O blog foi criado para a cultura. Mostra o quanto é importante o conhecimento.Basta um click no artigo. Centro Médico Iguatemi,310.CLINICA SÃO GABRIEL LTDA- 33419630 33425331Participe ,comente, seja seguidor. DR IDERVAL REGINALDO TENÓRIO , 1954 , JUAZEIRO DO NORTE -CEARÁ. 08041988lgvi.1984 CHEGOU EM SALVADOR COM 18 ANOS , MEDICINA NA UFBA. CIRURGIÃO GERAL. driderval@bol.com.br ACESSEM DO AMIGO E RADIALISTA PERFILINO NETO O SEU SITE DE MUSICA eradoradio.com.br
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terça-feira, 22 de setembro de 2026
domingo, 20 de setembro de 2026
Se os Tubarões fossem Homens Bertold Brecht
Se os Tubarões fossem Homens
Bertold Brecht
Anos 1950
Fonte: http://resistir.info/
Transcrição e HTML: Fernando Araújo.
Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de sua senhoria ao senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos?
Certamente, respondeu o Sr. K. Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adoptariam todas as medidas sanitárias adequadas. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, ser-lhe-ia imediatamente aplicado um curativo para que não morresse antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem melancólicos haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar alegremente em direcção à goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.
O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam rejeitar toda tendência baixa, materialista, egoísta e marxista, e denunciar imediatamente aos tubarões aqueles que apresentassem tais tendências.
Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, proclamariam, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não se podem entender entre si. Cada peixinho que matasse alguns outros na guerra, os inimigos que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia uma comenda de herói.
Se os tubarões fossem homens também haveria arte entre eles, naturalmente. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores magníficas, e as suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos a nadarem com entusiasmo rumo às gargantas dos tubarões. E a música seria tão bela que, sob os seus acordes, todos os peixinhos, como orquestra afinada, a sonhar, embalados nos pensamentos mais sublimes, precipitar-se-iam nas goelas dos tubarões.
Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa no paraíso, ou seja, na barriga dos tubarões.
Se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que todos os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores até poderiam comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles, mais frequentemente, teriam bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem interna entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, polícias, construtores de gaiolas, etc.
Em suma, se os tubarões fossem homens haveria uma civilização no mar.
Bertold Brecht
Anos 1950
Fernando Pessoa. POEMA EM LINHA RETA. Nunca conheci quem tivesse levado porrada
Nunca Conheci quem Tivesse Levado Porrada
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão princípe - todos eles princípes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Quem contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?
Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Iracema José de Alencar
Conheçam a obra do grande José de Alencar.
José Martiniano de Alencar (Fortaleza, 1.º de maio de 1829
— Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1877)
foi um jornalista, advogado, político, ensaísta e escritor brasileiro. É considerado o principal e o
mais importante escritor do romantismo no
Brasil, sendo identificado com a primeira geração do movimento e
popularmente alcunhado como "pai da literatura brasileira".
José de
Alencar nasceu em maio de 1829 em Messejana,
na província do Ceará. Sua avó paterna Bárbara de Alencar
consagrou-se heroína da revolução de 1817 em
Pernambuco.
Bárbara Pereira de Alencar foi uma comerciante e revolucionária brasileira. Primeira presa política do Brasil, é considerada uma heroína da Revolução Pernambucana e da Confederação do Equador. Era avó do escritor José de Alencar e Barão Leonel Martiniano de Alencar.
Em
1817, aos vinte e três anos, seu pai, José
Martiniano Pereira de Alencar, estudou no Seminário de Olinda,
onde presenciou a Revolução; sendo preso e injuriado, aportou à Bahia,
para ser julgado. Passados três anos, tendo, pois, sido destruídos os
documentos relativos à rebelião do Crato impossibilitando o julgamento, José
Martiniano Pereira de Alencar, anistiado, retornou para o Ceará.
Iderval Reginaldo Tenório
José de Alencar
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
AS APOSTAS, OS ATLETAS ENGANDORES E OS MIDIÁTICOS.
AS APOSTAS, OS ATLETAS ENGANDORES, OS MIDIÁTICOS, A TUTELA DO GOVERNO FEDERAL E A NECROECONOMIA.
Zezinho, 12 anos de idade, tem lido na mídia os adventos sobre os diversos jogos de azar e o quanto são danosos para população de baixa renda, notadamente as BETs.
