sábado, 31 de janeiro de 2026

VALE A PENA SER MÉDICO. ASSITAM ESTE VIDEO.

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                                                     VALE A PENA  SER MÉDICO.


                         ASSISTAM PELO MENOS OS 30 PRIMEIROS  MINUTOS.

                  DEPOIS DAS   PALAVRASDO DR FRANCISCO HORA, TENHO CERTEZA  QUE ASSISTIRÃO MAIS DE UMA VEZ. DIVULGUEM PARA TODOS OS SERESS HUMANOS..


                                       

 IDERVAL REGINALDO TENÓRIO(CEARÁ)

No ano 2000, o Brasil possuía 104 Faculdades de Medicina e colavam grau, 7 mil médicos por ano.   80% das Escolas  eram públicas  e de excelente qualidade,   20% privadas e que   nada deviam às Públicas, exemplo mor é em Salvador,  onde a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Publica não guardava nenhuma diferença com a FAMED/UFBA. 

Raros eram os professores que não atuavam nas duas muitos  figuravam como ícones da Medicina Brasileira e alguns da Medicina  internacional,  não citarei nomes para não cometer injustiças com os demais.     

Hoje, 2026,  são 400 escolas, 80% privadas e apenas 20% Públicas, houve uma brutal inversão. Colam grau de 35 a 50 mil médicos por ano, fora os oriundos do MERCOSUL, muitos por liminar na graduação e no revalida. Na última prova de proficiência, em 2025, o resultado nacional foi pífio e preocupante.  

A medicina brasileira virou comércio e  classificada como produto, foi mercantilizada. Gasta-se por aluno de 1,0 a 1,2  milhão de reais para formar um médico, que equivale a  200 mil dólares para concretizar o sonho de uma família e o resultado termina em pesadelo.

Os alunos que passavam nos vestibulares de ambas as faculdades, que  eram de igual qualidade, geralmente eram conhecidos nos respectivos colégios. 

Os colegas, os professores e todos falavam: "Os alunos que mais se dedicam e tiram as melhores notas farão Medicina, engenharia e física", para cursar medicina a vontade vinha do âmago, vinha do Eu de cada estudante, ao ler o seu nome na lista dos aprovados era regozijo para a família, vizinhos, amigos, colegas e todos que viram o seu crescimento, do nascimento até aprender a voar para outras plagas em busca do conhecimento. A disputa era ferrenha, pois mais de 98% dos alunos eram desta qualidade, o curso científico era levado a sério. 

Os jovens eram focados no respeito aos pais, no suor de cada um dos genitores, dos avós e deviam gratidão aos dedicados professores na sua formação. 

O aluno era admirado e respeitados pelos seus professores e  colegas de turma, do curso  fundamental e médio à  faculdade. O compromisso  era acadêmico, altruísta  e dedicado à comunidade, mais de 60% eram oriundos do interior e de capitais de todo o Nordeste, muitos vinham de escolas públicas.

O custo mensal, em dinheiro, das Escolas Privadas era justo,  era ao alcance da sociedade, tanto que muitos passavam nas duas e optavam pela Bahiana de Medicina, outros   cursavam Odontologia na Federal e Medicina na Bahiana, alguns  colaram grau nas duas.  

Muitos eram agraciados com bolsas proporcionais ao poder aquisitivo da família e outros eram  agraciados pelo  crédito educativo, criado e implantado na década de 1970, chamado  Programa de Crédito Educativo, precursor do FIES.  Era voltado para estudantes de baixa e média  renda, e de estudantes  oriundos dos mais longínquos   rincões do semiárido Nordeste, na maioria das vezes,  o primeiro da família a entrar numa Universidade. Cursavam com sangue, fibra, coragem e dedicação. O programa era  financiado e operado pela Caixa Econômica Federal. 

