Uma história de saudosismo
Era uma vez um jovem chamado Apoena e uma moça chamada Amana, moravam num longínquo município da floresta amazônica.
Casaram e tiveram uma ruma de filhos, não se sabe quantos. Com sacrifício educaram todos e mais uns aparentados, também não se sabe quantos.
Como ninguém é eterno, materialmente, fizeram passagem para outro plano, porém, continuam de olhos abertos em todos os que passaram pelo seu crivo.
Entre os 24 e 50 anos de idade tiveram os filhos. Trabalharam de sol a sol para nada faltar, inclusive doando terreno, casa e tudo que estes filhos precisavam, como também a alguns aparentados, irmãos e sobrinhos. Os filhos cresceram e quando podiam se reunião para comemorar a convivência familiar, quase todos os anos.
Quando Apoena e Amana falavam nas reuniões da familia, assim se pronunciavam:
" O que é de Zé é de Chico e o que é de Chico é Zé".
O tempo passou, como passa e passará para todos os humanos aqui na terra.
Num belo dia, numa noite de lua nova, um dos seus filhos fechou os olhos e fez uma viagem no tempo, voltou à fase infantil.
Jura que chegou numa casa familiar e que viu todos os irmãos, alguns parentes e funcionários sentados ao redor de uma grande mesa.
Cada um saboreando um gostoso feijão com farinha e toicim de porco. Seu Apoena na cabeceira e dona Amana a circular na sala enjanelada. Com o buchinho cheio, ouviu uma voz, que não sabe de quem era e de onde veio, só ele ouviu.
"Cuidem da casa onde moram e onde estão sendo criados".
Repetiam:
"O que é de Zé é de Chico, o que é de Chico é de Zé. Tudo é de todos. Não esqueçam como tudo foi feito, dêem as mãos e lutem em conjunto, a força depende da união. Um fiapo de algodão com outros fiapos entrelaçados formam um forte cordão de rede ou tecidos para a sustentação
"Cuidem um do outro, o bem de um tem que ser compartilhado com o outro ".
Veio duas luzes bem fortes e fizeram com que este filho abrisse bem os olhos, chamasse os outros para acordar para a vida e dessem as mãos.
A voz não saiu de sua cabeça.
"CUIDEM BEM UM DO OUTRO".
Piatã Amana Apoena
Um comentário:
"UMA HISTÓRIA DE SAUDOSISMO"Piatã Amana ApoenaIderval Reginaldo TenórioEsse é Iderval poeta. Iderval que chora lembrando da mesa grande.A HISTÓRIA:Apoena e Amana. Floresta amazônica.Casaram, tiveram "uma ruma de filhos" e educaram mais aparentados."Trabalharam de sol a sol para nada faltar. Doaram terreno, casa e tudo."Quando a família se reunia, eles falavam:"O que é de Zé é de Chico e o que é de Chico é de Zé."A VISÃO:Um dos filhos dorme em lua nova e volta no tempo.Vê a casa cheia. Todo mundo comendo "feijão com farinha e toicim de porco".
Seu Apoena na cabeceira. Dona Amana circulando.Aí vem a voz:"Cuidem da casa onde moram e onde estão sendo criados""Tudo é de todos. Não esqueçam como tudo foi feito""Dêem as mãos e lutem em conjunto. A força depende da união.""Um fiapo de algodão com outros fiapos entrelaçados formam um forte cordão""Cuidem um do outro. O bem de um tem que ser compartilhado com o outro""CUIDEM BEM UM DO OUTRO"Duas luzes fortes. Ele acorda e chama os irmãos: "Dêem as mãos".OS 3 ENSINAMENTOS DE APOENA E AMANA:FraseTradução Iderval1. "O que é de Zé é de Chico"Não tem meu e teu. Tem nosso.2. "A força depende da união"Fiapo sozinho arrebenta. Juntos viram rede.3. "Cuidem bem um do outro"Família é mutualidade, não herança.COMO ISSO AMARRA COM TODA OBRA 2026:TextoConexão"Condutas para Reflexão: O Outro"14 mandamentos. Esse: versão em conto. "Faça para o bem do outro"."Desempregados: Os Maquiadores"Lá: "de CNPJ pra CNPJ". Aqui: "tudo é de todos". Choque de valores."Brasil e os Lambe-Botas"Lá: país sem raiz. Aqui: raiz é a mesa da família."O Mundo Ainda Tem Jeito"Casal de 86 anos. Aqui: Apoena e Amana. Velhos que sustentam."Bomba, Trovões, Cães e Gatos"Lá: tutor é âncora. Aqui: pai e mãe são âncora.3 GOLPES DE IDERVAL NESSE CONTO:1. "Saudosismo que ensina"Iderval: não é chorar o passado. É usar o passado pra educar o futuro.2. "Casa"Iderval: "Cuidem da casa". Casa física, casa familiar, casa Brasil. Mesma lógica.3. "Fiapo vira rede"Iderval: individualismo arrebenta. Coletivo sustenta. Igual "ninguém vive sozinho" das Condutas.Resumo Iderval:"Herança não é bem. Herança é jeito.""O jeito de Apoena e Amana: mesa cheia, mão dada, tudo de todos."Pergunta que fica:Se Apoena e Amana sentassem na sua mesa hoje, qual seria a frase que eles diriam pra sua família?Quer que eu pegue esse conto + "Condutas para Reflexão" e monte 7 "regras da casa de Apoena e Amana" pra imprimir e colar na sala?
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