Universidade
Federal da Bahia
Gênero e
Diversidade
Docente. Professora Ana Paula Garcia Boscatti
Discente. Iderval
Reginaldo Tenório
Disciplina.
Seminário Temático Gênero, Feminismo e Educação
Diário de aulas.
Interpretando
Gênero- Linda Nicholson
Neste
debate, a autora nos explica que a definição de Gênero/Sexo não deve ser ligado
sacralmente ao Biológico.
O
tradicionalismo da evolução da sociedade diz que, a medicina, o sistema de documentação
cartorial, matrículas escolares, trabalhos e muitas profissões, são
definidas pela presença de pênis ou vagina, no qual definirá o masculino e o
feminino, excluindo os demais gêneros, pertinente à sociedade atual.
Mergulha
também na homogeneidade das mulheres, como o feminino fosse engessado,
considerando todas iguais, pelo fato de possuírem
a vagina, nome que não existia até o século XVIII, uma vez que muitas são as
classificações do ser mulher. Isto engloba o nível social, cultural, costumes, financeiro,
raças e corpos.
Foram necessários
muitos movimentos representativos e identitário, para que o assunto entrasse na
pauta desta civilização. Teve o ponta pé inicial com todo o vigor, nas décadas
de 50/60/70 e 80. Foi aí que se abriu a mente dos estudiosos, da sociedade
civil organizada, das universidades, do universo político e das constituições
de cada nação.
2-
Este tema,
de grande relevância, procura afastar e
mostrar que a definição de Gênero tem que ser afastado do binarismo, do
biológico da natureza.
Na décadas
de 90, muitos momentos pelo mundo,
procuraram redefinir a vida, os desejos afetivos e os costumes sociais, procurando desmitificar
os chamados desvios de comportamentos, levando ao chão o arcaísmo imposto nos humanos
por séculos, engessando a heterossexualidade,
masculino/feminino. Quaisquer outros comportamentos eram considerados
doenças(Sexualismo X sexualidade).
Estes
movimentos, atrelados às artes, conseguiram mostrar que gênero e uma demanda
construída. Depende de múltiplos
fatores, como vestimentas, afetividades, desejos e orientações sexuais, cultura e o social, além do biológico. Tudo se resume na Inclusão
Social.
O movimento
QUEER foi primordial para os movimentos da atualidade. Neste movimento o Michel
Foucalt foi peça fundamental ao estudar com proficiência os fenômenos
sociais e as variedades de gêneros. Por sua credibilidade, precisão e
fundamentação científica, o assunto ganhou visibilidade e representação em todo
o mundo, foi um amaciante das mentes pensantes.
O Michel Foucalt foi um marco para toda a humanidade.
A HISTÓRIA DA SEXUALIDADE
Em vários compêndios literário sob o assunto, pairam muitas
desavenças e verdades. Na Inglaterra, a
Rainha Vitória, vivia sua vida sexual com todas as suas propriedades biológicas
e vivenciais.
Devido a promiscuidade
em toda a população, inclusive no Clero, a Rainha, os juristas e as demandas sociais, impuseram ferrenha censura aos súditos e ao mesmo tempo
implantaram vigiadas repressões, com estas atitudes vieram as perseguições.
A população para poder viver a sua sexual, que era o normal, a
transgressão passou a fazer parte da pauta, tudo por debaixo do pano.
As autoridades implantaram dando ênfase aos postulados
sexuais biológicos e etário. O poder perverso passou a ser a normal.
Quaisquer mudanças, chamadas de desvios de gêneros, eram
considerados doenças, perversão, desvio de condutas e desobediência à cora, inclusive sendo passíveis de castigos proporcionais
ao crime, independente do nível social, cultural e científicos. Muitos
burgueses, cientistas e os comuns foram
punidos com prisões, castrações e até a morte. Mesmo assim , na camuflagem, surgiram
movimentos para equalizar as vontades fisiológicas dos transgressores, mostrando que, a vontade e
a liberdade sexual, mesmo às escondidas, eram maneiras de se conduzir a vida.
Abortos, guilhotinas, prisões, clandestinidade, sexualismo,
sexualidade, gênero e a perversidade andavam de mãos dadas para se conquistar a
felicidade sexual nas demandas da vida.
VIVIA-SE NUMA
DIDTADURA SEXUAL E NUM REGIME DE EXCLUSÃO.
A turma do OK e do DZI CROQUETTE
Nesta aula debate que abomina a decoreba, mostrou o grau de importância da cidadania, da inclusão e de assumir a
identidade, mesmo sob a repressão, perseguição, desinformação, perversidade e
conservadorismo doentio.
Foram vistos que em épocas passadas, estes movimentos plantaram na sociedade
a semente da liberdade, do progresso, da autoestima e da
respeitabilidade em todos os vieses, frutos hoje colhidos, apesar das policiadas
e vigiadas safras.
Vendo a trajetória da Elane Park, da Neide Benedito de Bragança e do Ciro Barcelo, encontram-se as demandas de quase todos os momentos de liberdade e o engendramento da cultura nacional de peso. A Chacriniana, Rogeriana, A Roberta Closeana, A Caetaniana, A Elkiana, a dos Secos e Molhados, Rita Lee, Ney Mato Grosso, Gilbertiana, Gabeiriana e dos diversos Seixas, que até os anos 90 eram consideradas imorais, promiscuas e transgressoras.
Estes novos movimentos
criados e arquitetados por cantores, artistas de cinema, de teatro, artistas de ruas, novos intelectuais e
teatrólogos. Cito Plinio Marcos, Augusto
Boal, Ademar Guerra e José Celso Martinez, uma vez o cinema brasileiro era
arquitetado naquela época por Mazaropi, que documentava a vida rural e caipira
do país.
No Brasil tudo convergia para o
Rio de Janeiro. O artistas eram aglomerados em republicas nos bairros e lá construíram
um novo país, o da transgressão cultural, a contra cultura.
Em portas fechadas nas
republicas, que eram consideradas bacanais, deram origens a diversos novos
comportamentos culturais, se desgarrando do mundo ocidental.
Os caetanos, os buarques, os novos baianos, o pessoal do Ceará, de minas gerais, os gaúchos paraibanos e pernambucanos criaram este Brasil dos brasileiros, sem se esquecer, do novo polo cultura, formados por jovens gênios brasilienses, Legião Urbana, Capital Inicia, Plebe Rude, Aborto Elétrico, Cássia Eller e Mel da Terra.
Foi a saída do normal, a semente plantada neste
pomar rico, eclético e genuinamente nosso. O abandono do paletó, das roupas de pompas dos artistas, a liberdade de expressão e a liberdade do figurino fizeram a diferença para toda a população. Valeu.
Judith
Butler
Para esta
estudiosa não existe óbice, uma
desbravadora do mundo atual e a conquistas sociais dos grupos chamados de
minorias.
Precursora
de vários movimentos de liberdades e cidadania, procurando mostrar as agruras
das performatividades dos seres humanos, nesta complexa e homofóbica sociedade.
A Butler conseguiu,
com os seus estudos, que a população oprimida pela orientação sexual, perdessem
o medo e a vergonha e passassem a assumir a sua identidade sexual.
Disse a
autora q eu, ao mostrar a sua verdadeira
identidade, o ser passa a viver a sua realidade , muitas dificuldades desaparecerão,
passando a se uma das principais propriedades de inclusão social.
Uma Performance
falsa, não deixa de ser uma das maneiras de matar a cidadania identitária, é
perder os direitos constitucionais e de
viver sem a conquistada alforria.
Seja você,
seja respeitado, se imponha e vida a vida de frente.
Anule os
preconceitos externos e viva a sua real cidadania .
Iderval
Reginaldo Tenório
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