quarta-feira, 26 de novembro de 2025

NAIR SILVA , O POVO, A JUVENTUDE, CULTURA E UMA BOA PROFESSORA NO CARIRI CEARENSE.




 

                                                  

 

NAIR SILVA , O POVO, A JUVENTUDE, CULTURA E UMA BOA PROFESSORA NO CARIRI CEARENSE.

 

Conheçam a história de uma professora progressista do nordeste brasileiro das décadas de 50/60 e 70.

A trajetória de uma grande professora do juazeiro do norte, a professora Nair Silva, que educou milhares de jovens. 

Juazeiro do norte é um município do estado do ceará, hoje com 300mil habitantes, fundada pelo padre Cícero Romão Batista.

É a maior cidade do sertão cearense e se destaca pela sua riqueza cultural, econômica, histórica e religiosa.

                    

 

Juazeiro do Norte volta a se tornar o coração da fé nordestina ...


           

 

 2- quem é a professora Nair Silva 

 

                         



 Nascida em mata grande em alagoas, no dia  30 de julho de 1917.      

Em 1924, com 7 anos, veio morar em Juazeiro do Norte.

Faleceu no dia  30 de novembro de 1997

Recebeu o título de cidadã juazeirense em 1992. 

Ocupava a cadeira de nº 7 no instituto cultural do Vale Caririense.

No dia internacional da mulher  foi agraciada com uma placa de bronze pela câmara municipal de juazeiro do norte. 

 

 

3-Palavras do Dr. Paulo Freire 

 

Após esta importante fala é de suma importância saber, que  todos os seres humanos traz dentro de si, para a  sua formação cultural, intelectual e ética, a presença constante de grandes mulheres.

Estão presentes cotidianamente na sua trajetória, do nascimento até os  14 anos de idade,  e permanecem até os últimos dias de sua vida, uma vez que são elas as responsáveis por mais de 80% do forjamento de um cidadão,  seja branca, negra, indígena, parentes  professora, do mundo das artes, da política e da intelectualidade.

 

Com todas as dificuldades pertinentes.  A menina não branca, filha de pais semianalfabetos e vindo do campo, conseguiu colar grau no curso normal. O que lhe deu o direito de ser professora primária no município nas principais escolas públicas e privadas, abarcando  todas as classes sociais.  

A professora Nair ensinou, no sistema bancário até os 42 anos de idade, quando no  grupo escolar  Padre Cícero, por ser estudiosa do folclore, poetisa, cordelista, musicista e conviver com as camadas mais baixas, entendeu em colocar o estudo das artes no seu programa de ensino.

Falava que a mente humana tem que viajar pelo mundo das artes e da filosofia, não ficar refém ao ensino das matérias básicas e podadoras de criações pessoais.  

Nas suas salas de aulas levava poetas populares, bandas de pífanos, artistas da xilogravura, artistas de rua, alguns deficientes visuais e físicos que ganhavam a vida tocando violas e rabecas nas feiras livres.

Levava os mestres do maneiro pau,   dos reisados, das folias de reis e lapinhas,  o que a  levou a ser a mais próxima e preferida dos alunos.

 As suas aulas eram interativas.  

 

Pregava a criatividade, a liberdade, a inovação, o empoderamento das mulheres, dos menos favorecidos,   a valorização de cada aluno e a multicultura. Era contra quaisquer tipos de preconceitos,  até o dia em que foi convocada por um prefeito progressista para  ensinar música e educação artística.

 Ali nascia a verdadeira  professora Nair Silva.

 

 

 

Foi assessora do prefeito na cadeira das artes e dos festejos populares como o São João, Carnaval, Natal, Semana Santa, Vaquejadas E As Romarias Do Juazeiro. 

Criou   escolas de samba, grêmios culturais  e  dirigiu diversas bandas cabaçais como folclorista.

 

Fundou o movimento cultural seresta do Padre Cícero e o coral do instituto cultural do Vale Caririense.

