segunda-feira, 6 de julho de 2026

ZEZINHO E A CARROÇA/ DÁIRA CANTA BELCHIOR - ESCUTEM

                                            

Lula e Bolsonaro, a carroça e o burro - Bahia na Política por Jair Onofre

Memorial em Flor: Causo III
                                                

 

  

                            ZEZINHO E A CARROÇA

Zezinho  insistia em não estudar, o pai  falava, se não estudar, no futuro você ganhará uma carroça para o trabalho.
O menino não dava trela ao atencioso pai, até o dia em que se arvorou e com a certeza que sabia de tudo,  falou para o  pai:
__"Pai, o senhor é muito preconceituoso, a profissão de carroceiro é tão digna como as demais, inclusive como  a do senhor,  ele está ganhando a vida com honestidade.  É um trabalhador e todos têm que respeitar."
O pai cautelosamente falou para o filho:
__"Filho você não entendeu, você está equivocado, você não será carroceiro, seria muita garapa para você, seria um grande privilégio. Zezinho os carroceiros só são carroceiros por que não tiveram a chance de estudar, esta oportunidade que você está tendo e não leva a sério.  Tenha certeza que, os pais dos que são  carroceiros  não tinham como educa-los e as autoridades nunca olhavam para os mais pobres.  As autoridades lhes roubaram a juventude e para sobreviverem com honestidade,  muitos viraram carroceiros, pedreiros e ambulantes, tenha certeza que, se tivessem estudado seriam professores, engenheiros ou outras profissões menos desgastantes, os carroceiros merecem respeito."
Zezinho arregalou os olhos e atento prestou mais atenção nas palavras do pai, este completou as suas palavras:

 __"Meu filho,  aquela história de que "FILHO DE GATO, GATINHO SERÁ" " FILHO DE PEIXE, PEIXINHO SERÁ"  não é verdade, isso é no meio irracional.  
Um filho de  um cachorro jamais será um Leão, um filho de uma piaba ou de um Lambari  jamais será uma Baleia ou um Tubarão, porém   para os humanos isto é totalmente diferente, o cérebro é o senhor dos seres humanos.   
Muitos doutores, advogados, professores, atores, médicos e diretores são filhos de carteiros, de pequenos AGRICULTORES,  de professores primários e estudaram em escolas públicas de qualidade, basta uma boa família, foco nos estudos e a VISIBILIDADE DAS AUTORIDADES CONSTITUÍDAS. Aqui nas alagoas Zezinho, a maioria dos letrados vem de pais lutadores, não eram ricos, muitos eram analfabetos, porém eram respeitados pela sociedade."
O Pai fez uma pausa e viu que o  Zezinho havia perdido o semblante do sabe tudo e pediu que o pai concluísse o seu pensamento, o pai continuou:

__"Se não estudar Zezinho,  você vai ganhar é uma carroça no lombo, uma viseira de couro na cara, um bornal  de pano grosso cheio de milho, no focinho,  e um rabicho de couro cru na traseira. Puxará 500  blocos para construção civil, três sacos de cimentos, dois de cal e um carroceiro sentado aos gritos a lhe  comandar."
O Zezinho baixou a cabeça,  calou o bico e  ficou a matutar. De soslaio e de mansinho,  pela tangente,  saiu em busca de um livro, de um caderno, de uma caneta e de uma cadeira para se sentar.
Zezinho cresceu, deu rumo à vida graças aos cuidados do atencioso pai e hoje conta esta mesma história para os seus filhos e para os seus alunos.  
O Zezinho conheceu a verdade e a importância dos ensinamentos dos seus genitores, Zezinho tinha uma família.
Iderval Reginaldo Tenório
     História que a minha mãe contava, lá do seu interior, nos confins das  alagoas. Palmeira dos Índios e Arapiraca. Uma   índia mesclada com Holandes.
A Importância da Escola, da Família e do Diálogo.
Filho de gato se estudar pode chegar a Leão.
Dentro de um  homem existem todos os animais, tudo é questão de educação e conhecimentos, o HOMEM É UM SER EM ETERNA EVOLUÇÃO.

