornou o símbolo dos romeiros, atrais milhões de devotos todos os anos




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Um dos rituais do monumento, é amarrar fitinhas com pedidos e graças FOTO: GUSTAVO PELLIZZON


A faixa 1 do Lado B do disco "Forró de Cabo a Rabo" (1986), de Luiz Gonzaga, apresentou o verso: "Olha lá, no alto do Horto, ele está vivo, padre não está morto". A música "Viva Meu Padim" faz referência à estátua de 27 metros do Padre Cícero que se tornou cartão-postal de Juazeiro do Norte. Hoje, dia 1º de novembro, o monumento completa 50 anos de inauguração.
O projeto, que começou "por acaso", se tornou símbolo da peregrinação da fé romeira e hoje é responsável por atrair, em média, 2,5 milhões de visitantes por ano à cidade. A presença do religioso, fundador da 3ª maior cidade do Estado, é notável no Município. Em cada palmo da cidade, o santo popular dos cearenses está presente. Da porta das lojas aos altares de casa. Se não bastasse isso, numa altitude de aproximadamente 500 metros, sua imagem de concreto pode ser vista em quase todo o território do Município. É assim que, na visão dos católicos, a estátua protege os "romeiros do Norte".
Progresso
A história por trás da construção da estátua do Padre Cícero, que já foi a segunda maior do País - e hoje ocupa a 5ª posição - , passa pelo próprio sacerdote. No fim do século XIX, já com suas ordens suspensas por causa do episódio conhecido como o "Milagre da Hóstia", ele começou a frequentar a Colina do Horto, antigamente chamada de "Serra do Catolé". Por lá fazia seu retiro espiritual e idealizou a construção de uma igreja para Bom Jesus do Horto. Parte do templo começou a ser construída, mas em 1904 foi interrompida por ordens da Diocese de Fortaleza. Naturalmente, com o abandono, a edificação foi ruindo até ser demolida, totalmente, no fim da década de 1930, após a morte do "padrinho".
Os romeiros foram se apegando ao Horto pelo projeto do sacerdote de construir a igreja, mas também pelo chamado "pé de tambor", um pé de Timbaúba onde, supostamente, era um dos locais de refúgio e meditação do Padre Cícero. Tudo isso mudou em 1967, com a construção de uma antena de televisão exatamente onde ficava a árvore. "As pessoas se revoltaram. No Horto já havia sido profanado outro símbolo de fé, que era a igreja, que foi proibida e as ruínas destruídas", conta a historiadora e pesquisadora Amanda Teixeira.


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Durante as romarias, milhares de fiéis sobem ao Horto para fazer orações aos pés da estátua do Padre Cícero FOTO: GUSTAVO PELLIZZON
 
A resposta da Prefeitura de Juazeiro do Norte, à época gerida pelo médico Mauro Sampaio, veio rapidamente: a construção de uma estátua do Padre Cícero na Colina do Horto, onde poderia ser vista por todas as pessoas da cidade. O jornalista e escritor Aldemir Sobreira, falecido há três anos, contava que, a princípio, tentaram encontrar um escultor em Fortaleza, mas procura foi em vão.

Outro dia, o mesmo Aldemir visitou uma exposição de artes plásticas na Faculdade de Filosofia do Crato - atual Universidade Regional do Cariri - , onde conheceu o artista plástico pernambucano Armando Lacerda, que participava do evento, e, na época, era representante comercial da Cinzano. Vendo seu talento, com uma das estátuas premiadas naquele dia, não titubeou:
- Você seria capaz de construir um monumento? - perguntou o jornalista.
- É minha praia. - respondeu Armando, tirando do bolso do paletó um maço de fotos de outros trabalhos.


A Prefeitura já tinha um projeto de monumento de sete metros de altura, fora a base. Porém, o escultor optou por construir uma estátua de 12 metros. Um galpão foi montado no antigo armazém de uma usina de algodão, na esquina das ruas São Paulo e São Francisco. Durante a modelagem, o próprio Armando decidiu aumentar o tamanho da estátua para 17 metros. Os cálculos pelos engenheiros foram feitos e a proposta foi aprovada.


A construção
De forma bem artesanal, a estátua do Padre Cícero foi construída por muitas mãos. Um destes pares é do aposentado Severino Antônio Santana, 76, que na época tinha entre 15 e 16 anos. 