O  mais admirável era a consciência de algumas  famílias e dos próprios jovens, muitos falavam:

" Deixarei a minha vaga para os mais necessitados e vou cursar Medicina na PARTICULAR"

Veja a que ponto chegava a ética na sociedade, uma vez que os futuros médicos, dos anos  50 até os anos 90, eram filhos de professores do interior, pequenos e médios comerciantes,  comerciários, militares,  bombeiros, agricultores e pecuaristas  de subsistência, carteiros, Pastores, funcionários do IBGE, ESTATAIS,  BB, BNB, CEF, BANEB,  outros de família de melhor poder aquisitivo  e de nível superior, o normal na sua trajetória de vida.  

Não  se falava de sexo, etnias, raças ou direcionamento sexual, todos gozavam dos mesmos direitos e deveres, quando um pobre entrava na faculdade, por cursar o fundamental e médio numa escola publica de qualidade, não era manchete de jornais e nem Outdoornão era combustível e nem buchas de campanhas  para   políticos ou partidos.

O injusto, devido os  quatro séculos de escravização, era o pequeno número de negros e indígenas,  porém, os 4% que cursavam medicina, geralmente estavam entre os 5 melhores alunos da turma, mesmo porque todos os brasileiros são da mesma raça, o que diferencia é o poder aquisitivo e a escolaridade dos genitores. 

Assim eram distribuídos os alunos de acordo com o declarado  no censo do  IBGE: 69,9%% Brancos26% Pardos, 4% negros e não mais de  0,01% de etnia indígena ou descente de terceiro ou quarto grau.  

Quanto ao sexo, 36% feminino e 64%  masculino. Algo de bom aconteceu, a democratização da Medicina. Hoje 51% dos profissionais da medicina são  mulheres e na Residência ultrapassam os 53%, inclusive nas áreas antes masculinas, as cirúrgicas.

Foi este modelo, até o ano 2000 implantado em todo o Brasil, que deu origem a uma das melhores medicina do Mundo e de  médicos de destaques no país e no mundo. Este modelo de escola  proporcionou a formação de excelentes profissionais generalistas e   em todas as áreas de atuação,  e que foram capilarizados pelo Brasil,  levando a seiva da vida e da ética  para todo o território nacional.

Os Profissionais  Médicos, que adotavam uma cidade para morar, atuavam com amor, beneficência, benevolência e gratidão ao seres humano que permitiam a sua labuta  em tão nobre profissão, tinham consciência que os mais pobres precisavam dos seus cuidados.

Mesmo sem os modernos equipamentos e exames laboratoriais avançados,  os médicos atuavam com proficiência,  seu principal trunfo era a SOBERANA CLINICA e o legado de cada professor, chamados de  MESTRES. 

Ao examinar ou operar um ser humano, vinha e vem  na  cabeça as palavras, os ensinamentos, as manobras, o rosto, o interesse e a dedicação de cada professor,  de cada colega do internato, da Residência e a gratidão a todos os pacientes atendidos na sua formação, muitos foram tão fortes e marcantes, que ainda hoje  têm nome, endereço e voz. O verdadeiro médico, além da ciência, traz consigo infindáveis formações, principalmente no tocante ao social e ao coletivo. 

O que marcava nos médicos era o prazer, o orgulho e a humildade  de SER MÉDICO, pois desde o ensino infantil, fundamental e médio já se enxergava quem era a mórula, embrião, feto  e depois  um profissional da Medicina,  UM MÉDICO.

Foi assim que muitos resolveram ser  Médicos  e é assim que muitos ainda sonham, porém, o país não permite mais a realização deste sonho:  "SER MÉDICO,  REALMENTE MÉDICO".

                         Salvador, 31 de Janeiro de 2026

                          Iderval Reginaldo Tenório

               Primeiro ano de   Medicina em 1976 . FAMED/ H. DAS CLINICAS

                      Formado em Medicina em 1982. FAMED/UFBA                                   

HUPES. HGV. MATERNIDADE CLIMÉRIO DE OLIVEIRA.  HOSPITAL COUTO MAIA.   ARISTIDES MALTEZ. MATERNIDADE TSYLA BALBINO. HOSPITAL PORTUGUÊS. HOSPITAL ESPANHOL. HOSPITAL ANA NERY .  HOSPITAL CENTRAL ROBERTO SANTOS.


