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sábado, 11 de julho de 2026

A CHINA ENGOLIRÁ A INDÚSTRIA BRASILEIRA

 

                                     Blog do Mendes & Mendes: A VISTA ESQUERDA DE LAMPIÃO

                   A CHINA ENGOLIRÁ  A INDÚSTRIA   BRASILEIRA.  COMO?

No mercado  EXTERIOR, comercio, indústria e  commodities  são as propriedades de sustentação da Economia.

Nação desenvolvida e industrializada  produz o que consome, importa commodities a preços módicos e exporta com agregação de valor.  Ferro, algodão, couro, carnes, minerais e madeiras é o cardápio de importação e  maquinas pesadas e de precisão, roupas, sapatos, manufaturas diversas, chips, computadores, eletrônicos, informáticas, tecnologias  e ciências em todas as áreas, o cardápio de exportação.  Muitas nações  produz tanto, isto é, industrializa tanto, que só consegue  consumir 30% no mercado interno  e exporta  70%, trazendo para  seus cofres, bilhões e até trilhões   de dólares, é o caso da China.

Nação subdesenvolvida e extrativista, não industrializada, é aquela que vende a matéria prima( commodities) para as nações industrializadas, não cria emprego na nação, vive na pobreza e não tem indústrias. Exporta as suas commodeties, ferro, couro, algodão, carnes, madeiras, minerais e vegetais, e importa máquinas, roupas, sapatos e quase todas as manufaturas que consome, isto faz com que destrua a sua indústria, volta aos anos cinquenta 

As nações subdesenvolvidas sobrevivem da importação das  tecnologias dos EUA e Europa; manufaturas e produtos descartáveis da China.

Causas importantes

1) Custo Brasil.

O Custo  Brasil é muito alto, somos uma democracia social. Salários, benefícios diversos, assistência social e outras demandas, o que  é muito bom para os brasileiros. Além do salário, agregam-se   benefícios, na faixa alta chama-se penduricalhos.

2-Custo da máquina administrativa

Para os altos salários como os   políticos, ministros,  militares, pensionistas,  funcionalismo federais da justiça,  fazenda, cargos de confiança,  benefícios são estratosféricos chega ao   patamar de 20% do PIB.

No geral, os apaniguados, que são 10% dos beneficiados, ficam com mais de 50% dos benefícios. Os descamisados, constituídos de 90% da população (trabalhadores CLT e informais, profissionais liberais, pequenos e médios empresários, CNPJ,   BPC e outros ficam com  os outros 50%.  Numa proporção de 9X1. 

Se Zé, um os componentes dos 90% recebe 1500 reais, um dos componentes dos 10%,recebe de 10 a 20 mil reais. 

3)O custo China chega a ser 50% a 90% mais baixo, depende do  produto.

Uma camisa   produzida na China têm um custo de produção de $10,00, aqui no no Brasil, devido o alto custo, têm um custo de produção  de $40,00. 

A camisa  produzida na China é vendida aqui  por 30,  a produzida no Brasil  por mais 40, isto engloba custo,  impostos, transportes e a margem  de lucros,  de toda a  cadeia. Como consequência, o consumidor opta pelo estrangeiro, com o tempo a Fábrica Brasileira entrará em falência. Isto aconteceu com a fabrica de linhas do Delmiro Gouveia, em Pedras Alagoas. 

Quais serão as consequências com o tempo?

1)Queda nas vendas 2)Desemprego 3)Prejuízos crônicos 4)Falência das fábricas 5)Depressão da produção interna 6)Suicídios  dos empresários 7)Engrossamento dos programas sociais, para socorrer os antes empresários e empregados, levando ao  caos da economia e ao 8)Sepultamento da indústria brasileira. 

Se a Fábrica for sua, você fechará, é impossível  concorrer com o  CUSTO CHINA, isto está acontecendo em todas as cidades  com  as Fábricas brasileiras de manufaturas.

Para um  país apenas  consumidor, enquanto mais se consome, mais pobre fica, uma vez que ao consumir gera empregos no país que produz e cotidianamente envia divisas   para o exterior.

Aos poucos o país vai morrendo, ficando mais pobre  e dependente das nações desenvolvidas exportadoras.

Este será o legado do relacionamento comercial Brasil/China.

Uma relação Leonina 

   "
Tem caroço nesse angu"Ditado popular

 "Tem cobras venenosas   por debaixo do palheiro"Iderval Reginaldo Tenório 

"Tem muitos ratos na dispensa" Iderval Reginaldo Tenório

"Os cupins, aos poucos, estão consumido os alicerces da       economia brasileira." Iderval Reginaldo Tenório 

                                               Acorda povo brasileiro, seja alforriado, abra os olhos para as feras que consomem o país sob a custódia dos gestores público.

