domingo, 26 de abril de 2026

UFBA- GENERO E DIVERSIDADE

 



Universidade Federal da Bahia

Gênero e Diversidade

Docente.  Professora  Ana Paula Garcia Boscatti

Discente. Iderval Reginaldo Tenório

Disciplina.

Seminário Temático Gênero, Feminismo e Educação


                                                          Diário de aulas.                                                               

Interpretando Gênero-  Linda Nicholson

 

Neste debate, a autora nos explica que a definição de Gênero/Sexo não deve ser ligado sacralmente ao Biológico.

O tradicionalismo da evolução da   sociedade diz que,  a medicina, o sistema de documentação cartorial, matrículas escolares, trabalhos e muitas profissões, são definidas  pela presença de pênis  ou vagina, no qual definirá o masculino e o feminino, excluindo os demais gêneros, pertinente à sociedade atual.

Mergulha também na homogeneidade das mulheres, como o feminino fosse engessado, considerando todas iguais,  pelo fato de possuírem a vagina, nome que não existia até o século XVIII, uma vez que muitas são as classificações do ser mulher. Isto engloba o nível social, cultural, costumes, financeiro, raças  e corpos.

Foram necessários muitos movimentos representativos e identitário, para que o assunto entrasse na pauta desta civilização. Teve o ponta pé inicial com todo o vigor, nas décadas de 50/60/70 e 80. Foi aí que se abriu a mente dos estudiosos, da sociedade civil organizada, das universidades, do universo político e das constituições de cada nação.

 

2-          Estudos Queer

 

Este tema, de grande  relevância, procura afastar e mostrar que a definição de Gênero tem que ser afastado do binarismo, do biológico da natureza.

Na décadas de 90, muitos momentos  pelo mundo, procuraram redefinir a vida, os desejos afetivos  e os costumes sociais, procurando desmitificar os chamados desvios de comportamentos, levando ao chão o arcaísmo imposto nos humanos por  séculos, engessando a heterossexualidade, masculino/feminino. Quaisquer  outros  comportamentos eram considerados doenças(Sexualismo X sexualidade).

Estes movimentos, atrelados às artes, conseguiram mostrar que gênero e uma demanda construída. Depende  de múltiplos fatores, como vestimentas, afetividades, desejos e orientações  sexuais, cultura e o social,  além do biológico. Tudo se resume na Inclusão Social.

O movimento QUEER foi primordial para os movimentos da atualidade. Neste movimento o Michel Foucalt foi peça fundamental ao estudar com proficiência  os fenômenos  sociais e as variedades de gêneros. Por sua credibilidade, precisão e fundamentação científica, o assunto ganhou visibilidade e representação em todo o mundo, foi um amaciante das mentes  pensantes. O Michel Foucalt foi um marco para toda a humanidade.


A HISTÓRIA DA SEXUALIDADE

 

Em vários compêndios literário sob o assunto, pairam muitas desavenças e verdades.   Na Inglaterra, a Rainha Vitória, vivia sua vida sexual com todas as suas propriedades biológicas e vivenciais.

Devido a promiscuidade  em toda a população, inclusive no Clero, a Rainha, os juristas  e as demandas sociais, impuseram ferrenha  censura aos súditos e ao mesmo tempo implantaram vigiadas repressões, com estas atitudes vieram as perseguições.

A população para poder viver a sua sexual, que era o normal, a transgressão passou a fazer parte da pauta, tudo por debaixo do pano.

As autoridades implantaram dando ênfase aos postulados sexuais biológicos e etário. O poder perverso passou a ser a normal.

Quaisquer mudanças, chamadas de desvios de gêneros, eram considerados doenças, perversão, desvio de condutas e desobediência  à cora, inclusive sendo passíveis de castigos proporcionais ao crime, independente do nível social, cultural e científicos. Muitos burgueses,  cientistas e os comuns foram punidos com prisões, castrações e até a morte. Mesmo assim , na camuflagem, surgiram movimentos para equalizar as vontades fisiológicas  dos transgressores, mostrando que, a vontade e a liberdade sexual, mesmo às escondidas, eram maneiras de se conduzir a vida.

