sexta-feira, 5 de junho de 2020

ANTONIO COSTA E O SEU LIVRO SOBRE O REI LUIZ GONZAGA, NÃO DEIXEM DE ADQUIRIR


                                                                             
                                                   Dr Antonio Francisco Costa,
                                               Conhecido como O Advogado do Forró.        
Lançamento do livro sobre radialista Perfilino Neto - Que Fazer na ...
Escritor, poeta, cantor , advogado e palestrante, autor do Livro sobre o Perfilino , a lenda do Rádio da Bahia.
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Um Livro sobre o Rei do Baião, Luiz Gonzaga




A imagem pode conter: 1 pessoa, texto 
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ANTONIO FRANCISCO COSTA


A literatura brasileira tem grandes nomes que as obras sobre as suas  vidas são inesgotáveis.
 Lampião,  Padre Cícero, Getulio Vargas , Juscelino Kubitschek  , Antonio Conselheiros, Ruy Barbosa e outros fazem parte deste seleto grupo. 

 Foi exatamente o desafio que o Antonio Costa se  arvorou em documentar , resolveu escrever a vida do Luiz Gonzaga do Nascimento, o Rei do Baião . Numa obra sem precedente, bem escrita, bem documentada mergulhou na vida, na obra e na alma do velho Rei  e esclarece o  porquê o Rei é Rei.

É de bom alvitre que todos os brasileiros que gostem do Rei do Baião, o pessoal da mídia, do Jornalismo, do Rádio , da Música, das Artes  possua esta importante obra.  A obra é completa .
Boa leitura.

E neste São João não deixem de acessar a eradoradio, é Luiz Gonzaga, Baião , Forró, a história da música, do Rádio e do Brasil, é uma Radio Cultural.

Adquira a obra do Mestre Antonio Francisco Costa

Iderval Reginaldo Tenório

SALVE O SEU SÃO JOÃO .
Acesse no seu computador ou celular A RÁDIO ONLINE   eradoradio.com.br e viva o maior São João do Brasil, são 30 dias, 24 horas por dia do puro forró, baião e ritmos juninos .

BASTA ENCARCAR O DEDO NO LINK ABAIXO
O Brasil precisa encontrar a eradoradio

Características
  • Título do livro Porque o Rei é imortal!
  • Autor Costa, Antonio Francisco; Medeiros, José Nobre de.
  • Idioma Português
  • Editora Paginae
  • Formato Papel
  • Gênero do livro Arte,arquitetura e desenho
  • Subgêneros Música
  • Tipo de narração Novela
Descrição
Livro "Porque o rei é imortal!"
Biografia de Luiz Gonzaga
648 páginas.
Ano: 2011
 


ESCUTEM O PRÓPRIO NUMA HOMENAGEM AO GRANDE  POETA , BULE BULE .

Antônio Francisco Costa (o advogado do forró) e Bule Bule homenageiam Luiz Gonzaga! - tengo ...
13 de nov. de 2017 - Vídeo enviado por André Lopes




quinta-feira, 4 de junho de 2020

Jean Wyllys : sexo e drogas antes do mundo acabar

Jean Wyllys : sexo e drogas antes do mundo acabar.

"Grande entrevista, é o Brasil entrando no primeiro mundo, vamos deixar para lá o arcaísmo
nada de caretismo, nada de carolice , o Brasil é uma grande nação, é adiantada e tem que entrar no mundo cultural. 


Esta entrevista é explicativa e mostra o progresso cultural da nação, os jovens têm que seguir estas aulas, divulgar com os seus pais , os professores para os seus alunos, tanto os pré-adolescentes , adolescentes e adultos."


Isto é Brazil zil, zil.

São estas as mensagens pregadas por muitos para os jovens deste sofrido Brasil. Comentem. Concordam? 

