O blog foi criado para a cultura. Mostra o quanto é importante o conhecimento.Basta um click no artigo. Centro Médico Iguatemi,310.CLINICA SÃO GABRIEL LTDA- 33419630 33425331Participe ,comente, seja seguidor. DR IDERVAL REGINALDO TENÓRIO , 1954 , JUAZEIRO DO NORTE -CEARÁ. 08041988lgvi.1984 CHEGOU EM SALVADOR COM 18 ANOS , MEDICINA NA UFBA. CIRURGIÃO GERAL. driderval@bol.com.br
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PIRARUCU - folclore - De Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga. Cantado por Jamelão.
Esta música fazia parte do repertório de minha mãe lá na Serra do Araripe em 1960, estava eu com 06 anos de idade.
Foi um grande sucesso, provavelmente uma denúncia dos gênios da música:
O peixe Pirarucu a caminho da extinção.
Era comum o envio de Pirarucu salgado para o interior do nordeste nos anos 60.
Oriundo
da Bacia amazônica, pesando de 100 a 200 quilogramas e atingindo de 2
a 3 metros de comprimento, era um gigante da Bacia Amazônica, hoje apenas mais um peixe a lutar pela vida.
Provavelmente foi a primeira denúncia com a exploração do ouro e o uso do Mercúrio contaminando a fauna da região:
Pois lá no Crato Não tem mais dotô Já foram todos Para o Iguatú Foram pra lá Pra tratá do povo Que comeu da carne Do Pirarucu Pirarucu Que peixe mais reimoso Que carne forte, Deus Nosso senhor Comadre Rosa ficou indisposta De barriga inchada Que foi um horror Mas o compadre disse Pro dotô Pirarucu não pode fazer má Tão saboroso, Bacalhau do norte Que apesar de forte É carne "especiá"
Por que o Brasil não cresce como outros países? Economistas explicam
País
ficou para trás nas últimas quatro décadas em razão de fatores como
crises fiscais, atraso educacional, falta de poupança, declínio da
produtividade e investimento precário em tecnologia
O Brasil registra baixo crescimento desde a década de 1980, ao comparar com outros países emergentes.
De lá para cá, o país conseguiu os chamados “voos de galinha”, alguns anos de bonança mas que logo eram sucedidos por nova desaceleração.
Para explicar a trajetória da economia brasileira nas últimas 4 décadas, a CNN
consultou especialistas para buscar responder à seguinte questão: por
que o Brasil não consegue manter crescimento sustentável de longo prazo?
Desde 2000, o
Brasil tem uma média de crescimento de 2,4%. O percentual é bem abaixo
do registrado por países como China (8,2%) e Índia (6,3%) no período,
mas também menor do que o PIB (Produto Interno Bruto) médio de vizinhos
como Chile (3,4%), Colômbia (3,6%) e Peru (4,1%) – economias
historicamente menos desenvolvidas que a brasileira.
Gráfico mostrando o crescimento das economias dos países • Arte: CNN Brasil
Os dados mostram que o crescimento brasileiro fica no mesmo patamar da média dos países da América Latina e Caribe.
Sejam causas
ou consequências, diversos fatores compõem a fórmula que inibe o salto
do PIB brasileiro, como atraso educacional, falta de poupança, declínio
da produtividade, estrangulamento do orçamento, desequilíbrio fiscal,
falta de investimento em educação e tecnologia, mau uso das contas
públicas, entre outros.
Ainda que a
maior parte dos economistas defenda não haver bala de prata para o
problema, há consonância em diagnosticar que o país precisa de mudanças
estruturais profundas para impulsionar a economia de forma sólida. Uma
das mudanças passa pelo equilíbrio fiscal, segundo eles.
“O problema
do Brasil é que as crises fiscais são recorrentes. Como você reduz
isso?”, questionou Sílvia Mattos, economista do FGV Ibre (Instituto
Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).
As consequências dos gastos excessivos do governo
O país
enfrenta até hoje as consequências de gastos excessivos e do
endividamento crescente das últimas quatro décadas, o que inibiu o
potencial do PIB. Costurados a grosso modo ora ou outra, o desequilíbrio
fiscal segue um problema.
“O próprio
governo não tem condições de deixar de gastar algumas questões que estão
previstas. Como se pode enfrentar isso? Fazendo reformas, seja
administrativa, tributária, da previdência, tudo isso precisa ser feito
para segurar esse processo, além de mudanças constitucionais para
diminuir estes gastos obrigatórios”, descreveu Henrique Meirelles,
ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda.
