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domingo, 25 de outubro de 2026

A subserviência e a idolatria política e midiática, seja alforriado.Salvador de 18 de março de 2024

    

A subserviência e a idolatria política e midiática, seja alforriado. Salvador de 18 de março de 2024

 


A subserviência e a idolatria política e midiática, seja alforriado. Ide...

Ética é a parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano. A Ética é um principio pétreo e não precisa de escolaridade.

Moral é o conjunto de regras, valores e costumes de uma sociedade que definem o que é certo ou errado, permitindo ou proibindo certos comportamentos para garantir a boa convivência. A moral pode mudar de acordo com a época. 

Este introito é para mostrar o quanto é vulnerável e despreparada a sociedade, em atribuir ética e moral a determinados grupos e indivíduos sem conhecer o cerne de cada um, uma vez que só se conhece a casca, a embalagem e aquilo que lhes aparecia, lhes depositando virtudes desconhecidas, levando  a verdadeira adoração.

Parto do princípio, que só  se conhece um individuo com a convivência diária, com discussões  das diferenças  e contraditórios, no debate frente a frente,  na instigação, nas explanações  e nas respostas dentro daquele núcleo. Isto acontece na família original, na escola em todos os níveis, no casamento, no trabalho, nas instituições que  participa, jamais nos pensamentos políticos e nos conflitos de interesses.

Pergunto, por que valorizar palavras de artistas, de celebridades e outros midiáticos em detrimento das suas, configurando que os seus pensamentos de nada valem, que os seus neurônios perderam totalmente o senso crítico e ali estão apenas para copiarem o que vem de fora e repetirem como uma impressora.

Qual  é a superioridade dos midiáticos sobre a sua pessoa que também estudou, que não é um analfabeto funcional, que tem acesso  aos princípios filosóficos e sociais  dos pensadores de todos os tempos? Apenas por serem celebridades? Independente dos conhecimentos culturais e  sociais? Apenas por serem influentes?.

O que explica   a  anulação do seu Eu e se adota o Eu dos seu ídolo? mesmo sem conhecer o miolo, o verdadeiro Eu que está dentro daquela embalagem, daquele sepulcro caiado? Uma vez que só se conhece o que pensa uma pessoa com a convivência diária. Não anule o seu Eu.

Chamo à reflexão e chamo a averiguar os paradigmas que se segue.  Peço que faça uma regressão e vá até as propriedades que alicerçam a vida. 

Ética, Moral, Alforria, Liberdade, Cidadania, Autoestima, Conhecimento, Respeito e a Prática  Coletiva são princípios que sustentam uma sociedade sadia.

Não seja subserviente,  não se curve diante de um individuo  que não se conhece o seu Eu por convivência diária. Não se curve por se conhecer apenas por  recortes jornalísticos, televisivos,  propagandísticos e por conflitos de interesses.   Estes estão de olhos nos seus umbigos, priorizam os seus interesse e jamais os  interesses públicos. Primeiro Eu,  depois Eu...e por último Eu.

Não seja subserviente e nem um idólatra, não perca a sua personalidade, seja um cidadão alforriado, você é valioso como você.


                         Salvador de 18 de março de 2024

                                   Iderval Reginaldo Tenório

                    

A subserviência e a idolatria política e midiática, seja alforriado. Salvador de 18 de março de 2024

 

Escute as palavras das crianças. Todos precisam de um Brasil grande.

 







Escute as palavras das crianças.  Todos  precisam de um  Brasil grande.


Não preguem o ódio, a raiva e nem desrespeito.

Cuidado com o CORTISOL, ele acelera o coração e aumenta o risco de um mal súbito.

É o ódio a causa de muitas mortes na atualidade.

Conserve e respeite os amigos.

Não queira ser o sabe tudo e o dono da verdade.

Iderval Reginaldo Tenório

"Se o seu candidato ganhar, deseje que ele faça um bom mandato!
Se o seu candidato perder, deseje que quem ganhou também faça um bom mandato!
BRASIL 🇧🇷
Não faz sentido torcer para o BRASIL dar errado só porque a sua vontade não venceu nas urnas!"

