domingo, 14 de dezembro de 2025

O ato de evacuar.

 

O ato de evacuar. Mais de 10 minutos no vaso sanitário não é aconselhado.

 


Combinação banheiro e celular não é boa e pode prejudicar a saúde –  Noticias R7
Você vai pensar duas vezes antes de usar celular no banheiro depois disso –  Informe Cruz

Cão sentado no banheiro — Foto © damedeeso #171044038
 
 Jovem mulher lendo livro enquanto sentado em vaso sanitário no banheiro —  Foto © serezniy #256354416

                                                        O  ato de evacuar. 

                      Mais de 10 minutos no vaso sanitário não é aconselhado. 

Levar celulares e livros, ao ato de evacuação, virou um hábito para muitas pessoas. Esta conduta faz com que a evacuação deixe de ser a protagonista e passe a ser um coadjuvante.


Estudiosos  afirmam, que a pessoa não deve ficar sentado no vaso sanitário por mais de 10 minutos, deve ficar apenas o tempo necessário para as suas necessidades. O hábito equivocado  pode causar  hemorróidas, prolapso do reto, da bexiga, do útero e  levar a incontinência fecal e urinária.

É de bom alvitre entender, que o homem deveria evacuar de cócora,  hoje seria  arcaísmo e retroceder à Idade Antiga, porém seria o natural.

A pressão do assento sanitário nas nádegas e nas coxas causa compressão nos nervos locais sensitivos e motores,  aumenta o fluxo de sangue arterial para os vasos pélvicos e perineais, e por dificultar o retorno vensoso, eleva a pressão sanguínea nesta área, amplificando o risco de varises,  hemorróidas e dormências provisórias nos membros inferiores,  inclusive cãimbras nas panturrilhas e nas coxas  por deficiênica de  oxigênio e nutrientes, é a repetição  deste comportamento que pode complicar a vida da pessoa.

Ficar no sanitário por muito tempo e exagerar na força, não é um bom sinal,  pode levar ao enfraquecimento  e ao relaxamento dos músculos do assoalho pelvico, dos retos abdominais e da região inguinal,  músculos  que ajudam os movimentos intestinais, miccionais e a expulsão das fezes, inclusive  pode contribuir para a formação de hernias umbilicais e inguinais. A força  exige mais batimentos do coração e muitos  desmaiam no sanitário,  é a   síncope vasovagal, um tipo de desmaio que pode ser desencadeado por esforço físico, como o de evacuar, e  acontece em todas as idades,  notadamente nos idosos.  

Os gastroenterologistas explicam, que  fazer força cotidianamente para evacuar, pode ser um indicador de consumo baixo de água,  megacólon, dolicocólon,  doenças neurológicas e até câncer de cólon.

"Se um tumor dentro do cólon crescer muito, pode bloquear o fluxo das fezes, o que pode causar constipação e sangramento”.   Dr.Lance Uradomo.        Sociedade Americana de Câncer (ACS).

Tem sido registrado  um aumento de casos de câncer de intestino nos jovens abaixo dos 40 anos.

No passado a ocorrência era em pessoas  acima dos 50 anos, hoje a idade já não é o  fator de risco  preponderante.  De acordo com  estudos em diversas universidades americanas e europeias, muitos jovens estão adoecendo e desconstruído o paradigma da idade como principal fator.  As causas  são multifatoriais, vão  dos  costumes arraigados na suas mentes pela modernidade e  a   falta de programas  de rastreios para pessoas com menos de 45 anos.  

Há uma recomendação científica para realizar esses exames apenas depois dos 50 anos, mas com esse eminente crescimento, recomenda-se  pela Sociedade Mundial de Câncer aos  45 anos, mesmo quando não houver sintomas ou casos da doença na família. 

Fator importante no  aumento de casos em jovens é o mau hábito de vida, como o sedentarismo, alcoolismo, tabagismo, obesidade, alimentação inadequada, falta de  fibras, o consumo de muita  carne vermelha,   ultraprocessados e enlatados, ausência  de  frutas,  de vegetais, pouca água, excesso de  refrigerantes e o uso inadequado de  homônios esteróides anabolizantes.

O ato de evacuar é um ato importante, privativo, prazeroso, um sensor dedicado à  saúde e  proporcionador de alegrias. Bôca, esôfago, estômago, intestino delgado,  intestino grosso e o ânus  são órgãos padrão ouro para os seres vivos.

                                  Iderval Reginado Tenório.

Lembranças de um congressista.

Numa aula no Hotel Costão do Santinho, em Florianópoles,SC,  o mestre em gastroenterologia,  em cirurgia geral, doutor em coloprocologia e professor da PUC/SP , o  Dr. Flávio Antônio Quílici, abriu a sua aula com uma fotografia mostrando um equivocado modelo de sanitário.  

Mostrou uma sala ampla  e bem iluminada,  um sofisticado vaso sanitário, uma estante, uma pequena  bancada de madeira de lei, múltiplos livros, um computador e uma pessoa  sentada a negligenciar o ato da evacuação. 