O
endividamento e os gastos excessivos levaram a uma poupança interna
tímida, justamente uma das principais fontes de investimento produtivo
para fazer o país crescer. Assim, o descontrole fiscal e a falta de
produtividade ocasionam outro fator que acompanha o país há décadas: taxas de juros extremamente elevadas.
“O Brasil
tem um problema fiscal grave e que a gente não consegue enfrentar. Nos
poucos momentos que a gente enfrentou a questão fiscal, as taxas de
juros caíram”, pontuou Marcos Lisboa, ex-presidente do Insper e
ex-secretário do Ministério da Fazenda.
“A gente tem
um governo que gasta muito mais do que a maior parte dos países
emergentes similares aos nossos e isso contribui para um perfil de baixa
poupança, portanto, baixo investimento e capacidade de crescimento mais
lenta a que dos outros”, acrescentou Alexandre Schwartsman, economista e
ex-diretor do BC.
Mas desde
quando enfrentamos esse problema? Para responder a essa pergunta, é
preciso voltar na história e destrinchar os caminhos econômicos que o
país trilhou.
Industrialização e as origens da “herança maldita”
O Brasil
passou por um período de industrialização entre 1930 a 1980. Nas duas
primeiras décadas do período, foi adotada a estratégia de utilizar um
processo de substituição de importação, o que proporcionou o
desenvolvimento da indústria.
Depois,
durante o governo de Juscelino Kubitschek, houve a implementação do
Plano de Metas, que completou o parque industrial brasileiro, com foco
na indústria de bens de capital, e proporcionou um “boom” da economia.
Em
contrapartida, de 1962 a 1967 houve um efeito inflacionário que resultou
na desaceleração da economia, mas o período foi sucedido pelo “milagre
econômico”, que levou o Brasil a crescer acima de 10% ao ano, enquanto o
resto do mundo atravessa um período de turbulência e crescimento
abaixo.
A estagnação
do crescimento do Brasil tem início após o milagre econômico, da época
da ditadura militar, entre 1963 e 1973, impulsionado por gastos que
futuramente levaram ao endividamento do país. Vale ressaltar que não há
precisão no quadro fiscal do país devido aos dados da época.
“Nós tivemos
uma herança, que a gente pode chamar de ‘maldita’ vinda dos anos 1970. A
forma como o Brasil procurou crescer foi baseada no endividamento muito
forçado, num período muito difícil para o mundo, com muitos choques
internacionais, o petróleo e juros americanos”, explicou o coordenador
do curso de pós-graduação em economia da FGV e ex-secretário-executivo
da Fazenda, Márcio Holland.
“E entramos
nos anos 1980 com o nível de endividamento externo muito grande e a
pressão inflacionária muito alta. Foi uma década perdida, que tem nos
levado à luta contra um quadro de quase hiperinflação, endividamento
externo, então o país não vai crescer”, complementou.
Os
especialistas ponderam que, entre diversos outros fatores, não houve
investimentos na atualização da indústria que permitissem o surgimento
do desenvolvimento nas novas tecnologia e mão de obra qualificada para
as “profissões do futuro”.
“No Brasil,
os lobbies convenceram o debate público que indústria é a fábrica de
montagem. É montar carro, geladeira, televisão. Indústria não é
computação, IA, nem inovar em outros setores. E isso levou ao nosso
atraso. Países que cresceram optaram por novas tecnologias, pela
inovação, pelo investimento em mão de obra qualificada e não pela velha
montagem, com baixo valor adicionado”, destacou Lisboa.
Exemplos de
países que cresceram com investimento pesado na industrialização para o
desenvolvimento de polos tecnológicos incluem Coreia do Sul, Taiwan,
Singapura e, claro, a China.
Gasto elevado em educação e resultados piores
Mas qualificar a mão de obra tem início em um aspecto que o Brasil quase nunca deu a atenção devida: a educação.
Sem o
prestígio como em outros países, a carreira educacional fica à deriva de
políticas públicas consideradas ineficazes pelos especialistas, o que
resulta em profissionais posicionados em trabalhos precários e
mal-remunerados.
“O Brasil
está num ciclo vicioso na educação, porque é preciso transformar a
carreira dos educadores numa carreira mais atraente e que atraia pessoas
que foram dos melhores alunos das suas turmas, o que nem sempre
ocorre”, afirmou Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central.