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VALE A PENA SER MÉDICO. IDERVAL REGINALDO TENÓRIO(CEARÁ)

 


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   VALE A PENA  SER MÉDICO.
 IDERVAL REGINALDO TENÓRIO(CEARÁ)

No ano 2000, o Brasil possuía 104 Faculdades de Medicina e colavam grau, 7 mil médicos por ano.   80% das Escolas  eram públicas  e de excelente qualidade,   20% privadas e que   nada deviam às Públicas, exemplo mor é em Salvador,  onde a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Publica não guardava nenhuma diferença com a FAMED/UFBA. 

Raros eram os professores que não atuavam nas duas muitos  figuravam como ícones da Medicina Brasileira e alguns da Medicina  internacional,  não citarei nomes para não cometer injustiças com os demais.     

Hoje, 2026,  são 400 escolas, 80% privadas e apenas 20% Públicas, houve uma brutal inversão. Colam grau de 35 a 50 mil médicos por ano, fora os oriundos do MERCOSUL, muitos por liminar na graduação e no revalida. Na última prova de proficiência, em 2025, o resultado nacional foi pífio e preocupante.  

A medicina brasileira virou comércio e  classificada como produto, foi mercantilizada. Gasta-se por aluno de 1,0 a 1,2  milhão de reais para formar um médico, que equivale a  200 mil dólares para concretizar o sonho de uma família e o resultado termina em pesadelo.

Os alunos que passavam nos vestibulares de ambas as faculdades, que  eram de igual qualidade, geralmente eram conhecidos nos respectivos colégios. 

Os colegas, os professores e todos falavam: "Os alunos que mais se dedicam e tiram as melhores notas farão Medicina, engenharia e física", para cursar medicina a vontade vinha do âmago, vinha do Eu de cada estudante, ao ler o seu nome na lista dos aprovados era regozijo para a família, vizinhos, amigos, colegas e todos que viram o seu crescimento, do nascimento até aprender a voar para outras plagas em busca do conhecimento. A disputa era ferrenha, pois mais de 98% dos alunos eram desta qualidade, o curso científico era levado a sério. 

Os jovens eram focados no respeito aos pais, no suor de cada um dos genitores, dos avós e deviam gratidão aos dedicados professores na sua formação. 

O aluno era admirado e respeitados pelos seus professores e  colegas de turma, do curso  fundamental e médio à  faculdade. O compromisso  era acadêmico, altruísta  e dedicado à comunidade, mais de 60% eram oriundos do interior e de capitais de todo o Nordeste, muitos vinham de escolas públicas.

O custo mensal, em dinheiro, das Escolas Privadas era justo,  era ao alcance da sociedade, tanto que muitos passavam nas duas e optavam pela Bahiana de Medicina, outros   cursavam Odontologia na Federal e Medicina na Bahiana, alguns  colaram grau nas duas.  

Muitos eram agraciados com bolsas proporcionais ao poder aquisitivo da família e outros eram  agraciados pelo  crédito educativo, criado e implantado na década de 1970, chamado  Programa de Crédito Educativo, precursor do FIES.  Era voltado para estudantes de baixa e média  renda, e de estudantes  oriundos dos mais longínquos   rincões do semiárido Nordeste, na maioria das vezes,  o primeiro da família a entrar numa Universidade. Cursavam com sangue, fibra, coragem e dedicação. O programa era  financiado e operado pela Caixa Econômica Federal. 

O  mais admirável era a consciência de algumas  famílias e dos próprios jovens, muitos falavam:

" Deixarei a minha vaga para os mais necessitados e vou cursar Medicina na PARTICULAR"

Veja a que ponto chegava a ética na sociedade, uma vez que os futuros médicos, dos anos  50 até os anos 90, eram filhos de professores do interior, pequenos e médios comerciantes,  comerciários, militares,  bombeiros, agricultores e pecuaristas  de subsistência, carteiros, Pastores, funcionários do IBGE, ESTATAIS,  BB, BNB, CEF, BANEB,  outros de família de melhor poder aquisitivo  e de nível superior, o normal na sua trajetória de vida.  

