O blog foi criado para a cultura. Mostra o quanto é importante o conhecimento.Basta um click no artigo. Centro Médico Iguatemi,310.CLINICA SÃO GABRIEL LTDA- 33419630 33425331Participe ,comente, seja seguidor. DR IDERVAL REGINALDO TENÓRIO , 1954 , JUAZEIRO DO NORTE -CEARÁ. 08041988lgvi.1984 CHEGOU EM SALVADOR COM 18 ANOS , MEDICINA NA UFBA. CIRURGIÃO GERAL. driderval@bol.com.br
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Esporotricose é uma micose causada por fungos do gênero Sporothrix,
presentes no solo e vegetais, que infecta humanos e animais (especialmente
gatos) através de ferimentos na pele, causando lesões cutâneas que podem evoluir
para nódulos e úlceras.
Seguem o trajeto dos vasos linfáticos, sendo comum a transmissão via
animais doentes, especialmente felinos.
Caracterizada por feridas que não cicatrizam, espirros e aumento do
nariz em gatos, a doença exige tratamento médico ou veterinário para
cura.
Medidas de prevenção, cuidados, manejo com os animais e uso de luvas no
jardim.
Causas e
Transmissão
·Fungo: Sporothrix spp.,
encontrado em terra, palha, madeira e vegetais em decomposição.
·Entrada no corpo: Geralmente por trauma na
pele (arranhões, espinhos, cortes).
·
Principais vetores:
·Gatos infectados (mordidas, arranhões) e contato direto com solo/plantas
contaminados.
·
Sintomas em
Humanos
·Forma cutânea/linfática (mais comum):
Nódulos ou feridas que não curam, que podem ulcerar e se espalhar em
forma de "cordão" pelo braço (trajeto linfático).
·Formas mais graves:
Acometem ossos, articulações, mucosas ou outros
órgãos (extracutâneas/disseminadas).
Sintomas em Gatos (e outros animais)
·Feridas na pele (face, patas, orelhas) que não cicatrizam.
·Espirros e secreção nasal.
·Nariz aumentado.
A esporotricose humana no Brasil tem apresentado uma frequência crescente e alarmante, caracterizando uma epidemia de caráter zoonótico,
especialmente nas regiões Sudeste, Sul e, mais recentemente, no
Nordeste.
O país concentra o maior número de casos de esporotricose
transmitida por gatos no mundo, com a forma de transmissão por
arranhadura ou mordedura de gatos infectados sendo a mais comum.
A foto de Kevin Carter lhe rendeu o Pulitzer Prize de fotografia. Foto: Kevin Carter/Corbis Sygma.
O abutre e a menina: a história de uma foto histórica
Como
a foto de uma menina sudanesa observada por um abutre, em 1993,
impactou o mundo do fotojornalismo e a vida do fotógrafo que a
registrou. Conheça a história da foto do "urubu e a menina".
A foto de Kevin Carter lhe rendeu o Pulitzer Prize de fotografia. Foto: Kevin Carter/Corbis Sygma.
O
avião da Organização das Nações Unidas (ONU) pousara há poucos minutos
no chão seco e arenoso do povoado de Ayod, no Sul do Sudão. Rapidamente,
centenas de pessoas, envoltas em farrapos ou mesmo nuas, debilitadas
pela fome e pelo calor, correram desordenadamente para tentar garantir o
seu quinhão de comida. Em meses, aquela era a primeira ajuda
humanitária que chegava ao país.
No
meio da confusão, dois fotojornalistas sul-africanos, Kevin Carter e
João Silva, que também tinham chegado a bordo da aeronave, testemunharam
a desolação daquela gente. Em pouco tempo, Carter se deparou com uma
cena impressionante: uma criança esquelética, de mais ou menos cinco
anos, estava agachada, olhando para o chão. Atrás dela, a poucos metros
de distância, um abutre a observava. Ele apontou a câmera e registrou a
cena. Era 11 de março de 1993 e aquela foto se tornaria uma das mais
importantes da história do fotojornalismo.
O abutre e a menina:a história de uma foto
O Sudão vivia uma guerra civil há décadas. De um lado, tribos cristãs do sul viviam reunidas sob a bandeira do grupo rebeldeSudanese People’s Liberation Army(SPLA). Do outro lado, estava o governo Cartum, dominado por nortistas islâmicos desde a independência do país, em 1956.
Nos
anos 1980, o conflito entre os dois grupos tinha se intensificado,
especialmente depois que o governo adotou a lei islâmica, aSharia,
que determinava a proibição de bebidas alcoólicas e punições por
enforcamento ou mutilação, entre outras medidas igualmente violentas.
Estima-se que o conflito tenha tirado a vida de milhões de pessoas, além
de provocar uma fome alarmante, responsável pela maior crise
humanitária do século XX.