 Foi  a 1ª comissária de menores de juazeiro do norte, onde pregava o diálogo com os jovens. Era contra tratamento brutais.

 

Compositora de músicas folclóricas. Em uma  das suas poesias deu o título   de   " A sabiá rejeitada", era assim que se sentia em muitos encontros, notadamente no meio dos conservadores elitizados. 

Nair era gente do povo e para o engrandecimento do povo, praticava o   acolhimento universal.

Como radialista  apresentava  um programa no qual entrevistava personalidades diversas,   os artistas regionais e as suas produções culturais.

 

No campo social, ao ver a fome de perto e a pobreza da região e dos romeiros, implantou no ano  1988  o caldo da Nair aos pés da estátua do Padre Cícero.  

Mesmo após a sua morte,  serve mais de 5000 copos de caldos para os romeiros e os juazeirenses necessitados.

5-  Um depoimento do seu sobrinho.

... Nair marca a história das comemorações do aniversário do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte. Iniciado em 1988, pela professora Nair Silva ...


Seu legado, além de unir os  músicos regionais, criou festivais e induziu aos jovens da época o aprendizado de um oficio para o sustento e o gosto pelas artes.

Hoje é nome de rua, escolas e praças.  É referencia cultural para toda a região do cariri.

 

1-fonte: Araujo, Raimundo, Nair Silva Sempre! A marca de Uma mulher p 17/19 ed. ICVC ,1999

 

2-PORTAL DO JUAZEIRO24 de março de 2022

  

Iderval reginaldo tenório


 

 

 

                                                                      Iderval reginaldo tenório

Julgamento no Superior Tribunal Militar sobre a perda de patente do ex-presidente Bolsonaro.




 O julgamento no Superior Tribunal Militar (STM) sobre a possível perda de postos e patentes do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros militares condenados por envolvimento na trama golpista ainda não ocorreu. 

Andamento e Expectativas
  • Decisão do STF: O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento e a condenação dos envolvidos, e, na terça-feira (25/11/2025), o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Justiça Militar e o Ministério Público Militar (MPM) fossem comunicados oficialmente sobre as sentenças.
  • Próximo Passo: Com a comunicação formal, o Ministério Público Militar (MPM) deve entrar com uma ação específica no STM — chamada de representação por "incompatibilidade e indignidade para o oficialato" — para que o tribunal decida sobre a perda das patentes.
  • Previsão de Julgamento: Colunistas, como Malu Gaspar, informaram que o STM deverá julgar a perda das patentes dos condenados. No entanto, a expectativa é que esse julgamento só ocorra em 2026, pois o processo é individualizado e não há um prazo definido para que o MPM inicie a ação. 
O que significa "indignos para o oficialato"
A declaração de "indignidade para o oficialato" é um processo jurídico-militar grave:
  • Base Legal: A Constituição Federal prevê que um oficial pode perder o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou incompatível com ele, por decisão de um tribunal militar permanente. Isso ocorre geralmente após uma condenação criminal superior a dois anos de prisão.
  • Consequências: Se o STM decidir pela indignidade, Bolsonaro (capitão da reserva) e os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Braga Netto e o almirante Almir Garnier perderão oficialmente seus postos e patentes militares. Isso significa que não poderão mais usar a condição de oficiais e, na prática, serão "expulsos" das Forças Armadas, embora possam manter o direito à aposentadoria ou pensão, dependendo do caso. 
Portanto, o julgamento no STM é o próximo capítulo do processo, mas ainda está em fase de tramitação inicial após as condenações no STF.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

 


    • Em "O Príncipe", Nicolau Maquiavel propõe uma ética política distinta da ética privada. Para ele, a ética política é orientada pela necessidade de manter e fortalecer o estado, mesmo que isso implique em ações que, sob outros pontos de vista, seriam consideradas imorais. Roubar, nesse contexto, poderia ser considerado uma ação justificável se visasse o bem do estado, e não o de um indivíduo. 

