segunda-feira, 4 de julho de 2011

A ERA DO ENTRETENIMENTO

 
ESTE ARTIGO FOI FEITO COM O INTUITO DE ELERTAR O BRASLEIRO.
COM O ADVENTO DA GLOBAZLIZAÇÃO , SORRATEIRAMENTE PERDEM-SE OS COSTUMES LOCAIS E SE ADUIQUIREM OS COSTUMES DOS DOMINANTES.
O JOVEM É O ALVO.
É O MEU PENSAMENTO

            A ERA DO ENTRETENIMENTO
A IDIOTIZAÇÃO HUMANA ATRAVÉS DA MÍDIA.

                        
                                  
        Em detrimento dos paternalistas, cuidadosos, arcaicos e importantes ensinamentos dos pais e das escolas, o mundo foi invadido pela mídia em múltiplas variáveis e em nome dominantes consegue de maneira sutil e magistral ,  invadir, dominar, ocupar, substituir e apagar toda a civilização dos dominados.

       Acorda povo, procure conhecer o seu valor , primeiro conheça a sua arte, a sua literatura, a sua música, o seu chão, o seu folclore, os seus homens, os seus heróis e a sua história, não fuja das suas origens, não se afaste dos seus costumes, não se distancie de sua culinária e jamais esqueça dos seus progenitores.  Como um pássaro migratório, voe alto, tão alto como longe, procure o infinito, procure o desconhecido,  porém,  sem nunca esquecer o nicho original, pois na árvore da vida é  que se encontra a mais profunda das raízes , é lá que se encontra a única , a importante , a  solidária e indispensável semente da cidadania.

       O Surgimento do homem deu inicio a grandes civilizações que o tempo já apagou, nelas  o homem vencia selvagemente pela força, matando literalmente os vencidos e na maioria das vezes sepultando com os derrotados todos os seus  conhecimentos,  com o passar dos séculos , passou a entender que  absorvendo os  conhecimentos dos vencidos aumentaria as chances de sobrevivência , assim foi durante diversas eras.

 Na escala evolutiva , com o aumento da população , com a  multiplicação dos conflitos na preservação de suas tribos , trocando a morte dos vencidos  pela escravização, começou a comercializar as suas presas  com outros povos , dando inicio a era do homem a serviço do outro,  atividade esta utilizada em todas as civilizações que se tem conhecimento até os dias de hoje, com este modus operandi surgiu a estratificação social  dando origem às diversas castas e plêiades.

       Grandes foram os conflitos entre os povos até a demarcação através de um mapa mundial, o qual limita territorialmente o domínio de cada povo, outorgando independência e soberania  dentro de cada fronteira,  cada uma com a sua  carta magna.

       Independente do tamanho dos seus territórios ou de suas culturas o mundo viveu hibernado por um bom período, esta hibernação e as dificuldades de comunicação entre as nações propiciaram indubitavelmente o surgimento de costumes , línguas e culturas diferentes , próprias de cada região , sendo mais desconhecidas enquanto mais distantes e longínquos os sítios civilizatórios.

         Com o uso dos animais domésticos, com o domínio dos metais, do fogo e das águas, o homem invadiu os mares e os céus, e penetrando de mar e floresta adentro conseguiu diminuir as distancias entre as diversas civilizações imprimindo os seus pensamentos aos  conquistados.
   
       Passado diversas gerações e eras, os atuais dominantes procuram peremptoriamente incutir e impingir na mente de cada cidadão dos países do terceiro mundo as suas culturas. Sabe-se  que um povo não é mensurado pelo seu território e sim pelo poder de sua mente, principalmente fundamentado na sua língua, nas suas culturas e nos seus costumes.

       Nos bastidores de um batalhão que briga e que luta, existe uma cabeça que pensa, existe um cérebro que comanda e que enquanto mais profundas são as suas raízes, mais resistentes a pensamentos estranhos e mais difícil  de ser dominado e descaracterizado.

       Passado diversas civilizações, o povo rasteiro acha-se hoje bombardeado diuturnamente por mísseis culturais que procuram paulatinamente destruir e em seguida substituir os nativos, devagar e de maneira contínua, os jovens locais vão assimilando, praticando , multiplicando a cultura invasora e ao mesmo tempo  vão esquecendo, perdendo e substituíndo as locais, chegando ao ponto de se sentirem diminuídos, envergonhados e estranhos ao seu meio, ao seu povo, executando os costumes, a culinária , a cultura e os pensamentos dos invasores .