No
início dos anos 1990, a ONU começou a realizar diversas campanhas para
sensibilizar a opinião pública internacional e as autoridades ocidentais
para o drama da população sudanesa. Uma dessas campanhas visou
arrecadar 190 milhões de dólares. Não se alcançou, no entanto, nem um
quarto do valor. Foi nesse momento que a organização decidiu ser mais
agressiva em sua estratégia: expor ao mundo, através da fotografia, a
fome no Sudão. Para a tarefa, a ONU convidou dois fotojornalistas para
estar no avião que aterrissaria no sul do Sudão naquele 11 de março de
1993: Kevin Carter e João Silva.
Carter
e Silva já eram, na época, internacionalmente famosos. Ambos faziam
parte do chamado “Clube do Bangue-Bangue”,¹ apelido que a imprensa usava
para se referir a um grupo de quatro fotojornalistas sul-africanos que
vinham alcançando enorme notoriedade mundial ao cobrir lutas e tensões
raciais na África, especialmente na África do Sul.
As
fotos do grupo eram compradas por diversas agências de notícias e
tinham dado aos seus autores diversos prêmios ao redor do mundo. Carter e
Silva esperavam já há algum tempo uma chance para entrar no Sudão, pois
tinham interesse em fazer uma reportagem sobre a mais recente divisão
no interior da SPLA. Assim que o convite da ONU surgiu, o aceite dos
dois profissionais foi prontamente aceito.
Momento Decisivo
Quando
os sudaneses em inanição começaram a se atropelar em busca dos
alimentos distribuídos pelos funcionários da ONU, Carter e Silva viram
possibilidades de boas fotos em quase todas as direções. Enquanto Silva
se deteve em uma clínica médica local utilizada para o atendimento dos
casos de saúde mais graves, Carter ficou ao ar livre. Foi quando ele viu
a cena da criança e fez vários cliques. Momentos depois, ainda nervoso,
colocou a mão nos ombros de Silva e disse ao colega:
“Cara, você não vai acreditar no que acabei de fotografar!”
Silva
escutou a história e, segundo ele mesmo diz, teve certeza de que seu
colega tinha feito um registro poderoso, aquilo que o famoso fotógrafo
francês Henri Cartier-Bresson chamava de “momento decisivo”.²
A publicação da foto incendiou o noticiário internacional nas semanas seguintes. Na época, a editoria internacional doThe New York Times(NYT) tinha uma matéria sobre a região, mas estava encontrando enorme dificuldade em conseguir fotos para ilustrar o texto.
Os
grupos em guerra no Sudão permitiam raramente a entrada de estrangeiros
no país. Inclusive, a ONU encontrava sérias restrições para distribuir
os alimentos da ajuda humanitária. Foi quando surgiu a informação de que
Kevin Carter tinha estado lá e feito uma foto brilhante. Nancy Buirski,
do NYT, entrou em contato com Carter e conseguiu que a foto fosse
publicada pelo jornal.
O
sucesso foi imediato. Em pouco tempo, a imagem estava correndo o mundo,
replicada em todos os grandes jornais e até mesmo nas redes de
televisão. Carter ganhou visibilidade, a fome no Sudão se tornou
conhecida e a ONU conseguiu, finalmente, catapultar as doações para o
país. No ano seguinte, em 1994, Kevin Carter levou para casa o prêmio
Pulitzer de fotografia.
A
foto, porém, também trouxe revezes para o fotógrafo. Buirski lembrou,
anos mais tarde, que logo que a foto foi publicada, as pessoas começaram
a ligar para a redação do jornal. Queriam saber o que havia acontecido
com a menina da foto, se ela havia sobrevivido e, principalmente, se o
fotógrafo havia lhe ajudado. Uma chuva de perguntas que começava a
afetar Carter.
Primeiro,
ele contou que havia espantado o animal e que se sentou debaixo de uma
árvore para chorar. Mas as perguntas continuavam chegando. Ele então
completou a história dizendo que a menina tinha se levantado e caminhado
até a clínica médica. A opinião pública não ficou satisfeita com a
explicação. Queria saber por que Carter não tinha levado a menina para
um lugar seguro.
Debate ético e depressão
A
repercussão foi forte o suficiente para iniciar um debate público sobre
a atuação de jornalistas e fotojornalistas em cenários de guerra:
deveriam estes prestar assistência ou apenas serem meros observadores,
relatando ao mundo o que a guerra provocava? Os fotógrafos do “Clube do
Bangue Bangue” já tinham socorrido várias pessoas.
No
entanto, não havia nenhum parâmetro, nenhuma regra, nenhum acordo
tácito para aquele tipo de situação limite. A interferência de
jornalistas em zonas de guerra, na verdade, era até mesmo extremamente
perigosa: poderia transformar os próprios jornalistas em alvo. Até hoje,
o tema ainda é bastante nebuloso no campo.