    A ética política não é um conjunto de regras imutáveis, mas sim uma questão de utilidade e circunstâncias. A ação política é considerada ética se for eficaz para a manutenção e o fortalecimento do estado, mesmo que isso exija ações que seriam consideradas imorais . A ética, portanto, é subordinada à política, e a finalidade última do governante é o bem-estar do estado, não a adesão a valores morais abstratos.

     

    NUMA DEMOCRACIA

    Os crimes contra o regime, também conhecidos como crimes contra o Estado Democrático de Direito, são condutas que atentam contra as instituições e o funcionamento do regime democrático.

    O crime de golpe de Estado e o incentivo ao Estado de Direito são temas importantes que merecem atenção especial. O crime de golpe de Estado, como previsto no Código Penal, pune atos que buscam abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

     

     

    Crimes de Golpe de Estado e o de  abolição ao Estado de Direito.

     O artigo 359-L do Código Penal pune a tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito com violência ou grave ameaça, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais, com pena de reclusão de 4 a 8 anos.  

  • O crime de golpe de Estado, previsto no artigo 359-M, também é punido com reclusão de 4 a 12 anos, além da pena correspondente à violência, caso seja utilizado para abolir o Estado Democrático de Direito. 

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  • A Lei nº 14.197/2021, que inclui os crimes contra o Estado Democrático de Direito, substituiu a antiga Lei de Segurança Nacional. 
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  • Está aí a grande importancia da  TIPIFICAÇÃO DO CRIME.
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  • A Lei da Anistia:

Em alguns países, como o Brasil, a Lei da Anistia pode impedir a punição de crimes cometidos durante regimes totalitários ou democráticos, como os golpes de Estado, o que tem levado a controvérsias e debates sobre justiça e responsabilização.

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  •  NUM REGIME TOTALITÁRIO
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  • Em um regime totalitário, onde o poder é centralizado e os direitos individuais são suprimidos, a punição por tentativa de golpe de Estado pode variar significativamente, dependendo do país e do regime.

 

Regimes Totalitários e Golpes:

AS tentativa de  golpe de Estado é visto como uma ameaça direta à estabilidade e ao poder do regime, é um crime gravíssimo, portanto é geralmente reprimido com força e severidade, a pena de morte faz parte das punições .  

Punções Severas, sem julgamentos

Punções Severas: Podem incluir prisão perpétua, trabalhos forçados, deportação, exílio, tortura, desaparecimento forçado, ou até mesmo execução. O mais grave , a decisão eé  sem julgamento pelas cortes maiores. Tudo vem na lavra do ditador.

Em regimes totalitários, os direitos humanos são frequentemente desrespeitados, e as punições por golpe de Estado podem ser utilizadas como um meio de suprimir a dissidência e oposição ao regime

 


  A Lei da Anistia:

Nestes regimes praticamente não existe esta lei. O regime é pétreo, severo e controlador de todas as ações da população. A liberdade, o direito de ir e vir, os direitos de comunicação e a vontade de exercer uma profissão são deliberados pelo grupo que governa a nação com mão de ferro. Inclusive nas Empresas Privadas.

 Direitos Humanos:

Em regimes totalitários, os direitos humanos são frequentemente desrespeitados, e as punições por golpe de Estado podem ser utilizadas como um meio de suprimir a dissidência e oposição ao regime. 

 

 Consequências da Tentativa de Golpe:

A tentativa de golpe de Estado pode ter consequências devastadoras para a sociedade, com a instabilidade política, a violência, a repressão e a violação dos direitos humanos.

 

Cuba.   China .  Sudão, Miamar, Paquistão  são Países Ditatoriais.  A Pena Além De Severa , É Constragedora .      Outras ditaduras seguem o mesmo  modelo, porem com moderações, é o caso da    Venezuela, Nicaragua, a pena de morte não existe


Demografia Médica no Brasil 2023- RESUMO DA MATÉRIA

             

Aumento recorde no total de médicos no País pode ser cenário de risco para  a assistência, avalia Conselho Federal de Medicina | Portal Médico 

                                .