Enquanto
outras nações investiram em formação de carreira para a produção de
tecnologia, como eletrônicos, chips, semicondutores, produtos médicos de
alta complexidade, telecomunicações e manufatura avançada, o Brasil
dedicou esforços em meados do século passado somente ao complexo
industrial, sem levar em consideração a condição humana.
“O Brasil se
industrializou dos anos 40 para cá com atraso educacional. Se
industrializou com uma expansão do parque nacional propriamente dito,
mas sem um acompanhamento do desenvolvimento educacional”, explicou
Márcio Holland.
O problema não se dá pela falta de investimento, mas como esse investimento é utilizado.
Ao comparar
os gastos com educação entre países, no Brasil correspondia a 5,5% do
PIB em 2021, acima do percentual de Canadá (4,7%), Suíça (5,0%), Chile
(5%), China (4%), União Europeia (4,8%), Índia (4,6%), Coreia do Sul
(4,9%) e no mesmo patamar que a Alemanha (5,5%).
Em contrapartida, o Brasil está atrás de todos no ranking do Pisa em matérias como matemática, ciências e literatura.
“A gente não
discute o aluno na educação, não discute o aprendizado dos estudantes, a
diferença entre gêneros no aprendizado, por exemplo, que é muito
relevante para combater as desigualdades. A gente não discute a
igualdade de oportunidades na educação”, declarou Lisboa.
“O que a
gente discute são as verbas para a educação, que são capturadas pelos
lobbies usuais. O resultado é um país que passou de gastar menos de 2%
do PIB com educação em 1990 para bem mais que 6% atualmente. Ou seja, a
gente gasta o mesmo que outros países emergentes, mas com resultados
muito piores. E a gente não discute processo didático, o que ensinar e
em qual idade, técnicas de alfabetização. A gente está incrivelmente
atrasado”, concluiu.
A
negligência no passado às atenções para o aperfeiçoamento do sistema
educacional gerou uma disparidade entre alguns países no avanço da
atividade econômica. Para o futuro, os especialistas não demonstraram
otimismo para o Brasil correr atrás do prejuízo e conseguir igualar ou
ultrapassar a qualificação dos futuros trabalhadores.
“O Brasil
tem um atraso educacional que está tentando ir atrás, mas é um prejuízo
muito difícil de ser resolvido no curto prazo. E hoje, com essas novas
tecnologias, a ausência de um capital humano de qualidade gera uma
dificuldade muito grande para o Brasil e outros países”, descreveu
Silvia Mattos.
Indexação da economia e déficit público crônico: amarras para o crescimento
Além de
problemas estruturais, de 1980 em diante o Brasil teve a partir de sua
redemocratização diversas crises políticas e econômicas internas, que,
aliadas às variáveis internacionais, constituíram a tempestade perfeita
para a estagnação.
“O
diferencial do Brasil é a quantidade de crises. A gente teve 26 anos de
crescimento contra 14 de crise. 14 anos de crise nesse período é muito.
Outros países a gente teve 3, 4 ou 5 anos, enquanto alguns não tiveram
crise alguma”, pontuou Lisboa.
Foram dois impeachments
de presidentes da República em uma democracia jovem, além dos diversos
embates entre Executivo e Legislativo, a adoção e rompimento quase
imediato de medidas de controle de gastos e anos de discussão sobre a
autonomia do Banco Central.
“Essa
indexação geral da economia torna mais difícil debelar a inflação e
demanda uma taxa de juros elevada. O que existe é a necessidade de ter
política monetária, meta de inflação e política fiscal caminhando na
mesma direção”, argumentou Meirelles.
A
perspectiva de reformas ou mudanças que reestruturem o dinamismo da
economia brasileira não é das mais positivas, na visão dos especialistas
consultados pela CNN.
“Desde 2014
nós entramos em déficit público crônico que só se aprofunda. Isso vai
criando mais amarras para o processo de crescimento econômico, porque o
Brasil está cada vez mais extraindo recursos para fechar seu déficit, as
taxas de juros vão lá para cima e isso trava o crescimento”, disse
Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper.
A crise mais
recente, provocada pela guerra comercial entre Brasil e Estados Unidos,
corrobora com o pessimismo apresentado pelos economistas. Para eles,
esse é um momento do país apostar no multilateralismo e buscar a boa
relação comercial com as principais economias do mundo,
independentemente de ideologias políticas.