Na parte baixa a seguinte frase: SANITÁRIO NÃO É BIBLIOTECA E NEM SALA DE ESTUDO.

                Leia e se concordar, divulgue com os conhecidos. 


Referências.

— São Paulo

Não menciona o nome do Jornalista

sábado, 13 de dezembro de 2025

Dra.Vera Argolo, Dr Marcelo e a Graviola de 9 Quilos.

 

 

Numa bela chácara num belo bairro de Salvador/Lauro de Freitas Bahia, habitam a Dra. Vera Argolo e Dr. Marcelo. 

Este casal  são defensores da natureza e plantam de tudo.

 Frutas diversas e frutas exóticas como a Pitaia, Atemoia, Caqui, Sapoti, Pitomba, Fruta Pão, Pinha  e a desejada  Graviola, a sua residência é um pomar.

Numa de suas visitas ao cosnsultório da São Gasbriel, ao chegarem abriram uma bela caixa  e dela saiu esta Graviola de 9 quilogramas.

 Demorou muito para que os hormônios da alegria fossem aninharem-se  no fundo do cérebro e diminuirem os seus efeitos de euforia positiva. 

O  coração doeu quando tive de realizar uma laparotomia, abrir a fruta  com uma faca afiada e chegar ao seu interior. 

Fiquei  tranquilo, apesar da dor, uma vez que,  é da natureza usufruir das riquezas que Deus nos deu, como também ficar sem o remosso de estar cometendo  qualquer pecado contra a natureza com este ato animal. 

Não darei mais detalhes e nem falarei da maciez, do doce, do azedinho distante e nem do prazer em saborear tão melindroso manjar. 

O interessante era      que, ao saborear falava para os que também saboreavam: " Saboreiem e agradeçam a Deus este momento,  e lembrem-se que foi um presente de um casal amigo, que aqui na terra são representantes fiel  de Deus, Dra Vera Argolo e o Dr. Marcelo.

A importância desta imagem é a sedimentação e o encastoamento  no cérebro para o resto da vida. 

Ao olhar, é repetir todas as fases com as uas trajes,  da abertura da caixa, do manjar ao saboreamento  dos últimos favos de mel. Deus sabe o que faz.

                                                          Iderval Reginaldo Tenório 


O Silêncio que mata: nove médicos mortos em 30 dias expõem colapso emocional na medicina pernambucana

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 Estado de São Paulo tem 197 mil médicos, aumento de 66% em uma década, diz  novo levantamento

O Silêncio que mata: nove médicos mortos em 30 dias expõem colapso emocional na medicina pernambucana. O Silêncio que mata: nove médicos mortos em 30 dias expõem colapso emocional na medicina pernambucana

What Is Burnout? 2025 Complete Recovery Guide | Reclaim 

 

Um dado estarrecedor acende o alerta em Pernambuco: nove médicos morreram em apenas 30 dias, em casos que levantam suspeita de suicídio. A sequência de mortes expõe o adoecimento silencioso de quem cuida da vida alheia e revela uma urgência ignorada: a saúde mental dos profissionais de medicina está em colapso.

Brasil tem 575.930 médicos ativos: 2,81 por mil habitantes | Agência Brasil 

12 Novas Faculdades de Medicina são Autorizadas em Outubro - Resmedica 

 

Por Luiz Barbosa – PE Em Tempo

A medicina, profissão associada à cura, ao acolhimento e ao alívio da dor humana, tornou-se, em Pernambuco, cenário de uma tragédia silenciosa que vem chocando o País. No mês de novembro, nove médicos – sete homens e duas mulheres – morreram em circunstâncias que apontam para possíveis suicídios. As idades são tão discrepantes quanto o impacto dessas mortes: vão de um jovem de apenas 26 anos a um médico veterano de 91, cuja vida profissional ultrapassava gerações. Todos, porém, tinham algo em comum: carregavam fardos invisíveis, enfrentados em silêncio.

A estatística, inédita e alarmante, mobilizou a classe médica, despertou a atenção da sociedade e impôs um debate urgente sobre a saúde mental dos profissionais de saúde em Pernambuco. Entre os casos, ao menos quatro teriam ocorrido em dois dias específicos – 16 e 30 de novembro –, como se os sinais de esgotamento emocional tivessem encontrado, nesses dias, uma espécie de ponto de ruptura.

Grande parte das vítimas tinha vínculo com o Real Hospital Português, um dos mais tradicionais e respeitados centros médicos do Nordeste. Diante da repercussão e do choque coletivo, a instituição convocou uma palestra de emergência para médicos e profissionais de saúde, marcada para quarta-feira, dia 10, às 19h30, no Restaurante Le Petit Bistrô, localizado no bairro da Jaqueira, Zona Norte do Recife. O tema, tão necessário quanto doloroso, será conduzido pelo psiquiatra Aldo Castelo Branco e carrega o peso da urgência: "O suicídio no transtorno depressivo: um problema de saúde pública".

