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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

ZEZINHO CRESCEU E COMPREENDEU O MUNDO

 

 


   ZEZINHO  CRESCEU E COMPREENDEU O MUNDO

       Nascido de uma família de baixa renda, o Zezinho não aceitava o tipo de vida que levava, não compreendia a diferença entre as classes sociais e cresceu ouvindo que Deus era o pai de toda a humanidade.  
    Não entendia o porquê,  de só passar fome e sofrimentos  os pobres, aliás, não engolia a ideia de tanta diferença entre as pessoas, no tocante as dificuldades da vida. Se Deus era o pai de todos, porque alguns tinham escolas, casas, hospitais, roupas e outros predicados?. 
Na sua  cabeça estes fatos não encontravam paradeiros, não estavam ao alcance de seu pensamento, entendia  que   o pai tem que olhar para todos os filhos sem diferenciação. Era este o padrão que  Zezinho possuía na sua mente.
      O menino chegava em casa e não encontrava os utensílios domésticos que existiam na casa do patrão do seu pai.  Não entendia porque teria que dormir em cima de um girau, enquanto o filho  do  patrão dormia numa cama alta, cheirosa e fofa. Como explicar se Deus é o pai de todos?  Será que Deus gosta mais de um filho do que de outro? Será que ele só gosta dos ricos? Será? A cabeça do Zezinho vivia em eterna  voçoroca.
       O Menino cresceu, virou homem e passou a entender o teorema, a engrenagem e passou a enxergar que existiam as classes sociais desde o surgimento da humanidade. 
           Entendeu  que as oligarquias, os dominantes e  poderosos,  faziam e fazem de tudo para que cada indivíduo se perpetue na sua clausura social  preso, fechado e blindado na sua  faixa.  
          Compreendeu que para pular de uma classe para outra e melhorar o padrão, o indivíduo teria que ser ousado e ir de encontro aos ditames das oligarquias.  Sedimentou que não pode baixar a cabeça,  rezar na cartilha da subserviência e  sempre dizer amém, numa ladainha decorada e conformativa.  O sujeito tem que desobedecer, insistir contra os pensamentos dominantes das castas superiores, deve transgredir alguns paradigmas do arcaísmo ainda existentes.
       O Zezinho entendeu que  para sair do fosso, tem que fazer uso das ferramentas que as castas superiores  utilizam. Estudar, se esforçar, não cair nas tentações impostas pelos dominantes, como o oferecimento crônico e eterno de pão e circo, como se a vida fosse apenas entretenimento e bucho cheio.  
       Botou na cabeça, que  apesar de existir uma carta nacional, chamada Constituição Federal,   só lutando, brigando, exigindo, cobrando, se esforçando, se dedicando e correndo  é que conseguirá subir na escala social e sair da caixa dura e blindada que nasceu.
    Compreendeu que o único e melhor caminho é no aproveitamento escolar e que até os 18 anos tem que dedicar todos os esforços no aprendizado para um bom futuro. Atentar para  o aprendizado de uma profissão, de uma atividade esportiva ou artística, tudo com a tutela da Escola, sem estas  proriedades continuará eternamente na base da pirâmide social,  fazendo força e  esmagado pelas demais. 
       O Zezinho acordou em tempo, venceu todas as barreiras,  pede que todos os outros também lutem e acordem, sigam o seu exemplo. 
        A caixa é preta, tem paredes  grossas, é quente, porém, existe uma saída, e que  é estreita, longa e  dolorosa, porém alcançável,  esta saída  existe. O segredo é ir à luta e exigir todos os direitos pertinentes a uma verdadeira democracia 
       Viva o meu amigo Zezinho e que os outros sigam o seu caminho. Basta força, coragem, resiliência e politicas publica para a Educação.                                          Basta ser mais um Zezinho..

Iderval Reginaldo Tenório
 
 

O pequeno burguês [Martinho da Vila] - YouTube

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12 de nov de 2013 - Vídeo enviado por Daniel Lunardelli
Felicidade, passei no vestibular Mas a faculdade é particular Particular, ela é particular Particular, ela é ...

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