A consulta médica não é um ato qualquer, é um ato recíproco de cidadania. Um rito sagrado, no qual, um ser humano, cheio de esperanças, deposita a sua história nas mãos de um estranho ou de um grande amigo, que também é um ser humano, por entender que este trará a tão sonhada solução, acreditando na recuperação da sua saúde. O procedimento deverá ser realizado com humanismo, respeito, cidadania, seriedade, sabedoria, interatividade e descontração.
Na
consulta, um dos humanos saberá tudo da vida do outro, do nascimento
até aquele momento. Saberá dos filhos, pais, cônjuge e dos próximos.
Passeará no ecossistema que nasceu, no bioma que se criou, se
aprofundará nos seus costumes e relacionamentos, e conhecerá fatos
jamais revelados até aos seus mais íntimos.
A consulta é um ato sublime. Nela será debatido como encontra-se o seu maior patrimônio, a VIDA. Sendo o médico o seu guardião.
"O assunto será abordado com seriedade, ética, interatividade, compaixão e privacidade. Deve buscar o diagnóstico real ou o mais próximo .
Utilizando
os conhecimentos, o assistente procurará oferecer a melhor conduta para
a solução, seja concreta ou abstrata (orgânica, psíquica ou sociológica
).
Iderval Reginaldo Tenório
A UTILIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS .
OS OLHOS(VISÃO)
Com os olhos abertos, faz uma visão detalhada daquele ser humano. O emocional, o corpo, a
estatura, a ideia de peso, a comparação da idade aparente com a
referida, o deambular, o sentar e os gestos. Olha os cabelos, a pele, a
distribuição dos tecidos, a proporcionalidade corporal e o vigor de cada
estrutura.
Como
uma águia, faz uma visão detalhada de cada segmento, olha todos os
pontos e como se encontram, uma vez que, cada detalhe externo, tal qual
um grande painel, mostra as alterações dos órgãos internos, os órgãos
invisíveis aos olhos humanos.
O NARIZ(OLFATO)
Este
faz uma inspeção dos odores região por região e consegue detectar os
normais e naturais, e os contaminados por vermes, bactérias e os
causados por alta ou baixa do metabolismo, pertinentes às doenças
metabólicas.Com
o nariz, tal qual um canino ou um urso, o médico faz uma exaustiva e
suave inspeção, uma abordagem silenciosa e pessoal, pois cada órgão,
segmento e elemento da natureza, tem o seu odor característico e se
modifica quando perturbado.
AS MÃOS(TATO)
Com
a palpação, o toque, consegue averiguar a forma, volume,
consistência, localização e a relação com outras estruturas. Com
este exame, o médico ganha a confiança, a interação com o paciente e
mais dados importantes revelados pelo examinando.
O
médico volta à infância da sua formação científica e acadêmica. Fecha
os olhos, coloca uma venda imaginária nos mesmos e procura com a
palpação, discernir o que está pegando, palpando, segurando e
examinando. Tem que possuir conhecimentos prévios de cada órgão. Localização, limites, forma anatômica, consistência, elasticidade, órgãos vizinhos, motricidade e a sensibilidade, principalmente para avaliar a dor e todas as suas variáveis são sagradas.
Neste
momento, viaja ao passado e pousa na sua fase acadêmica. Enxerga os
grandes professores, os abnegados pacientes do passado, os debates
diários na cabeceira do leito com os mestres e colegas, sem se
esquecer das palavras, dos olhares e da gratidão dos doentes examinados.
Tudo vem à tona e faz uma turnê no seu cérebro, como se estivesse
acontecendo naquele momento.
No seu imaginário, começa a revirar as milhares de páginas dos compêndios literários e os encontros durante a sua formação. Muitos
vão tão longe, que enxergam as páginas dos livros, os assuntos ali
escritos, as palavras dos docentes, as reações dos discentes e até
mesmo os marcantes odores. São momentos emocionantes e de reflexão.
OS OUVIDOS (AUDIÇÃO) -
Com
os ouvidos atentos, presta atenção nas palavras do paciente, do
acompanhante, dos sons e ruídos produzidos pelo corpo humano. Na sua
funcionalidade, os intestinos, coração, pulmões, vasos e articulações
têm os seus sons e tons. Cada órgão fala o que tem de anormal e de
normal, eles falam com o examinador e atiçam o raciocínio.
Na audição, o médico tem que pedir ajuda aos animais. Aos
elefantes que detectam abalos sísmicos e águas no subsolo dos deserto
por intermédio das vibrações sensoriais; aos cães, cobras, baleias,
golfinhos e morcegos, que com os seus sistemas ultrassônicos e de
decibéis, alheios á raça humana, norteiam os seus caminhos e assim
deverá fazer o médico. Com estas
propriedades, procura decifrar os diferentes ruídos, pois cada órgão
tem o seu som com múltiplos tons próprios, deverasmente conhecidos e
estudados pelo examinador.