  Número de médicos sem especialização cresce em 6 anos no Brasil | CNN Brasil

Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia –  Wikipédia, a enciclopédia livre 

Lançada a Demografia Médica no Brasil 2023

Número de médicos especialistas no país cresce 84% em 10 anos, e mulheres serão maioria na profissão já em 2024

Demografia Médica no Brasil 2023, produzida em parceria entre a Associação Médica Brasileira e a Faculdade de Medicina da USP, também projeta que país chegará em 2035 com mais de 1 milhão de médicos; médicas declaram renda 36% anual inferior que os colegas homens

            O número de registros de médicos com título em alguma especialidade cresceu 84% nos últimos 10 anos no Brasil. 

            A DMB 2023, coordenada pelo pesquisador Mário Scheffer, professor livre-docente do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, foi formulada a partir de três eixos principais: estudos demográficos da população médica, estudos sobre formação e profissão médica e inquéritos sobre Residência Médica e trabalho médico no Brasil.

   

Em abril de 2025, o Brasil contava com aproximadamente
635,7 mil médicos. Este número inclui cerca de 353 mil especialistas e 244 mil generalistas. A densidade de médicos no país é de aproximadamente 2,9 por mil habitantes, mas a distribuição é desigual, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste

 

 

            *Médicos especialistas e especialidades médicas*

 Em 2022 o Brasil possuía 321.581 médicos com ou mais títulos de especialistas, o que representa 62,5% dos profissionais em atividade no país. Os demais 37,5% eram médicos generalistas, ou seja, sem titulação em nenhuma especialidade.

O número total de registros de médicos titulados no país chega a 495.716, o que representa 84% a mais em relação aos 268,2 mil registros existentes em 2012. 

Um mesmo médico pode ter título ou ter concluído Residência Médica em mais de uma especialidade e, por isso, o número de títulos em especialidades é maior que o número de indivíduos especialistas.

 As especialidades com maior número de registros de especialistas são Clínica Médica, com 56.979 médicos, Pediatria (48.654), Cirurgia Geral (41.547), Ginecologia e Obstetrícia (37.327), Anestesiologia (29.358), Ortopedia e Traumatologia (20.972), Medicina do Trabalho (20.804) e Cardiologia (20.324). 

 Um segundo grupo, de cinco especialidades – Oftalmologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Psiquiatria, Dermatologia e Medicina de Família e Comunidade, soma 14,4% do total de especialistas.

 No período entre 2012 e 2022, algumas especialidades como Clínica Médica, Medicina de Família e Comunidade, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Medicina Legal e Perícia Médica, Cirurgia de Mão, Medicina de Tráfego, Angiologia, Geriatria, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Neurologia, Genética Médica e Mastologia pelo menos dobraram o número de especialistas.

Os homens são maioria em 36 das 55 especialidades médicas e as mulheres predominam em 19 delas. As especialidades mais “femininas” são Dermatologia, Pediatria, Alergia e Imunologia, Endocrinologia e Metabologia e Genética Médica. As especialidades mais “masculinas” são Urologia, Ortopedia e Traumatologia, Neurocirurgia, Cirurgia Cardiovascular e Cirurgia do Aparelho Digestivo.

A especialidade com maior número de mulheres é a Dermatologia: são 8.236 médicas, o que representa 77,9% dos dermatologistas do país. Outras especialidades com grande proporção de mulheres são Pediatria (75,6%), Alergia e Imunologia e Endocrinologia e Metabologia, ambas com 72,1%.

Em 34 das 55 especialidades médicas existentes no Brasil, a média de idade dos médicos especialistas é inferior a 50 anos.

No Sul do país, 68% dos médicos possuem alguma especialidade. Já no Centro-Oeste 63,4% dos profissionais são médicos especializados, enquanto no Sudeste são 63,3%, no Norte, 57,2% e no Nordeste, 52,3%.

O Distrito Federal possui a maior proporção de médicos especialistas em relação ao total de profissionais (72,7%), enquanto o Amapá registra a menor (40,4%).

