quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

5mil por mês e a isenção. Uma falácia governamental. É um fato falso.

     

 Justiça tributária: bancários do Ceará são a favor da isenção de IR para  quem ganha até R$ 5 mil | Sindicato dos Bancários do Ceará - SEEB/CE

 

 

2026- OLHEM O ENGODO . ISENÇÃO 5.000,00 REAIS .
O governo reduziu a projeção do valor para o ano 2026 de R$ 1.631 para R$ 1.627 .
ENTÃO  FICARÃO  3 SALÁRIOS MÍNIMOS
 
VEJA COMO ERA. 
 
2000 ERAM 6 SALÁRIOS-    151,00 VEZES 6    (É IGUAL A 900,00)    ISENTO
2004 ERAM  3,5 SALÁRIOS-  260,00 VEZES  3,5   (É IGUAL A 900,00)   ISENTO
 
 
2026  SERÃO 3 SALÁRIOS- 1.630,00 VEZES 3 (É IGUAL A 5.000,00)   ISENTO.

 Em 2000, o limite de isenção mensal para o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) era de R$ 900,00. Rendimentos acima desse valor estavam sujeitos à tributação progressiva, com alíquotas de 15% ou 25%, dependendo do montante. 

 

Tabela Progressiva Mensal do IRRF em 2000
A tabela vigente para o ano de 2000, conforme a legislação da época (Lei nº 9.250/95), era a seguinte: 
Base de Cálculo (R$) Alíquota (%)Parcela a Deduzir do Imposto (R$)
Até 900,00Isento-
Acima de 900,00 até 1.800,0015%135,00
Acima de 1.800,0025%315,00
Portanto, um rendimento mensal de R$ 2.000,00 em 2000 não era isento e se enquadrava na alíquota de 25%. 
Outros Casos de Isenção
Além do limite de renda, outras condições que poderiam garantir isenção do Imposto de Renda incluíam:
  • Aposentados e pensionistas a partir dos 65 anos de idade.
  • Pessoas com doenças graves especificadas na legislação (como AIDS, câncer, paralisia irreversível e incapacitante, entre outras), que podiam solicitar a isenção dos proventos de aposentadoria ou pensão, e até mesmo pedir a restituição de valores pagos indevidamente nos últimos anos. 
Para informações detalhadas sobre as tabelas históricas do IR, você pode consultar o histórico de tabelas no site da Receita Federal do Bra
                        SALÁRIO MÍNIMO EM 2000
  • Salário Mínimo Mensal: R$ 151,00 (a partir de abril de 2000)
  • Salário Mínimo Diário: R$ 5,03
  • Salário Mínimo por Hora: R$ 0,69 
  •  
  • 900 REAIS EQUIVALE A 6 SALÁRIOS MINIMOS

 

  •                                ANO DE 2004
O salário mínimo em 2004 foi de R$ 260,00 mensais, a partir de 1º de maio de 2004. Esse valor representou um reajuste de 8,33% em relação ao ano anterior. 
  • Valor mensal: R$ 260,00
  • Data de vigência: 1º de maio de 2004
  • Reajuste: 8,33% em relação ao ano anterior
Em 2004, a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para rendimentos mensais era de até R$ 900,00  
 CAIU  DE 6 SALÁRIOS MÍNIMOS PARA PARA 3,5 SALÁRIOSS MININMOS
A tabela progressiva mensal do Imposto de Renda vigente em 2004 (ano-calendário 2003, exercício 2004) era a seguinte:
Base de Cálculo Mensal (em R$) Alíquota (%)Parcela a Deduzir do IR (em R$)
Até 900,00Isento-
De 900,01 até 1.800,0015%135,00
Acima de 1.800,0025%315,00
Além do limite de rendimentos, outras condições que podiam dar direito à isenção em 2004 incluíam:
  • Aposentados e pensionistas com mais de 65 anos, que possuíam uma isenção adicional.
  • Pessoas com doenças graves especificadas em lei (como alienação mental, cardiopatia grave, esclerose múltipla, entre outras), mediante apresentação de laudo médico oficial.
  • Rendimentos provenientes de indenizações por acidente de trabalho e outros rendimentos específicos listados como isentos pela legislação na época. 
Para verificar a legislação completa e as instruções da Receita Federal daquele ano, pode-se consultar o Manual do IRPF 2004 da Receita Federal ou o histórico das tabelas do IRRF em fontes confiáveis. 
 