Da mídia eletronica

RESPOSTA RESPEITOSA A UM INTELECTUAL, SOBRE O VOTO DO JOVEM EM 2026



 

 RESPOSTA RESPEITOSA A UM INTELECTUAL E ESTUDIOSO DA POLÍTICA BRASILEIRA,

A RESPEITO DESTA MATÉRIA PUBLICADA  ABAIXO.

ENTENDEU O MESMO, QUE A MATÉRIA APAGA TOTALMENTE A MENTE DO JOVEM E NÃO ISSO QUE PREGUEI.

RESPOSTA RESPEITOSA A UM INTELECTUAL, SOBRE O VOTO DO JOVEM  EM 2026

Meu querido colega FMB, moro em Salvador, porém não saí de minha terra natal, os sertões do Araripe,  e nem da tutela dos meus pais, que pouco estudaram, porém, mais uma vez o porém, foram os maiores exemplos para toda a família. Por mais que o sujeito estude, nenhuma nova invenção do imaginário do homem consegue ultrapassá-las.  A família, para todos os seus descendentes, continua viva e pulsante. 

Quando se escreve, quem escreve, não espera que o leitor concorde com a ideia. A unanimidade só acontece na matemática,  nas demais  ciências a vivência é quem forja o pensamento . Exemplos: Dados  geográficos mudam com o tempo, os  históricos dependem de  quem documentou, os da física, química e os da língua em constante metamorfose. Veja que cada cabeça é um mundo. Um texto escrito ou falado atua apenas como mais uma informação. Viva estas propriedades humanas, que trazem esta diversidade.

 Parabéns meu mestre, a sua mente encontra-se à frente da minha, ela viu e viveu mergulhada noutras terras, culturas e noutras plagas. A minha, coitada, continua no chão do  meu nordeste, onde na  roça trabalhava com todos os membros da família em busca do pão de cada dia e a carregar água para encher os potes, liquido este aprisionados em barreiros e compartilhados com  outros animais, os não humanos, geralmente gados pé duro, cavalos pangarés e os demais dos sertões.  Estas imagens, dos meus pais, são pétreas, nenhum outro homem por culto que seja conseguirá substituí-las. Quando vejo que são arcaicas e equivocadas, penso, repenso, peso e sopeso, depois respeito, não são demandas matemáticas, são demandas da VIVÊNCIA.  Parabéns e obrigado por comentar e enviar uma opinião. Enriqueceu a matéria.  

Iderval Reginaldo Tenório

Recado aos jovens. Eleição 2026 para Presidente.Recado aos jovens.

 

 

         ELEIÇÃO 2026-PRESIDENTE DA REPUBLICA

Muitas são as tentações que não deveriam existir, a respeito do voto dos jovens, muitas  interesseiras e mentirosas.

Pergunta: quem  esteve,  está e estará  ao seu lado em toda a sua vida, nos bons e nos momentos difíceis? 

Quem bancava ou bancou a sua  educação, alimentação, moradia, saúde  e o financeiro e  precisa manter o  poder  aquisitivo para continuar a bancar? Quem dá a vida por você?

Então  bote na cabeça, vote com os seus pais, pois votando contra, está votando contra a sua família e contra você, são eles que  entende da sua família,  então,  nunca vote contra os seus pais. 

Vá até eles e pergunte.   Meu pai e minha mãe, devo votar em quem para Presidente, qual será o melhor para o Brasil e para nós, me diga?

Este é o caminho para o seu voto. Vote coeso com os seus pais,  os seus genitores.

Não escute artistas, políticos e nem marqueteiros enviesados, escute os seus pais, os demais estão lhe enganando, são embustes e armadores de arapucas. Votar com os pais é votar em você. São eles o seu porto seguro.

Quando precisar de uma ajuda financeira, eles  nunca negarão. Quando tudo apertar, procure os seus pais.

Os seus pais são sagrados, os demais são apenas conhecidos.   Não seja influenciado, tenha personalidade.