2016 - show AMAR E MUDAR AS COISAS Daíra canta Belchior Violão Rodrigo Garcia Guitarra Augusto Feres.
YouTube · Daíra · 26 de mai. de 2025

AS APOSTAS, A DESONESTIDADE DOS MIDIÁTICOS, O MASSACRE DOS POBRES, O APOIO DOS IDÓLATRAS E A CONIVÊNCIA DO GOVERNO

 

 

      

AS APOSTAS,  A DESONESTIDADE DOS MIDIÁTICOS,  O MASSACRE DOS POBRES, O APOIO DOS IDÓLATRAS  E A CONIVÊNCIA DO GOVERNO 

AS PROPAGANDAS DE BEBIDAS E DE CASSINOS 

Vergonhosos jogos e os garotos propagandas. 

Nos primórdios eram os jogos do bicho, rifas,  bingos, loterias estatais e  esportivas. 

Com a internet foram criados novos   jogos, mesmo burlando a legislação e azeitados por todos os tipos de mídias. 

A conivência governamental é fundamentada  em beneficiar os amigos do rei, a mídia, os influencers, os grandes atletas  da atualidade e alguns aposentados. 

É vergonhoso  ídolos consagrados e  de times bilionários,  incutir na cabeça da população, que jogar nas BET X,  Y ou Z é a  SOLUÇÃO. 

Vejam quem são estes  atletas, apresentadores e cantores, que  induzem  os pobres apostarem nestes cassinos e gastarem o seu suado dinheiro ou aqueles do bolsa família. 

É vergonhoso  ídolos ricos  enlameares seus nomes, serem coniventes com quem suga o pão, o leite, a escola e a saúde  da população brasileira.  

Mesmo sabendo que 70% dos apostadores  são oriundos das classes menos privilegiadas, os usurários  garotos propagandas  insistem em propagar. 

Eles tiram do povo e alimentam as contas bancárias de todos os envolvidos nesta duvidosa rede de negócio.  

A mesma conotação para  propagandas de  bebidas alcoólicas, cruzeiros e utensílios  domésticos superfluor.  É vergonhoso, seguem o diapasão do Presidente da Republica e o seu grupo que induz o povo a se endividar e depois usar as reservas do FGTS para pagar às financeiras e aos bancos. É vergonhoso. 

Ídolos, sejam responsáveis. Indignem-se, peçam perdão ao povo. Juntem-se e em cadeia  nacional falem o contrário em todas as mídias. 

Não atolem o povo neste mar de lama, recusem-se a fazer estes comerciais, não enganem este povo cheio de esperanças e que joga  tudo na sorteNão iludam estes desenformados.  

O país, com o auxílio de vocês, cotidianamente mergulha no subdesenvolvimento e volta ser uma nação extrativista. 

Incentivem os jovens ao trabalho, ao respeito,  à  escola e à pratica de bons costumes.   Vocês têm força, não fiquem mais ricos com o sangue do pobre.

                                     Iderval Reginaldo Tenório

Provided to YouTube by Universal Music Group Fotografia 3 X 4 · Belchior Alucinação ℗ 1976 Universal Music Ltda Released on: 2016-10-07 ...
YouTube · Belchior - Topic · 20 de jul. de 20

 

domingo, 5 de julho de 2026

A Venezuela e as vidas negligenciadas pelo mundo. A raça humana é cruel.


    A VENEZUELA. O ABANDONO E AS VIDAS NEGLIGENCIADAS.

QUEM SÃO OS CULPADOS?  OS GESTORES? A CIVILIZAÇÃO ATUAL? OS IDÓLATRAS?

É de se perder a esperança na raça humana. 

Em plena Copa do Mundo, o maior evento ESPORTIVO da terra que entra  em 100% dos lares, quase nada está sendo feito em prol da Venezuela.

Sabe-se que a  Venezuela vem de governos desastrosos e ditatoriais há mais de 20 anos, onde falta tudo e ainda  tem apoiadores.

As suas riquezas foram alocadas aos gestores e aos idólatras apoiadores, os Sanguessugas.