2026- OLHEM O ENGODO . ISENÇÃO 5.000,00 REAIS .
O governo reduziu a projeção do valor para o ano 2026 de R$ 1.631 para R$ 1.627 .
ENTÃO  FICARÁ  3 SALÁRIOS MÍNIMOS
 
2000 ERAM 6 SALÁRIOS-    151,00 VEZES 6    É IGUAL A 900,00
2004 ERAM  3,5 SALÁRIOS-  260,00 VEZES  3,5   É IGUAL A 900,00
2026  SERÃO 3 SALÁRIOS- 1.630,00 VEZES 3 É IGUAL A 5.000,00
                 
 
                                 1995   

Em 1995, a legislação do Imposto de Renda no Brasil estabelecia a isenção para rendimentos de pessoas físicas até determinado limite mensal, que era de

R$ 900,00. A tributação aplicava-se a rendas superiores a esse valor, com alíquotas progressivas. 

Regras de Isenção e Tributação em 1995 

  • Limite de Isenção Mensal: Contribuintes com rendimentos mensais de até R$ 900,00 eram isentos do pagamento do Imposto de Renda.
  • Tributação Progressiva: Para rendimentos acima do limite de isenção, aplicavam-se as seguintes alíquotas:
    • Rendimentos acima de R$ 1.800,00 eram tributados em 25%
    •  
  100- REAIS VALIAM 85 DÓLARES, O VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO.
HOJE R$ 1.518,00 , O SALÁRIO MINIMO VALE   300 DÓLARES 
 
O salário mínimo em 1995 foi de
R$ 100,00 a partir de maio daquele ano. Este valor representou um aumento de
42,86%42 comma 86 %
em relação ao ano anterior e foi estabelecido pela Lei nº 9.032/1995. 
  • Valor: R$ 100,00
  • Data de vigência: Maio de 1995
  • Aumento em relação ao ano anterior:
    42,86%42 comma 86 %
  • Base legal: Lei nº 9.032/1995
 

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Brasil dos enganadores e da impunidade. Que país é este?

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1-Amigos do Dr Iderval. É vergonhoso este País.

2-País leonino com as classes baixa, média/média  e aposentados.

3-Famosos induzindo os fãs    a  comprarem o desnecessário e a  pedirem empréstimos a juros altos, apenas  pelo cachê.    

4-Bets e loterias de todos os tipos a martelarem a cabeça da população, pregando facilidades e sob a tutela de atletas e grandes apresentadores.

5-Televisões vendendo remédios, colchões  e produtos milagrosos a enganar os incautos, inclusive as de todas as religiões.

6-Governo induzindo os aposentados, os  pensionistas  e os trabalhadores a  pedirem empréstimos consignados e até as reservas do FGTS para aumentar  as vendas e   criando programas sociais de governo e não de estado para encabrestar o voto.  

7)Roubos na Instituições  e nos Bancos com envolvimento de gestores e políticos, e  ficam impunes. Que  judiciário é este? 

8)Esqueceram o cérebro, a cidadania e o respeito, muitos são os encabrestados em todos os níveis sociais.  

Falta  equidade social.  Educação Pública de qualidade nas fases infantil e na adolescência. 

Falta cidadania, que democracia é esta?

Abandonaram os alicerces de um povo, as crianças. 

Que país é este?

 

A formação da língua portuguesa.

 

Umas palavras sobre a cultura e a formação da língua portuguesa.

 




 Umas palavras sobre a cultura e a formação da língua portuguesa.

A c0mplexidade de uma língua com muitos regeramentos, é uma das medidas usadas para a exclusão cultural.