Morador da Rua do Horto, que na época já havia um número razoável de imóveis, ele foi contratado pela Prefeitura de Juazeiro do Norte. "O prefeito veio e pediu para arrumar um pessoal daqui para trabalhar. O resto do pessoal, carpinteiros, engenheiros, pedreiro, essas coisas, veio da rua", conta. O valor pago para cada servente era 50 cruzeiros novos por semana.


A primeira etapa foi planear o terreno. Depois, foram cavados os alicerces, colocado os andaimes de madeira e as ferragens das colunas. Um molde de gesso foi feito no ateliê, no Centro da cidade, para ganhar forma em concreto. Como um quebra-cabeças, as peças eram muito pesadas e, por isso, foram elevadas por uma espécie de carretel, puxadas por alguns cabos de aço. "Foi feita a base, o pé e, depois, a estátua", explica Severino. A cabeça do santo foi encaixada por último.


A obra durou aproximadamente dois anos. "Só teve um acidente e foi por causa das armações de madeira. Ela nunca aconteceu de quebrar, mas um dia torou. Um senhor caiu, quebrou duas costelas e o braço, e não veio trabalhar mais", lembra o aposentado.

Severino se sente orgulhoso de ter participado da construção da estátua, pois, passou quase toda sua vida ao lado do monumento. "O cara trabalhar para o Padre Cícero, fico até emocionado", confessa.


Golpes e inauguração

Na época da construção, os jornais noticiaram que havia pessoas peregrinando pelo interior do Nordeste pedindo dinheiro com a justificativa que estavam angariando recursos para a construção da estátua. Por causa da repercussão, o prefeito Mauro Sampaio teve que vir a público e lançar uma nota nos periódicos explicando que a obra era do Município e que não dessem dinheiro aos golpistas.
O médico aproveitava para ressaltar que o projeto tinha como objetivo estimular o turismo em Juazeiro do Norte. "Ele queria fugir da ideia de romaria, de uma população muito pobre, que vinha a Juazeiro pedir a bênção e realizar práticas diversas de fé. Esse discurso era muito forte, dizendo até que a estrutura do horto ia contar com praça, playground, várias atrações. Seria um complexo turístico", explica Amanda Teixeira.


A data de entrega da obra foi escolhida, justamente, pelo período da Romaria de Finados, que já se apresentava como o mais popular evento religioso de Juazeiro do Norte. "Não havia hospedagem para todas as pessoas. Elas ficaram acampadas. Embora disseram que era um empreendimento turístico, a cidade não estava preparada", ressalta Amanda.


Como o acesso à Colina do Horto ainda era difícil, a cerimônia de inauguração aconteceu aos pés da Basílica de Nossa Senhora das Dores. Grandes veículos de comunicação de todo o País estiveram presentes. Os jornais diziam que houve entre 100 mil a 200 mil pessoas na ocasião. As luzes da cidade foram apagadas por 30 segundos para, em seguida, os 24 refletores iluminarem a estátua.
Rivalidade


O professor e memorialista Renato Casimiro conta que, no dia da inauguração, apareceram pelo chão da Basílica alguns pedacinhos de papel, contendo um versinho que dizia o seguinte: "Se chifre for baioneta e estátua avião, Juazeiro está preparada para defender a nação".


A provocação teria partido de habitantes do Crato. "Nessa época, (os cratenses) já estavam vendo Juazeiro 'passar a perna'. A cidade cresceu mais. Vêm indústrias, conjuntos habitacionais, estação de televisão, nosso próprio aeroporto. Era uma fase bastante otimista", lembra.
  ASSISTAM O  VIDEO- É UM DOCUMENTÁRIO MUSICAL .

O HINO DO JUAZEIRO DE JOÃO SILVA   COM LUIZ GONZAGA.

Romaria do Padre Cícero - Juazeiro do Norte-CE - YouTube


https://www.youtube.com › watch

7 de fev. de 2016 - Vídeo enviado por Cdois Photo & Film
Romaria do Padre Cícero - Juazeiro do Norte-CE ... participaram de procissão e fiz

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Ficha Limpa, o Xote, por Israel Filho - Sr. Brasil 08/12/2012

BATE PAPO COM LUNGA-

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Joaquim Rodrigues dos Santos Tenório(SEU LUNGA)
Juazeiro do Norte-Ceará
Comerciante de Sucata
Um inteligente Cearense
 Não gosta de perguntas bestas 
Tem resposta para tudo, de musica a  politica.

