O POVO E A VIDA DE GADO.
Como cordeiro em rebanhos ou peixe em cardumes, o homem comum, aquele que sustenta as vontades dos dirigentes, em todos os modelos de política, caminha sem voz, sem destino; alimenta a subserviência; utiliza mecanismo de autocensurar-se, notadamente nos meios de comunicação, nos grupos de debates; engessa a liberdade de expressão.
Cumpre, letra por letra, a vontade dos que ocupam as cúpulas políticas e perde o seu EU, o seu âmago de cidadão.
Consciente ou inconscientemente, perde a autonomia, a liberdade, a personalidade e pratica a autocensura. Desativa as partes cerebrais do raciocínio, da crítica, da memória, da cidadania e mergulha irracionalmente, como gado, no mundo do silêncio. Coloca faixas pretas ou esparadrapos na boca, perde a cidadania e vive em explícita subserviência. Nega a existência como Homo Sapiens e regride à maior expressão do Homo Ignorantes.
A autocensura é prejudicial ao ser que raciocina, é uma das maneiras de perder a alforria e seguir, como folhas secas, para onde soprarem os camuflados e deletérios ventos da política dominante.
É alimentar a subserviência e a perpetuação dos que se encontram no cume do poder.
Salvador, 5 de abril de 2026
Iderval Reginaldo Tenório
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