Não  se falava de sexo, etnias, raças ou direcionamento sexual, todos gozavam dos mesmos direitos e deveres, quando um pobre entrava na faculdade, por cursar o fundamental e médio numa escola publica de qualidade, não era manchete de jornais e nem Outdoor, não era combustível e nem buchas de campanhas  para   políticos ou partidos.

O injusto, devido os  quatro séculos de escravização, era o pequeno número de negros e indígenas,  porém, os 4% que cursavam medicina, geralmente estavam entre os 5 melhores alunos da turma, mesmo porque todos os brasileiros são da mesma raça, o que diferencia é o poder aquisitivo e a escolaridade dos genitores. 

Assim eram distribuídos os alunos de acordo com o declarado  no censo do  IBGE: 69,9%% Brancos, 26% Pardos, 4% negros e não mais de  0,01% de etnia indígena ou descente de terceiro ou quarto grau.  

Quanto ao sexo, 36% feminino e 64%  masculino. Algo de bom aconteceu, a democratização da Medicina. Hoje 51% dos profissionais da medicina são  mulheres e na Residência ultrapassam os 53%, inclusive nas áreas antes masculinas, as cirúrgicas.

Foi este modelo, até o ano 2000 implantado em todo o Brasil, que deu origem a uma das melhores medicina do Mundo e de  médicos de destaques no país e no mundo. Este modelo de escola  proporcionou a formação de excelentes profissionais generalistas e   em todas as áreas de atuação,  e que foram capilarizados pelo Brasil,  levando a seiva da vida e da ética  para todo o território nacional.

Os Profissionais  Médicos, que adotavam uma cidade para morar, atuavam com amor, beneficência, benevolência e gratidão ao seres humano que permitiam a sua labuta  em tão nobre profissão, tinham consciência que os mais pobres precisavam dos seus cuidados.

Mesmo sem os modernos equipamentos e exames laboratoriais avançados,  os médicos atuavam com proficiência,  seu principal trunfo era a SOBERANA CLINICA e o legado de cada professor, chamados de  MESTRES. 

Ao examinar ou operar um ser humano, vinha e vem  na  cabeça as palavras, os ensinamentos, as manobras, o rosto, o interesse e a dedicação de cada professor,  de cada colega do internato, da Residência e a gratidão a todos os pacientes atendidos na sua formação, muitos foram tão fortes e marcantes, que ainda hoje  têm nome, endereço e voz. O verdadeiro médico, além da ciência, traz consigo infindáveis formações, principalmente no tocante ao social e ao coletivo. 

O que marcava nos médicos era o prazer, o orgulho e a humildade  de SER MÉDICO, pois desde o ensino infantil, fundamental e médio já se enxergava quem era a mórula, embrião, feto  e depois  um profissional da Medicina,  UM MÉDICO.

Foi assim que muitos resolveram ser  Médicos  e é assim que muitos ainda sonham, porém, o país não permite mais a realização deste sonho:  "SER MÉDICO,  REALMENTE MÉDICO".

                         Salvador, 31 de Janeiro de 2026

                          Iderval Reginaldo Tenório

               Primeiro ano de   Medicina em 1976 . FAMED/ H. DAS CLINICAS

                      Formado em Medicina em 1982. FAMED/UFBA                                   

HUPES. HGV. MATERNIDADE CLIMÉRIO DE OLIVEIRA.  HOSPITAL COUTO MAIA.   ARISTIDES MALTEZ. MATERNIDADE TSYLA BALBINO. HOSPITAL PORTUGUÊS. HOSPITAL ESPANHOL. HOSPITAL ANA NERY .  HOSPITAL CENTRAL ROBERTO SANTOS.


      VALE A PENA  SER MÉDICO.


                         ASSISTAM PELO MENOS OS 30 PRIMEIROS  MINUTOS.