Em relação à Força de Trabalho Cirúrgica – que inclui cirurgiões, anestesiologistas e obstetras, a Demografia Médica aponta que, no Brasil, há uma densidade de 66 especialistas por 100.000 habitantes, mais do que o triplo do recomendado pela Lancet Commission On Global Surgery, que é de 20 por 100 mil.

*Aumento de médicos no Brasil*

Nos últimos 13 anos, de 2010 a 2023, mais de 250 mil novos médicos (251.362) entraram no mercado de trabalho no Brasil, resultado direto da abertura de cursos e de vagas de graduação em medicina.

Em janeiro de 2023 o país contava com 562.229 médicos inscritos nos 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), o que corresponde a uma taxa nacional de 2,6 médicos por 1.000 habitantes. Na mesma data, o total de registros médicos chegava a 618.593.

Essa diferença entre o quantitativo de indivíduos médicos e o de registros se refere aos profissionais que possuem inscrições em mais de um CRM, seja porque trabalham em cidades de diferentes estados ou porque se deslocam temporariamente a outro estado.

No ano 2000 o Brasil contava com 239.110 médicos. Enquanto o número de profissionais mais do que dobrou até 2023, a população geral do país cresceu em torno de 27%.

Duas regiões do país possuem número de médicos em relação à população inferior à média nacional. No Norte há 1,45 médico por 1.000 habitantes e, no Nordeste, 1,93.

 Já as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil possuem razões de 3,39, 3,10 e 2,95 médicos por 1.000 habitantes, respectivamente.

 Os estados brasileiros que possuem maior densidade de médicos por 1.000 habitantes são o Distrito Federal (5,53), Rio de Janeiro (3,77), São Paulo (3,50) e Santa Catarina (3,05). As menores densidades são encontradas no Pará (1,18 médico por 1.000 habitantes), Maranhão (1,22) e Amazonas (1,36).

Os dados da Demografia Médica ainda mostram que os médicos se concentram nas capitais brasileiras que, somadas, reúnem 312.246 médicos de todo o país, o que representa uma razão de 6,13 profissionais por 1.000 habitantes.

Já o grupo de regiões metropolitanas do Brasil (excluindo capitais) possui 44.824 médicos, o que significa 1,14 médico por 1.000 habitantes. Na somatória das cidades que compõem o interior do Brasil, são 225.996 médicos ou 1,84 profissional por 1.000 habitantes.


            *Projeção da oferta de médicos no Brasil nos próximos anos*

            Uma das projeções inéditas feitas pela nova edição da Demografia Médica no Brasil 2023 é referente à oferta de médicos em atividade no país nos próximos anos.

            Em dois cenários analisados – de eventual “congelamento” na abertura de cursos de graduação e vagas de medicina entre 2023 e 2029 ou de manutenção dos efeitos da legislação vigente em 2022 em que a abertura de cursos e vagas é regulada e não seria interrompida nos anos seguintes -, a projeção é de que em 2035 haverá entre 1.016.121 e 1.032.753 médicos no Brasil.

            “Haverá acirramento das disparidades de concentração de médicos. Das 27 unidades da Federação, 18 delas irão apresentar densidade de profissionais por mil habitantes abaixo da média nacional, estimada em 4,4 em 2035

            *Mais mulheres na profissão*

            O fenômeno da “feminização” da profissão médica já vinha sendo observado desde 2009 entre os recém-graduados, mas ainda havia, no total da profissão, 59,5% de homens e 40,5% de mulheres. Em 2022 a proporção foi de 51,4% de médicos e 48,6% de médicas. Para 2024 a projeção é de que 50,2% do total de médicos no país sejam mulheres.

            Entre 2010 e 2022 o número de mulheres médicas quase dobrou, passando de 133 mil para 260 mil. Entre os homens o crescimento foi mais lento, com acréscimo de 43%.

            O estudo também demonstrou desigualdade de renda entre os gêneros. Conforme dados obtidos por meio de declarações junto à Receita Federal referente ao ano-base de 2020, as médicas brasileiras declaram rendimento médio anual 36,3% inferior que os profissionais do sexo masculino.