ASSISTAM NO FIM DA MATÉRIA,  O FILME DE GABRIEL RIBEIRO TENÓRIO, FEITO NA CASA DO MEU PAI EM JUAZAEIRO DO NORTE SOBRE O MESTRE LUNGA, A PARTICIPAÇÃO DO DR  ODILIO CAMILO E IDERVAL  TENÓRIO

Bate papo com o meu primo LUNGA

Postarei três fatos do último encontro que tive com o meu primo Lunga em Março de 2013, achei interessante as suas informações.

I
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Conta o meu primo Lunga que estacionou a sua camionete num lugar proibido, o guarda de trânsito encostou, deu bom dia, sacou o talonário de multa e perguntou:

"Seu Lunga o senhor não viu a placa , proibido estacionar , bem  grande  naquele poste não?"

De imediato e olhando para o guardinha Lunga respondeu na bucha.

"Seu Guarda, se eu fosse obedecer todas as placas das esquinas, eu já estaria de bucho quebrado e diabético  de tanto beber coca cola."



II
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Lunga me contou que  quando tinha 08 anos de idade foi com o seu irmão Geraldo ,  à  época com 06 anos,  ajuntar as ovelhas, entrou no pasto e Geraldo ficou na porteira do curral, quando voltava com as ovelhas ele  gritou para Geraldo:

"Geraldo abre a porteira  para os bichos entrarem, rápido Geraldo."

Geraldo levou na chacota, encostou as costas numa grande estaca que havia perto da porteira, levantou os braços e pegou na estaca acima da sua cabeça com  as mãos para trás, com  o pé direito no tronco deste mourão  desaforadamente falou  .

"Não vou, você não é o meu pai para mandar em mim."

E não foi, Lunga rodeou, colocou as ovelhas no cercado e depois falou com o seu pai.

"Pai, aconteceu algo que me deixou assombrado, pedi a Geraldo para abrir a porteira do curral e ele disse que não abriria, pois eu não era o seu pai para mandar nele."

Relata que o seu pai calmamente chamou Geraldo e lhe disse.

"Olhe meu filho, se uma pessoa pedir para fazer alguma coisa e se for para o bem, eu faço , você tem que pensar assim, neste caso o seu irmão Lunga pediu uma coisa para o bem e você errou, não abriu."



Relata Lunga  que o  seu pai chamou   Geraldo, mandou que o mesmo pegasse uma correia de couro detrás da porta  e deu-lhe uma boa surra ,  depois daquele dia  todas as vezes que eu pedia para Geraldo fazer alguma coisa e se fosse para o bem, Geraldo corria e fazia.

"Repare que o homem tem que fazer tudo para o bem coletivo, pois o bem coletivo é muito mais importante do que quando o bem é só para você."



III
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Outro dia o meu o primo Lunga contou-me esta história.

Refere que outro dia,   três jovens juízes de direito  oriundo de Fortaleza  chegaram na sua loja para conhecê-lo, disseram que eram do Ministério Público e queriam lhe conhecer, a juíza disse logo que estava doida para me conhecer, eu disse .



"Então doutora o lugar  não é esse, pois lugar de  doido é  no hospício, se a senhora está doida o lugar não  é  este, os seus colegas deveriam levar a senhora para o sanatório dos doidos, que aqui no cariri   fica no Crato."

Com esta recepção os juízes ficaram à vontade e descontraídos com o velho  e folclórico Juazeirense de 84 anos . Num animando bate papo, Lunga perguntou aos três qual seria a solução para acabar com a bandalheira no Brasil, os três juntos foram unânimes e afirmaram que a solução era a Educação, com educação tudo seria resolvido.

Lunga falou para os três:

"Todos  vocês saíram reprovados na minha teoria, pois quem mais faz bandalheiras no Brasil são os mais educados, são os Senadores , os  Deputados, os Governadores, os Ministros, os Juízes, os Prefeitos, o Presidente e os que estão ligados a eles,  então se a educação vogasse, estes homens não faziam tantas bandalheiras , não é verdade?"

Refere que os três ficaram calados,  mudaram de assunto , fizeram pose para fotografias , tiraram várias fotos e voltaram para o seu Hotel.

Este era o meu querido amigo Lunga, lá do meu Ceará.

Iderval Reginaldo Tenório
  1. Miniatura2:53
2.     Xote dos Cabeludos
3.     de José Clementino e Luiz Gonzaga




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1.     de Gabriel Tenório
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1.     Seu Lunga (Joaquim dos Santos Rodrigues) (Juazeiro do Norte, 18 de agosto, 1927). …