     Ao abordar a juventude, público alvo dos invasores, se depara com uma total falta de conhecimentos da história, da origem, da língua e da literatura local, o que se vê é um amontoado de cérebros não pensantes que apenas copiam como animais adestrados o que comandam os seus domadores por intermédio de meios eletrônicos, sejam eles:  cds, livros, cinema, celulares, ifone, Ipode e Internet.

A língua Pátria vilipendiada, as palavras truncadas e interpretadas com desdém, os  clássicos literários  chamados de antiquados, enquanto os refugos estrangeiros massificam, mastigam e depois engolem o cérebro pueril, fresco e provavelmente inocente dos que farão no amanhã os seus desejos. Tem que se perguntar à geração  atual, para onde vão a literatura e a música, como andam os grandes autores, como vão os costumes e a vida nas diversas regiões de cada nação. Hoje a literatura estrangeira é dominante, a língua a cada dia que passa recebe remendos dos visitantes e com o advento dos computadores,  padronizados com um único idioma , aos poucos vão fagocitando a mente, a criatividade , o futuro e a alma de um povo indefeso,  como uma verdadeira escola de bestialização, transformando-o num grande exército de idiotas teleguiados a desserviço da nação.

        Breve muito breve, não mais se falará do hino nacional, do folclore local, da rica culinária, da extraordinária literatura, da contagiante música e nem do orgulho de ser daquele chão, breve muito breve o cidadão será do mundo, e no solo dominado somente uma pequena parcela, um pequeno grupo , o menor possível, aquele que não foi contaminado  apesar de conviver com todos os bombardeios dos invasores, apesar de usufruir de todo o progresso da globalização conseguiu não só preservar a sua história, os seus costumes, a sua literatura  e a sua música , como conseguiu elevá-las mais ainda ao píncaro sagrado como relíquias, como dádivas da natureza,  este pequeno grupo sobreviverá, este pequeno grupo será a semente de uma elite que germinará, que lutará por melhores dias e pela perpetuação de uma civilização, serão chamados de revolucionários, retrógrados e conservacionistas.

       Precisa o homem viver e conviver em eterna comunicação, precisa o homem aprender e ensinar indefinidamente os conhecimentos, como também compartilhar entre si toda a generosidade criada e induzida pela natureza sem a mesquinha necessidade de reduzir e sepultar a alma de um povo.

      A mais importante das armas é o direito liberto de pensar, o homem só é homem até o momento que pensa, um povo que não pensa é desprovido de dignidade, conseqüentemente não é merecedor de respeito e jamais comemorará a conquista da cidadania.

      Sem deixar de participar das presentes facilidades do progresso globalizado, lute pelo seu povo, lute por sua cultura, brigue por sua culinária, preserve os ensinamentos tradicionais da família e da escola, assim a sua nação continuará atuante, continuará viva, continuará presente e respeitada no seio e na mente desta terrível e assassina civilização globalizada.

     Não permita o seu esmagamento, não tolere que a sua origem e a sua história sejam deglutidas, digeridas e expurgadas, seja resistente e de tudo faça para que o seu povo seja perpetuado nos seus pensamentos e nas suas mentes.

     Evolua, cresça, mas,  jamais esqueça as suas raízes, o homem é fruto do somatório de diversas gerações, não se muda de cara porque se aprende mais, não se abandona os seus antepassados pelos novos pares e jamais se deve recuar diante de forças que procuram arrancá-lo pelas as raízes.

Seja mais o seu povo, seja mais o seu antepassado, seja mais a sua história, enfim, seja mais você .

O futuro dirá , não deixe o fogo se apagar,  para que um dia não se precise renascer das cinzas. 
            Iderval Reginaldo Tenório
                     Janeiro de 2009

Um comentário:

Artes e escritas disse...

Iderval, penso que os jovens tem outras experiências familiares, hoje as famílias muitas vezes são compostas por mães, madrastas, pais e padrastos oriundos de um segundo casamento. Os jovens trarão a sua contribuição nessa nova família. O que se perde nessa nova família são a sabedoria passada pelos avós, a própria árvore genealógica fica diferente de como era antes. Os meios de comunicação mostram o que dá lucro e o lucro vem da audiência, e, se vivemos em função do lucro numa sociedade ainda em desenvolvimento, os transtornos sociais tendem a aumentar. O que se pode pedir, é que além de mostrar a realidade dos nossos dias, se mostre também uma realidade familiar saudável e se discutam os valores que desejamos para o futuro. Um abraço, Yayá.