Fala a mídia, que muitos deixam de comer, de cumprir os compromissos e se endividarem na ilusão de enricar.
Diz que diariamente entram na casa das pessoas, por intermédio da televisão, milhares de comerciais induzindo-as a fazer apostas, mesmo sendo deletérias, pois sabem que são propagandas enganosas, forjadoras de devedores, de doentes mentais e depressivos.
O mais grave, é que tem a chancela do governo, dando como legal este tipo de massacre financeiro. Contratam garotos propagandas para a indução destes crimes oficiais.
Revela que o mais grave é escutar atletas famosos da ativa, atletas aposentados, artistas, treinadores, apresentadores de televisão e famosos influencers a incutirem na cabeça das pessoas a ilusão de enriquecimento, alguns chegam à alucinações visuais, auditivas, táteis, olfativas, gustativas, hipnagógicas e hipnopômpicas.
Onde anda o caráter, o respeito e a consciência destes midiáticos, que pelo vil metal jogam num profundo fosso 70 milhões de ludibriados brasileiros? Com a palavra todos os envolvidos.
Zezinho declara que fica preocupado com as famílias brasileiras, como também com o mal praticado pelos usurários midiáticos. Aponta que todos comemoram em Iates com pratos sofisticados, vinhos, comidas importadas e muitos papos depreciativos, notadamente com os sofridos habitantes de baixa renda, principalmente os nordestinos, chamados pelas elites de COMEDORES DE GILETES, BAIANOS E PARAÍBAS, e espera que a consciência pese na cabeça de casa um, declarem as suas intenções e que tenham a hombridade de defender este sofrido e desinformado povo, presa fácil para estes leões famintos, forjadores de devedores e de doenças depressivas.
Os trabalhadores merecem respeito, Zezinho fala e sempre falará em voz alta: Nem tudo que é considerado legal, é legal, notadamente jogos.
Termina dizendo que quem sempre lucra são as bancas, principalmente com o apoio dos famosos ricos de dinheiro e pobres de caráter.
É categórico em explanar, que a sociedade civil organizada, tem que se indignar com estes tipos de ações perpetradas pelos dirigente da nação, seus comparsas e os milhões de idólatras.
Fecha declarando a sua indignação com os atletas, artistas e midiáticos ícones da nação, homens que no passado apareciam como humanos honestos, trabalhadores e exemplos para a população, notadamente para os mais jovens. Muitos destes atletas atuaram nas seleções do esporte do qual praticam. Hoje, para o Zezinho, perderam todo o brilho e entraram no rol dos irresponsáveis sociais, basta olhar as peças publicitárias para identificar de quem o Zezinho está falando.
Salvador, 18 de Setembro de 2026
Iderval Reginaldo Tenório
DONA TONHA 18 DE SETEMBRO DE 1914
ANIVERSARIANTES DO DIA - CAROL E DONA TONHA
Bendito de romaria ao Padre Cicero - YouTube
Esta música tricentenária era do repertório de Dona Antônia Reginaldo, minha mãe.
Ela tinha uma série de músicas, inclusive uma gravada por Luiz Gonzaga, Asa Branca, todas de domínio público, assim falava mamãe.
A voz de minha mãe era muito boa, afinada, com as palavras completas, cantou até os 99 e 8 meses. anos.
Rosângela é Engenheria Agrônoma, formada pela Universidade |Federal do Ceará, foi professora do CENTEC(Instituto Centro de Ensino Tecnológico - CENTEC - FATEC CARIRI).
Reformou uma sala na casa que morávamos, fez um estúdio, convida amigos e cantores de Juazeiro do Norte para encontros culturais.
Canta quase todas as músicas que mamãe cantava, sem permitir mudanças na entonação, nas notas e sem retirar a presença de Dona Antonia, diz ela, que ao cantar mamãe sempre está ao seu lado.
Como irmão de Rosangela e filho de dona Antonia, ao ouvir, faço uma regressão à minha infância e vejo mamãe soltando a sua voz.
Mamãe nasceu no dia 18 de setembro de 1914, na naçaão daas Alagoas, desdcentes dos Índigenas Xucurus Cariris.
Salvador, 04 de Setembro de 2026
Iderval Reginaldo Tenório
