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domingo, 12 de julho de 2026

História do racismo.Iderval Reginaldo Tenório

 

                                           Blog do Mendes & Mendes: A VISTA ESQUERDA DE LAMPIÃO

                                      História do racismo

O racismo de uma maneira geral, não pode ser combatido com castigos, violências e com a alimentação de um novo  apartheid. 

Deve ser conquistado por frentes  organizadas e com educação na primeira infância, quando se forja o cidadão. Frentes mistas, compostas  de várias etnias,  tais quais os movimentos das mulheres brancas, iniciados em 1970, reforçados pelo movimento   das mulheres  negras em 1980, ambos vitoriosos e sedimentados com a união, hoje  em plena aplicação e que ainda faltam muitas conquistas.

O sistema educacional do país, tem que criar e adotar uma disciplina, na qual os cidadãos passem a  entender, que a raça humana  não tem  divisórias entre as etnias, todos são humanos e gozam dos mesmos direitos e deveres, uma vez que  o racismo encontra-se dentro de cada cidadão. 

Foi criado nos sistemas ricos versus pobres, brancos versus negros, homens versus mulheres, alfabetizados versus analfabetos, católicos versus protestantes, heterossexuais  versus homossexuais e interior versus capital,  além das preferencias políticas e das dinastias dominantes. Em resumo, a raiz encontra-se   no patriarcado, no poder e no colonialismo executados no mundo inteiro,  principalmente no Brasil. 

Hoje,  por falta de um sistema educacional esclarecedor, o país  vive numa verdadeira arena, quando já  deveria viver em harmonia. 

O ranço das gerações passadas, ainda permanece no sangue dos que pensam que são brancos puros ou pseudobrancos, ocidentais e civilizados, donos do capital e proprietários do país. 

Urge um  sistema educacional em massa, que desconstrua este arcaico e ultrapassado pensamento. O racismo no Brasil continua vivo, como continua vivo  em toda a EUROPA.

Há de se convir, que até 1888  o país era dividido em pessoas livres e pessoas escravizadas. Mesmo após a abolição, mudou muito pouco, os livres continuaram livres e donos das propriedades,  os    ex-escravizados, continuaram  escravizados pela fome, desemprego e  abandono; e  na escala social não eram considerados cidadãos, trabalhavam por migalhas de ração de péssima qualidade e com extrema subserviência. 

Esta propriedade foi arraigada em toda a população brasileira, independe da etnia e nível social. Basta ocupar as camadas baixas da pirâmide social,  ser preposto dos políticos profissionais por interesses pessoais ou tribais . Daí a existência do coronelismo de outrora e o coronelismo atual que perpetuam o poder sob a égide das grandes dinastias em todos os rincões brasileiros.

Nos EUA a escravização terminou em 1865, após a Guerra Civil Americana (1861–1865), quando o presidente Abraham Lincoln assinou a Proclamação de Emancipação em 1863, que libertou os escravizados nos estados rebeldes. A abolição total ocorreu com a aprovação da 13ª Emenda à Constituição em dezembro de 1865, porém a Segregação continuou e sangrenta.