Os povos dominantes dificultam a tradução de suas obras para os povos  dominados, precisamente obras literárias importantes.  

Ao escrever ou fazer o uso da palavra, depara-se  com ditames para o entendimento e direcionamento do que está produzindo, o que induz  saber  qual público atingirá.

A língua portuguesa  chegou ao Brasil com os colonizadores da península ibérica, notadamente  pelos portugueses e intercalada  pelos espanhóis, como também pelos países baixos, os  holandeses no século XVII, pontualmente  no nordeste, entre 1630 a 1654, na produção do açúcar e no século XIX no Rio Grande do Sul e Paraná quando trouxeram técnicas agrícolas, tradições culinárias e arquitetura. 

Balsa, Boia,   Bússola, Iate, Arcabuz, Dique,  Biscoito,  Waffle, "Batavo",  Holambra, Carambei e  Gouda têm origem holandesa.

"Guerrilha", "hombridade", "moreno", "novilho" , "palmilha",   mulata, periquito, chifre, mosquito e galpão têm origem espanhola. 

No decorrer dos anos de colonização, foi ricamente mesclada com as línguas dos indígenas e dos africanos. 

Abacaxi, Açaí, Capim, Jabuticaba, Mandioca, Aipim, Macaxeira, Paca, Pitanga, Pipoca, Piranha, Urubu, Tucano e Tamanduá de origem indígena. 

Moqueca,  Dendê, Quitute, Quiabo, Caçamba,   Cafuné, Dengo, Xodó, Acarajé, Abará, Moleque, Muvuca e Banzo são africanas.

No  Brasil colônia, a soma   das  populações negras e indígenas era maior do que a branca, que era constituída dos  colonizadores oficiais e os  agregados, os serviçais e os degradados.  

No decorrer dos anos, com a falta proposital  de cuidado, o abandono das outras etnias;  a política  de branqueamento, com a imigração europeia; e  a miscigenação entre os povos,  levaram as populações negras e indígenas a perderem força e  serem desprezadas. 

Frisa-se           que tantos os indígenas como os negros não eram considerados seres humanos, recebiam a alcunha de gados ou selvagens,  não possuíam línguas e sim dialetos, o que apontavam para milhares, uma vez que cada tribo e cada povo possuía o seu.

Estes tratamentos eram os adotados pelos  europeus nas suas colônias americanas, africanas e da  Oceania, o que se justificam os termos: 1)"Caça de indígenas" no Brasil colonial, 2)  "Genocídio dos povos indígenas" nos Estados Unidos(século XVIII) e 3) a "desagregação das famílias   australianas, os aborígenes" pela Inglaterra, quando destruíram as  famílias nativas. Todas as crianças abaixo de 14 anos foram apartadas dos pais e submetidas a uma nova civilização, com costumes,   culturas, língua  e  religião  inglesa. Os pais e os demais  familiares foram isolados e abandonados em terras inférteis e distantes, que aos poucos foram sucumbindo pela fome ou caçados, como também perseguidos pelos marginais ingleses   deportados  por crimes na Inglaterra e   soltos na vasta colônia nas mesmas regiões dos desprezados aborígenes. 

No século XVIII, o Marques de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo),  a maior autoridade portuguesa à época, enxergando falta de clareza  na comunicação entre os povos, proibiu quaisquer  outros tipos de línguas  no Brasil, oficializando o Português.  

Proibiu o Espanhol, as línguas indígenas e africanas, consideradas dialetos, e outros idiomas de povos, que por acaso tivessem invadido ou oficialmente atracados  no território nacional.

