terça-feira, 31 de dezembro de 2013

MINHA MENSAGEM DE ANO NOVO, É UMA POESIA CHAMADA “ O QUE É SAUDADE" , NA LINGUAGEM CAIPIRA LÁ DO MEU CEARÁ SERRANO , DE DOMINIO PÚBLICO.

 
         MINHA MENSAGEM DE ANO NOVO, É UMA POESIA CHAMADA “ O QUE É  SAUDADE" ,
 NA LINGUAGEM CAIPIRA LÁ DO MEU CEARÁ SERRANO , DE DOMINIO PÚBLICO.
 
                                                                          O QUE É SAUDADE
 
                    Saudade é como um parafuso
         Que num buraco cai,
              Só entra se for trocendo
         Se bater ele num vai,
               E se enganchar lá dentro
            Ele lasca mas num sai.


FELIZ ANO NOVO, NOVO MESMO, SEM CONFUSÕES, SEM INFLAÇÃO,
COM OS DIRIGENTES MAIS CONSCINETES , COM INVESTIMENTOS NA SAÚDE,
             NA SEGURANÇA ,NA EDUCAÇÃO E NA CULTURA.

Luiz Gonzaga - Asa Branca (Rei do Baião) - YouTube

www.youtube.com/watch?v=cWiJL0_yj9c
26/10/2009 - Vídeo enviado por Breno Alves
Asa-Branca é uma canção de choro regional (popularmente conhecido como baião) de autoria da dupla ...
  • MOCINHA DE PASSIRA GRANDE VIOLEIRA E REPENTISTA


    Adicionar legenda



    Mocinha destrói corações com sua lábia repentista


    Por José Teles
    teles@jc.com.br

    Mais de uma década antes de Leila Diniz escandalizar a sociedade e quebrar tabus, falando palavrões e deixando-se fotografar grávida e de biquíni em Ipanema, no Agreste pernambucano, Maria Alexandrina da Silva, ou Mocinha de Passira, com exceção do biquíni, fazia tudo isso e muito mais: enfrentava, nos anos 50, as rígidas normas nordestinas estabelecidas para as mulheres.

    Até hoje ela continua sendo uma das poucas presenças femininas no universo do repente e a única a viver exclusivamente de sua profissão. Mocinha canta hoje, em dupla com Santinha Maurício, a partir das 19h, no Nosso Quintal, em San Martin, no projeto Nosso Quintal em Cantoria, da produtora cultural Roberta Clarissa, que está promovendo desafios de violeiros, uma vez por mês naquele espaço.

    Mocinha de Passira, 65, é boêmia, não dispensa um uísque, só namora com quem se afina com ela (palavras suas), fala palavrões e enfrenta os marmanjos taco a taco no baião. Teve muitos homens, mas poucos a tiveram. Casou uma única vez, com o forrozeiro Duda da Passira: “Casei no dia 3 de dezembro, no dia 5 de maio eu já tinha quebrado tudo. O negócio dele era me levar pros forrós a pulso, pra ficar me tocaiando. Ninguém tocaia ninguém. Não deu certo. Um dia amanheci virada, apanhei um cacete que havia lá. A primeira coisa que quebrei foi a sanfona dele. Está manifestada, gritou ele, e foi buscar uns catimbozeiros. Eu avisei que o primeiro que entrasse quebrava no cacete, e expliquei: O problema é que eu vou embora e ele não quer deixar. Quando arrumo minhas coisas, olho para trás e está ele se enforcando. Corri, cortei a corda, e ele caiu em cima do fogão. Fui embora”.

    Não foi a primeira vez. Com 16 anos incompletos, fugiu da casa dos pais. Considerado um dos maiores da história do repente, Pinto do Monteiro viu Mocinha cantando em Tamanduá, distrito de Glória de Goitá, e a convidou para ir morar em sua casa, em Caruaru: “Pai deixou. Mas minha mãe, não. O documento que eu tinha era um registro, peguei uma bolsa frasqueira, botei umas coisas, duas calcinhas, e fugi. Fui para o Recife, comprar a passagem para Caruaru. Pinto para mim foi um rei, um pai, meu mestre”.
     