Em 1963, o movimento negro mundial teve seu foco nos Estados Unidos com a luta pelos Direitos Civis. O ano foi marcado por protestos pacíficos contra o racismo e a separação entre pessoas brancas e negras. O auge ocorreu na Marcha sobre Washington. 
Os principais fatos do movimento negro em 1963 incluem:
A Marcha sobre Washington: 
Em 28 de agosto, cerca de 250 mil pessoas se reuniram na capital dos EUA para pedir o fim da segregação racial e exigir direitos iguais de trabalho e liberdade.
Discurso "Eu Tenho um Sonho": 
Durante essa marcha, o pastor e ativista Martin Luther King Jr. fez seu famoso discurso, sonhando com um futuro onde seus filhos não seriam julgados pela cor da pele,
O ativista Malcolm X também fez discursos fortes no mesmo ano. Ele defendia que os negros deveriam buscar seus direitos por todos os meios necessários.
A luta foi árdua e contou com a participação de grandes escritores, intelectuais e movimentos artísticos  negros como bell hooks, Angela Davis, Rosa Pack, Josephine Baker e os Panteras Negras.
O Brasil precisa levantar a cabeça, lutar unido e exigir a desconstrução do racismo na primeira infância. Tem que atuar na raiz. 
Hoje ainda existem os Europeus, os Estadounidenses  e Canadenses. 
Existem Mexicanos, latinos, brasileiros, africanos e asiáticos.
 Os preconceitos ainda campeiam, vindo dos três primeiros, que juntos  se acham os donos do mundo, tais quais os preconceitos  dentro do Brasil, Sulistas versus Indigenas  e Nordestinos.   

                                Iderval Reginaldo Tenório



                             História do racismo


O racismo tem sido visto de forma muito diferente ao longo da história[1]

A estudante universitária afro-americana Vivian Malone entrou na Universidade do Alabama, nos EUA, para se inscrever para as aulas como um dos primeiros alunos não brancos a frequentar a instituição. Até 1963, a universidade era racialmente segregada e os estudantes não brancos não podiam participar.

Cronologia do racismo

Antiguidade e Idade Média

Na antiguidade, entre diversos povos, as relações eram sempre de vencedor e cativo. Estas existiam independentemente da raça, pois muitas vezes povos de mesma matriz racial guerreavam entre si e o perdedor passava a ser cativo do vencedor, neste caso o racismo se aproximava da xenofobia.

Por muito tempo o racismo permaneceu de uma forma mais xenofóbica do que racial propriamente dita, permanecendo latente até a época de expansão das nações europeias.

Com o avançar das conquistas territoriais e culturais dos povos europeus, ainda na Idade Média não havia necessariamente o racismo da forma como manifestado futuramente, o que havia era o sentimento de superioridade xenofóbico de origem religiosa. Isto ocorria devido ao poder político da igreja cristã que justificava submissão de povos conquistados de forma incorporá-los à cristandade. Porém, aqueles que não se submetiam era aplicado o genocídio, que gerava sentimentos racistas por parte dos vencedores e dos submetidos.

Idade Moderna (Século XV)

À medida que a tecnologia foi avançando, a Europa iniciou sua caminhada em direção à conquista econômica e tecnológica sobre o mundo.

Começaram então a surgir ideologias justificando o racismo e o domínio da Europa sobre as demais regiões. Entre estas novas ideias, estavam aquelas doutrinas que alegavam existir na Europa uma raça superior. Segundo consta, aquela raça era destinada por Deus e pela história a comandar o mundo e dominar as raças que não eram europeias, consideradas inferiores e desprovidas de cultura própria.

Chegada dos conquistadores portugueses à África

Quando ocorreram os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV, não houve atritos de origem racial. Os negros e outros povos da África entraram em acordos comerciais com os europeus, que incluíam o comércio de escravos que, naquela época, era aceito como uma forma de aumentar o número de trabalhadores numa sociedade.

Ameríndios e negros

As Grandes Navegações levaram países como Espanha e Portugal a explorarem os quatro cantos do globo se deparando com civilizações totalmente novas. Nessa ocasião, a justificativa para a expansão luso-espanhola foi a difusão do Cristianismo entre os povos considerados pagãos. Porém, a ideia desses reinos era submeter esses povos e explorar a riqueza que os países possuíam.

No Brasil os negros foram trazidos para serem escravos nos engenhos de cana-de-açúcar, devido às dificuldades da escravização dos ameríndios, os primeiro habitantes brasileiros do qual se tem relato. O convívio com as doenças dos brancos e de seus animais, por terem contatos há séculos com os povos brancos e com os animais por eles domesticados, e juntamente com a motivação financeira, decorrentes do fato do tráfico negreiro ter sido a maior fonte de renda do período colonial, foram usados como justificativas para a escravização negra.