                  DEPOIS DAS   PALAVRASDO DR FRANCISCO HORA, TENHO CERTEZA  QUE ASSISTIRÃO MAIS DE UMA VEZ. DIVULGUEM PARA TODOS OS SERESS HUMANOS.

 IDERVAL REGINALDO TENÓRIO
Vale a Pena Ser Médico? Portal CRM-PR: https://www.crmpr.org.br/ Vídeo Institucional produzido em 2004, com participação de Rubem Azevedo ...
YouTube · CRM-PR · 23 de out. de 2013

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O Irã, as mortes, os idólatras apoiadores que riem diante da NECROPOLÍ...

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A  idolatria aos sanguinários ditadores  do mundo, mostra como a mente do ser humano pode ser manipulada. 

Basta o líder puxar o cabresto ou como  Ivan Pavlov, balançar o sino, para que os idolátras  sigam sem contestar e sem uma análise crítica dos fatos.

Inflam-se de ódio e com a certeza de estão no caminho certo grita:   Somos  pelas ditaduras e contra as democracias plena, nas quais o governo deveria escutar e realizar  os anseios do Povo, uma vez que, depois de Eleito o grupo vencedor tem que governar para todos.

O mundo está doente, dividido e plantando discórdias na população. Guerras civis eliminaram milhões de vidas nestes eventos.  Ninguém sabe o que pode acontecer com as  nações no futuro com estes embates morais, políticos, ideologicos e preconceituosos no seio da  população.

Tais quais os embates religiosos, que mataram milhões de opositores nos tempos das brutalidades
, o mundo encontra-se em ebulição. 
 
Por um pensamento político, irmãos, colegas,   amigos, parentes e os cidadãos de uma maneira em geral estão perdendo a civilidade e disparam farpas para todos os lados, em apoio aos seus adestradores, isto é no mundo todo. 
O mais triste é que, de um político e da política, só se conhece 10%, esta área como um compressor, é  hemeticamente fechado, é como um sepulcro caiado, só se conhece e se vê as partes externas.
                  Iderval Reginaldo Tenório 
 
  • Os embates religiosos do passado moldaram fronteiras e sociedades através de conflitos sangrentos, perseguições e disputas de poder. Destacam-se as Cruzadas (sécs. XI-XIII) entre cristãos e muçulmanos pela Terra Santa, a Inquisição e caça às bruxas, e a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), que devastou a Europa após a Reforma Protestante. 
    Principais embates e contextos históricos:
    • Cruzadas (1095-1291): Série de guerras santas cristãs para conquistar Jerusalém e o domínio da Terra Santa contra os muçulmanos.
    • Inquisição e Perseguições: A Igreja Católica perseguiu "hereges" e outros grupos durante a Idade Média e Moderna. A caça às bruxas foi um dos episódios de intolerância.
    • Reforma Protestante e Guerras Religiosas (Séc. XVI-XVII): A ruptura de Lutero com Roma dividiu a Europa, resultando em conflitos, como a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), que devastou a Alemanha.
    • Reforma Anglicana (1534): Henrique VIII rompeu com a Igreja Católica, tornando o monarca líder da Igreja na Inglaterra após a recusa do Papa em anular seu casamento.
    • Perseguições no Brasil Colonial/Imperial: Práticas de religiões de matriz africana, judaísmo e islamismo foram reprimidas pelas Ordenações Filipinas e códigos criminais.
    • Conflitos Primitivos: Perseguição aos primeiros cristãos no Império Romano e definição de dogmas no Concílio de Niceia (325). 
    Esses conflitos, frequentemente mesclados com interesses políticos e territoriais, resultaram em perdas humanas significativas e na reconfiguração do poder na Europa e no mundo. 
Iderval Reginaldo Tenório
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Morre em Juazeiro do Norte DONA LOURDES MARQUES. 97 anos.

 

 

 Morreu em Juazeiro do Norte a Sra Maria de Lourdes Marques.