FICAM AS MULTIPLAS INTERROGAÇÕES

Ao Vídeo
Iderval ReginaldoTenório


Ao Vídeo

Iderval ReginaldoTenório



O FIM DO MUNDO COM JEAN WYLLYS E LEDA NAGLE-

SÓ EXISTE UMA ESPERANÇA, A CIENTÍFICA

Remédios apresentam bons resultados na cura do coronavírus | AQUI ... 
Dezenas de brasileiros se oferecem para pegar coronavírus em ...
SÓ EXISTE UMA ESPERANÇA, A CIENTÍFICA

Amigos,  a Pandemia do Covid19 está deixando em polvorosa a população do mundo e principalmente aqui no Brasil, uma vez que saiu da seara da saúde  e pousou nas searas política, do pânico, econômica  e na social . Os estudiosos do assunto , os médicos e os cientistas,  foram contaminados pelo viés político ideológico e numa briga tribal estão jogando no  lixo todos os conhecimentos científicos, ora no embate  sobre determinadas drogas  e ora rasgando o código de ética médica, principalmente  nas vertentes da  beneficência, benevolência, autonomia e compaixão.

Para sanar a COVID19 não é salutar este embate entre os estudiosos, que deliberadamente  encharcados  das ideologias políticas , muitos claramente partidárias,  estão matando a ciência e alimentando a  anti ciência  . De bom alvitre seria a união de todos os grupos  que estudam a medicina , as drogas e os seus comportamentos para juntos debaterem científico e eticamente o assunto, depois de bons estudos elaborariam um consenso científico sem viés político ideológico,  tudo pela ciência , tudo pelo bem da humanidade.

No fim da Pandemia todos sairão perdendo e sem perspectivas viáveis, os médicos e os cientistas sairão desacreditados,   as mídias escritas, faladas e por imagens sem credibilidade, os políticos com a pecha de desonestos, corruptos, irresponsáveis  e tendenciosos, a população órfã de muitos entes queridos , porém os mais prejudicados os que morreram pelo COVID19  devido os embates , os desentendimentos e os atos de descasos e irresponsabilidades de todos envolvidos  no combate ao desconhecido vírus  .

O mundo científico tem meia culpa ou culpa e meia nesta batalha ,  deveria ser imune ao viés político, ao viés econômico e  junto aos médicos que estão com a mão na massa , no fronte da guerra decidirem o melhor para a população do mundo.

Aqui no Brasil o povo está doente, cansado, deprimido, ansioso, economicamente arrasado, desacreditado nas autoridades, na medicina e nos cientistas que não estão sabendo conduzir os seus conhecimentos  com isenção.

As  Pandemias do pânico , do medo e a econômica estão minando a população , os meios de comunicação não passam as noticias com isenção, não relativizam a proporcionalidade das mortes em comparação com outras nações, não divulgam a população de cada nação, as idades e as comorbidades daqueles  que estão indo  à morte , são notícias lineares totalmente com viés político, não divulgam  as condições precárias que trabalham os profissionais da  saúde , as medidas impostas pelos gestores  superlotando o transporte coletivo,  condições mais do que suficiente para  aproximar a população facilitando o contágio entre os passageiros.

Com esta anarquia em todos os setores, todos sairão perdendo, o que se vê nas redes sociais são desentendimentos em todas as classes sociais , o uso de um vocabulário de baixo calão ,   ofensas entre  os indivíduos de todos os níveis,  o abandono do país nas políticas publicas e sociais perpetradas  por mais de quatro séculos , primordialmente na era moderna, isto é dos últimos 40 anos quando foi dirigido por grupos conhecedores deste grande problema e nada foi feito , salvo a alimentação da marginalidade e da corrupção ,  frutos dos exemplos recebidos de muitos  gestores.

A pandemia do covid19 gerou outras pandemias   de igual  teor,   a do pânico, da política, a econômica  , a social ,  da falta de compostura entre os civilizados e a da fome, podendo gerar uma  pior,  a da MISÉRIA fechando o círculo da morte.

