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Ana Francilina da Conceição
Nac. Palmeiras dos Indios, Alagoas 1879- Falec.Bodocó Pe, 1942.
Ana Francilina da Conceição, India Xucurus-Kariri, mãe de Antonia Reginaldo da Silva, minha mãe.
Nasceu num distrito do município de Palmeiras dos Indios, Alagoas, em 1879, faleceu aos 73 anos de idade em 1952 na Chapada do Ariripe, município de Bodocó no Estado de Pernambuco.
Palmeira dos Índios
Palmeira dos Índios ocupa terras que um dia foram aldeias dos índios Xucurus. Foi criada como freguesia em 1798 e transformada em vila em 1835.
Entre 1928 e 1930 a prefeitura foi exercida pelo escritor Graciliano Ramos (nascido na cidade de Quebrangulo, em Alagoas), que incluiu fatos do cotidiano da cidade em seu primeiro romance, Caetés (1933).
Bodocó Pernambuco - PE
No início do século XX, em 1909, Antonio Peixoto de Barros fundou o povoado de Bodocó, em terras do Município de Granito.
A origem do nome do Povoado, conforme os estudiosos, há duas versões: Uma de que o nome veio de uma planta aquática muito abundante na região, denominada de Bodocó, versão mais correta para uns, a outra, do nome de uma tribo indígena que aqui habitou, chamada Bodorocos.
Seu desenvolvimento foi rápido, graças à facilidade de acesso, o que ocorria para maior intercâmbio comercial, motivando a elevação do Povoado à categoria de Distrito em 1909. Com o decorrer de alguns anos, o Distrito crescia a cada dia, tornando-se mais importante que a sede do Município de Granito e em 1924 Bodocó passou a ser a sede do Município de Granito.
A situação
permaneceu até 1938, neste ano Bodocó passou a Município e Granito a
Distrito de Bodocó. Decreto-lei estadual nº 92, de 31 de março de 1938, rebatizou Granito de Bodocó.
Em 1942 na administração do prefeito Manoel Antônio Luna, 3º prefeito da cidade de Granito, o município perdeu sua sede tornando-se distrito de Bodocó.
Permanecendo como
distrito de Bodocó até o ano 1963, data em que por força da lei estadual nº 4972 de 20 de dezembro de 1963, Granito foi elevado novamente à categoria de cidade.
Antonia Reginaldo da Silva, minha mãe, nasceu em 1914 quando a sua mãe, a minha vó, estava com 35 anos de idade ainda no Estado de Alagoas.
Em Juazeiro do Norte, lá pelo ano de 1918, ao conversar com o Padre Cícero Romão Batista, em Juazeiro do Norte, Ceará. O Padre orientou a família a se transferir para a Serra do Araripe plantar feijão de pau(andú), feijão de corda, fava, mandioca, macaxeira(Aipim) e criar animais de pequeno porte.
Em 1919, já na Serra do Araripe, o seu esposo, o meu avô, José Reginaldo da Silva, que não era indio, veio a falecer e dona Ana Francilina da Conceição assumiu a grande tarefa de educar os seus filhos, quantro mulheres e um homem.
Instituiu um forte sistema matriarcal, assessorada pelo filho mais velho, Antonio Reginaldo da Silva, à época com 19 anos de idade, irmão de minha mãe que estava com 5 anos de idade.
Observação: Conta a minha mãe, que nesta época, cantava uma música muito linda e de domínio popular, sem nome. Esta música, mais tarde, o Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira gravaram, colocaram uma letra bonita, melçhoraram a melodia e a chamaram de ASA BRANCA.
Iderval Reginaldo Tenório
DONA ANTONIA REGINALDO DA SILVA, MINHA MÃE
Exímia cantora do folclore, das músicas indigenas e religiosas. Guarda péssimaas memórias dos colonizadores da Europa, diz que a sua avó contava muitas atrocidades praticadas contra aos índios pelos homens brancos.
Como Eu, não gostava das nações desenvolvidas, que exploraram os donos da terra, os seus parentes XUCURUS, com chicote, mão de ferro, falsas promessas e desonestidade. Falava também que tinha outro povo que não eram portugues, chamava-se de os NEDERLANDS( Holandeses). Dizia minha mãe que numa guerra muitos deixaram o Brasil, porém muitos ficaram no Nordeste escondidos no interior das Alagoas, Pernambuco, Ceará, Paraíba e Bahia misturados com os índios.
Minha mãe só tinha o primário, porém um conhecumentos que muitos acadêmicos não possuem. A sua memória era de causar inveja. Minha mãe. um exemplo de Ser Humano, uma inteligencia invejável, sabia de tudo, não deixava os perguntadores sem respostas, era uma orientadora.
Iderval Reginaldo Tenório