    HISTÓRIA COMPLETA NA SUA PAGINA, AQUI APENAS IONFORMO QUE A MESMA EXISTE E QUE CONHEÇO DE ALGUMAS CANTORIAS COMIGO E O AMIGO BULE BULE.
     
    VEJAM O QUE ESTA MULHER GUERREIRA CONSEGUE FAZER COM A SUA VOZ E COM  A VIOLA.

    OS DIREITOS DA MULHER - Mocinha de Passira - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=_f6P3LvOeew
    06/03/2012 - Vídeo enviado por Lizalzeu
    O gênero aqui é Martelo Alagoano, é muito bonito. Quando a gente ta cantando em palco em coisa assim ...
  • Zé Cardoso e Mocinha de Passira - Mourão em Desafio.flv - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=p76naKZ2_l4
    14/06/2012 - Vídeo enviado por Thadeu Filmagens
    Mourão em desafio com os poetas Zé Cardoso e Mocinha de Passira. Filmado, editado e postado por ...
  • BULE BULE, HOJE O MAIOR REPRESENTANTE DA VIOLA NA BAHIA.






    representante fiel da cultura brasileira

     

    Nos últimos anos tenho convivido mais de perto com o grande Bule Bule e a cada dia que passa noto que  teremos de mudar , teremos que valorizar estas enciclopédias vivas que tanto valorizam esta nação. Quando olho a trajetória da minha vida me orgulho de ter conhecido e convivido com alguns ícones da história.

    Como : Patativa do Assaré, Frei Damião, Irmã Dulce, Cego Oliveira, Cego Aderaldo, Zabé da Loca, Meu Mano grande musico de Juazeiro do Norte, Jorge Amado, Adonias Filho, João Ubaldo, Luiz Gonzaga, meu primo Lunga, Pedro Bandeira, Otacilio Batista, Ivanildo Vilanova, Waldik Soriano, Vavá Machado e Marcolino, Perfilino neto, pena Branca e Xavaninho, Tonico eTtinoco, Helena  Mereles, João Silva e esta galera nova que engrandece a nação. 

     

    Conheça o grande Bule Bule -homem simples de uma cultura impressionante, homem importante, tão  importante como os grandes cientistas desta terra como:

     o professores Zilton Andrade, Ernane Gusmão, Anybal Silvany, Antonio Freitas, Edgar Marcelino, Rodolfo Teixeira, Augusto Teixeira, Maria Theresa de Medeiros Pacheco ,Piraja da Silva, Mitermayer Galvão, Itazil Benicio, Edgar Santos, Roberto Santos,Manoel Barral Neto, Naomar Almeida e outros de igual quilate que no momento não lembro na escola de medicina da UFBA.

     

    Bule Bule na sua ciência é um verdadeiro cientista.

    Iderval Reginaldo Tenório


    Antônio Ribeiro da Conceição, nome artístico Bule Bule
     
    Nascido em 22 de outubro de 1947, na Cidade de Antônio Cardoso no Estado da Bahia, musico, escritor, compositor, poeta, cordelista, repentista, Ator e cantador.Ao longo dos seus mais de trinta e oito anos de carreira gravou  seis Cd’s  (Cantadores da Terra do Sol,  Série Grandes Repentistas do Nordeste, A fome e A vontade de Comer, Só Não Deixei de Sambar, Repente Não Tem Fronteiras e Licutixo), quatro livros editados (Bule Bule em Quatro Estações, Gotas de Sentimento, Um Punhado de Cultura popular, Só Não Deixei de Sambar), mais de oitenta cordeis escritos, participação em vários seminários como palestrante, varias peças teatrais e publicitárias agraciadas pelo Prêmio Colunista. Milhares de apresentações durante a sua carreira. Atualmente ocupa o cargo de Gerente de Cultura da Prefeitura Municipal de Camaçarí, diretor da Associação Baiana de Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia e da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel. Recentemente foi premiado com o Prêmio Hangar De Música no Rio Grande do Norte junto com Margaret Menezes e Ivete
     
    Bule Bule canta com Xangai, Elomar, Antônio Queiroz, Mocinha de Passira, Raimundo Sodré, Tato Lemos, Mateus Aleluia, Caetano, Riachão, Gil e muitos que fazem o Brasil Cultura.
     