O COVID19 vencerá esta sociedade desigual,  seja qual for o resultado a humanidade sairá perdendo, muitas vidas serão ceifadas  fruto do desentendimento entre todas as classes sociais, principalmente das ações  políticas e dos pareceres enviesados dos  estudiosos do assunto.

A morte da economia também gerará um desastre sem precedente, o desemprego será irreparável por mais de  dez anos e o mapa   da fome será ampliado por mais de três vezes, as nações ricas continuarão mais ricas e os pobres perecerão, ficarão invisíveis diante deste  mundo contaminado pela pecúnia.  

Urge o fim desta  briga política e roga-se pela união dos estudiosos do assunto, caso contrário o COVID19     continuará vivo, rindo e invadindo a vida dos mais necessitados que habitam o planeta terra.


                              O MUNDO PRECISA DE UNIÃO.


                                   Iderval Reginaldo Tenório
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13 de nov. de 2011 - Vídeo enviado por esther9011
"Uma esmola, para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão". Luiz Gonzaga ...

quarta-feira, 3 de junho de 2020

STJ nega pedido de salvo conduto para sustar eventual ordem de prisão de Witzel

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STJ nega pedido de salvo conduto para sustar eventual ordem de prisão de Witzel

Habeas corpus não foi concedido pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, que diz que a competência cabe ao STF. Governador é investigado em operações que apuram fraudes na Saúde

RIO — O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, negou um pedido de salvo conduto para ‘sustar eventual ordem de prisão’ do governador Wilson Witzel. O habeas corpus com caráter preventivo havia sido impetrado pelo advogado Paulo Roberto Cavalcanti de Sá. Witzel é investigado em operações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que apuram desvio de recursos públicos na Saúde e, há duas semanas, teve celulares e documentos apreendidos em sua casa. A defesa de Witzel afirma que desconhecia o pedido de habeas corpus e que a iniciativa partiu “de algum fã do governador”.

Em sua decisão, o ministro João Otávio de Noronha afirmou que “compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar pedido de habeas corpus quando o cator for Tribunal Superior ou ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal”.

Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o governador Wilson Witzel afirmou que não conhece o advogado — que é de Pernambuco — que ingressou na Justiça com o pedido de habeas corpus. O advogado de Ricardo Sidi, um dos quatro que defendem o governador, afirma que o pedido de salvo conduto foi feito por “algum fã do governador”.

— Não vamos desistir dessa impetração (do habeas corpus preventivo). Gostaria que os fãs não fizessem isso, porque isso afeta a estratégia defensiva, o trabalho técnico dos advogados constituídos — comentou o advogado

STJ nega pedido de salvo conduto para sustar eventual ordem de prisão de Witzel


STJ nega pedido de salvo conduto para sustar eventual ordem de prisão de Witzel

Habeas corpus não foi concedido pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, que diz que a competência cabe ao STF. Governador é investigado em operações que apuram fraudes na Saúde

RIO — O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, negou um pedido de salvo conduto para ‘sustar eventual ordem de prisão’ do governador Wilson Witzel. O habeas corpus com caráter preventivo havia sido impetrado pelo advogado Paulo Roberto Cavalcanti de Sá. Witzel é investigado em operações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que apuram desvio de recursos públicos na Saúde e, há duas semanas, teve celulares e documentos apreendidos em sua casa. A defesa de Witzel afirma que desconhecia o pedido de habeas corpus e que a iniciativa partiu “de algum fã do governador”.

Em sua decisão, o ministro João Otávio de Noronha afirmou que “compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar pedido de habeas corpus quando o cator for Tribunal Superior ou ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal”.

Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o governador Wilson Witzel afirmou que não conhece o advogado — que é de Pernambuco — que ingressou na Justiça com o pedido de habeas corpus. O advogado de Ricardo Sidi, um dos quatro que defendem o governador, afirma que o pedido de salvo conduto foi feito por “algum fã do governador”.