Iderval Reginaldo Tenório 

Blog do Mendes & Mendes: A VISTA ESQUERDA DE LAMPIÃO

A manutenção da máquina administrativa de todos os 26 estados brasileiros e do Distrito Federal custa cerca de R$ 780 bilhões por ano. Esse valor representa os gastos totais das administrações estaduais, englobando o pagamento de servidores públicos, aposentados, pensões, custeio de prédios e serviços básicos. 
O custo de manter a máquina pública funciona da seguinte forma:

  • Teto de Gastos com Pessoal: Por lei, os governos estaduais podem gastar no máximo 60% de sua Receita Corrente Líquida (RCL) com o pagamento de servidores ativos e inativos.
  • Custo Federal Comparativo: Para fins de contexto, a administração pública direta do Governo Federal custa cerca de R$ 72,7 bilhões anuais apenas em despesas de custeio (como terceirizados, combustível, diárias e aluguéis). 
  • Peso Total da Máquina: Os gastos gerais do setor público brasileiro (somando União, estados e municípios) ultrapassam R$ 2,5 trilhões anuais
A manutenção da máquina administrativa do governo federal custou R$ 72,7 bilhões. Isso representa cerca de R$ 190 milhões por dia. Este valor inclui apenas as despesas de custeio (como água, luz, internet, limpeza, segurança e passagens aéreas) para manter os prédios e serviços funcionando. 
Se você adicionar os salários do funcionalismo e benefícios (como aposentadorias e pensões), a conta total da máquina pública é muito maior.
Para entender melhor o tamanho do governo, é importante separar os custos:
  • Custeio Administrativo: R$ 72,7 bilhões.
  • Gastos com Pessoal (Servidores): Ultrapassam a casa dos R$ 400 bilhões anuais.
  • Gastos Totais da União: Somam trilhões de reais. 
Para termos uma analogia simples, imagine o Brasil como uma casa gigante. Os R$ 72,7 bilhões são o dinheiro gasto apenas para pagar a conta de água, a energia, o aluguel e o salário dos porteiros. Mas, para a casa continuar de pé, ainda é preciso comprar comida, cuidar da saúde, pagar a educação e quitar as dívidas da família.
A famosa fábrica de linhas de Delmiro Gouveia foi a Fábrica da Pedra (Companhia Agro Fabril Mercantil).

 O industrial Delmiro Gouveia a fundou em 1914 no povoado da Pedra, atual cidade de Delmiro Gouveia (AL). Ela foi pioneira por usar energia da Usina de Angiquinho, a primeira hidrelétrica do Nordeste. 
A Fábrica da Pedra produzia linhas de costura muito famosas no Brasil. Ela ajudou a desenvolver o sertão alagoano ao criar uma vila com luz, água e escola para os trabalhadores. Infelizmente, a fábrica fechou em janeiro de 2017 após uma crise financeira. Hoje, o local faz parte da história e é lembrado como um marco da industrialização brasileira. Você pode ver peças da antiga fábrica no Museu Regional de Delmiro Gouveia

sexta-feira, 10 de julho de 2026

A MORTE DE UMA PROFISSÃO DE RESPEITO. PRECISAMOS RESSUSCITÁ-LA

     


         

  A MORTE DE UMA PROFISSÃO DE RESPEITO.
         PRECISAMOS RESSUSCITÁ-LA
                 Colegas do Brasil, pensem na Medicina deste ponto de vista, farei um passeio através dos tempos .
 
          Como disse UM AMIGO DO MEU PAI, o velho e centenário Seu Quincó.  

" ACORDA DOUTOR, OS HOMENS ESTÃO MATANDO A MEDICINA"

Os cenários políticos e econômicos da nação vaticinam e apontam para dias escuros para a centenária medicina brasileira  e para os seus filhos, os médicos. 

Muitos foram, são e serão os eventos que estão  levando a gloriosa Medicina  à  bancarrota e  que  escancaradamente  a empurram  para as laterais,  retirando-a  do centro e  do miolo onde deveria estar.

1-A abertura indiscriminada de Escolas Privadas e o abandono  das Escolas publicas de boa qualidade,  que graduaram grandes médicos desde 1908,  Exemplo mor,   Faculdade de medicina da Universidade Federal da Bahia, FMB.

Hoje são 670mil médicos, 150 mil vagas para residência, 80 % das Faculdades são Privadas e 20% Públicas. No Brasil tem  3 médicos para cada mil habitantes, 01 um médico para cerca de 335 pessoas. São formados 45 mil médicos por anos, além dos egressos do  MERCOSUL.
 