Esta medida foi tomada para homogeneizar a comunicação entre os que habitavam  o país. Argumentava o  português Marques de Pombal, o responsável  pelo "Período Pombalino",  que daria fim a torre de babel na língua de sua principal  colônia,  ao mesmo tempo quebraria o espírito de cidadania e de pertencimento de cada povo, tendo todos que adotar o idioma português.  Matou a língua nativa, o Tupi Guarani; as importadas  africanas e  as contaminantes europeias; uma vez  que,  "A língua é a alma de um povo, um povo sem língua, não é um povo, é um aglomerado " 

Esta medida  deu origem a uma série  de línguas portuguesas no Brasil, estas mantinham o esqueleto principal e eram mescladas pelas  resistências regionais. Enquanto mais distante das metrópoles, enquanto maior    a predominância de um povo e o alto   grau de miscigenação, mais mescladas iam ficando. Até  mesmo dentro das metrópoles, as diferenças continuaram, pois só os que tinham direito a escolarização, que eram poucos; os apaniguados, sabiam como escrever,  falar e acompanhar as mudanças no idioma oficial.  
 
Ainda hoje, em pleno século XXI, devido a sua grande área e  a chegada de palavras dos   idiomas   estrangeiros hegemônicos, sem traduções,  existem diversas línguas portuguesas no Brasil. 

As palavras e as novas expressões  vão sendo incorporadas ao idioma oficial, e que  para a homogeneização, são necessárias mudanças por decretos federais.
 
                                 Iderval Reginaldo Tenório 
 
                                Salvador, 30 de Agosto de 2025
 
Este é o prólogo de uma pequena obra que estou escrevendo.  
 Iderval Reginaldo Tenório

                             ADENDOS PERTINENTES

"Estudem, pois  no futuro nem os irracionais pegarão peso nas costas. No futuro, a enxada será a caneta, o solo será o papel e  o tinteiro o cérebro, este ser sedento pelo saber. Estudem e abasteçam o seu tinteiro. Numa única vida, ninguém consegue enchê-lo e nunca se esvazia."

                                 José Miguel da Silva( Meu pai).

 

1-  "Numa verdadeira democracia, cada cidadão deve ter o direito de ter direito" 

 Hannah Arendt

2-  " É melhor escrever certo com palavras erradas"

Patativa do Assaré

3- "Educar a mente sem educar os valores é criar uma ameaça à sociedade." 

Theodore Roosevelt

4- "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo."

 Nelson Mandela

5-"Estudem, pois  no futuro nem os irracionais pegarão peso nas costas. No futuro, a enxada será a caneta, o solo será o papel e  o tinteiro o cérebro, este ser sedento pelo saber. Estudem e abasteçam o seu tinteiro. Numa única vida, ninguém consegue enchê-lo e nunca se esvazia."

                                 José Miguel da Silva( Meu pai).

Salvador, 30 de agosto de 2025

Iderval Reginaldo Tenório

GONZAGÃO & FAGNER BMG - 1987 ABC DO SERTÃO (Zé Dantas e Luiz Gonzaga)  no meu sertão pros caboclo lê Têm que aprender um outro ABC O jota ...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

O MERCADO DE TRABALHO É DESIGUAL ENTRE OS GÊNEROS.

 

                    

Nesta participação, falarei da   'Demografia Médica no Brasil 2025, revelou      que 29,2% dos estudantes de Medicina são negros. 

 

Enedina Alves Marques  foi a  primeira mulher negra a se formar em  engenharia civil no Brasil. Colou grau em 1945, pela Universidade Federal do Paraná , aos 32 anos.

Maria Odília Teixeira, a primeira médica negra do Brasil, colou grau pela  Faculdade de Medicina da Bahia em 1909, a única mulher numa turma de 48 formandos,  foi  a  primeira professora negra da Faculdade, na cadeira de Obstetricia.  Desafiou  a ideia, de que,  a cirrose hepática, era uma degeneração racial, próprio dos negros. Foi marcada pela luta e pela superação, inspirando os seus descendente e outros negros a ingressarem nos cursos de saúde.

50, 1% dos médicos  no Brasil são mulheres,  no entanto  médicas e médicos negros (pretos e pardos),  dados recentes do Conselho Federal de Medicina (CFM) e IBGE,  apontam que profissionais que se autodeclaram pretos representam apenas cerca de 3% do total de médicos. 3% dos médicos no Brasil se declaram pretos, 24% se declaram pardos e a   maioria (cerca de 70%) se declara branca.