Mais tarde, quando os europeus e principalmente os povos germânicos[2] começaram a colonizar a África no século XIX, eles começaram a apresentar justificativas piores para a implementação da cultura e modo de vida europeus às sociedades negras; uma dessa justificativas foi a ideia errônea de que os negros eram uma raça inferior. Assim, passaram a aplicar a discriminação com base racial nas suas colônias, para assegurar determinados "direitos" aos colonos europeus. O caso mais extremo foi a instituição do apartheid na África do Sul, em que essa discriminação foi suportada por leis decretadas pelo Estado.

O racismo como fenômeno social

O racismo, como fenômeno comportamental e social, procura afirmar que existem raças puras, e que estas são superiores às demais; desta forma, procura justificar a hegemonia política, histórica e econômica.

Do ponto de vista racial, os grupos humanos atuais em sua maioria são produto de mestiçagens. A evolução das espécies incluindo a humana e o sexo facilitaram a mistura racial durante as eras. Afirmar que existe raça pura torna ilusória qualquer definição fundada em dados étnicos e genéticos estáveis. Portanto, quando se aplica ao ser humano o conceito de pureza biológica, o que ocorre é uma confusão entre grupo biológico e grupo linguístico ou nacional.

No Brasil


Os negros foram trazidos ao Brasil para servirem de escravos nos engenhos de cana-de-açúcar, devido às dificuldades da escravização dos ameríndios, os primeiros habitantes brasileiros do qual se tem relato.

Outras motivações para a escravidão negra foram o convívio com as doenças dos brancos e de seus animais, por terem contatos há séculos com povos brancos e a domesticação dos animais utilizados por eles, e juntamente com a motivação financeira, pois o tráfico negreiro foi a maior fonte de renda do período colonial.

A abolição da escravatura brasileira foi um processo lento que passou por várias etapas antes da sua concretização. Criaram-se leis com o intuito de retardar esse processo de abolição como a Lei do Ventre Livre e a Lei dos Sexagenários entre outras, as quais pouco favoreciam os escravos.

Quando finalmente foi decretada a abolição da escravatura, não se realizaram projetos de assistência ou leis para a facilitação da inclusão dos negros à sociedade, fazendo com que continuassem a ser tratados como inferiores e tendo traços de sua cultura e religião marginalizados, criando danos aos afrodescendentes até os dias atuais.

Durante o século XX, os negros brasileiros ainda enfrentaram muitas dificuldades para superarem as discriminações no mercado de trabalho e na sociedade em geral. Mesmo com o reconhecimento da igualdade formal perante a lei, na prática os negros não conseguiam facilmente as mesmas posições que os brancos, principalmente no plano econômico.

Nos Estados Unidos o sentimento de ódio e de discriminação sempre foram mais latentes, também no Brasil os negros foram vítimas do ''apartheid social" que sempre sufocou o país, estabelecendo um grande distanciamento entre ricos e pobres.

Para além disso, o racismo no Brasil continuou ocorrendo de maneira velada no meio social nas últimas décadas do século XX. Mesmo após a promulgação da Constituição de 1988, que considera o racismo como "crime inafiançável e imprescritível", ainda se liam anúncios de empregos em jornais procurando pessoas de "boa aparência" o que, na realidade, significa uma recusa quanto à contratação de negros.

Recentemente, o governo brasileiro tomou medidas inéditas a fim de reduzir as desigualdades sociais entre brancos e negros, tendo estabelecido um sistema de cotas para afrodescendentes e estudantes provenientes de escolas públicas nos vestibulares das universidades federais.

Em 1989, o governo de José Sarney determinou que racismo é crime no Brasil, que atualmente é inafiançável e imprescritível. Neste ano, foi promulgada a Lei 7.716, chamada Lei Caó, em homenagem a seu autor, o então deputado e ativista do movimento negro Carlos Alberto de Oliveira.