— Não vamos desistir dessa impetração (do habeas corpus preventivo). Gostaria que os fãs não fizessem isso, porque isso afeta a estratégia defensiva, o trabalho técnico dos advogados constituídos — comentou o advogado

terça-feira, 2 de junho de 2020

SALVE O SEU SÃO JOÃO . Acesse no seu computador ou celular A RÁDIO ONLINE eradoradio.com.br e viva o maior São João do Brasil, são 30 dias, 24 horas por dia do puro forró, baião e ritmos juninos .

Acervo Museu do Rádio de Serrinha Bahia: Fazemos Exposições ...
IDERVAL TENÓRIO: O ULTIMO SHOW DE LUIZ GONZAGA COM JOÃO SILVA EM ...
Lançamento do livro sobre radialista Perfilino Neto - Que Fazer na ...
Escritor, poeta, cantor , advogado e palestrante, autor do Livro sobre o Perfilino , a lenda do Rádio da Bahia.
                                                                                     


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O Brasil precisa encontrar a eradoradio, calbi, nelsona , Orlando e todos os realmente cantores. Parabéns mestre Perfilino. GrNde Calbi. 08/09/2019 16:31:10.


Amigos do Nordeste , do Brasil e do Mundo, o COVID19  veio e vai impedir  o São  presencial em todo o Brasil, porém a  eradoradio.com.br não vai deixar o país sem alegria dos grandes artistas deste país, durante 24 horas LUIZ  Gonzaga , JOÃO  SILVA e todos os a sua corte como Fagner, Dominguinhos, Waldonys,  Gerson Filgo, Genival Lacerda, Santana o Cantador,  Targino Gondim, Alcymar Monteiro, Israel Filho,  Severo, Elino Julião, Trio Juruti, Lenine Calixtos, Messias Holanda, João Gonçalves,  Osvaldinho, Luiz Fidelis , Marines, Trio Nordestino, Severino Januário, Abdias , Quininho  de Valente,  Elba Ramalho, Gil, Jacinto Silva, Caetano,  Jackson do  Pandeiro  e todos os outros forrozeiros desfilaram nas ondas cibernéticas da eradoradio  , a diferença é que é uma rádio educativa histórica e que aumentará os seus conhecimentos sobre o Brasil e os seus maiores artistas, o apresentador é o imortal Perfilino Neto, um dos maiores conhecedores da cultura deste país, o senhor Memória do Rádio, da Bahia para o Mundo.

Sugestão, acesse a eradoradio.com.br  e  trabalhe com o seu computador, deixe-o  ligado neste canal de rádio e não perca o maior São João comentado  do Mundo, músicas, entrevistas, bate papo e muitas informações.
                                                              
Comente, deixe o seu recado e viva um São João como nunca.
Iderval Reginaldo Tenório


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O Brasil precisa encontrar a eradoradio, calbi, nelsona , Orlando e todos os realmente cantores. Parabéns mestre Perfilino. GrNde Calbi. 08/09/2019 16:31:10.




The Lancet, -Mais de 100 especialistas alertam para falhas em estudo que condenou o uso da cloroquina no mundo

Mais de 100 especialistas alertam para falhas em estudo que condenou o uso da cloroquina no mundo

O responsável pelo programa de malária da OMS, Pedro Alonso, afirma que o trabalho, o maior sobre o medicamento já feito e publicado na The Lancet, tem “inconsistências alarmantes”