Juazeiro do Norte, Sul do Ceará, Capital do Cariri e a Capital da Fé perdeu hoje uma de suas  páginas viva de sua história, DONA LOURDES, deixando órfãos toda a população e principalmente o bairro do  SOCORRO, no qual era  a última das rainhas vivas para todos nós criados no coração da Cidade do Padre Cícero,  e que tínhamos como uma verdadeira mãe.  

À proporção que as mães biológicas iam para o Céu, dona Lourdes, maternalmente, além dos seus 13 filhos biológicos,  ganhava esta titularidade e  exercia este mister com todo o rigor materno.  

Filha de João Marques da Silva e de Maria Carmina da Conceição, Lourdes Marques, nasceu no dia 25 de janeiro de 1929 em Juazeiro do Norte, na Quadra São Vicente, próximo da Rua do Salgadinho, Rua Praça do Cinquentenário, hoje chamada de Trav. Maria Gonçalves ou Praça do Memorial.   

                                 Todos estamos de LUTO e eu mais ainda.

                                          Iderval Reginaldo Tenório 

                "Eita moreno, tu estais é bonito"  

Esta era a sua recepção quando chegava    de Salvador para visitar dona Lourdes em Juazeiro, depois de viajar opara Salvador para estudar em 1974. 

Dizia que eu estava com a cara de baiano, porém com o jeito, o sotaque, o caminhar e a alegria do típico cearense, ele não muda, é um danado. É médico em Salvador e aqui continua um menino. 

Falava    que o sol da Bahia, o vatapá, o acarajé e as praias de Salvador  conseguiram bronzear a pele, porém não conseguiram apagar o seu interior e sim aumentaram a sua cearencês.

                         " Eita menino inteligente" 

Era assim que a minha mãe biológica, Antonia Reginaldo da Silva e a mãe substituta Maria de  Lourdes Marques me tratavam.

                               Iderval Reginaldo Tenório 

Em nome de Lairton Marques e Luzenilde Marques, os meus queridos   BITO e Nilde, estendo para toda a familia os meus sentimentos. Dona Lourdes morreu para o  mundo material e continua viva no âmago de cada um de nós.        Iderval Reginaldo Tenório

  


Abaixo uma matéria da escritora juazeirense. TEREZA NEUNA M. MARQUES .
No Portal do Juazeiro. Matéria completa e com precisão.  A escritora é viúva do grande  Daniel Marques,  sobrinho de dona Lourdes , é  também considerada Sobrinha VIP.

Lourdes Marques e sua história de vida

























Filha de João Marques da Silva e de Maria Carmina da Conceição, Lourdes Marques, nasceu no dia 25 de janeiro de 1929 em Juazeiro do Norte, na Quadra São Vicente, próximo da Rua do Salgadinho, hoje chamada de Trav. Maria Gonçalves, ou Praça do Memorial. 

Ela conta que quando tinha de três a quatro anos, ia com seus pais  para escutar os conselhos do Padim Cícero, quando ele pregava em sua residência, na Rua São José, onde hoje funciona o Museu Padre Cícero. 

Em suas palavras ela diz: “Eu ficava bem quietinha, calada, em obediência aos meus pais, porque eles ensinavam que quando os mais velhos estavam falando criança tinha que ficar calada. Minha mãe sentava no chão,  me colocava no colo, e eu adormecia. Quando Padim Cícero terminava o sermão, ela me acordava, e a gente ia para casa. Era gente demais, o quarteirão ficava praticamente lotado. Minha mãe contava que meu pai recorria a ele para pedir a opinião sobre um determinado trabalho, um aconselhamento na verdade. 

 Lembro do dia de sua morte. Do caixão em cima da janela para o povo ver. Gente gritando, chorando, o luto, o clamor abalou o Juazeiro. Tecidos e mais tecidos pretos foram comprados para vestir a população em luto pela morte do seu maior benfeitor.” O tempo foi passando e Lourdes na companhia de seus oito irmãos. Vicente, Lia, Duca, Tonho, Zeca, Ciada, Cila e Maroly aproveitaram na medida do possível a infância, porque mesmo crianças já ajudavam nos afazeres domésticos as mulheres e os homens ajudavam o pai como ajudantes de pedreiro. 