2-  O sucateamento dos Hospitais Escolas e a desvalorização dos professores,  os grandes  mestres.

3-A entrega da medicina aos políticos , passando os médicos a  reles prestadores de serviços precarizados  e vilipendiados pelas terceirizações, falsas cooperativas e contratos  leoninos  pejotizados. Concursos Públicos,  e planos de cargos e carreiras, não existem. 

4-A medicina Suplementar atuando como intermediária entre o médico e o seu paciente,  aplicando baixos valores ao seu intelecto. Hoje foi criado a verticalização dos atendimentos, grandes empresas criaram redes hospitalares e os liberais, a medicina médico-paciente,  fechando as suas portas.

5-O aparelhamento da medicina,  diminuindo o valor da semiologia e da Clinica, ocasionando o fechamento dos consultórios artesanais e incentivando Empresas Médicas , mercantilizando a medicina.

6-A invasão  do  ato médico por outros profissionais, em quase todas as especialidades,  da clínica médica à oftalmologia, quando deveria existir um entrelaçamento entre esta profissões.

7-O desinteresse dos novos esculápios  pelo viés político e social,  encarando-a apenas como meio de vida, de sobrevivência,  de como pagar as suas dívidas a qualquer preço, principalmente  para manter o status.

08- Os governantes  fazem  de tudo para jogar a sociedade contra os médicos,  colocam para a sociedade que os profissionais estão mais ligados na pecúnia do que na saúde. Estão  criando muros, fossos e cercas   entre o povo, o médico e a medicina. esquecem dos que a exercem com  ética, lisura e compromisso.

Este modus operandi levou a diversos episódios.

Os médicos perderam a prioridade nos cargos diretivos   Municipais, Estaduais e Federais. Os Secretários de Saúde e o Ministro não precisam ser médicos, e quando médicos , transformam-se em burocratas, tecnocratas, executivos e políticos descompromissados com a categoria. 


Os médicos  perderam os cargos nas unidades hospitalares, no programa da família(PSF) e nos demais serviços pertinentes à medicina (Postos e ambulatórios), hoje estão em segundo plano.  
 
Forças contrárias aos interesses do povo,  dos médicos e da medicina  incutem na cabeça dos médicos  que o sistema  conselhal é obsoleto,  inerte e prejudicial à classe , é  um órgão punitivo. Os médicos acreditam e passam a não apoiar a sua mais importante instituição. Conselho fraco categoria fraca. Na vacância dos Conselhos, serão os leigos os seus julgadores .

O prestígio de uma categoria está ligado aos poderes políticos,  econômicos,  sociais  e no  domínio dos conhecimentos, juntas guinam uma categoria ao comando de uma sociedade. O médico e a  medicina estão em franca decadência. A informática e a engenharia da imagem dominam nos médios e nos grandes centros, basta entrar numa máquina e apertar um botão, a medicina passou a ser uma ciência exata. 

A soberania da clínica, o toque amigo do seu médico, a semiologia aplicada, as cãs dos esculápios, a benevolência,  a beneficência e a generosidade da ética estão comendo poeira dos  gestores da saúde.

Consumindo os  últimos suspiros sociais da Medicina , os poderes (Municipal, Estadual, Federal e Judiciário) retiram vagarosa e continuamente as últimas gotas de sangue da velha medicina com taxas, ditames  e impostos exorbitantes.

O Liberal autônomo, devido a intermediação do sistema médico suplementar, da pejotização e da  terceirização do Sistema  Público,   encontra-se  sem força, fraco e subservientes. 

A medicina( A SAÚDE) e o médico caíram na vala comum. É  uma contenda entre a Medicina e o poder,  na qual um dos lados tem como arma a ética, e a ética  é mansa, educada, paciente, benevolente, caridosa, responsável  e respeitadora, enquanto o outro, tem a força, a truculência, a vontade política, a saga da enganação e um povo propositadamente desprovido de informações, continua a dormir.

A Medicina e o Médico precisam seguir de de mãos dadas, precisam  difundir a humanização, a benevolência, a beneficência e mostrar que são simples, humildes e emanam do povo para o povo.  

A medicina é a mais sagrada das ciências, entra na vida de cada um dos cidadãos que a procuram e o responsável é o  Médico.

VIVA A MEDICINA E OS SEUS ABNEGADOS

Salvador, 10 de Julho de 2026
Iderval  Reginaldo Tenório



quinta-feira, 9 de julho de 2026

Incêndio na Chapada do Araripe.

   






     Incêndio na Chapada do Araripe.   


