quarta-feira, 8 de março de 2017

OS ANIMAIS DOMÉSTICOS E AS ZOONOSES

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OS ANIMAIS DOMÉSTICOS E AS ZOONOSES
                      Diversos são os estudos a respeito da melhora da qualidade de vida e de como é boa a convivência com animais domésticos principalmente para as crianças, os idosos, os solitários e alguns portadores de doenças  neurológica ou mental.

Comprovado também, que o homem é um ser social e procura em algum setor a liderança. Não é a toa, que o homem, independente da classe social procura um ser para comandar, seja no setor financeiro ou intelectual , esta propriedade pode ser na família, na sua ocupação ou na sua comunidade. Exemplo maior é o desejo milenar de possuir um ser vivo eternamente amigo e submisso, elemento este que seja comandado em todas as circunstancias , mesmo que seja maltratado ou passando fome não arrede o pé da submissão, veja como os que ocupam as mais baixas camadas sociais se preocupam em possuir um cão amigo, cão este sem pedigree, sem saúde, sem teto, sem comida, mas acima de tudo fiel, acima de tudo amigo e obediente.

Aquele homem não manda em nada, aquele homem nada possui, aquele homem é acima de tudo um abandonado, porém o seu cão continua aos seus pés, obediente e em contínua lambição, lambe os pés, os dedos, a boca, a pele, lambe o homem, esta é a função milenar do verdadeiro subserviente, motivo mais do que suficiente para que o seu amo se sinta contemplado.

                       O que dizer dos que vivem solitariamente nas grandes mansões, nos casebres, nas ruas, famílias pequenas, filhos sem pais, pais sem filhos, famílias sem crianças, sem netos, sem bisnetos, sem amigos e muitos com sobra do vil metal.

                        Substituindo o humano por animais domésticos, estes animais passam a ser o melhor achado para companhia, o homem conversa com os animais como se estes fossem humanos, partem para verdadeiros bate-papos e os tratam como humanos, dão todas as características, oferecem confortos, problemas psíquicos, orgânicos e de relacionamentos, levando a estes animais os mesmos trajetos que passam os humanos como: obesidade, psicoses, depressões e uma infinidade de doenças da modernidade, tudo pelo poder sobre aquele subserviente, obediente, amigo e dedicado animal. 

                             Volto aos animais domésticos principalmente ao cão.
Levantamento efetuado nas grandes metrópoles mostrou que,  para cada 10 humanos existe em média 01 animal doméstico, o que corresponde a 10%. Para uma população de 1,0 milhão de habitantes são 100 mil animais, muitos soltos nas artérias e logradouros das cidades.

                             Cada espécie animal é portadora de características peculiares, para se manter viva obedece a determinados parâmetros, cada uma tem uma função bem definida e nada impede que as espécies vivam em harmonia desde quando cada um no seu verdadeiro mundo e não perca os conceitos basilares. A humanização das outras espécies é uma afronta antropológica e sem lógica que muito prejuízo trará a esta civilização, nada impede que vivam no mesmo torrão como espécie diferentes .

                             Para viver em comunidade, os aglomerados humanos tiveram que se submeter a diversos ajustes: instalações elétricas, moradias, drenagens fluviais, aterros sanitários, drenagem dos esgotos e dos dejetos humanos ou restos de alimentos, condição mínima para a não proliferação das doenças peculiares. Para este intento o homem passa por um período de educação e de adaptação ao novo modo de vida, mesmo assim com a falta de recursos, na não aplicação dos poucos existentes nestas infra-estruturas, fica a maior parte da população sem estes serviços vivendo nos bolsões à margem da civilidade, tudo a céu aberto, vulnerável a proliferação de diversas patologias.

                              Imaginem as conseqüências para os poderes públicos e para a população ao enxergar os animais na ótica dos que não se preocupam, dos que não cuidam, na ótica dos humanos desumanos e que não têm compromisso com a comunidade, sem sombra de dúvidas a maioria.
                           Imaginem as conseqüências: se cada animal numa média aritmética produz de 500 a 700gramas de dejetos dia, como não existem sanitários apropriados, como não são escolarizados e mais de 80% despejam nas calçadas, nas ruas, nas avenidas, nos logradouros públicos e os outros 20% são descartados por seus donos nos cestos de lixo, configura uma forte ameaça à saúde de toda a comunidade.

                             O que preocupa é que existe como já mencionado 10 animais para cada 100 habitantes, para uma população de três milhões, são 300 mil animais, chega-se à seguinte conclusão: 


Para cada mil animais são produzidos 700 kilogramas de dejetos dia(FEZES E URINA), para cada 10mil são 7mil kologramas, para cada 100mil, 70mil kilogramas dia (70 toneladas) e para cada 300mil, 210 toneladas de dejetos pulverizados diariamente na cidade, equivale a 21 caminhões pipas( de 10 toneladas cada ) por dia, 630 caminhões por mês ,nestes dejetos existem milhares de parasitos, bilhões de bactérias e outros trilhões de vírus que de diversas maneiras contribuem para a proliferação das temidas zoonoses. A salvação da humanidade está no sol, que elimina mais de 80% dos microelementos , porém muitos passam imunes à sua ação .


Faça uma conta deste volume para uma cidade de 3 milhões de habitantes (300 mil animais) durante 365 dias, assim: 210 toneladas dia  vezes 365 dias , dão exatamente 77 mil  toneladas de fezes e urina, isto é  :
7.7 mil carros pipas de 10 mil kg  por ano. É de assombrar.

                               Como se livrar de tantas patologias,(como exemplo cito a leishimaniose, antes rural ,hoje urbana) se a fonte geradora não pára de crescer, para onde vão os restos placentários após os partos, os animais que vão a óbito e o que se faz com os enfermos portadores de doenças de alto contágio.


A população tem o direito de conhecer, tem o direito de se familiarizar com estes pontos para poder se posicionar e optar em possuir um ser submisso, um ser importante, porém gerador de tantos problemas para a comunidade solucionar, uma vez que os animais vivem confinados nos lares da população, muitas vezes dividindo o mesmo quarto quiçá a mesma cama.

                           Salvador, 20 de agosto de 2001.


                                                 Iderval Reginaldo Tenório


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