“O Brasil
vem esperando há décadas para poder se conectar com o mundo, acabar com
várias barreiras, que não são apenas tarifas, e eu acho que isso nos
custou muito caro. O muito inteiro fazendo parcerias e nós aqui
amarradinhos com o Mercosul, que não foi muito longe”, concluiu Armínio
Fraga.
Zezinho, 7
anos de idade, mora no campo e ainda não frequenta as escolas do
imaginário humano. Sonha com este dia, porém é escolado na linguagem
da natureza: A terra, a
chuva, o sol, a lua, a noite, o dia, as águas, os ventos, as plantas,
os animais domésticos, os silvestres, os pássaros, os insetos e até
os répteis.
AS DECLARAÇÕES DO COORDENADOR AO ZEZINHO
Zezinho:
"Explane o que os Rios estão falando"
O Coordenador dos Rios assim se pronunciou:
"Os
Rios andam assombrados e perplexos com o futuro, encontram-se exaustos
e não aguentam as atrocidades praticadas pelos humanos. Cortam as
árvores das suas margens, constroem habitações nos seus trajetos,
desviam aleatoriamente as suas águas e jogam dejetos de todos os tipos
nos seus leitos, lixos orgânicos, químicos, metais e os tóxicos.
Reclamam que um dia poderão não suportar tais agressões e poderão
perecer antes do tempo, alertam que a promoção da vida é tarefa
de todos.
Lembram
que nas suas águas vivem diversos tipos de vidas e por onde passam
alimentam milhares de outras vidas, tanto vegetais como animais e são
as artérias da terra.
Transportam
muitos nutrientes na suas águas e juntos aos oceanos, lagos, córregos,
lagoas, açudes, aquíferos e outros trajetos subterrâneos levam a
vida para todos.
Enfatizam
que a Terra é viva e nunca para de se transformar, vive em
metamorfose, depende das suas águas e dos nutrientes que nelas se
encontram.
Apontaram
um grave crime que os humanos praticam contra os peixes, os seus
principais moradores. Os peixes vivem felizes nas suas águas, suprem
a cadeia alimentar, inclusive para os humanos. São peças
importantes para todas as espécies que habitam a terra.
O que é inadmissível e sem defesa, é o fato dos humanos pescarem para o entretenimento, dizem que pescam pelo lazer,
isto não é ético. Enquanto divertem-se e riem, maltratam os
inocentes peixes e vangloriam-se das atrocidades praticadas, um grande
percentual dos peixes pescados e soltos morrem pelas as avarias
sofridas. Os Rios não entendem como um homem pode se sentir feliz em
prender um peixe pela boca. Confirma o aforismo de que o homem é
sanguinário e pensa que é o dono do planeta."
Zezinho pega a palavra e pergunta:
Coordenador, o amigo trouxe alguma queixa específica, pontual de algum Rio?
O coordenador
Sim, trouxe do Rio Jequiriçá da Bahia e achei muito importante mostrar para o mundo. Escute este depoimento, vou mostrar uma parte, um trecho do relato vivido por um dos rios:
“Os
homens usam anzóis de metal camuflados com fragmentos de carne ou
falsos peixes pequenos. O peixe pensa que é alimento e tenta engolir
para matar a fome ou levar para as suas crias, o pontiagudo ferro
encrava na sua boca, o animal passa horas brigando para se livrar e
não consegue. Sem forças, exausto e com ferimentos é vencido, os
homens ficam felizes, pulam de contentamento por este satânico e
criminoso ato. Não se resignam e nem se comovem com as dores, o
sofrimento e o pânico que passa aquele animal. Expõem ao público moralmente destruído, ridicularizado, envergonhado e como um troféu quase sem vida. Em seguida
o solta na mesma água com avarias nos ossos e cartilagens da cabeça;
boca, olhos, barbatanas, queixo, brânquias e garganta mortalmente
feridas. É uma afronta à vida e um ato inescrupuloso, para depois
morrer pelos ferimentos sofridos. Fale para os homens que carcaça não
boia, afunda".
Zezinho:Tem algo a acrescentar?
Sim, trago um recado do nosso presidente, o Sol.
O RECADO
"
Zezinho, diga aos humanos, que preservar os recursos naturais ou
explorá-los com respeito é preservar a continuidade da vida.
Lembre, para eles, que muitas civilizações já se foram, esta também irá e outras surgirão.
Para a terra ainda restam 5 bilhões de anos. A terra é de todos e merece respeito.
Para o globo terrestre, os humanos não estão acima dos animais não humanos e nem acima da natureza"