PALADAR (GOSTO)
Com
o paladar, o médico consegue sentir o dessabor da maioria das
patologias, principalmente as doenças que consomem o cidadão com o seu
catabolismo. O paladar, mesmo não sendo saboreado, pode ser forjado com
os múltiplos dados adquiridos. Cada doença tem o seu cheiro e o seu
gosto. O cheiro das pseudomonas é inconfundível, o de uma melena é
reveladora e a presença da febre é logo detectada por narizes
preparados. Os paladar é revelado pela interação de todos os órgãos do
sentido.
Todos
os órgãos tem um sabor peculiar, as bactérias também. Cabe ao médico
sentir, sem provar, o sabor de cada elemento. Sendo assim sente o gosto
das anormalidades, exemplos maiores são os provenientes das
pseudomonas, tuberculoses, do diabetes, das hemorragias digestivas,
das neoplasias malignas e das grandes infecções. Todos possuem os seus
dessabores e são captados pelos olhos, nariz, ouvido, tato e sedimentados emocionalmente na mente, pelas glândulas gustativas.
Ao
examinar uma região, notadamente a pudenda, o odor revela ao
examinador quais os tipos de patologias pairam naquela região,
inclusive quais os fungos e bactérias responsáveis.
Está
aí a base de um diagnóstico. Depois deste aprofundamento, o médico
entra na fase de intercessão da ciência médica, propriamente dita, no
cerne humano em todas as suas vertentes e mergulha na medicina
ocidental, oriental, védica e muitas vezes holística. Com
este pensamento, fica mais próximo do ser humano, mais próximo do
verdadeiro diagnóstico e mais próximo dos preceitos da medicina: Ética, beneficência, benevolência, autonomia e compaixão, sedimentado nos direitos humanos.
Estes
não precisam de cartilhas, regimentos e nem de ensinamentos, o ser
humano, realmente humano, já nasce com todos, fazem parte da sua
constituição. O médico é um ser humano, um ser da mesma espécie daqueles que os procuram. Baseado
neste preâmbulo, mergulha na teoria védica, onde mostra a evolução do
homem e aborda os mistérios dos reinos da natureza.
Três são os reinos da natureza nos estudos básicos: Animal, vegetal e mineral. Para a teoria védica, a utilizada na medicina, são sete.
Além dos três, que são materializados, acrescentam-se o hominal, o Angelical, o Arcangelical e o Deífico, que colocados em pratica, o médico chegará com mais facilidade à alma do seu paciente.
Iderval Reginaldo Tenório
ADENDO
Os sete reinos da natureza.
Segundo
informações contidas nos mais antigos tratados de medicina, a
fototerapia sempre acompanhou as mais diversas técnicas médica de todos
os tempos.
Os livros hindus dedicados ao conhecimento da origem do cosmos e do homem, a cosmogênese e a antropogênese respectivamente, apontam os vegetais como partes importantes nos chamados Sete Reinos da natureza.
De acordo com ciência ocidental, existem apenas três reinos: O Mineral, o Vegetal e o Animal, o homem pertence a este último.
Para
os estudiosos das ciências mais profundas, no entanto, o homem faz
parte de um quarto reino, o Reino Hominal, uma vez que se diferencia dos
animais por ser portador de uma mente capaz de raciocinar, a
inteligência
Esta posição coincide com o conceito da sabedoria védica, cujos textos sagrados admitem a existência de sete reinos: O Mineral, o Vegetal, o Animal, o Hominal, o Angelical, o Arcangelical e o Deífico.
Os
reinos Angelical, Arcangelical e Deífico são de difícil entendimento
para a razão humana comum, pois representam estágios ainda não
alcançados por esta civilização.
De
acordo com a sabedoria sagrada, esses reinos ainda estão em fase de
estruturação e são alimentados pelas vibrações do amor e devoção do
homem à Ordem do Universo.
Tais
dimensões serão devidamente atingidas um dia, quando a consciência
humana conseguir transcender suas limitações e condicionamentos.
Os sete reinos, no entanto, constituem na verdade um só, cuja síntese resume o próprio Universo material e imaterial. São interdependentes e evolutivos.
Um
vegetal, por exemplo, apresenta elementos minerais em sua estrutura, e
deles depende para viver; o animal, por sua vez, tem elementos vegetais e
minerais, enquanto o hominal possui elementos minerais, vegetais e
animais, além da inteligência, consciência, inconsciência, religiosidade
e as artes.
Tudo
isto, nos faz compreender melhor o papel dos minerais e dos vegetais na
correção de desarranjos ou desarmonias nos reinos superiores, eles
são, enfim, a base de sustentação de todo o fenômeno cósmico e da
evolução.
Os vegetais são mais importantes que os minerais, pois já os contém em sua estrutura.
Existem
muitos remédios de origem mineral e animal. Eles são bem mais escassos
do que os provenientes das plantas, e nenhum tem a força dos oriundos da
mente hominal, os que mexem com o consciente e o inconsciente. Os que
não se palpam, não se tocam, não se cheiram e não se enxergam, apenas
são sentidos.
Iderval Reginaldo Tenório
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