sábado, 16 de maio de 2026

Pedro, o cachorro leão e a onça pintada.

 

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CRÔNICAS DO NORDESTE.

Lendas e Causos

Pedro, o cachorro leão e  a onça pintada.

Pedro,  de dona Zefinha,   acordou  pela madrugada, o clarão do sol começava a esconder a luz da lua.

Manhã fria de um azul profundo,  sem uma nuvem no céu.

Pedro foi ao terreiro, se espreguiçou, com uma raspa  da casca do Juazeiro limpou os dentes  e passou água no rosto.

Cuidou das 3 cabras e dos cabritos, ordenhou a vaca mãezinha, botou água no pote da cozinha, sentou para tomar seu café, com cuscuz  e charque assada na brasa.

Pedro vivia para a sua mãe, tudo que fazia era  em benefício da genitora. Rapaz bonito, sertanejo forte, sadio, trabalhador ao extremo, gentil e muito educado, homem pacato e de muita coragem.

Era  sábado, dia de feira livre no povoado de Pedra Preta, confins do alto sertão nordestino.

Perguntou  a sua mãe o  que queria da  feira. Pegou o bizaco de caçador, a velha  lazarina, o chapéu de palha, o facão e arribou para Pedra Preta, distava  légua e meia do sítio.

Chegou à  feira, comprou os mantimentos e  duas bacias de  flandres,  uma Alpercata, chumbo, bucha, pólvora e espoleta. Foi tomar uns tragos com uns amigos,  pois ninguém é de ferro e  também era filho de Deus. Dizem que, quando o diabo não vem, manda o secretário, parece que isso é verdade.

O môço após três lapadas  de cana,  das boas, estava um pouco alegre. Deu de vista com uma cabocla, cor de jambo, muito bonita,  corpo bem feito e um lindo sorriso, os olhares se cruzaram,  Pedro ficou animado.

Tomou mais  duas cachaças e de butuca na morena,  quando sentiu um grande murro nas costas, que o jogou ao chão. De pronto levantou pra brigar. Notou que o desafeto estava armado de faca, deu um passo para trás e se preparou para o pior, só não ia correr do pau,  pois era macho, caboclo paraibano dos bons.

O cabra correu pra cima  e ele revidou, se atracaram.  Pega e fura ali, murro aqui e acolá, Pedro foi ferido pela faca no braço, caíram um por cima do outro, ouviu-se um grito forte e depois o  silêncio…

O problema é que,  quando o namorado da morena, eis aí o motivo da briga,  caiu, o representante do diabo fez a sua estripulia, a faca virou a afinada ponta  e penetrou profundamente no peito do desafeto, atingiu o coração, o mesmo morreu na hora.

Pedro se apavorou, pegou seus piqualhos, sua lazarina  e caiu no ôco do mundo caatinga  adentro  por cima de pau, pedra,  espinho e o mais que tivesse pela frente. Só não queria ser preso. Preso não, isso nunca...

Andou na mata fechada o resto da tarde e um bom pedaço da noite,  evitando as moradias  esparsas  do sertão. Se embrenhou o mais que pode no carrasco sertanejo, tinha o sertão na palma da mão.

Parou exausto, já tarde. Bebeu a água da cabaça, escorou-se  em uma pedra e adormeceu profundamente, ali ninguém ia lhe procurar.

Acordou cedo, como sempre, e deu de cara com uma vista muito bonita. Tinha dormido perto de um córrego e um verde vale  ao pé da Serra. Fez uma pequena fogueira, pegou água na bacia de flandres, ferveu e fez o café.

Quando aconteceu o ocorrido, já tinha comprado os mantimentos. Explorou os arredores e decidiu fazer acampamento no local, assim o fez.  Com o passar dos tempos fixou residência.

Depois de anos, trouxe a sua mãe, construiu uma pequena casa de taipa  e ocupou o vale.  Ninguém apareceu para reclamar a posse das terras. Casou com uma moça da vizinhança,  porém não teve filhos.

