Para todo o Nordeste e para todo o Brasil, notadamente os Nordestinos pulverizados pelo mundo, uma homenagem do Patativa do Assaré .
SECA de 63/ 64 EM TODO O CEARÁ
NOTADAMENTE NO MEU CARIRI
JUAZEIRO DO NORTE-CRATO E BABALHA
GOVERNADOR DO CEARÁ DE Período: 1959 a 1963.
O prefeito de Juazeiro do Norte-ce em 1963 .
Francisco Humberto Bezerra de Menezes
Música de Fundo . LUAR DO SERTÃO
Luar do Sertão é uma das toadas sertanejas mais famosas do Brasil. Composta por Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco, a música foi gravada pela primeira vez em 1914
Música de fundo- João Pernambuco
João Teixeira Guimarães, mais conhecido como João Pernambuco, foi um compositor, violonista e violeiro brasileiro, considerado uma figura fundamental na estruturação do violão solo no Brasil e um dos principais nomes na história do choro.
Letra do Catulo da Paixão Cearense
Catulo da Paixão Cearense (São Luís, 8 de outubro de 1863 – Rio de Janeiro, 10 de maio de 1946), o Poeta do Sertão, foi um poeta, teatrólogo, músico e compositor brasileiro. É considerado um dos maiores compositores da história da canção popular brasileira.[1] A data de nascimento foi por muito tempo considerada dia 31 de janeiro de 1866, pois a data original fora modificada para que Catulo pudesse ser nomeado ao serviço público. Foi muito prestigiado por diversos intelectuais, pela beleza de suas escritas.
Luar do Sertão
Catulo da Paixão Cearense
Ah, que saudade
Do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
A lua nasce
Por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata
Prateando a escuridão
E a gente pega na viola que ponteia
E a canção é a lua cheia
A nos nascer no coração
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
A gente fria
Desta terra sem poesia
Não se importa com esta lua
Nem faz caso do luar
Enquanto a onça
Lá na verde da capoeira
Leva uma hora inteira
Vendo a lua derivar
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Coisa mais bela
Neste mundo não existe
Do que ouvir-se um galo triste
No sertão se faz luar
Parece até que alma da lua
É que descansa escondida na garganta
Desse galo a soluçar
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Ai quem me dera
Que eu morresse lá na serra
Abraçado à minha terra
E dormindo de uma vez
Ser enterrado numa cova pequenina
Onde à tarde a sururina
Chora a sua viuvez
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
SEU DOTÔ ME CONHECE?
P/ IderM TODO val Reginaldo Tenório
2 comentários:
O senhor como sempre, um grande contador de histórias e recitador dos mais belos poemas!! Muito bom!!
Linda poesia além de muito gente boa também muito inteligente
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