1964, a caatinga ardia em chamas, alguns trabalhadores roçavam as ressecadas moitas  de jiquiris e os arbustos do semi árido nordeste. 

Mulheres  limpavam os aceiros da estrada carroçal, retiravam garranchos,  gravetos e  capins desidratados, uma vez que tem a mesma combustão da gasolina e da pólvora. 

Chuvas dois anos  atrás.  Barreiros secos,  animais esquálidos e as Asas Brancas a procurarem outras plagas. Pássaros resistentes e  répteis  contracenavam com as trêmulas miragens a lamberem o duro, vermelho e ressecado  solo  serrano. 

Caatinga cinza,  sol causticante a queimar a pele, a cabeça, o coração, a mente e a alma dos homens do campo, mais um período de seca. 

Carcarás, gaviões e cascavéis à   procura de preás, saguins, calangos, pássaros, besouros, formigas e cupins,   rodeavam as ilhas verdes e   sombreadas  pelos umbuzeiros, cajueiros, facheiros, xique-xiques e mandacarus.

Rajadas de ventos quentes e  redemoinhos levavam de eito o que encontravam pela frente. Carregavam  penas, ciscos,  folhas, ninhos ,  restos de gafanhotos, argilas, estercos e tudo  que encontravam,  como se a velha Chapada do Araripe estivesse a caducar ou injustamente pagando  pecados não cometidos.

Num visível processo de desertificação,  as lufadas  e o mormaço invadiam as indefesas capoeiras a consumir, impiedosamente, os últimos lampejos de vida.

Pássaros, insetos rasteiros, insetos  alados e até mesmo alguns  répteis eram sapecados pelo sol causticante.

As  xerófilas  cabeças de frades,  rabos de raposas e mandacarus maltratados pelo escaldante calor,  transformavam a caatinga num cinza transparente, expondo ao sol ardente    os  animais, os vegetais e os recursos naturais,  modificando   o ecossistema.

Céu azul, sem nenhuma nuvem, propiciava a visibilidade do mais longínquo infinito.  O astro rei, o sol,  como se estivesse a metros, consumia  com as suas  labaredas a ressecada e moribunda carcaça da velha Chapada do Araripe.  

Zezinho viu, viveu, apagou fogo e sobreviveu.  A  mente da criança gravou  as dantescas cenas.

O fogaréu vermelho, os estalos dos gravetos  em chamas, indiscriminadamente cuspiam fumaça, enquanto as faiscantes e incandescentes  fuligens, carregadas pelos ventos, salpicavam a troposfera a espalhar fagulhas  para outras paragens.

Homens, com molambos molhados no rosto,  a proteger as ofegantes narinas e os olhos tracomatosos movimentam-se  em desespero.  Mulheres com panos e vassouras de galhos secos, cuidadosamente,  varriam as margens da estrada.  Adolescentes, com cabaças d'agua a matar a sede e  ensopar os molambos  dos apagadores do fogo  corriam aflitos e  aos gritos com os nervos à flor da pele.   

O Zezinho, encravado no coração do furdunço fumacento,  à procura dos pais,  fazia parte do tenebroso cenário, foram momentos de medo, choro, insignificância,  coragem e de reflexão. 

Foi mais um episódio vivido e registrado na sua existência pueril, mais uma lição da natureza e a certeza que o homem do campo, o homem sofrido do nordeste é forte, resistente e merece respeito.

O menino cresceu, lutou, estudou e envelheceu, porém jamais deixou que a criança agreste, que existe dentro de si, sucumbisse e desaparecesse do seu cotidiano.

Entendeu que os segredos da vida, só sabe  quem viveu, quem presenciou e sentiu.  Traz de lembranças algumas cicatrizes e dois pterígios, frutos dos empedernidos raios solares e são   marcas registradas dos povos dos  sertões nordestinos.

Zezinho fez e faz parte deste tenebroso  universo.  Ele viu, viveu e sobreviveu,  Zezinho é um sobrevivente.  

Como disse o Euclides da Cunha, em "Os Sertões": " O nordestino  é antes de tudo, um forte". 

       É um verdadeiro apagador de incêndios, é um sobrevivente.

Salvador, 18 de Março de 1986

Iderval Reginaldo Tenório

ESTA MUSICA DOCUMENTA UM INCENDIO NO PARANÁ, NA SERRA DO ARARIPE ERAM MAIS FREQUENTES .

Fogo No Parana

2:50
Provided to YouTube by RCA Records Label Fogo No Parana · Luiz Gonzaga Sanfona Do Povo ℗ 1964 SONY MUSIC ENTERTAINMENT BRASIL LTDA.
YouTube · Luiz Gonzaga - Topic · 9 de nov. de 2015