Um adendo: Se o voto dos seus pais, for um VOTO DE CABRESTO, procure esclarecer o seu voto.  Mostre todos os porquês, mostre  que o seu voto  é um voto  consciente e bom para todos. Desde quando não seja de CABRESTO, um voto que sofreu influencia de terceiros ligados a tais e tais grupos, notadamente dos ricos atistas do país, de um lado ou  do outro. 

O que mais nos envergonha , é saber qual o   índice de corrupção e falcatruas  de ambos os grupos. 

Quer ser considerado honesto, mesmo sendo sujo,  basta apoiar os meus candidatos. Assim se comportam os apoiadores de cada lado. 

                       É o meu parecer.


Depois de adulto, cada um segue o seu rumo, cada um tem o seu mundo e deve lutar por este mundo, que muitas vezes tem mais coerência do que o mundo arcaico da sua infância, porém não menospreze o mundo dos seus pais. No hoje, vive-se outra realidade, não esqueça a formação  recebida dos seus pais. 

             Iderval Reginaldo Tenório

sábado, 24 de outubro de 2026

Recado aos jovens. Eleição 2026 para Presidente.Recado aos jovens.

 

 

         ELEIÇÃO 2026-PRESIDENTE DA REPUBLICA

Muitas são as tentações que não deveriam existir, a respeito do voto dos jovens, muitas  interesseiras e mentirosas.

Pergunta: quem  esteve,  está e estará  ao seu lado em toda a sua vida, nos bons e nos momentos difíceis? 

Quem bancava ou bancou a sua  educação, alimentação, moradia, saúde  e o financeiro e  precisa manter o  poder  aquisitivo para continuar a bancar? Quem dá a vida por você?

Então  bote na cabeça, vote com os seus pais, pois votando contra, está votando contra a sua família e contra você, são eles que  entende da sua família,  então,  nunca vote contra os seus pais. 

Vá até eles e pergunte.   Meu pai e minha mãe, devo votar em quem para Presidente, qual será o melhor para o Brasil e para nós, me diga?

Este é o caminho para o seu voto. Vote coeso com os seus pais,  os seus genitores.

Não escute artistas, políticos e nem marqueteiros enviesados, escute os seus pais, os demais estão lhe enganando, são embustes e armadores de arapucas. Votar com os pais é votar em você. São eles o seu porto seguro.

Quando precisar de uma ajuda financeira, eles  nunca negarão. Quando tudo apertar, procure os seus pais.

Os seus pais são sagrados, os demais são apenas conhecidos.   Não seja influenciado, tenha personalidade.

Um adendo: Se o voto dos seus pais, for um VOTO DE CABRESTO, procure esclarecer o seu voto.  Mostre todos os porquês, mostre  que o seu voto  é um voto  consciente e bom para todos. Desde quando não seja de CABRESTO, um voto que sofreu influencia de terceiros ligados a tais e tais grupos, notadamente dos ricos atistas do país, de um lado ou  do outro. 

O que mais nos envergonha , é saber qual o   índice de corrupção e falcatruas  de ambos os grupos. 

Quer ser considerado honesto, mesmo sendo sujo,  basta apoiar os meus candidatos. Assim se comportam os apoiadores de cada lado. 

                       É o meu parecer.

             Iderval Reginaldo Tenório


sexta-feira, 23 de outubro de 2026

O VELHO CAVALO

 Foto de Cavalo Moribundo Magro e mais fotos de stock de Antigo - Antigo,  Cavalo - Família do cavalo, Cuba - Grandes Antilhas - iStock



                         

      
 

                                                   Foto de Cavalo Moribundo Magro e mais fotos de stock de Antigo - Antigo,  Cavalo - Família do cavalo, Cuba - Grandes Antilhas - iStock

                                                 O VELHO CAVALO                                                       

 Sertão do Ceará, 1915 .

Um vendedor, de meia idade, negociava utensílios domésticos como martelos e pregos,  roupas, ençóis, panelas, colheres, copos, abanos, grelhas, espetos, facas   e outros itens nos cafundós da  Serra do Araripe, divisa do Ceará com Pernambuco.