A primeira conduta das outras nações, em respeito aos seres vivos, notadamente os humanos, seria o envio de máquinas pesadas, retroescavadeiras e guindastes com a finalidade de resgatar ao máximo vidas cobertas por barrancos, vigas, cimentos, móveis, carros e blocos de construção, depois  os profissionais da saúde,  as unidades hospitalares, da alimentação e das águas.

Será que humanos do terceiro mundo  e pobres oprimidos por qualquer governo, não tem valor?    

A Venezuela nos primeiros dias precisava era de máquinas, uma vez que hospitais de campanha, profissionais da saúde, bombeiros, profissionais da alimentação seriam mais viáveis, muitos se ofereceriam para salvar vidas, além dos governamentais pelo mundo.  

Um resumo de quanto tempo uma vida continua viva e viável.

Uma pessoa pode viver de 30 a 60 dias sem alimentação, desde que esteja consumindo água.

O tempo exato depende das reservas de gordura corporal, do sexo e da saúde do indivíduo. 

O jejum prolongado causa danos severos e, eventualmente, leva o organismo a consumir seus próprios músculos e tecidos vitais em busca de energia. 

É sabido e notório, que vidas sem água e sem comida, só  resistem até o oitavo dia.  A decomposição inicia-se logo após a morte, por autólise(autodigestão celular) e a putrefação entre 12 e 24 horas, por ações bacterianas. 

O mais importante é retirar os escombros e  retirar VIDAS VIÁVEIS, DEPOIS OS PROCEDIMENTOS PELA VIDA .

O sol, o ar, a temperatura adequada, o som e a visão de paisagens também são prolongadores da vida.  O descaso, o abandono e o isolamento são encurtadores.

Os danos aos familiares e à nação serão incorrigíveis após a uma catástrofe, notadamente os mentais.

 Não devemos pensar apenas nos nossos umbigos.

 Os dólares enriquecem os gestores e os agregados 

Os idólatras, os beneficiados  e os enganados apoiam.

                         Somos seres sociável. 

                                  05.07.2026

                      Iderval Reginaldo Tenório

                         MÉDICO-SALVADOR-BAHIA

A sabedoria das crianças e o Residente de cirurgia.

                                                  




A sabedoria das crianças  e o  Residente de cirurgia.           Beneficência, benevolência, ética e autonomia, as quatros pilastras no exercício da Medicina.

                                     CAPÍTULO I

Zezinho era   médico residente de cirurgia geral,  do ano 1982 a 1985, hoje beira os  70 anos de idade e 41   de exercício profissional. A sua atividade, neste período, era atender na emergência casos clínicos e cirúrgicos, apenas atender clinicamente sob a supervisão dos seus preceptores. 

No primeiro ano, a  função de um residente é aplicar o acolhimento, o lado filosófico, social e ético,  auxiliar na terapêutica cirúrgica  e realizar pequenos procedimentos, os mais frequentes são as suturas.

O neófito médico faz  um mergulho ético e científico na prática e na aplicação das técnicas   na medicina. A residência não é um curso de imersão, é um congresso de aprendizado, cidadania, amor e compaixão.                    

Um  Médico Residente é um recém formado, que faz um concurso para a área que deseja exercer na vida profissional, a este programa dar-se o nome de pós graduação. Existem o R1, o  R2 e o R3.

São dois ou três  anos  na área preferida: Cirurgia Geral, Clínica Médica, Pediatria, Psiquiatria, Oftalmologia, Ginecologia e Obstetrícia, Neurologia, Ortopedia e Traumatologia, Radiologia  e as demais especialidades. São 55 especialidades médicas e 61 áreas de atuação na Medicina. 

Terminada esta fase, complementa por mais um ou dois anos numa área mais específica, dentro da escolhida: Cirurgia plástica, Cirurgia Gástrica, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Torácica, Cardiologia, Retinologia, Pneumologia, Urologia, Endocrinologia,  Cirurgia de coluna, de joelho, de mão   e assim  para as demais  especialidades. 