Essa legislação determina como racismo impedir pessoas habilitadas de assumir cargos no serviço público ou se recusar a contratar trabalhadores em empresas privadas por preconceito contra raça, cor, etnia e nacionalidade.

Também comete o crime de racismo quem, pelos mesmos motivos, recusa o atendimento a pessoas em estabelecimentos comerciais (um a três anos de prisão), veda a matrícula de crianças em escolas (três a cinco anos), e impede que cidadãos negros entrem em restaurantes, bares ou edifícios públicos ou utilizem transporte público (um a três anos).

Em 2003 foi sancionada a Lei 10639/03 que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação que inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da presença da temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Africana".

A assinatura ocorre graças aos anos de lutas dos movimentos sociais, em especial do Movimento Negro, e sem dúvidas é uma conquista desses atores sociais. No parágrafo primeiro, o texto da lei cita que o conteúdo programático incluirá a luta dos negros no Brasil, a cultura negra e formação da sociedade nacional "resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinente à História do Brasil".

Em 02/08/2014 uma Lei que determina mais negros em publicidades foi sancionada em Rio Branco(AC).

Referências

  1. João Angelo, Fantini (2014). Raízes da Intolerância. Editora Edufscar. [S.l.: s.n.] ISBN 978-85-7600-382-3
  2. contributors, Mark Otto, Jacob Thornton, and Bootstrap (22 de novembro de 2017). «Meet The Conservative Monday Club - Racist Roots and Extremism». TruePublica (em inglês). Consultado em 19 de maio de 2021

Ligações externas

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YouTube · BrazilGoodMuzik · 7 de jan. de 2011

 

A medicina e os médicos brasileiros.

 

A medicina e os médicos brasileiros.


A medicina 

e os médicos brasileiros 

Abordarei neste vídeo  a Medicina Brasileira, a formação dos médicos, a abertura de novas escolas,   a ausência de hospitais escolas, a contratação de médicos sem seguridade social(PJ), todos por Pessoas Jurídicas, o MERCOSUL e a proporção médico  por mil habitantes. 

15 anos atrás,  devido a  abertura de muitas  faculdades com viés político e pecuniário, elaborei  um  artigo:

A DECADÊNCIA DA MEDICINA BRASILEIRA.

Versava sobre a desvalorização do médico, a transição de liberal para refém dos planos de saúde, dos grandes grupos hospitalares, dos  Municípios, Estados e da União. Versava também  sobre a  importação de médicos cubanos, a inscrição no CFM e das altas cargas tributárias. 

Em abril de 2025 (06/04/2025) o  país foi  bombardeado por mais de 30 peças   publicitárias  de escolas particulares.

A chamada foi  : 

Realize os sonhos da família, do filho ou neto. Não perca tempo, tenha um médico na família. As nossas portas estão abertas, mensalidades de 8 a 18 mil reais 

Faça transferência de outros cursos,  use o Enem ou faça uma prova local na própria faculdade.

Outra matéria  foi da UFRN(Universidade Federal do Rio Grande do Norte) convocando os médicos do MERCOSUL para  atuarem no Brasil. O mote:  Venham trabalhar no Brasil e façam o  revalida na nossa instituição, UFRN.

 

Outras matérias são dos  atravessadores e intermediários das Escolas do Paraguai, Argentina, Bolívia e Cuba. O mote: CORRAM, A MENSALIDADE NÃO ULTRAPASSA  1.600 REAIS .

A medicina brasileira   virou  mercadoria, virou pecúnia. As faculdades são propriedades   de  grupos  estrangeiros.

Da formação:  As faculdades utilizam bonecos simuladores para aproximar os alunos das situações que irão enfrentar no cotidiano real. São pacientes artificiais, virtuais ou  manequins que servirão de referencias.

