Os médicos perderam a prioridade nos cargos diretivos Municipais, Estaduais e Federais. Os Secretários de Saúde e o Ministro não precisam ser médicos, e quando médicos , transformam-se em burocratas, tecnocratas, executivos e políticos descompromissados com a categoria.
O blog foi criado para a cultura. Mostra o quanto é importante o conhecimento.Basta um click no artigo. Centro Médico Iguatemi,310.CLINICA SÃO GABRIEL LTDA- 33419630 33425331Participe ,comente, seja seguidor. DR IDERVAL REGINALDO TENÓRIO , 1954 , JUAZEIRO DO NORTE -CEARÁ. 08041988lgvi.1984 CHEGOU EM SALVADOR COM 18 ANOS , MEDICINA NA UFBA. CIRURGIÃO GERAL. driderval@bol.com.br ACESSEM DO AMIGO E RADIALISTA PERFILINO NETO O SEU SITE DE MUSICA eradoradio.com.br
sexta-feira, 10 de julho de 2026
A MORTE DE UMA PROFISSÃO DE RESPEITO. PRECISAMOS RESSUSCITÁ-LA
Os médicos perderam a prioridade nos cargos diretivos Municipais, Estaduais e Federais. Os Secretários de Saúde e o Ministro não precisam ser médicos, e quando médicos , transformam-se em burocratas, tecnocratas, executivos e políticos descompromissados com a categoria.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Incêndio na Chapada do Araripe.
Incêndio na Chapada do Araripe.
1964, a caatinga ardia em chamas, alguns trabalhadores roçavam as ressecadas moitas de jiquiris e os arbustos do semi árido nordeste.
Mulheres limpavam os aceiros da estrada carroçal, retiravam garranchos, gravetos e capins desidratados, uma vez que tem a mesma combustão da gasolina e da pólvora.
Chuvas dois anos atrás. Barreiros secos, animais esquálidos e as Asas Brancas a procurarem outras plagas. Pássaros resistentes e répteis contracenavam com as trêmulas miragens a lamberem o duro, vermelho e ressecado solo serrano.
Caatinga cinza, sol causticante a queimar a pele, a cabeça, o coração, a mente e a alma dos homens do campo, mais um período de seca.
Carcarás, gaviões e cascavéis à procura de preás, saguins, calangos, pássaros, besouros, formigas e cupins, rodeavam as ilhas verdes e sombreadas pelos umbuzeiros, cajueiros, facheiros, xique-xiques e mandacarus.
Rajadas de ventos quentes e redemoinhos levavam de eito o que encontravam pela frente. Carregavam penas, ciscos, folhas, ninhos , restos de gafanhotos, argilas, estercos e tudo que encontravam, como se a velha Chapada do Araripe estivesse a caducar ou injustamente pagando pecados não cometidos.
Num visível processo de desertificação, as lufadas e o mormaço invadiam as indefesas capoeiras a consumir, impiedosamente, os últimos lampejos de vida.
Pássaros, insetos rasteiros, insetos alados e até mesmo alguns répteis eram sapecados pelo sol causticante.
As xerófilas cabeças de frades, rabos de raposas e mandacarus maltratados pelo escaldante calor, transformavam a caatinga num cinza transparente, expondo ao sol ardente os animais, os vegetais e os recursos naturais, modificando o ecossistema.
Céu azul, sem nenhuma nuvem, propiciava a visibilidade do mais longínquo infinito. O astro rei, o sol, como se estivesse a metros, consumia com as suas labaredas a ressecada e moribunda carcaça da velha Chapada do Araripe.
Zezinho viu, viveu, apagou fogo e sobreviveu. A mente da criança gravou as dantescas cenas.
O fogaréu vermelho, os estalos dos gravetos em chamas, indiscriminadamente cuspiam fumaça, enquanto as faiscantes e incandescentes fuligens, carregadas pelos ventos, salpicavam a troposfera a espalhar fagulhas para outras paragens.
Homens, com molambos molhados no rosto, a proteger as ofegantes narinas e os olhos tracomatosos movimentam-se em desespero. Mulheres com panos e vassouras de galhos secos, cuidadosamente, varriam as margens da estrada. Adolescentes, com cabaças d'agua a matar a sede e ensopar os molambos dos apagadores do fogo corriam aflitos e aos gritos com os nervos à flor da pele.
O Zezinho, encravado no coração do furdunço fumacento, à procura dos pais, fazia parte do tenebroso cenário, foram momentos de medo, choro, insignificância, coragem e de reflexão.
