domingo, 5 de abril de 2026

O POVO E A VIDA DE GADO.

                                                                             

                                O POVO E A VIDA DE GADO. 

Como cordeiro em rebanhos ou peixe em  cardumes, o homem comum, aquele que sustenta as vontades dos dirigentes, em todos os modelos de política, caminha sem voz, sem destino; alimenta a subserviência; utiliza mecanismo de autocensurar-se, notadamente nos meios de comunicação,  nos grupos de debates; engessa a liberdade de expressão.

Cumpre, letra por letra, a vontade dos que ocupam as cúpulas políticas e perde o seu EU, o seu âmago de cidadão.

Consciente ou inconscientemente, perde a autonomia, a liberdade, a personalidade e pratica a autocensura. Desativa as partes cerebrais do raciocínio, da crítica, da memória, da cidadania e mergulha irracionalmente, como gado, no mundo do silêncio. Coloca faixas pretas ou esparadrapos na boca, perde a cidadania e vive em explícita subserviência.  Nega a existência como Homo Sapiens e regride à maior expressão do Homo Ignorantes.

A autocensura é prejudicial ao ser que raciocina, é uma das maneiras de perder a alforria e seguir, como folhas secas, para onde soprarem os camuflados e deletérios ventos da política dominante. 

É alimentar a subserviência e a perpetuação dos que se encontram no cume do poder. 

  Salvador, 5 de abril de 2026

Iderval Reginaldo Tenório

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