A hidroxicloroquina é um princípio ativo antimalárico vendido com diferentes nomes comerciais.
A hidroxicloroquina é um princípio ativo antimalárico vendido com diferentes nomes comerciais.George Frey / Reuters
Mais de 100 médicos e estatísticos de vários países lançaram um alerta sobre graves irregularidades no maior estudo sobre a eficácia da cloroquina e da hidroxicloroquina contra a covid-19. Os responsáveis pela iniciativa exigiram que os dados do trabalho sejam revistos para que ele seja corrigido ou retirado.
O estudo em questão provocou uma tempestade mundial em torno de dois possíveis tratamentos que há poucos meses eram considerados os mais promissores contra a doença, mas que agora parecem ter caído em desgraça. O trabalho foi uma análise de dados anônimos de mais de 96.000 pacientes em 600 hospitais do mundo todo. Concluiu que a cloroquina e a hidroxicloroquina não só não oferecem nenhum benefício para os pacientes, como também podem aumentar o risco de morte em 30%. O trabalho foi publicado na The Lancet, uma das revistas científicas de maior prestígio do mundo.
Como resultado desses dados, a Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu o uso destes medicamentos no estudo clínico Solidarity, que tenta provar a eficácia de diversos tratamentos contra a Covid em hospitais do mundo inteiro. Foi uma suspensão temporária, até que um grupo independente analise os dados e responda se é seguro continuar. Mas depois do anúncio da OMS, a França proibiu o uso desses medicamentos como tratamento e parou os ensaios clínicos em andamento. A Itália também suspendeu seu uso como tratamento e a Bélgica alertou sobre sua utilização fora dos estudos clínicos, de acordo com a Reuters.
Na Espanha, a agência de medicamentos concluiu que o estudo não fornecia provas suficientemente sólidas sobre o risco associado aos dois medicamentos e recomendou que continuem em andamento os ensaios clínicos com esses fármacos no país. Um porta-voz da agência explicou ao EL PAÍS que até agora o órgão não havia recebido nenhum alerta de segurança por parte dos responsáveis por esses ensaios.
A origem inicial do boom que promoveu os dois medicamentos foi um estudo comandado pelo médico francês Didier Raoult, que encontrou benefícios no uso contra a covid-19. A pesquisa, no entanto, foi considerada posteriormente como irregular, mal projetada e muito pouco confiável. Isso não evitou que esses tratamentos fossem apontados como “revolucionários”, nas palavras do presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou que toma hidroxicloroquina para se proteger do coronavírus, sendo seguido, posteriormente, pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. No momento, não existe nenhuma prova sólida de que esses medicamentos funcionem contra a doença. Existem apenas dados parciais apontando que eles podem aumentar o risco de arritmias em pacientes graves.
O último estudo, que condenou o uso da cloroquina e hidroxicloroquina, “tem um nível de inconsistências alarmante”, alerta Pedro Alonso, diretor do programa de malária da OMS, ao EL PAÍS. “Há enormes dúvidas sobre a qualidade desse trabalho e tanto seus autores como a revista que o publicou vão ter de prestar contas”, ressalta.
A cloroquina e sua derivada são usadas para combater a malária há décadas e têm um perfil de segurança muito alto, lembra Alonso. Além disso, esses medicamentos são utilizados para combater doenças autoimunes como o lúpus. “Até agora não sabemos se funcionam ou não contra a covid-19, mas a solução não é interromper os ensaios com esses medicamentos e, sim, seguir adiante com eles, pois precisamos de bons ensaios clínicos controlados e randomizados para saber se oferecem algum benefício, principalmente para a segunda onda da doença”, considera Alonso.
O estudo em questão é assinado por Mandeep Mehra, do Hospital Brigham de Mulheres de Boston; Frank Ruschitzka, do Hospital Universitário de Zurique; Amit Patel, do departamento de bioengenharia da Universidade de Utah, e Sapan Desai, da empresa Surgisphere, que forneceu os dados anônimos dos 96.000 pacientes incluídos no estudo.
Mas o trabalho tem inconsistências, como o tratamento dos dados, que não foram publicados para que possam ser analisados pelo restante da comunidade científica, e a ausência de um comitê de ética para verificar se o tratamento dos dados dos pacientes está de acordo com a lei, segundo a carta aberta publicada quinta-feira, assinada por mais de 120 médicos, bioestatísticos e pesquisadores biomédicos e enviada à direção da revista The Lancet.
O estudo não dá informações detalhadas sobre os hospitais de cada país de onde vêm os dados, afirmam os signatários. Além disso, utiliza doses de cloroquina e hidroxicloroquina que são em média 100 miligramas mais altas do que as recomendadas pela agência de medicamentos dos EUA, acrescentam.
Na Austrália, o estudo considera um número de pacientes mortos (73 até 23 de abril) que é superior ao registrado em todo o país até essa data pela Universidade Johns Hopkins, segundo o jornal The Guardian. Na África, inclui 25% de todos os infectados que havia no continente e 40% de todos os falecidos, o que significaria, pela expressividade da amostra, que eles teriam acordos para poder acessar os dados computadorizados detalhados dos pacientes, algo que os signatários da carta consideram “pouco provável” —e Alonso considera “impossível”— dado o baixo grau de digitalização de muitos hospitais no continente. O estudo reúne informações de pacientes de seis continentes e, apesar das diferenças entre eles, a incidência de doenças prévias, como diabetes e os problemas cardiovasculares, é “extraordinariamente pequena”, assinala a carta.
Os signatários exigem que a empresa Surgisphere forneça todos os dados e que uma comissão independente da OMS ou outro organismo independente os analise. Também pedem à revista que cumpra os compromissos que assinou sobre dados públicos e publique também os detalhes da revisão desse estudo por especialistas independentes.
Na tarde de sexta-feira, a The Lancet publicou uma correção, alterando o número de pacientes analisados na Ásia (8.101 em vez de 4.402) e na Austrália (63), mas sem mudar os resultados principais do estudo.
Mandeep Mehra, cardiologista do Brigham e primeiro autor do estudo, disse ao EL PAÍS que, além das correções, foi iniciada uma “revisão independente dos dados”, acrescentando: “Os resultados e conclusões do trabalho continuam sendo os mesmos”. A Surgisphere, empresa responsável pelo banco de dados, defendeu em um comunicado enviado ao EL PAÍS a validade de seu sistema, baseado no estabelecimento de acordos de colaboração com 1.200 hospitais de 45 países para que lhe deem acesso a dados anônimos de pacientes, e garantiu que cumpre as principais normas internacionais de proteção de dados.