Quando criança, ela contou que deu uma topada e arrancou a cabeça do dedo, naquela época não existia antibiótica, usava somente uma pomada amarela para cicatrizar, mas doía demais. E à noite quando deitava era que doía, então começava a chorar não deixando os irmãos dormirem.  Duca e Tonho não  suportavam vê-la chorando e o que faziam, deixavam-no no quintal e fechavam a porta. O choro aumentava ainda mais, além da dor e o medo do escuro! São memórias que ela ainda guarda presente e que me confidenciou. 

A primeira Eucaristia fez com a idade de 11 anos. E sempre alimentou um grande desejo de participar de uma Lapinha, como cigana, porque achava linda a roupa toda colorida. Sua mãe, porém, sempre dava uma desculpa alegando que não dava certo. Até que ela descobriu que a roupa da sua primeira comunhão daria certo para ser a lua e dessa vez sua mãe permitiu. E ela com sua lucidez e um sorriso cativante canta para nós o versinho da lua: 

“Sou a lua que dos astros venho
A lapinha de Belém
Sou a lua do alto da princesa 
Que adorna imensa grandeza
Sou a lua que dos astros venho, 
A lapinha de Belém.”

Algumas vezes ia ficar com Lia em Missão Velha e lá aprendeu a fazer bainha de vestidos, de calças e os primeiros ensaios na arte de bordar à mão. No ano de 1950 casou com Luiz de Souza Lima, tendo treze filhos, oito homens: Luilson, Lázaro, Luiz Filho, Lailson, Lairton, Lécio, Luzivaldo e Luiz Carlos; e cinco mulheres: Luciene, Luzenilde, Luzeneide, Luzilânia e Maria do Carmo. Os nomes foram escolhidos pelo pai, com exceção de Maria do Carmo, que teve seu nome ligado a uma promessa feita a Nossa Senhora do Carmo. O parto era de alto risco e Luordes  se apegou com muita fé pedindo a intercessão de nossa Senhora e como foi atendida, batizou a filha com o nome de Maria do Carmo. Assim, com exceção deste, os nomes dos demais filhos do casal começam sempre com a letra L. 

Como os negócios de Luiz não iam muito bem, ele resolveu ir trabalhar fora e levando junto seu filho mais velho, Luilson, para morar em Belo Horizonte. Lá conseguiu trabalho e mandou buscar a família.  Lourdes  ficou com medo de levar uma família tão numerosa, ela e os doze filhos,  e decidiu não ir. Mandou dizer para Luiz que ele mandasse o sustento dos filhos e ela iria também trabalhar para ajudar no sustento da família. Começou a vender calçados, perfumes, acompanhada de seu filho, Luiz Filho.

 As filhas cuidavam dos afazeres domésticos e dos irmãos menores. Entretanto, a despesa era alta, aluguel para pagar e débitos nas bodegas, então, sua irmã,  Maroly, que estava morando sozinha após a morte da mãe, dona Carmina, convidou-a para morar com ela, na mesma casa que ela nasceu. Sem nenhuma cerimônia aceitou o convite e mudou-se definitivamente com os filhos, e é nesta casa que reside até hoje. 

O marido Luiz não quis acordo e resolveu nunca mais voltar para o convívio da família em Juazeiro, chegando a falecer por lá. As dificuldades, os filhos para estudar, fardamentos, livros, remédios, muitas despesas, enfim. Lia, sua irmã, como forma de ajudá-la levou para morar com ela mais uma filha, Luzilânia, porque Luciene já morava com ela.

Maroly, sua irmã caçula trabalhava no escritório de seu Severino Alves, na loja A Vencedora, e contribuía financeiramente. Zeca, seu irmão que morava bem próximo, na Rua da Conceição soube das suas preocupações e disse: “Lourdes, todo sábado à tarde, quando eu voltar da feira de Barbalha, venha ou mande um dos meninos buscar uma mesada que darei para ajudar”. Lourdes acrescenta:  Por muitos anos recebi essa contribuição do meu irmão tão generoso. Mas, mesmo assim faltava dinheiro porque as despesas eram altas demais por causa da família numerosa. 