 Ainda de acordo com a projeção do estudo da Demografia Médica, a idade média do médico brasileiro vai cair e, em 2035, mais de 85% dos profissionais terão entre 22 e 45 anos. Também em 2035 haverá 56% de profissionais de medicina do sexo feminino contra 44% do sexo masculino.

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            *A expansão dos cursos de medicina no Brasil e o perfil dos estudantes*

 Segundo a Demografia Médica, de 2013 a 2022 foi registrada a maior expansão do ensino médico da história do Brasil.

Em 2013, o Brasil possuía aproximadamente 180 escolas de medicina. Até 2014, esse número havia dobrado em relação ao início dos anos 2000, chegando a cerca de 216 escolas.

 

Em um intervalo de apenas 20 anos , o número de faculdades de Medicina no país mais que triplicou , passando de 143 para 448 — um aumento superior a 200% . 

 

  Em 2022 o Brasil contava com 389 escolas médicas que, juntas, ofereciam 41.805 vagas de graduação. Desse total, 23.287 novas vagas foram abertas de 2013 em diante. O aumento foi quase quatro vezes maior do que o registrado entre 2003 e 2012, quando foram autorizadas 5.990 vagas.

Uma das principais características da expansão da oferta de graduação médica nos últimos 20 anos no Brasil foi a abertura de vagas predominantemente no setor privado de educação.

Nesse período, enquanto as novas vagas de medicina em universidades públicas passaram de 5.917 em 2003 para 9.725 em 2022 (aumento de 64%), as vagas em escolas médicas do setor privado subiram de 7.001 para 32.080 (crescimento de 358%).

As mulheres foram maioria entre os alunos do primeiro ano de medicina no período analisado pela Demografia Médica, representando 54,9% do total de estudantes em 2010 e 61,4% em 2019.

A Demografia identificou um aumento da população negra – soma de alunos que se declararam pretos e pardos -, de 1.483 estudantes de medicina em 2010 para 9.326 em 2019.

Além disso, cresceu a participação de estudantes de medicina entre aqueles que cursaram o ensino médio em escolas públicas, de 25,9% do total em 2010 para 29,8% em 2019.

            *Oferta e distribuição de Residência Médica*

 Em 2021, 4.950 programas de RM estavam credenciados no Brasil. Naquele ano, os 41.853 médicos que cursavam Residência Médica representavam cerca de 8% do total de médicos em atividade no país.

O estado de São Paulo concentra 33,3% de todos os residentes, seguido por Minas Gerais (11,1%), Rio de Janeiro (10%) e Rio Grande do Sul (7,1%). 

O Distrito Federal é a unidade federativa com maior densidade de médicos residentes por 100.000 habitantes (44,92), seguido por São Paulo (29,86), Rio Grande do Sul (25,84) e Rio de Janeiro (24,06). No outro extremo, o estado do Maranhão apresenta a densidade mais baixa (4,57), seguido por Amapá (5,13) e Pará (7,10).

Em 2021, cerca de 43% dos médicos residentes cursavam programas em quatro especialidades: Clínica Médica (14,2%), Pediatria (10,87%), Ginecologia e Obstetrícia (9,15%) e Cirurgia Geral (9,08%).

Entre 2018 e 2021 o número de médicos que cursavam Residência Médica no Brasil passou de 38.681 para 41.853.

A maioria dos residentes (55,7%) pretende, um ano após a formação, manter exercício profissional de dupla prática, dividindo a atuação profissional entre os serviços público e privado. 

 

Matéria completa na íntegra..

  

Demografia Médica: CFM | CRMs


Conselho Federal de Medicina.
https://demografia.cfm.org.br

Com a Demografia Médica 2023, o CFM introduz nova abordagem dentro desse projeto. Em lugar de publicação impressa, os dados agora estão reunidos em ...

 


Assista à cerimonia de lançamento no YouTube https://www.youtube.com/watch?v=Bk4OR1fUrdc