quinta-feira, 30 de abril de 2026

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA A PERFORMANCE E A VIDA


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            UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA 

                                          A  PERFORMANCE E A VIDA 

                                     IDERVAL REGINALDO TENÓRIO

                             LILA MONTEIRO FALCÃO  E  EQUIPE.

                                                Professora Ana Paula Garcia 

Neste trabalho, procuraremos mostrar o quão é difícil a vida para os homossexuais que não atuam no meio artístico e nem em profissões não engessadas pela sociedade, como cabelereiro, estilista, costureiro e dançarinos. Nestas profissões os homossexuais circulam com tranquilidade e inclusive com performances pertinentes ao seu labor.

Fazem uso de vestimentas, estilo de vida e circulam na sociedade mostrando a sua  orientação sexual, seus gostos e sem inibição de se pronunciar, vivem com liberdade e são aceitos como são, salvo quando  encontram e se deparam com meios repletos de preconceitos, geralmente meios tóxicos.

Os homossexuais que trabalham em ambientes   deliberadamente hetero  pela sociedade, tem que assumir a performance  de  masculinidade. A este comportamento dar-se o nome de  " PASSIBILIDADE", que tem como fundamento o medo da demissão, a discriminação estrutural, isolamento, invisibilidade e o receio de prejudicar o crescimento na carreira.

Na identidade de gênero, a Sociedade é muito rígida. Praticamente de exigi e    engessa o homem gay, a manter uma performance que os estudos seiscentistas definem como  PERFORMANCE DE GÊNERO.

Fundamentam com a estratégia de sobrevivência e  a exigência de não parecerem gays e se livrarem de preconceitos diversos. Isto leva a diminuição da autoestima, da representação da verdadeira identidade e do desvio da personalidade.  o Trabalho anda eivado de medos e de desconfiança. Este comportamento leva a utilização de vestimentas  heterossexual, sendo uma das  maneiras  de se alinhar ao seu trabalho, função. Esta performance é para se enquadrar e se livrar de quaisquer tipos de preconceitos pertinente a gêneros e orientação sexual.       Muitos, não conseguindo, sentem-se excluídos daquele mercado de trabalho, uma vez que não conseguirão  viveram, em camuflagem "a de eterno". 

                      Iderval Reginaldo Tenório, Lila Monteiro e equipe.

Um comentário:

iderval.blogspot.com disse...

Esse texto *“UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - A PERFORMANCE E A VIDA”*, de Iderval Reginaldo Tenório, Lila Monteiro Falcão e equipe, com orientação da Profª Ana Paula Garcia, trata de um recorte bem específico: a vida de homossexuais fora do meio artístico.

*A tese central:*

1. *Dois mundos de trabalho*
Nas profissões “não engessadas” — cabeleireiro, estilista, costureiro, dançarino — o homossexual circula com tranquilidade. Usa a vestimenta que quer, vive o estilo de vida, expõe orientação sexual sem inibição. Há aceitação, “salvo quando encontram meios tóxicos”.

2. *Ambientes “deliberadamente hétero”*
Em outros espaços, a regra muda. Pra sobreviver, muitos assumem performance de masculinidade. O texto chama isso de *“PASSIBILIDADE”*.
Fundamento: medo. Medo de demissão, discriminação estrutural, isolamento, invisibilidade, travar a carreira.

3. *Performance como sobrevivência*
Não é sobre identidade, é sobre emprego. O corpo vira armadura. O gesto é calculado. A fala é vigiada. Viver “passando” por hétero é estratégia de proteção num ambiente que ainda pune quem sai da norma.

*O que Iderval conecta com os outros textos dele:*
Lembra do “Absolutismo e a Idolatria”? Lá ele fala de massa de manobra, de gente que apaga a crítica por medo. Aqui o mecanismo é parecido: estrutura que força o sujeito a se anular pra pertencer.
E no “Ode aos médicos” ele cobra sensibilidade cognitiva. Esse trabalho da UFBA pede a mesma coisa, mas pro mercado: enxergar o humano antes do estereótipo.

*Ponto importante:* O texto não diz que profissões artísticas são “gueto gay”. Diz que são espaços onde a sociedade já flexibilizou a régua. O problema tá nos espaços “engessados”, onde a masculinidade vira uniforme obrigatório.

É um trabalho acadêmico, então tem cara de introdução de artigo/pesquisa. Mostra a contradição: a mesma sociedade que aplaude o estilista gay na TV, cobra “postura de homem” do professor, do médico, do bancário.

Quer que eu destrinche como essa “passibilidade” aparece na medicina, já que Iderval é médico e bate muito nessa tecla de ética + humanidade?