O estudo da anatomia  incorpora novas tecnologias. Permite explorar os órgãos do corpo humano( ossos, vísceras  e outras estruturas)  em 3D.          

Impressões  em 3D, modelos digitais em aplicativos e programas  permitirão estudar pacientes sem sangue, dor, odor, tiques, calor corporal, olhar, sentimentos e desprovidos de alma, uma máquina, e que  poderão trazer ou já estão trazendo estas propriedades para os futuros esculápios.

  Roubaram-lhes  a alma e a propriedade  de gratidão aos pacientes e aos cadáveres estudados no curso com humanos de carne, osso, dor, odor, cérebro e sentimentos. Estes modelos podem forjar profissionais que não valorizarão a semiologia e o exame físico( a anamnese, a palpação,  a ausculta,  a escuta,  o sentir, o odor e as queixas dos pacientes. Aprende-se examinar manequins com indiferenças.                                                                            

                        A SITUAÇÃO ATUAL DO BRASIL .

Hoje são 607 mil médicos e 400 escolas. 

O bom: 51% são mulheres e 49% homens. 

As mulheres estão ocupando os seus espaços.

Só nos últimos 10 anos foram abertas 200 escolas de medicina  no país, nos últimos 20 anos, 280 , destas 240 são privadas e ainda tem 335 com pedidos no MEC em análise

             Das 400-    265 são Privadas e 135 Públicas. 

                        São formados por ano no Brasil:          

                        30.000 médicos nas escolas  privadas

                        10.300 médicos nas escolas  públicas 

                         5.000 médicos do Revalida (países vizinhos).

São 45mil por ano.  Em 2035 será 1 milhão de médicos no Brasil .

 

Número de médicos por mil habitantes.

Brasil.......................   2,8   EUA.............................2,6

China.........................2,0    África Do Sul...............0,8

Coreia Do Sul.......   ..2,25  Argentina.........    ........3,9

Portugal................    ..3,9    França........................3,7

Índia ........ .................1,2     MÉDIA MUNDIAL  1,7

 

Cuba tem  100 mil médicos,             9/ 1000 habitantes.

60 mil vivem no país e 40 mil no exterior trabalhando sob  contratos entre os governos.

O governo cubano os caracteriza:   " o exército de jalecos brancos de Cuba". 

Estes 40 mil médicos geram aos cofres cubanos  de 12 a 14 bilhões de dólares por ano.


O Brasil precisa repensar a sua medicina e os seus médicos 

Iderval Reginaldo Tenório

 

Musica De Fundo.

https://wwbe.com/watch?v=94uE9cf1UaUw.youtu

A 9ª Sinfonia . Ludwig Van Beethoven, Composta Em 1824.

Poesia Ode À Alegria,  do Alemão Frederic Schille, Composta Em   1785

Maestro Americano  Leonard Berstaim.

Executada No Natal De 1989, Após a queda do muro de Berlin, unindo a Alemanha Ocidental e a Oriental, separadas  na guerra fria de 1949 a 1990.

Registrado como: O Concerto de Berlim  pela  Liberdade.

Orquestra formada por músicos das nações que participaram da segunda guerra mundial

Rússia, Alemanha, Áustria, Itália, França, Japão,  EUA e as  demais.

Considerado   o Hino Da Paz.

https://www.youtube.com/watch?v=94uE9cf1UaU

Iderval Reginaldo Tenório

 

Demografia Médica no Brasil 2023- RESUMO DA MATÉRIA

 

Demografia Médica no Brasil 2023- RESUMO DA MATÉRIA

             

Aumento recorde no total de médicos no País pode ser cenário de risco para  a assistência, avalia Conselho Federal de Medicina | Portal Médico 

                                .