Possuía um cachorro e  se encheu de amores pelo bicho… era seu companheiro, guarda costa, ajudante, tudo enfim, o fiel e corajoso amigo,  o nome era Leão, eram verdadeiros irmãos.

Pedro progrediu no seu arraial,  era um incansável trabalhador.  Tinha no curral meia dúzia  de vacas, alguns bezerros,  um bode, uma trinca de cabras e dois cabritos. A sua mulher  era prendada, criava galinhas caipiras, perus, patos e galinhas-d'angola.

Numa bela noite, acordou com o latido  do cachorro Leão ecoando para as bandas do curral, levantou, pegou a lazarina e foi ver o que estava acontecendo.

No curral leão estava indócil,  porém no escuro não deu para enxergar o que tinha acontecido, acalmou o cachorro e voltou para casa.

Ao amanhecer, foi ao  curral e deu de cara com o acontecido…uma onça pintada apareceu e levou uma bezerrinha. Ficou louco da vida e resolveu de imediato  caçar a bicha, poderia inclusive perder todos os seus animais.  Dali para frente, a onça poderia fazer morada no seu aconchego. A onça foi condenada á morte para o bem dos seus animais.

No outro dia, preparou todos os apetrechos, chamou Leão e bateram um longo papo sobre o ocorrido na noite anterior, diga-se de passagem, ele gostava de trocar ideias com seu  amigo.

O dia era  sexta feira, todavia tinha um detalhe, era sexta feira santa, um dia sagrado para todos os sertanejos nordestinos. A sua   mulher falou para ele não ir naquele dia, fosse no sábado, era melhor. Pedro estava irredutível, chamou Leão  e partiram para a caçada.

Andou toda a manhã e nada de Leão dá sinal de ter farejado algo. Ao meio dia parou em uma sombra, comeu o farnel que dona  Rita preparou, deu de comer ao amigo e saiu à  procura da pintada.

Andou pouco,  o cachorro deu o sinal de ter farejado algo…foi pé ante pé, ele e leão, e por trás de uma  pedra estava a onça dando de mamar aos dois filhotes. Parou, mirou a espingarda na cabeça da bichana e ao puxar gatilho, preparando-o para o disparo, o estalido da engrenagem despertou   a onça e   Pedro ouviu um  grito de socorro.

"Pelo amor de Deus meu senhor, não me mate não, tô dando de comer aos meus filhos".

Menino, Pedro largou a lazarina no chão, virou-se e deu uma  carreira   por mais de uma légua, tão em disparada que perdeu as alpercatas e Leão nos seus calcanhares. Ambos  caíram  prostrados debaixo de uma moita  por mais de duas horas.

Quando  Pedro despertou  e ainda ofegante,  olhou para  o cachorro Leão e falou…

"Minha nossa senhora Leão, pelos poderes de Deus, nunca vi onça falar".

E Leão de pronto respondeu:

"Nem eu"!

Eita nordeste bom. Tem cada "causo" né?

 

Marcos Sales e Iderval Tenório

SSA, 02/09/2021

 

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24 de abr. de 2013 · Vídeo enviado por J

A terceira margem do rio. Guimaraes Rosas. Um conto para a vida em 15 minutos.

 

Amigos, muitas vezes em 15 minutos de escutação, o ser humano faz uma viagem pelos mais longínquos e profundos espaços reais, que estão  armazenados,  hibernados e à espera de um um dia aflorar na mente. 

O João Guimarães Rosas, nascido em  Cordisburgo, Minas Gerais no 27 de junho de 1908  e falecido  no Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967, mostra em 15 minutos todas as propriedades de uma existência.

Pegue 15 minutos e em silêncio, só ou acompanhado de uma, duas ou mais pessoas e faça esta empolgante viagem.  Viaje no tempo, no espaço e nos laços familiares, seja humano e agradeça de coração ao mestre Guimarães por este presente, que como o sol reverbera para todos sem distinção, isto é CIDADANIA.