O Médico Residente, literalmente,  já é médico, possui a sua licença para atuar e  é responsável pelos atos executados, não é considerado um estudante, apesar de ser. Tem como preceptores, em hospitais credenciados e de grandes portes,   médicos  experientes, bem  graduados e de comprovado saber.

                                    CAPÍTULO II

  Rotina de um Residente de Cirurgia, segundo  o R1 Zezinho 

Conta Zezinho, que o residente de cirurgia  praticamente mora no hospital, quando  é interessado e comprometido.  O médico titular, o preceptor;  avalia silenciosamente a sua capacidade. 

Obtendo boas notas, na consciência dos professores,  em  conhecimentos, coragem, interatividade, consciência, organização, liderança, ética,  decisão e equilíbrio. Embutido nos conhecimentos científicos, existem os humanitários, que são primordiais.

Além das  suturas simples, são permitidas suturas mais complexas,  drenagens de abscessos e incisões na abertura de abdome,  pois incisões torácicas são de alta complexidade. 

Nas cirurgias do abdome, notadamente  nas apendicectomias,  frequentes em todas as idade, o R1 faz cuidadosamente a incisão da pele e da aponeurose, afasta os músculos e chega ao peritônio, daí ele não passa.  

O R2 assume  o bisturi, abre o peritônio, visualiza o ceco, localiza o apêndice cecal, analisa a anatomia regional e  realiza o procedimento final: a exérese do apêndice.     Lavada e revisada a cavidade, o R1 pode assumir. 

Com a orientação do R2,  sutura o peritônio, os músculos, a aponeurose e  a pele, isto é,  fecha o paciente.  Somente no segundo semestre da residência e com muita dedicação, será permitido  realizar este tipo de cirurgia do início até o final, sempre  com a supervisão de toda a equipe, notadamente nos casos patognomônicos,  de fácil acesso e anatomia sem anormalidades. Neste dia ele não dorme direito, conta para os pais, colegas, namorada,   parentes  e sonha com aquela sua façanha, é um ato inesquecível, eu sou médico. 

O forte dos R1, logo no primeiro semestre, são as suturas, mesmo porque,  apesar de recém formado, é professores dos internos do 5º e 6º ano de medicina, geralmente pousa de catedráticos.

É notório que todos os recém formados pensam que sabe  de tudo, quando na verdade não sabe de nada. Aliás, do ser humano, a ciência médica não conhece nem 10%, só depois de anos de profissão, o médico  começa a entender a complexidade do ser humano e a certeza de que, enquanto mais estuda, percebe que sabe muito pouco, continua sendo um aprendiz, notadamente no lado humanitário, uma vez que as máquinas e a inteligência artificial afastam a propedêutica do seu domínio e associam-se à terapêutica com  precisão robótica.

A maior glória do primeiro ano da residência médica,   é entrar nas grandes cirurgias da emergência  e nas complicadas cirurgias com os grande cirurgiões do hospital, os famosos medalhões. Estas   cirurgias são marcadas com antecedências, têm dia, hora,  nomes dos residentes e do cirurgião titular para serem realizadas. Os pacientes são internados na Clínica Cirúrgica ou na Clínica Médica,  são  chamadas de cirurgias eletivas. Estes procedimentos seguem um rito sagrado: consultas no ambulatório ou na própria enfermaria e interconsultas com outras especialidades, principalmente quando oriundos de hospitais menores. São realizados  exames diversos, discussões e debates esclarecedores que culminam com o veredicto sobre o caso. Qual a patologia e suas complicações, qual o procedimento, a técnica  e até a tática  a ser  empregada, se necessária. 

Fala Zezinho que tem cirurgias que só podem ser realizadas num hospital escola  devido as suas  complexidades. Estes grandes procedimentos ficam impregnados na mente dos Médicos Residentes por toda a sua vida profissional, até chegarem os cabelos brancos e o peso da idade.

São pautas   para grandes  debates,  entre os médicos,  por muitos anos e são citadas em quase todos os encontros oficiais nos quais participam. O relator faz uma regressão nos tempos,  volta para o início da carreira quando achava que sabia de tudo. Muitos choram, silenciosamente, quando relatam numa roda de colegas, porém todos notam, uma vez que  os olhos sempre marejam.