  Número de médicos sem especialização cresce em 6 anos no Brasil | CNN Brasil

Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia –  Wikipédia, a enciclopédia livre 

Lançada a Demografia Médica no Brasil 2023

Número de médicos especialistas no país cresce 84% em 10 anos, e mulheres serão maioria na profissão já em 2024

Demografia Médica no Brasil 2023, produzida em parceria entre a Associação Médica Brasileira e a Faculdade de Medicina da USP, também projeta que país chegará em 2035 com mais de 1 milhão de médicos; médicas declaram renda 36% anual inferior que os colegas homens

            O número de registros de médicos com título em alguma especialidade cresceu 84% nos últimos 10 anos no Brasil. 

            A DMB 2023, coordenada pelo pesquisador Mário Scheffer, professor livre-docente do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, foi formulada a partir de três eixos principais: estudos demográficos da população médica, estudos sobre formação e profissão médica e inquéritos sobre Residência Médica e trabalho médico no Brasil.

   

Em abril de 2025, o Brasil contava com aproximadamente
635,7 mil médicos. Este número inclui cerca de 353 mil especialistas e 244 mil generalistas. A densidade de médicos no país é de aproximadamente 2,9 por mil habitantes, mas a distribuição é desigual, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste

 

 

            *Médicos especialistas e especialidades médicas*

 Em 2022 o Brasil possuía 321.581 médicos com ou mais títulos de especialistas, o que representa 62,5% dos profissionais em atividade no país. Os demais 37,5% eram médicos generalistas, ou seja, sem titulação em nenhuma especialidade.

O número total de registros de médicos titulados no país chega a 495.716, o que representa 84% a mais em relação aos 268,2 mil registros existentes em 2012. 

Um mesmo médico pode ter título ou ter concluído Residência Médica em mais de uma especialidade e, por isso, o número de títulos em especialidades é maior que o número de indivíduos especialistas.

 As especialidades com maior número de registros de especialistas são Clínica Médica, com 56.979 médicos, Pediatria (48.654), Cirurgia Geral (41.547), Ginecologia e Obstetrícia (37.327), Anestesiologia (29.358), Ortopedia e Traumatologia (20.972), Medicina do Trabalho (20.804) e Cardiologia (20.324). 

 Um segundo grupo, de cinco especialidades – Oftalmologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Psiquiatria, Dermatologia e Medicina de Família e Comunidade, soma 14,4% do total de especialistas.

 No período entre 2012 e 2022, algumas especialidades como Clínica Médica, Medicina de Família e Comunidade, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Medicina Legal e Perícia Médica, Cirurgia de Mão, Medicina de Tráfego, Angiologia, Geriatria, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Neurologia, Genética Médica e Mastologia pelo menos dobraram o número de especialistas.

Os homens são maioria em 36 das 55 especialidades médicas e as mulheres predominam em 19 delas. As especialidades mais “femininas” são Dermatologia, Pediatria, Alergia e Imunologia, Endocrinologia e Metabologia e Genética Médica. As especialidades mais “masculinas” são Urologia, Ortopedia e Traumatologia, Neurocirurgia, Cirurgia Cardiovascular e Cirurgia do Aparelho Digestivo.

A especialidade com maior número de mulheres é a Dermatologia: são 8.236 médicas, o que representa 77,9% dos dermatologistas do país. Outras especialidades com grande proporção de mulheres são Pediatria (75,6%), Alergia e Imunologia e Endocrinologia e Metabologia, ambas com 72,1%.

Em 34 das 55 especialidades médicas existentes no Brasil, a média de idade dos médicos especialistas é inferior a 50 anos.

No Sul do país, 68% dos médicos possuem alguma especialidade. Já no Centro-Oeste 63,4% dos profissionais são médicos especializados, enquanto no Sudeste são 63,3%, no Norte, 57,2% e no Nordeste, 52,3%.

O Distrito Federal possui a maior proporção de médicos especialistas em relação ao total de profissionais (72,7%), enquanto o Amapá registra a menor (40,4%).

