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Zeconildo um jovem do futuro.
É meio dia, Zeconildo abre os olhos e ainda cansado faz
esforço para se levantar. Estica as pernas, levanta os braços, retira o lençol
e num gesto de preguiça, boceja e escancara a boca o máximo
possível.
Diante dos 22 anos e dos seus 80 quilogramas, de puros músculos, precisa repor as energias, o jovem precisa comer
Vai até a cozinha, cueca de marca a delinear o corpo,
regada das nádegas à mostra e documentos sexuais em alto relevo.
Fuça as frias panelas deixadas pela mãe, encontra
ressecados pedaços de frango, arroz e feijão requentados. Diante do
encontrado, resmunga a lamentar a vida e sai à procura de um bocado
melhor.
Zeconildo só volta após encher a pança e visitar uma academia de ginástica por duas horas, tudo para delinear os músculos. Refresca o atlético corpo com água morna, apara a barba e as sobrancelhas, aplica um gel fixador nos cabelos, veste uma roupa esportiva, de marca, colada ao corpo e some para a lida diária.
Diz peremptoriamente que é acadêmico, jura que cursa jornalismo com comunicação.
Um colega buzina na sua porta. Às pressas faz uso de um energético e bem perfumado, sem livros, lápis ou cadernos toma o caminho da escola.
Dorme de duas a três noites por semana, na casa dos colegas, todos sem empregos e igualmente turbinados. Pertencem à mesma tribo, fazem o mesmo curso e falam a mesma língua.
É exigente no calçar e no vestir, perfume só do bom, não come
gordura, açúcar e nem se arrisca a roer ossos para não estragar os dentes.
Gosta de suplementos vitamínicos e complementos proteicos, é chegado a produtos
turbinados.
O garoto é fino no trato, excelente acadêmico em todas
as matérias, tira dez nos halteres, bicicletas, elípticos, esteiras,
anilhas e barras, anualmente passa por média.
Passeia nas redes sociais com o melhor dos equipamentos e em
plataformas especiais, é discreto, não utiliza o nome original, é
um sujeito simples, o pseudônimo é a sua marca.
O menino é um futurista antenado, é o cara.
Salvador 15 de Fevereiro de 2026
Iderval Reginaldo Tenório
Escutem de Rozil Cavalcante na voz de Luiz Gonzaga
Faz Força Zé - Luiz Gonzaga - YouTube
Viva o forró de Zé Lagoa!
É hoje!
Quem quiser vida folgada
De viver sem trabalhar
Que procure moça rica
Ou butija pra arrancar
Tirar sorte grande para se arrumar
Oi! Faz força Zé, para melhorar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar
Quem não gosta do trabalho
Diz que camisa não dá
Encontrando um bolso aberto
É capaz de aproveitar
Tipo perigoso até no falar
Oi! Faz força Zé, para melhorar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar
Homem que tem a mão fina
'Troce o rosto no falar
Pinta unha, faz de conta e capricha no andar
Cuidado nele porque dá azar
Oi! Faz força Zé, para melhorar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar
Ehe, Campina Grande, terra afamada
Tô sentindo saudade
Das caboclas da Fazenda Nova
Mas eu vou quebrar é na Serra da Bocaina
Ah, menino!
Quando eu boto
Aquele paletozinho que mãe fez
Nós assim com um terno faz efeito
Não há quem 'arriseste
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar
Faz força Zé, para melhorar
O homem não vai sem trabalhar
Fonte: Musixmatch
Compositor: Rosil Cavalcanti

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