Na residência médica  o R1 é o destaque de toda a equipe, é ele o dono do paciente, tendo como superiores o R2, o R3, o Preceptor e o chefe da enfermaria. Obedece a todos, todavia continua sendo o dono do paciente, inclusive o  seu maior amigo no hospital. É ele   o diligenciador  de todas as suas necessidades, é o elo entre o paciente e todos os profissionais que atuam no hospital. Para o enfermo é o seu deus. O R1 é incansável, acolhe todos os funcionários hospital, é acessível, prestativo e  disposto a ouvir toda a comunidade. 

No segundo semestre do primeiro ano, junto aos R2, R3 e ao preceptor, o R1 opera do início ao fim algumas cirurgias, notadamente apendicectomias, drenagens de abcessos cutâneos e a retirada de pequenos lipomas, jamais poderá colocar um paciente na sala  sem  estes orientadores. 

Na medicina a hierarquia nos conhecimentos e na experiência  é seguida com muito rigor e responsabilidades, mestre é mestre, e um grande mestre é chamado  de  PROFESSOR, um espelho para todos.

                                                       CAPÍTULO III

Zezinho relembra um fato acontecido num dos seus plantões.

Relatou, todo compenetrado,  que num domingo ensolarado,  encontrava-se na sala de sutura, pois  naquele dia foi escalado  para realizar todas as suturas que chegassem, salvo as mais sérias que eram da alçada do R2 ou do médico plantonista.

Informou que no período da manhã, o plantão era  calmo, porém depois das 16h começavam a chegar crianças com suturas a serem realizadas. nestes horários, os pais voltavam dos sítios, chácaras ou dos programas de entretenimentos, geralmente das praias.

O Zezinho antes da sutura, conversava com a criança e  explicava o que ia fazer. Usava uma tática de persuasão e depois aplicava a técnica cirúrgica, sempre respeitando a idade, o comportamento e o tipo de lesão.  Ao lado,  um dos pais, geralmente o pai.

Nunca dizia que não iria doer, não mentia para os pacientes mirins. Informava que iria colocar o corte para dormir, e numa interatividade infantil,  a enaltecer a coragem do pequeno, entrava em ação.

Pegava uma pequena seringa   sem agulha, enchia de lidocaína e gotejava no ferimento, o paciente nada sentia, muitas vezes colocava a própria criança para gotejar.  O sorriso de felicidade, segurança  e de surpresa chegava aos olhos do perplexo paciente. 

Depois desta fase, pegava outra seringa, também pequena, com a menor agulha da casa, geralmente a usada para aplicar insulina. Explicava que o corte estava sonhando e roncando de tanto dormir, e não queria ouvir zoada para não acordar. Injetava o anestésico nas bordas do ferimento, de dentro para fora,  e pronto, o corte dormia em berço esplêndido.  Em  seguida, com fios  adequados e com a menor agulha terminava a sutura, a criança sempre a sorrir. Claro que algumas eram mais difíceis, todavia com jeito tudo saia bem. As crianças são inteligentes e gostam de interatividades. Ao lado dos pais sentem-se seguras e protegidas.

O grande problema era na hora de voltar para casa, a hora da alta. As crianças observavam todos os trâmites dos procedimentos. Ao final de cada sutura, o residente elaborava um receita de benzetacil de 600.000 unidades e uma dose de vacina antitetânica, era a rotina pós sutura naquela época. 

Na sala das injeções, que ficava  ao lado da de sutura, o clima era outro. Crianças chorando,  uma  técnica de enfermagem com uma seringa cheia de um leite branco, a benzetacil, agulha grossa, para não entupir e  diligência na aplicação,  para a  penicilina benzatina   não coagular. No outro canto da sala,   outra técnica de enfermagem,  segurando uma seringa com a vacina contra o tétano para ser aplicada em seguida, muitas vezes até os pais choravam ao afagarem  o filho ou a filha, os pequenos sentiam-se seguros  quando o Dr. Zezinho entrava na sala.  