Possuía uma parelha de animais, um equino e um muar,  o belo cavalo trovão, bom de passos e o burro sansão, bom de carga.  Longas distâncias  e belas paisagens na lida diária, o muar para as cargas, o equino para os passeios.

O garboso cavalo sempre nas festas, feiras, comemorações e nas grandes corridas. Orgulhosamente o belo animal desfilava naqueles sertões. Bem tratado e alimentado, bom capim, boa alfafa, excelente milho e tortas de caroços de algodão, uma  vida de rei.

Impecáveis arreios e vistosos ornamentos, manta vermelha de cetim, sela macia, peitoral ornado com estrela de metal, rédeas e alforjes de couro  de carneiro, rabicho trançado com fio de seda, boqueira e estribos de prata, bem polidos e a cintilar a luz do sol, vivia épocas de glórias.

Orgulhava-se quando recebia preços, apreços, avaliações, elogios e jamais o cavaleiro pendia para negociação. Era um animal faceiro, elegante, orgulhoso e cheio de brios, na sua garupa as mais belas donzelas. 

Era motivo de festas onde chegava com os seus passos, galopes e trotes, numa demonstração de força e virilidade, qualidades estas que lhe credenciavam a cruzar com belas éguas ou formosas  asininas, assim era e vivia o pomposo cavalo.

O muar, coitado, a subir ladeiras e a cortar caminhos, dois a três sacos na grosseira cangalha pregada no lombo, cabresto de cordas de croá, rabicho de agave, duas puídas viseiras, de couro cru, em cada lado da cabeça, obstruindo, tapando, abortando, escurecendo e a impedir a visão lateral. No pescoço um pesado chocalho para a sua identificação.

Nos fins de semana, durante o dia, quatro cambitos para o carregamento de lenha e feixes de canas, à noite, dois caçuás para o transporte de frutas, garrafas e diversas mercadorias nas festas do lugarejo, era uma mercearia ambulante, o ganha pão do almocreve.

Como pastagem, capim seco,  relvas, palhas de milhos encontradas nos arredores e nos monturos das casas, não sabia se vivia para comer e trabalhar ou só teria comida se trabalhasse.

Longas eram as conversas entre os dois animais. O muar, piado nas duas patas direitas, triste e a lamentar, porém conformado por lhes sobrar a vida para o trabalho; o outro, solto pelos terreiros, falante, garboso e risonho; ambos confabulavam sobre as suas vidas, as injustiças e quão ingrata era a vida para um deles. A diferença era exorbitante, era de fazer pena,  foi assim durante muitos anos, um sempre sorrindo e a gargalhar, o outro... o outro, só Deus para socorrer.

Como o tempo é o pai, o aconselhador, o diluidor dos sofrimentos e a esperança a mãe de todos os animais, uma década se passou e os dois viventes sempre a dialogar.

Com a falta das chuvas, foram escasseando as vendas e aumentando as despesas, motivo mais do que suficiente para que o almocreve diminuísse os momentos de festas e de alegrias. 

Primeiro se desfez dos belos arreios, diminuiu a compra de alimentos especiais, como necessitava aumentar o volume das cargas, passou a utilizar os dois animais na lida diária como cargueiros, os passeios recreativos do equino passaram a ser coisas do passado.

O belo e orgulhoso equino passou a andar na vala comum, lado a lado com o muar, a garbosa sela foi substituída por uma cangalha, um saco de cada lado e o  dono escanchado no meio. Desta vez contando os passos, pulando grotas, subindo e descendo ladeiras.  Na ida, produtos da lavoura e na volta especiarias para abastecer as bodegas da região: Querosene, peixes salgados, açúcar, café e outros mantimentos.  Com o novo ofício desapareceram as belas éguas, as formosas asininas e os saborosos manjares. O equino passou a sobreviver nos grotões e nos monturos do esturricado sertão.

O muar continuou a sua batalha, agora como coadjuvante, apenas como complemento de cargas. Quando os produtos eram poucos, ficava a pastar, a perambular pelas capoeiras à procura de uma relva mais hidratada, vivia a pensar na sua atual e inútil vida. Costas batidas, boca murcha, dentes falhos, amarelados, desgastados e com raias escuras. Bicheiras no lombo, espinhaço pelado, cascos rachados e juntas calcificadas, sobrevivia a perambular caatinga adentro. Como foi forjado para o trabalho, sentia-se um inútil, um dispensável,  entediado mergulhou no mundo da tristeza, entrou em banzo.