 


O  Ministério da Educação (MEC)  mostra que  59,1% (5,9 milhões) das cerca de 10 milhões de matrículas no nível superior e deste grupo,  59,4% são negras. As mulheres negras representam o maior grupo entre estudantes de universidades públicas no Brasil, uma mudança significativa em comparação com anos anteriores e buscam a excelência na qualificação profissional. Apesar do crescimento na graduação, a ascensão a  professoras e pesquisadoras na  pós-graduação ainda é baixa.

" A atuação de professoras negras ajuda a "descolonizar" o currículo, inserindo intelectuais negros e valorizando outras visões de mundo na produção acadêmica."   

Mesmo sendo maioria enfrentam desafios de sub-representação em certas áreas e no topo da carreira acadêmica. Cai  nas áreas Ciência, Tecnologia, Computação, Engenharia e Matemática (STEM) para 15,5%, em cargos de maior destaque como reitoras e pesquisadoras de ponta. No   mercado de trabalho é marcada por desigualdades salariais e violência de gênero.

A presença de professoras negras nas universidades brasileiras é marcada por sub-representação, apesar do aumento de estudantes negros, devido a políticas de inclusão. Mas vem crescendo e contribuindo para a descolonização do conhecimento.

  • No  Ensino superior apenas 21% se autodeclaram pretos ou pardos, uma proporção inferior à da população brasileira (55,5% segundo o Censo 2022).

       No Pós-graduação menor ainda, 3% onde doutoras negras se autodeclaram pretas          

  • "As professoras negras trazem novos saberes para a sala de aula, valorizando referências de intelectuais negros e práticas pedagógicas africanas, e criticando o currículo eurocêntrico.
  • A presença de professoras negras facilita a identificação dos alunos, principalmente de estudantes negras, que se sentem mais confiantes para buscar questões relacionadas à diversidade étnico-racial com docentes negras.
  • Essas profissionais contribuem para a produção de conhecimento crítico, por meio de artigos, pesquisas e atividades de extensão que valorizam a visão de outros sujeitos." 

 Professoras negras em todo o Brasil, não existe um número exato..

Trabalhos  de 2022/23  indicam uma sub-representação significativa: 

  • Ensino Superior: Dados de 2022 do Inep revelam que entre 58 mil professores negros no ensino superior, 26.770 são mulheres negras, de 2016 a 2019, a presença de mulheres negras na graduação aumentou de 15,2% para 16,9%. Homens negros: 31.541 .  Professores brancos: 176.778 
  • Pós-graduação: Em 2023, mulheres negras e indígenas somavam apenas 2,5% do total de professores de pós-graduação. 
  •                      
  •      DAS DESIGUALDADES E ANTOS DE INCLUSÃO  

"·  Desigualdade racial: A falta de representatividade de professoras negras no ensino superior e na pós-graduação reflete a desigualdade racial e a falta de diversidade no ambiente acadêmico.

·  Políticas de cotas: Embora as políticas de cotas tenham ampliado o acesso de estudantes negros às universidades, a presença de professores negros permanece aquém da realidade demográfica do país.

·  Hierarquia: A pesquisa aponta que mulheres negras e indígenas estão em desvantagem em relação aos homens brancos e mulheres brancas no corpo docente. "

 

 

 UFRJ(RIO DE JANEIRO) e UFF (FLUMINENSE)

"A partir de referenciais do feminismo negro, da perspectiva interseccional e dos estudos étnicoraciais no Brasil, problematizam-se o racismo e o sexismo na academia brasileira com base na caracterização e análise da presença/ausência de professoras negras em programas de pós-graduação em ciências da saúde de duas universidades federais fluminenses.