Zezinho fazia questão de retirar os pontos sete dias depois no seu ambulatório, nem todos os residentes faziam isto.  Neste dia sabia de todo o acontecido e os comentários dos colegas da sua escola. Falavam que na segunda-feira eram considerados heróis e que haviam ajudado a costurar o seu corte.   As crianças riam ao encontrar o seu amigo cirurgião que fez o seu corte dormir e sonhar.  Abraços efusivos, chuvas de alegrias  e  os presentes  eram frequentes.

Complementa  Zezinho, que uma das crianças, de quatro a cinco anos de idade,  muito atenciosa, observadora e esperta, acompanhando o  modos operandi dos procedimentos anteriores, sem perder uma das fases.  No final  de sua  sutura e prevendo que também iria fazer a profilaxia do tétano na sala do choro, agarrou a mão do pai, puxou para fora da sala e de imediato, compenetradamente,  falou: 

" Vumbora pai, vumbora pai,  se não esta mulher vai aplicar injeção e  dói muito pai, vumbora!".

 Assim terminou mais uma tarde de suturas, no cotidiano do R1 de cirurgia geral, o  Dr. Zezinho.

Iderval Reginaldo Tenório


A VENEZUELA. O ABANDONO E AS VIDAS NEGLIGENCIADAS.

 




     A VENEZUELA. O ABANDONO E AS VIDAS NEGLIGENCIADAS.

QUEM SÃO OS CULPADOS?  OS GESTORES? A CIVILIZAÇÃO ATUAL? OS IDÓLATRAS?

É de se perder a esperança na raça humana. 

Em plena Copa do Mundo, o maior evento ESPORTIVO da terra que entra  em 100% dos lares, quase nada está sendo feito em prol da Venezuela.

Sabe-se que a  Venezuela vem de governos desastrosos e ditatoriais há mais de 20 anos, onde falta tudo e ainda  tem apoiadores.

As suas riquezas foram alocadas aos gestores e aos idólatras apoiadores, os Sanguessugas.

A primeira conduta das outras nações, em respeito aos seres vivos, notadamente os humanos, seria o envio de máquinas pesadas, retroescavadeiras e guindastes com a finalidade de resgatar ao máximo vidas cobertas por barrancos, vigas, cimentos, móveis, carros e blocos de construção, depois  os profissionais da saúde,  as unidades hospitalares, da alimentação e das águas.

Será que humanos do terceiro mundo  e pobres oprimidos por qualquer governo, não tem valor?    

A Venezuela nos primeiros dias precisava era de máquinas, uma vez que hospitais de campanha, profissionais da saúde, bombeiros, profissionais da alimentação seriam mais viáveis, muitos se ofereceriam para salvar vidas, além dos governamentais pelo mundo.  

Um resumo de quanto tempo uma vida continua viva e viável.

Uma pessoa pode viver de 30 a 60 dias sem alimentação, desde que esteja consumindo água.

O tempo exato depende das reservas de gordura corporal, do sexo e da saúde do indivíduo. 

O jejum prolongado causa danos severos e, eventualmente, leva o organismo a consumir seus próprios músculos e tecidos vitais em busca de energia. 

É sabido e notório, que vidas sem água e sem comida, só  resistem até o oitavo dia.  A decomposição inicia-se logo após a morte, por autólise(autodigestão celular) e a putrefação entre 12 e 24 horas, por ações bacterianas. 

O mais importante é retirar os escombros e  retirar VIDAS VIÁVEIS, DEPOIS OS PROCEDIMENTOS PELA VIDA .

O sol, o ar, a temperatura adequada, o som e a visão de paisagens também são prolongadores da vida.  O descaso, o abandono e o isolamento são encurtadores.

Os danos aos familiares e à nação serão incorrigíveis após a uma catástrofe, notadamente os mentais.

 Não devemos pensar apenas nos nossos umbigos.

 Os dólares enriquecem os gestores e os agregados 

Os idólatras, os beneficiados  e os enganados apoiam.

                         Somos seres sociável. 

                                  05.07.2026

                      Iderval Reginaldo Tenório

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