terça-feira, 16 de junho de 2026

Pativa do ASSARÉ. Seu doto me conhece? Iderval Reginaldo Tenório

 

 

Para todo o Nordeste e para todo o  Brasil, notadamente os Nordestinos pulverizados pelo mundo, uma homenagem do Patativa do Assaré .  

             SECA de 63/ 64 EM TODO O CEARÁ 

               NOTADAMENTE  NO MEU CARIRI   

         JUAZEIRO DO NORTE-CRATO E BABALHA  

  GOVERNADOR DO CEARÁ DE Período: 1959 a 1963.

O prefeito de Juazeiro do Norte-ce em 1963 .  

Francisco Humberto Bezerra de Menezes  

 

                          Música de Fundo .  LUAR DO SERTÃO

 

Luar do Sertão é uma das toadas sertanejas mais famosas do Brasil. Composta por Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco, a música foi gravada pela primeira vez em 1914 

Música de fundo- João Pernambuco

João Teixeira Guimarães, mais conhecido como João Pernambuco, foi um compositor, violonista e violeiro brasileiro, considerado uma figura fundamental na estruturação do violão solo no Brasil e um dos principais nomes na história do choro. 

 

                                Letra     do Catulo da Paixão Cearense

Catulo da Paixão Cearense (São Luís, 8 de outubro de 1863Rio de Janeiro, 10 de maio de 1946), o Poeta do Sertão, foi um poeta, teatrólogo, músico e compositor brasileiro. É considerado um dos maiores compositores da história da canção popular brasileira.[1] A data de nascimento foi por muito tempo considerada dia 31 de janeiro de 1866, pois a data original fora modificada para que Catulo pudesse ser nomeado ao serviço público. Foi muito prestigiado por diversos intelectuais, pela beleza de suas escritas.


Ah, que saudade
Do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão

Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão

A lua nasce
Por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata
Prateando a escuridão
E a gente pega na viola que ponteia
E a canção é a lua cheia
A nos nascer no coração

Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão

A gente fria
Desta terra sem poesia
Não se importa com esta lua
Nem faz caso do luar
Enquanto a onça
Lá na verde da capoeira
Leva uma hora inteira
Vendo a lua derivar

Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão

Coisa mais bela
Neste mundo não existe
Do que ouvir-se um galo triste
No sertão se faz luar
Parece até que alma da lua
É que descansa escondida na garganta
Desse galo a soluçar

Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão

Ai quem me dera
Que eu morresse lá na serra
Abraçado à minha terra
E dormindo de uma vez
Ser enterrado numa cova pequenina
Onde à tarde a sururina
Chora a sua viuvez

Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão

SEU DOTÔ ME CONHECE?

O Matuto: O nordestino vítima do tá preconceito – Visão Cidade 

P/ IderM TODO val Reginaldo Tenório

 

2 comentários:

Anônimo disse...

O senhor como sempre, um grande contador de histórias e recitador dos mais belos poemas!! Muito bom!!

Anônimo disse...

Linda poesia além de muito gente boa também muito inteligente