Foi mais um episódio vivido e registrado na sua existência pueril, mais uma lição da natureza e a certeza que o homem do campo, o homem sofrido do nordeste é forte, resistente e merece respeito.
O menino cresceu, lutou, estudou e envelheceu, porém jamais deixou que a criança agreste, que existe dentro de si, sucumbisse e desaparecesse do seu cotidiano.
Entendeu que os segredos da vida, só sabe quem viveu, quem presenciou e sentiu. Traz de lembranças algumas cicatrizes e dois pterígios, frutos dos empedernidos raios solares e são marcas registradas dos povos dos sertões nordestinos.
Zezinho fez e faz parte deste tenebroso universo. Ele viu, viveu e sobreviveu, Zezinho é um sobrevivente.
Como disse o Euclides da Cunha, em "Os Sertões": " O nordestino é antes de tudo, um forte".
É um verdadeiro apagador de incêndios, é um sobrevivente.
Salvador, 18 de Março de 1986
Iderval Reginaldo Tenório
ESTA MUSICA DOCUMENTA UM INCENDIO NO PARANÁ, NA SERRA DO ARARIPE ERAM MAIS FREQUENTES .
Fogo No Parana
CUIDADOS NO TRÂNSITO. CARROS, MOTOS, BICICLETAS E OS HOSPITAIS
CUIDADOS NO TRÂNSITO. CARROS, MOTOS, BICICLETAS E OS HOSPITAIS
Motoristas de veículos de quatro rodas, respeitem os veículos de duas rodas, tomem cuidado. Geralmente os mais prejudicados, na saúde, são os condutores do veículo menor.
Muitos são motoqueiros e bicicleteiros, e não MOTOCICLISTAS e CICLISTAS. Estes pilotam com responsabilidade, atenção, são habilitados e respeitam as leis de trânsito. Fazem cursos, tiram as suas carteiras e fazem parte de uma associação séria.
Ao dirigir utilizem todos os recursos disponíveis. Agucem os ouvidos e os olhos para o bólido e a rapidez das motos.
Olhos abertos no para brisa, nos vidros do carro, em todos os retrovisores e o distanciamento entre os veículos.
Atenção aos três retrovisores, notadamente os laterais. Redobrem os cuidados com as sinaleiras DIREITA/ESQUERDA, acionem com precisão.
Nas cidades ao chegar em casa, muito cuidado AO ENTRAR NA GARAGEM.
OBSERVAÇÃO.
O Motorista do carro não enxerga o rosto do motociclista. Por ser versátil, rápido e entrar em qualquer brecha, é o veículo preferido pelos malfeitores. Geralmente MOTOQUEIROS E BICICLETEIROS .
Nas estradas, ruas, vales e avenidas os motoristas de carros, geralmente são considerados os culpados, só após uma grande análise é que pode haver uma reversão.
Outra coisa importante.
Quando um mociclista encontra-se no chão, o local fica coalhado de companheiros, isto não acontece com o condutor de um carro.
OS CELULARES? E OS CAPACETES ?/
Cuidado com celulares, se é perigoso para os condutores carros, que é uma afronta à vida, imagine para os motociclistas. Hoje, quase todos pilotam olhando, lendo, falando e passando mensagens, quase um suicídio.
Adendo:
Atrenção redobrada na Zona Rural, notadamente nas Rodovias e nas estradas limitadas por arame farpado.
Ao adentrar numa Rodovia, olhem para todos os lados, os grandes veículos trafegam com cargas pesadas e em grandes velocidades.
Iderval Reginaldo Tenório
Acidentes de moto representam
OS condutores de motos correspondem por mais 40% das mortes no trânsito no Brasil.
Os motoqueiros e não os motociclistas, estes são habilitados com seriedade, lideram as internações no SUS por sinistros, são de 58% a 63% do total.
Principais dados sobre acidentes de moto no Brasil:
Impacto no SUS: Mais de 60% dos acidentes de trânsito fatais envolvem motos,. A taxa de mortalidade cresceu 12,5% em 2023, alcançando 6,3 mortes por 100 mil habitantes. São jovens entre 20 e 39 anos são as principais vítimas.
Risco Elevado, 20 vezes mais chances de sofrer um acidente do que motoristas de automóveis.
Dados Regionais: Enquanto mais pobre o Estado , mais motos ele possui, propocionalmente.
Iderval Reginaldo Tenório
E OS CAPACETES ?/