Em relação à Força de Trabalho Cirúrgica – que inclui cirurgiões, anestesiologistas e obstetras, a Demografia Médica aponta que, no Brasil, há uma densidade de 66 especialistas por 100.000 habitantes, mais do que o triplo do recomendado pela Lancet Commission On Global Surgery, que é de 20 por 100 mil.

*Aumento de médicos no Brasil*

Nos últimos 13 anos, de 2010 a 2023, mais de 250 mil novos médicos (251.362) entraram no mercado de trabalho no Brasil, resultado direto da abertura de cursos e de vagas de graduação em medicina.

Em janeiro de 2023 o país contava com 562.229 médicos inscritos nos 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), o que corresponde a uma taxa nacional de 2,6 médicos por 1.000 habitantes. Na mesma data, o total de registros médicos chegava a 618.593.

Essa diferença entre o quantitativo de indivíduos médicos e o de registros se refere aos profissionais que possuem inscrições em mais de um CRM, seja porque trabalham em cidades de diferentes estados ou porque se deslocam temporariamente a outro estado.

No ano 2000 o Brasil contava com 239.110 médicos. Enquanto o número de profissionais mais do que dobrou até 2023, a população geral do país cresceu em torno de 27%.

Duas regiões do país possuem número de médicos em relação à população inferior à média nacional. No Norte há 1,45 médico por 1.000 habitantes e, no Nordeste, 1,93.

 Já as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil possuem razões de 3,39, 3,10 e 2,95 médicos por 1.000 habitantes, respectivamente.

 Os estados brasileiros que possuem maior densidade de médicos por 1.000 habitantes são o Distrito Federal (5,53), Rio de Janeiro (3,77), São Paulo (3,50) e Santa Catarina (3,05). As menores densidades são encontradas no Pará (1,18 médico por 1.000 habitantes), Maranhão (1,22) e Amazonas (1,36).

Os dados da Demografia Médica ainda mostram que os médicos se concentram nas capitais brasileiras que, somadas, reúnem 312.246 médicos de todo o país, o que representa uma razão de 6,13 profissionais por 1.000 habitantes.

Já o grupo de regiões metropolitanas do Brasil (excluindo capitais) possui 44.824 médicos, o que significa 1,14 médico por 1.000 habitantes. Na somatória das cidades que compõem o interior do Brasil, são 225.996 médicos ou 1,84 profissional por 1.000 habitantes.


            *Projeção da oferta de médicos no Brasil nos próximos anos*

            Uma das projeções inéditas feitas pela nova edição da Demografia Médica no Brasil 2023 é referente à oferta de médicos em atividade no país nos próximos anos.

            Em dois cenários analisados – de eventual “congelamento” na abertura de cursos de graduação e vagas de medicina entre 2023 e 2029 ou de manutenção dos efeitos da legislação vigente em 2022 em que a abertura de cursos e vagas é regulada e não seria interrompida nos anos seguintes -, a projeção é de que em 2035 haverá entre 1.016.121 e 1.032.753 médicos no Brasil.

            “Haverá acirramento das disparidades de concentração de médicos. Das 27 unidades da Federação, 18 delas irão apresentar densidade de profissionais por mil habitantes abaixo da média nacional, estimada em 4,4 em 2035

            *Mais mulheres na profissão*

            O fenômeno da “feminização” da profissão médica já vinha sendo observado desde 2009 entre os recém-graduados, mas ainda havia, no total da profissão, 59,5% de homens e 40,5% de mulheres. Em 2022 a proporção foi de 51,4% de médicos e 48,6% de médicas. Para 2024 a projeção é de que 50,2% do total de médicos no país sejam mulheres.

            Entre 2010 e 2022 o número de mulheres médicas quase dobrou, passando de 133 mil para 260 mil. Entre os homens o crescimento foi mais lento, com acréscimo de 43%.