O velho equino fazia a vez do muar nas feiras livres, dos vilarejos serranos. Dois sacos, o dono escanchado no meio da cangalha e o filho na garupa, subia e descia os penhascos do Araripe, já não possuía belas boqueiras de prata e nem cabrestos de couro de carneiro com estrelas na testa.

O rabicho de seda, fora substituído por rabicho de cordas a cortar a borda anal. As cilhas, agora de couro cru, com suas grosseiras fivelas a lhes causar mossas na barriga e a traumatizar os bagos aposentados.

A força era agora a sua maior virtude, força para não sofrer com as pontiagudas esporas que tangenciavam os órgãos genitais, muitas vezes ferindo-os quando desacertava os passos, consequências dos janeiros acumulados e da  perda da massa muscular, que cientificamente é chamada de sarcopenia.

A vida endureceu para o faceiro e garboso animal, trouxe à memória os momentos de bonança ao lado do zeloso patrão, nos tempos das vacas gordas, das chuvas, das farturas e dos grandes bailes. Olhava para os lados e não mais enxergava os pomares verdejantes do caminho, pois os tapa olhos laterais do muar, agora encontravam-se na sua cabeça, vedando os seus olhos, limitando a visão para as belas paisagens de outrora.

O velho cavalo não mais participava dos acontecimentos e nem das quermesses, passou a ser um animal de cargas, puramente para comer e para o trabalho, não tinha direito a pensar. 

Seguia a dura e pétrea regra, obediência sem contestação, vivia silente e aos puxavancos do puído cabresto que lhe cortava as moídas narinas, do rabicho que magoava o tronco da calda e a borda anal, das cilhas que feriam a barriga, as virilhas e machucavam os inúteis bagos. O animal vivenciava a mais espúria entidade criada pelo dominador, o mais baixo golpe sofrido por um ser vivo, obedecer sem contestar, vivia a mais degradante forma de vida, a escravidão.


Os três foram minguando. O esquálido muar sem trabalho,  esquecido, menosprezado, deprimido e abandonado foi requisitado pelos asiáticos para a produção de  charque. O faceiro equino, agora não mais belo, sem a força da juventude, com a estima em baixa caiu no ostracismo. Calda imóvel a proteger o fim dos intestinos, esfíncter este que sofria compressões musculares periódicas ao menor grito.

Relinchos abafados, olhos sempre para o chão, dentes desgastados, puídos e rentes às gengivas, musculatura minguada, pele áspera e pelos ressecados. Sem força, sem brio e sem pernas, foi substituído por sangue novo, mergulhou na solidão. Não mais requisitados ao trabalho, embrenhou-se nos carrascos, entrou em banzo e nunca mais soube do seu paradeiro, sumiu.

O cavaleiro em crise e em desacerto envelheceu. Sem os seus escravizados e provedores animais, com a chegada do progresso, dos bulidos  dos motores, mergulhou no esquecimento e na solidão da vida. Os dias ficaram mais longos, a falta de afazeres lhe consumiram os brios e a cidadania, caiu no esquecimento. 

De resto, com o êxodo e à procura da sobrevivência, os despreparados  descendentes migraram para as  cidades  a fim  de alimentar, como lenhas verdes,  as grandes metrópoles. Ora na construção civil, ora na desconstrução da cidadania e ora a forjar uma nação servil  sem rumo, sem prumo e sem paradeiro.  

Em terras estranhas, estes abandonados brasileiros  batalham, lutam e sobrevivem apenas o presente. São  seres vivos sem esperanças de futuro  tais quais o sofrido almocreve, o garboso equino e o incansável muar,  muitos terminam mergulhados nos mares dos desvios de condutas e  sem perspectiva de uma vida digna.

Iderval Reginaldo Tenório 

22 de Setembro de 2025