sábado, 5 de novembro de 2016

A PUJANÇA DE UM POVO

                                                                        

A PUJANÇA DE UM POVO
          Nos dias atuais lembro como tem sido difícil enfrentar as mazelas da vida e as complicações criadas na lida com as coisas simples. 

 
        Para se falar, primeiro pede-se licença e muitas vezes desculpas, o falso sorriso sempre presente mostra os dentes artificiais  como regra nos encontros mercantilistas.

          O indivíduo na maioria das vezes , não é ele mesmo, o sorriso, os cabelos, as opiniões, as unhas e o comportamento são totalmente adestrados, treinados, decorados e artificiais, isto configura a lei do politicamente correto, para agradar,  e para o impositivo  serviço de excelência.

         O ser humano perdeu totalmente a sua individualidade, perdeu a personalidade e segue diariamente o programa implantado na fraca e improdutiva mente, aliás, durante anos foi obrigatório instalar na memória os novos programas da vida atual e o apagamento das mais antigas, daí o grande risco de se desligar da sua história e costumes, muitos fazem questão de danificar e apagar a primeira fase da vida, passam a não gostar dos pratos regionais, dão pausas e esquecem dos ritmos musicais, desconhecem  os costumes da infância  e dos ensinamentos dos antepassados, modificam totalmente a maneira de encarar os fatos , afinal se transformam em seres  alheios às suas raízes e renegam as suas origens.

       Aos poucos e constantemente, a sociedade atual vai se transformando e o novo anula as tradições e ocupa o seu espaço, o novo joga para o escanteio os costumes do passado , tudo passa a parecer recente e eivado da pura e cristalina verdade.

         Os costumes atuais do além mar, eivado do mercantilismo doentio  incute na mente pueril da juventude que o novo é luxo,que o novo  é chic e  que  o máximo é cultivá-lo em detrimento dos costumes do seu povo. O tempo passa e os dominantes vão contaminando até virarem regra, não existe mais volta, nasce uma nova cultura, nasce uma cultura superficial, sem raiz, sem identidade, sem firmeza e sem sedimentação, cultura  forjada propositadamente e de vida curta, preparada e predisposta a novas e constantes modificações, são atividades descartáveis.

         Os humanos deste largo e rendoso segmento vivem e convivem na  famosa zona de ninguém, zona sem paradeiro, sem vida própria, a zona dos insossos descartáveis  e que nada transferirá para as futuras gerações, zona totalmente desprovida de sustentabilidade e de pujança. 

            Viva os nossos antepassados, os seus ensinamentos e suas tradições. Que esta sociedade acorde enquanto é tempo.

Iderval Reginaldo Tenório

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