    CONHEÇAM O MEU AMIGO BULE BULE, UM MINUTO DE PROSA E O RESTO É PURA CANTORIA.

    Bule Bule - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=2z59cyEeZBc
    12/12/2009 - Vídeo enviado por rodrigorroal
    Registro de Bule Bule (rroal filmes), feito durante o 9 (nono) Festival BrasilNoar (CasaNoar ...
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    CEGO OLIVEIRA- O HOMEM QUE TOCAVA RABECA NAS RUAS DE JUAZREIRO DO NORTE


    Pedro Oliveira, nascido em 1912, naquele pequeno sítio no Crato, morreu em 1997, aos 85 anos de idade, na terra que adotou como sua, pois nela recebeu a bênção de seu "padim", Padre Cícero, o Juazeiro do Norte.

    Cego Oliveira rompeu as fronteiras do Cariri. Seu nome chegou à capital, e daí ganhou o mundo. Meteu o pé na estrada, visitou terras distantes, onde pôde revelar o vigor do seu estro. Vamos ouvi-lo:

    "Na profissão de cantoria eu já viajei pra São Paulo, pro Rio de Janeiro, pra Fortaleza... Eu já cantei na televisão, mas ao invés de melhorar ficou pior. Quando é no tempo de romaria, eu tou tocando a minha rabequinha, aí chega um romeiro, fica olhando e diz: "– Ah!, esse cego aí eu já vi, ele passou na televisão. Não dê esmola a ele que ele é rico, ele vive passando na televisão"...
         Pois bem, e o pobre do besta aqui passando necessidade. Eu passo é de um ano sem ver um pedaço de carne no prato."
     
    ESCUTEM O GRANDE CEGO E A SUA RABECA.
    VEJAM O QUE O MESMO FALA DO SEU INSTRUMENTO.

    Cego Oliveira - Minha Rabequinha - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=hdA9lvKUF6E
    26/10/2007 - Vídeo enviado por Carlos M.
    Na década de 80, já velho, o Cego Oliveira, músico e poeta popular do ... "São José também chorou" e "A ...
  • Orquestra de Rabeca SESC Cego Oliveira - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=h1FKfMNWyDU
    17/10/2007 - Vídeo enviado por DI FREITTAS
    Orquestra de Rabeca SESC Cego Oliveira ... Rabeca - PÉ DE MULAMBO - A História do Peixe Tuninha ...

  • "Hoje eu estou ficando velho, ficando distraído das coisas. Já esqueci muitos versos... A profissão hoje em dia não dá mais pra quase nada, a gente quase não recebe mais encomenda de cantoria. Ainda canto um pouquinho nas romarias, enquanto houver romaria eu ganho um pouquinho que dá para viver. Antes de chegar esses programas de rádio, esses violeiros modernos, eu era convidado para tudo que era canto, pra toda a região. Tinha dia de sábado para eu ser convidado para quatro casamentos e não dava vencimento... Essas cantorias de rádio foi quem derrubou eu e muitos outros cantadores como eu."

    "Quando eu era novo era bom demais. Eu chegava numa festa e me juntava mais os companheiros, a gente tocava rabeca, "pife" e zabumba... Bebia cachaça e pintava o sete. Eu cantei com muitos cantadores afamados do sertão. Uma vez o poeta Zé Mergulhão tava me aperriando numa cantoria, com os versos malcriados querendo me encourar... Então eu cantei:

    "Poeta Zé Mergulhão
         Você procure a defesa,
         Eu lhe dou a explicação
         Com toda delicadeza,
         Eu com a rabeca na mão,
         Eu canto por precisão
         E você por sem-vergonheza"...

    "A vida do cantador foi a melhor que eu já achei, porque trabalhar no pesado eu não posso, pegar no alheio eu não vou. Assim, vou cantando... É como eu digo:

    "Essa minha rabequinha
         É meus pés, é minha mão
         É minha roça de mandioca,
         É minha farinha, o meu feijão,
         É minha safra de algodão,
         Dela eu faço profissão
         Por não poder trabalhar,
         Mas ao padre fui perguntar
         Se cantar fazia mal.
         Ele me disse: Oliveira,
         Pode cantar bem na praça,
         Porém se cantar de graça
         Cái em pecado mortal"...