Ganhe na vida em 15 minutos, uma eternidade. 

Apenas escute, apenas veja, apenas reflita. Seja apenas humano, apenas.

Um conto, em vídeo, com muita alma, que vale talvez bilhões e bilhões de  contos, porém é apenas um conto,  apenas,  porém de um dos  maiores contistas do mundo,   JOÃO GUIMARAES ROSAS. 

Fique em silêncio num aposento privado e mergulhe neste conto, já falei, é apenas um conto, mas que conto. 

Depois conte para os amigos a existência deste conto.

Enviado a este pecador pela Professora mineira, nascida em Brumadinho, MG, e um ícone na medicina brasileira.

Dra. Maria do Carmo Friche Passos, Presidente na Gestão 2015/2016, compartilha a sua trajetória e detalhes sobre o período em que presidiu a Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Iderval Reginaldo Tenório

A IDOLATRIA, O ÓDIO E O BRASIL .

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Amigos, o  país está perdido e enfermo.

As suas células estão em decomposição.

Não existem mais instituições políticas, partidos, judiciário, sindicatos, autarquias, cooperativas e tudo que mexe com dinheiro em  obras publicas, empresas diversas, bancos,  igrejas, loterias, Bets, Internet, escolas, esportes,  campanhas, as chamadas vaquinhas ,quartéis, policias estaduais, federais,  exército, agencias reguladoras, universidades públicas, privadas e quaisquer tipos de influencias estão contaminadas com a corrupção, isto é, possuem membros do seu quadro metidos com a desonestidade e falcatruas, ainda bem que é num percentual pequeno, mas existem, quais os motivos ?

A população, independente do nível social e cultural, está dilacerada, partida e  dividida em dois grupos.

Cada um  pensa que é o dono da inteligência, da honestidade, das virtudes  e cheio de razão, atribui  ao outro  a desonestidade e enxergam os componentes  como  asnos, muares,  equinos, cobras e insetos. Quando na realidade, os dois grupos atuam como idólatras e subservientes.

Os componentes de um grupo falam que  são da  esquerda e os do outro,  da direita. Na verdade, na verdade, mais de 80% não sabem o que está falando, se é do sul, leste, oeste, norte  ou do faroeste, é o samba do crioulo doido.     Com este pensamento,   anulam-se  o diálogo, a convivência salutar e o respeito, a nação transforma-se num caldeirão de desentendimento tóxico. 

A sociedade está doente, é uma doença crônica e o tratamento é complexo, tem que ser tratada na raiz, da fecundação perpassando pela  gestação até o nascimento. Merece cuidado, notadamente dando ênfase   à  primeira infância, dos zero aos oito anos.

Urge a presença marcante e responsável dos pais, notadamente da MÃE, em todas as etapas deste período. Será que este não é um dos motivos, dentre outros? E O PRINCIPAL.

Se a Sociedade está doente e os vetores( vírus e bactérias) estão mergulhados nos vasos, no âmago, estão contaminados todos os setores sociais.

Urge um diagnóstico preciso e um tratamento adequado, uma vez que o moribundo( o PAÍS) é imortal. É maior do que a doença que o mantém estagnado no leito, no caso do Brasil há séculos. Existe um ditado popular que diz:

O BRASIL É MAIOR DO QUE O ABISMO E   EU COMPLEMENTO: FICA ENGACHADO NA GRANDE BOCA DA CRATERA, ISTO É, ENGASGADO, SEMPRE FAZENDO PARTE DO SUBMUNDO, APESAR DAS GRANDE RIQUEZAS NATURAIS.

O LEMA MAIS VISTO É: LEVAR VANTAGENS EM TUDO. OS GANGSTERES ESTÃO SOLTOS E ATUANTES.      

Os impostos  escorchantes estão asfixiando o Pais e os  idólatras de ambos os grupos , como hienas, rindo enquanto afundam sem destino.

Iderval Reginaldo Tenório

 

 

O CORONÉ E A LUA DE MÉ.