A entrada para a docência no Ensino Superior permeia-se como sendo um espaço para poucos, tendo, geralmente, um perfil de seus membros: homens, brancos e de origens abastadas. O cenário brasileiro de ascensão social é pré-determinado por fatores como gênero, raça e classe. Tendo sido um dos países que aboliu a escravatura mais tardiamente em todo o planeta, o Brasil colhe suas escolhas apresentando um esmagador quadro de sub-representatividade: são poucas as mulheres presentes na docência do Ensino Superior, e ainda menos as mulheres negras. Os presentes trabalhos, portanto, aborda essa sub-representação de raça e gênero no âmbito acadêmico, lançando mão de uma pesquisa primordialmente bibliográfica com eventuais levantamentos quantitativos. " UFRJ e UFF". 

Encerro com depoimento de um professor negro brasileiro num grande hospital nos EUA.

 

“A foto que eu tenho com mais médicos negros é em Harvard, não é no Brasil”, comenta o neurocirurgião Dr. Júlio Pereira.

“Faz pouco, estando de paletó no corredor do hospital, muitas pessoas vieram me parar para pedir informação. Sem o jaleco branco, virei segurança.”

Iderval Reginaldo Tenório.

 

 

 

 REFERENCIAS  BIBLIOGRÁFICAS.

UFRJ.  UFF.  MEC. CRM. CFM. 

ARBOLEYA, Arilda; CIELLO, Fernando; MEUCCI, Simone. “Educação para uma vida melhor”: trajetórias sociais de docentes negros. Cadernos de Pesquisa, v. 45, n. 158, p. 882-914. out./dez., 2015.

BENTO, Maria Aparecida Santos. Pactos narcísicos no racismo: Branquitude e poder nas organizações empresariais e no poder público. Tese (Doutorado), Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Departamento de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento Humano. São Paulo, 2002.

BRASIL. Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12288.htm. Acesso em: 18 ago. 2022.

Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2008.

BRITO, Angela Cristina Cardoso de. Professoras negras na Universidade Federal da Bahia – UFBA: cor, status e desempenho. Anais Eletrônicos, Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 & 13th Women’s Worlds Congress, Florianópolis, 2017.

CAETANO, Lázaro Danilo de Araújo. Ativismo Institucional em torno dos Instrumentos de ação pública: os critérios de Inclusão racial no serviço público federal. 2017. 87f. Monografia (Curso de Gestão de Políticas Públicas) – Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

CARNEIRO, Tatiane da Conceição. Mulheres Negras Professoras Doutoras Inseridas nos Cursos de Pós-Graduação em Educação e Relações Raciais: um olhar sobre o racismo Institucional. Dissertação (Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 2019.

Disponível em: www.aguaforte.com/antropologia/educarparaque.html. Acesso em:10 mar. 2021.

EUCLIDES, Maria Simone. Mulheres negras, doutoras, teóricas e professoras universitárias: desafios e conquistas. Tese (Doutorado – Programa de Pós-Graduação em História) – Universidade Federal do Ceará, Centro de Humanidades, Fortaleza, 2017.

FERREIRA, Gianmarco Loures. Sub-representação legal nas ações afirmativas: a lei de cotas nos concursos públicos. 2016. 222f. Dissertação (Mestrado em Direito) – Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

GOMES, Monique Karine. Docentes negras, mestras e doutoras em educação: vozes erguidas, experiências narradas. Dissertação (Mestrado – Programa de Pós-graduação em Educação). Universidade Metodista de Piracicaba, 2021.

GOMES, Nilma Lino. O movimento negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis: Vozes, 2017.

hooks, bell. Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra. São Paulo: Elefante, 2019.

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OLIVEIRA, Edicleia Lima de. Trajetórias e Identidades de Docentes Negras na Educação Superior. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Educação). Universidade Federal da Grande Dourados, 2020.

PEREIRA, Olga Maria Lima. Docência negra em pelotas: um constante reinterpretar de silêncios. Tese (Programa de Pós-graduação em Letras) – Universidade Católica de Pelotas, 2014.

REIS, Maria da Conceição. Educação, identidade e histórias de vidas de pessoas negras do Brasil. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-graduação em Educação, Universidade Federal de Pernambuco, 2012.

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