Lourdes conta ainda que dona Marlúcia Almeida, vizinha do seu irmão Zeca, fabricava e ainda fabrica confecções me ofereceu para dar o abanhado, pregar botões e casear as confecções que ela fabricava. Aceitei e junto com Nilde, Neide e Lânia ficávamos até tarde da noite executando esse trabalho, que nos ajudou bastante. Também ajudei muitas vezes a De Jesus Batista preparando caldo nos eventos políticos. E foi graças a esses meus préstimos que consegui um contrato no Estado e no Município como Merendeira e Auxiliar de Serviços. Trabalhei na Escola do Menor; Escola 3 de junho; Grupo Padre Cícero e Secretária de Educação. Ministrei no ano de 1979 Alfabetização Funcional pelo Mobral”. E haja coisa, como ela mesmo diz. Sem contar com os bordados, fuxico, crochê, panos de prato e ponto de cruz. 

É uma verdadeira artista com as mãos. Ela faz um desabafo: “Até hoje não deixo de fazer algumas coisinhas, apesar das meninas não gostarem muito, porque eu fico com dor de cabeça por ficar com a cabeça abaixada. Não consigo parar; é de mim, ficar fazendo alguma coisa, se não fizer fico triste”.Apreciadora de eventos no Memorial, como palestras, apresentação de festivais escolares, show de cantores etc. faz questão de estar presente. 

Convidada por famílias amigas para participar da Renovação do Coração de Jesus, não falta. Ela conta mais da sua vida: “Faço parte do Apostolado da Oração há muitos anos e fui incentivada por minha irmã, Lia, para me associar. No mês de junho consagrado ao Sagrado Coração de Jesus compareço diariamente acompanhada de uma filha para fazer minha hora de guarda como manda os preceitos do associado. 

Estive presente na despedida de Lia da Presidência dessa entidade na qual ela esteve à frente durante quarenta e oito anos, entregando para Marinalva. Faço parte como associada da Irmandade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. 

Sou uma pessoa feliz, abençoada por Deus e por Nossa Senhora das Dores e Padim Cícero”. Ela é avó de dezessete netos, sendo oito homens: Luilson Junior, Fabiano, Davi, Jardel, Jailson, Ítalo, Tiago e Hariel; e nove mulheres: Patrícia, Tatyana, Girlene (falecida), Magdalene, Magnólia, Laís, Vitória, Bruna e Héren. Bisnetos tem nove: cinco homens, Uriel, Henrique, Pedro André, João Miguel e Luiz Arthur; quatro mulheres: Mayana, Samira, Nicole e Melissa. 

Em minhas observações, como sobrinha por afinidade, porque ela é a única tia viva de Daniel, meu esposo, por parte do seu pai, Zeca Marques, percebi ao longo da minha convivência com ela, tratar-se de uma pessoa muito simpática, amável, carismática. 

Em todos os lugares onde trabalhou deixou sua marca de boa funcionária e boa amiga. É uma excelente contadora de histórias, se deixa encantar nas narrativas. Várias vezes foi entrevistada pelos meios de comunicação para narrar o que sabe e o que viu a respeito do Padre Cícero.

Toda a família tem uma verdadeira admiração por ela, por tudo que passou e venceu. Os filhos se sentem orgulhosos desta mãe tão abnegada e batalhadora que hoje comemora oitenta e nove anos com uma lucidez maravilhosa e a vaidade não fica de lado, sempre anda muito arrumada, não dispensa os brincos, o batom e o rouge, como ela diz rindo. 

Que grande dádiva de Deus, que Ele a abençoe lhe proporcionando mais anos de vida para alegria e felicidade dos que a cercam. 

Parabéns tia Lourdes! Meus e do meu esposo Daniel, seu sobrinho. Todos nós lhe queremos muito bem. Felicidades!
                       TEREZA NEUNA M. MARQUES . 
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