            O estudo também demonstrou desigualdade de renda entre os gêneros. Conforme dados obtidos por meio de declarações junto à Receita Federal referente ao ano-base de 2020, as médicas brasileiras declaram rendimento médio anual 36,3% inferior que os profissionais do sexo masculino.

 Ainda de acordo com a projeção do estudo da Demografia Médica, a idade média do médico brasileiro vai cair e, em 2035, mais de 85% dos profissionais terão entre 22 e 45 anos. Também em 2035 haverá 56% de profissionais de medicina do sexo feminino contra 44% do sexo masculino.

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            *A expansão dos cursos de medicina no Brasil e o perfil dos estudantes*

 Segundo a Demografia Médica, de 2013 a 2022 foi registrada a maior expansão do ensino médico da história do Brasil.

Em 2013, o Brasil possuía aproximadamente 180 escolas de medicina. Até 2014, esse número havia dobrado em relação ao início dos anos 2000, chegando a cerca de 216 escolas.

 

Em um intervalo de apenas 20 anos , o número de faculdades de Medicina no país mais que triplicou , passando de 143 para 448 — um aumento superior a 200% . 

 

  Em 2022 o Brasil contava com 389 escolas médicas que, juntas, ofereciam 41.805 vagas de graduação. Desse total, 23.287 novas vagas foram abertas de 2013 em diante. O aumento foi quase quatro vezes maior do que o registrado entre 2003 e 2012, quando foram autorizadas 5.990 vagas.

Uma das principais características da expansão da oferta de graduação médica nos últimos 20 anos no Brasil foi a abertura de vagas predominantemente no setor privado de educação.

Nesse período, enquanto as novas vagas de medicina em universidades públicas passaram de 5.917 em 2003 para 9.725 em 2022 (aumento de 64%), as vagas em escolas médicas do setor privado subiram de 7.001 para 32.080 (crescimento de 358%).

As mulheres foram maioria entre os alunos do primeiro ano de medicina no período analisado pela Demografia Médica, representando 54,9% do total de estudantes em 2010 e 61,4% em 2019.

A Demografia identificou um aumento da população negra – soma de alunos que se declararam pretos e pardos -, de 1.483 estudantes de medicina em 2010 para 9.326 em 2019.

Além disso, cresceu a participação de estudantes de medicina entre aqueles que cursaram o ensino médio em escolas públicas, de 25,9% do total em 2010 para 29,8% em 2019.

            *Oferta e distribuição de Residência Médica*

 Em 2021, 4.950 programas de RM estavam credenciados no Brasil. Naquele ano, os 41.853 médicos que cursavam Residência Médica representavam cerca de 8% do total de médicos em atividade no país.

O estado de São Paulo concentra 33,3% de todos os residentes, seguido por Minas Gerais (11,1%), Rio de Janeiro (10%) e Rio Grande do Sul (7,1%). 

O Distrito Federal é a unidade federativa com maior densidade de médicos residentes por 100.000 habitantes (44,92), seguido por São Paulo (29,86), Rio Grande do Sul (25,84) e Rio de Janeiro (24,06). No outro extremo, o estado do Maranhão apresenta a densidade mais baixa (4,57), seguido por Amapá (5,13) e Pará (7,10).

Em 2021, cerca de 43% dos médicos residentes cursavam programas em quatro especialidades: Clínica Médica (14,2%), Pediatria (10,87%), Ginecologia e Obstetrícia (9,15%) e Cirurgia Geral (9,08%).

Entre 2018 e 2021 o número de médicos que cursavam Residência Médica no Brasil passou de 38.681 para 41.853.

A maioria dos residentes (55,7%) pretende, um ano após a formação, manter exercício profissional de dupla prática, dividindo a atuação profissional entre os serviços público e privado. 

 

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Demografia Médica: CFM | CRMs


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Com a Demografia Médica 2023, o CFM introduz nova abordagem dentro desse projeto. Em lugar de publicação impressa, os dados agora estão reunidos em ...

 


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