Abortos, guilhotinas, prisões, clandestinidade, sexualismo, sexualidade, gênero e a perversidade andavam de mãos dadas para se conquistar a felicidade sexual nas demandas da vida.

 VIVIA-SE NUMA DIDTADURA SEXUAL E NUM REGIME DE EXCLUSÃO.


A turma do  OK e do DZI  CROQUETTE

Nesta aula debate  que abomina a decoreba, mostrou  o grau de importância  da cidadania, da inclusão e de assumir a identidade, mesmo sob a repressão, perseguição, desinformação, perversidade e conservadorismo doentio.

Foram vistos que em épocas  passadas, estes movimentos plantaram  na sociedade  a semente da liberdade, do progresso, da autoestima e da respeitabilidade em todos os vieses, frutos hoje colhidos, apesar das policiadas e vigiadas  safras.

 

Vendo a trajetória da Elane         Park,  da Neide Benedito de Bragança e do Ciro Barcelo, encontram-se  as demandas de quase todos os momentos de liberdade e o engendramento da cultura nacional de peso.  A Chacriniana, Rogeriana, A Roberta Closeana, A Caetaniana, A Elkiana, a dos Secos e Molhados, Rita Lee, Ney Mato Grosso, Gilbertiana, Gabeiriana e dos  diversos Seixas, que até os anos 90 eram consideradas imorais, promiscuas e transgressoras. 

Estes novos movimentos criados e arquitetados por cantores, artistas de cinema, de teatro,  artistas de ruas, novos intelectuais e teatrólogos. Cito  Plinio Marcos, Augusto Boal, Ademar Guerra e José Celso Martinez, uma vez o cinema brasileiro era arquitetado naquela época por Mazaropi, que documentava a vida rural e caipira do país. 

No Brasil tudo convergia para o Rio de Janeiro. O artistas eram aglomerados em republicas nos bairros e lá construíram um novo país, o da transgressão cultural, a contra cultura.

Em portas fechadas nas republicas, que eram consideradas bacanais, deram origens a diversos novos comportamentos culturais, se desgarrando do mundo ocidental.

Os caetanos, os buarques, os novos baianos, o pessoal do Ceará, de minas gerais, os gaúchos paraibanos e pernambucanos criaram  este Brasil dos brasileiros, sem se esquecer, do novo polo cultura, formados por   jovens gênios brasilienses, Legião Urbana, Capital Inicia, Plebe Rude, Aborto Elétrico, Cássia  Eller e Mel da Terra.

Foi a  saída do normal, a semente plantada neste pomar rico, eclético e genuinamente nosso. O abandono do paletó, das roupas de pompas dos artistas, a liberdade de expressão e a liberdade do figurino fizeram a diferença para toda a população.  Valeu.


Judith Butler

Para esta estudiosa não existe  óbice, uma desbravadora do mundo atual e a conquistas sociais dos grupos chamados de minorias.

Precursora de vários movimentos de liberdades e cidadania, procurando mostrar as agruras das performatividades dos seres humanos, nesta complexa e homofóbica sociedade.

A Butler conseguiu, com os seus estudos, que a população oprimida pela orientação sexual, perdessem o medo e a vergonha e passassem a assumir a sua identidade sexual.

Disse a autora q eu, ao mostrar a sua verdadeira identidade, o ser passa a viver a sua realidade , muitas dificuldades desaparecerão, passando a se uma das principais propriedades de inclusão social.

Uma Performance falsa, não deixa de ser uma das maneiras de matar a cidadania identitária, é perder os direitos constitucionais  e de viver sem a conquistada alforria.

Seja você, seja respeitado, se imponha e vida a vida de frente.

Anule os preconceitos externos e viva a sua real cidadania .

Iderval Reginaldo Tenório




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