A iniciativa do hospital evidencia a percepção tardia, mas indispensável, de que a angústia que permeia corredores cirúrgicos, UTIs e consultórios precisa deixar de ser ignorada. Por décadas, o exercício da medicina foi romantizado como missão, vocação, sacerdócio. Entretanto, por trás da imagem heroica, existe um custo emocional enorme – alimentado por jornadas extenuantes, responsabilidade sobre vidas, falta de descanso, pressão institucional, exigência de resultados imediatos e, não raro, escassez de reconhecimento humano.

O Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco), surpreendentemente discreto, limitou-se a publicar notas de pesar nas redes sociais, mencionando apenas as datas de nascimento e morte dos profissionais. Nada foi dito publicamente sobre causas, contextos, alertas ou ações concretas que possam prevenir novas tragédias. O silêncio institucional, nesse momento, soa quase cúmplice, principalmente diante de uma categoria tão vulnerável e historicamente negligenciada em sua subjetividade.

Especialistas em saúde mental alertam há anos que médicos são um dos grupos profissionais com maior índice de transtorno depressivo e suicídio. Dados internacionais indicam que o suicídio entre médicos chega a ser proporcionalmente até três vezes maior que a média populacional. No Brasil, números oficiais são escassos, mas sinais se acumulam: burnout, dependência química, crises conjugais, isolamento social e desistência precoce da carreira tornaram-se comuns.

A questão, porém, raramente é tratada com a seriedade necessária. O médico, socialmente, não pode fraquejar. É treinado para suportar, não para pedir ajuda. O doente é sempre o outro. Ele é o porto seguro, o infalível, o que sabe, o que resolve. Mas quem cuida de quem cuida? Quem estende a mão para o profissional que guarda diagnósticos mortais, enfrenta angústias alheias e convive com a dor como rotina?

O caso pernambucano expõe uma ferida aberta e profunda. Nove vidas interrompidas em trinta dias equivalem a quase um suicídio a cada três dias. É impossível tratar como coincidência. É impossível ignorar como fatalidade. Trata-se, claramente, de um sintoma coletivo – e de um colapso emocional que ultrapassa individualidades.

No Real Hospital Português, colegas relatam nos bastidores que alguns médicos estavam sob extremo estresse profissional, outros se queixavam de sobrecarga, e alguns já apresentavam sinais de depressão severa. O tema, no entanto, permanecia sufocado em confidências, jamais reconhecido institucionalmente. A cultura médica, baseada em hierarquia rígida, disciplina e autocontrole, pouco tolera vulnerabilidades. O medo de manchar reputações é maior do que o instinto de autopreservação.

A palestra convocada pelo hospital pode representar um marco histórico ou pode terminar como mais um ato paliativo, se não resultar em ações práticas. Profissionais falam em criar protocolos de acompanhamento psicológico permanente, espaços de acolhimento, programas de prevenção ao suicídio e revisão das escalas de trabalho. O risco, contudo, é que tudo morra na retórica – como tantas outras discussões de saúde pública no Brasil.

A sociedade, por sua vez, também precisa revisar seus mitos e expectativas. O médico não é imune ao sofrimento. Não é super-humano. Não pode trabalhar 12, 24 ou 36 horas seguidas, atender centenas de pacientes por mês, lidar com emergências diárias e ainda dar conta da própria vida emocional sem apoio adequado. A romantização da exaustão esconde cadáveres.

Se nada for feito, dezembro poderá registrar mais vítimas. E janeiro. E fevereiro. A estatística pode se tornar epidemia. O luto da classe médica não pode ser mais um ciclo que se repete em silêncio. As nove mortes representam mais que números: carregam histórias, famílias dilaceradas, sonhos interrompidos e um aviso que já não pode ser ignorado.

A tragédia que atinge os médicos pernambucanos não é apenas uma crise profissional. É um alerta social. E, como todo alerta ignorado, pode custar ainda mais vidas.

Reportagem especial do jornalista Luiz Barbosa,

para o PE Em Tempo

 

O Silêncio que mata: nove médicos mortos em 30 dias expõem colapso emocional na medicina pernambucana

O Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco), surpreendentemente discreto, limitou-se a publicar notas de pesar nas redes sociais, mencionando apenas as datas de nascimento e morte dos profissionais. Nada foi dito publicamente sobre causas, contextos, alertas ou ações concretas que possam prevenir novas tragédias. O silêncio institucional, nesse momento, soa quase cúmplice, principalmente diante de uma categoria tão vulnerável e historicamente negligenciada em sua subjetividade.
 
Adendo meu. Iderval Reginaldo Tenório.
O CFM e os demais conselhos regionais nada fazem, permanecem em silêncio diante de tão deprimente sitiuação.
 
Sugiro uma comissão estadual e uma comissão federal.
 
JUNTOS : Os Conselhos Regionais e o Federal, as Associações Medicas Regionais e a Federal  para debaterem com afinco esta deprimente demanda.
 
Iderval Reginaldo Tenório
Bahia/ Ceará/Pernambuco 
Salvador, Juazeiro do Norte e Bodocó