Bloqueio de ensaios clínicos

O trabalho deu um golpe fatal em muitos dos ensaios clínicos que estavam em andamento. Isto, por sua vez, pode fazer com que nunca se saiba se, de fato, esses medicamentos podem ajudar contra a covid-19, possivelmente em doses que não sejam altas e com pacientes que não apresentam anomalias no batimento cardíaco. Para isso, são necessários ensaios controlados —nos quais um grupo não toma o medicamento ou toma um placebo— e randomizados, ou seja, cada paciente é colocado aleatoriamente em um dos grupos.
“Uma questão muito importante agora é que as pessoas com poder científico na organização de saúde apostaram em diferentes medicamentos que estão sendo testados em estudos randomizados”, afirma Julián Pérez Villacastín, presidente eleito da Sociedade Espanhola de Cardiologia. “[Os estudiosos da cloroquina e hidroxicloroquina] fizeram um investimento enorme e estão no meio do caminho, e em alguns casos, estão sendo forçados a parar. Além disso, têm o problema de que no início havia muitos pacientes e, com isso, poderiam ser obtidos resultados confiáveis em um prazo relativamente curto. Mas o que aconteceu é que o recrutamento ficou muito mais lento porque o número de pacientes diminuiu. Está sendo muito difícil concluir os estudos e muitos poderão não ser concluídos nunca”, assinala. Alonso ressalta também que, devido aos dados do estudo publicado na The Lancet, os pacientes não queiram participar de ensaios por “medo”.
Informações sobre o coronavírus: