Vorcaro é preso pela PF por determinação de André Mendonça
Ministro também determinou ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens no montante de até R$ 22 bilhões
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeita de fraudes. A ordem foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira decisão após assumir a relatoria do processo.
Vorcaro é preso pela PF por determinação de André Mendonça
Ministro também determinou ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens no montante de até R$ 22 bilhões
A polícia cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.
"Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas", informou a PF.
A operação investiga a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Em novembro do ano passado, na primeira fase da operação, Vorcaro chegou a ser preso quando estava prestes a embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Em janeiro, a PF realizou a segunda fase da Operação Compliance Zero. A ofensiva incluiu buscas em imóveis associados a Daniel Vorcaro. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que, somados, ultrapassam R$ 5,7 bilhões. Na ocasião, foram apreendidos 39 celulares, 31 computadores, 30 armas, R$ 645 mil em dinheiro em espécie e 23 veículos, avaliados em cerca de R$ 16 milhões.
O cunhado de Vorcaro, o empresário Fabiano Zettel, alvo da sgeunda fase operação, chegou a ser detido quando estava em um aeroporto com destino também a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele foi liberado em seguida. A defesa do banqueiro afirmou na época que ele colabora "continuamente" com as investigações. O empresário Nelson Tanure também foi alvo da operação na época.
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