O
questionamento em torno da foto perturbou muito Carter. Talvez outro
fotógrafo tivesse lidado melhor com a situação. Mas com Carter foi
diferente. Antes mesmo da viagem ao Sudão, o fotojornalista enfrentava
uma série de problemas pessoais. Relacionamentos amorosos malsucedidos,
problemas com consumo excessivo de álcool e vício em mais de um tipo de
droga.
Para
piorar, Carter não tinha uma base familiar sólida e lhe faltava
estabilidade no emprego. Trabalhava apenas para jornais sem expressão ou
como freelancer. Mesmo quando ganhava dinheiro, como sua foto no NYT, o
valor acabava sendo gasto para pagar mais drogas ou para quitar dívidas
antigas.
Boa
parte de seu drama pessoal tinha advindo da pressão de trabalhar em
zonas de conflito. E além das cenas chocantes, que se tornaram parte de
seu cotidiano, seu trabalho ainda acabou lhe gerando diversos inimigos.
De um lado, grandes jornalistas invejosos do sucesso do “Clube do Bangue
Bangue”; de outro, pessoas que não entendiam como alguém podia
fotografar tantas desgraças como se fosse invisível.
Após
a foto do abutre, Carter continuou trabalhando em zonas de guerra. Mas
não por muito tempo. No dia 27 de julho de 1994, aos 33 anos, pouco
tempo depois de Nelson Mandela se sair vitorioso na África do Sul,
Carter, aos 33 anos, levou seu carro até um local de sua infância e,
utilizando uma mangueira para levar o monóxido de carbono do escapamento
para dentro do veículo, cometeu suicídio. Deixou uma triste nota que
dizia estar deprimido, sem dinheiro para pagar as contas, sem dinheiro
para ajudar as crianças. Se disse perseguido pelas lembranças de
assassinatos, cadáveres, raiva e dor. Pela lembrança de crianças feridas
ou famintas. Lembranças, mas suas palavras, de “homens malucos com o
dedo no gatilho”.
O
suicídio de Kevin Carter chocou seus companheiros de “Clube do
Bangue-Bangue”, que já haviam perdido, em zona de tiro, outro amigo, Ken
Oosterbroek. Do grupo, restaram apenas João Silva e Greg Marinovich. O
trabalho de Carter sobreviveu ao tempo. Sua foto continua até hoje sendo
um libelo contra a guerra e contra a fome no continente africano. A
prova concreta de como uma fotografia pode provocar as pessoas e entrar,
definitivamente, para a história.
Notas
(1)
As histórias do “Clube do Bangue-Bangue” estão registradas no excelente
livro “O Clube do Bangue-Bangue: instantâneos de uma guerra oculta”,
escrito por João Silva e Greg Marinovich, publicado no Brasil pela Cia
das Letras. A foto feita no Sudão é uma dessas histórias.
(2) São eles: João Silva, Kevin Carter, Greg Marinovich e Ken Oosterbroek.
Referências
MARINOVICH, Greg; SILVA, João.O Clube do Bangue-Bangue: instantâneos de uma guerra oculta. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2003.
A foto de Kevin Carter lhe rendeu o Pulitzer Prize de fotografia. Foto: Kevin Carter/Corbis Sygma.
O abutre e a menina: a história de uma foto histórica
Como a foto de uma menina sudanesa observada por um abutre, em 1993, impactou o mundo do fotojornalismo e a vida do fotógrafo que a registrou. Conheça a história da foto do "urubu e a menina".
A foto de Kevin Carter lhe rendeu o Pulitzer Prize de fotografia. Foto: Kevin Carter/Corbis Sygma.
O avião da Organização das Nações Unidas (ONU) pousara há poucos minutos no chão seco e arenoso do povoado de Ayod, no Sul do Sudão. Rapidamente, centenas de pessoas, envoltas em farrapos ou mesmo nuas, debilitadas pela fome e pelo calor, correram desordenadamente para tentar garantir o seu quinhão de comida. Em meses, aquela era a primeira ajuda humanitária que chegava ao país.
No meio da confusão, dois fotojornalistas sul-africanos, Kevin Carter e João Silva, que também tinham chegado a bordo da aeronave, testemunharam a desolação daquela gente. Em pouco tempo, Carter se deparou com uma cena impressionante: uma criança esquelética, de mais ou menos cinco anos, estava agachada, olhando para o chão. Atrás dela, a poucos metros de distância, um abutre a observava. Ele apontou a câmera e registrou a cena. Era 11 de março de 1993 e aquela foto se tornaria uma das mais importantes da história do fotojornalismo.
O abutre e a menina:a história de uma foto
O Sudão vivia uma guerra civil há décadas. De um lado, tribos cristãs do sul viviam reunidas sob a bandeira do grupo rebeldeSudanese People’s Liberation Army(SPLA). Do outro lado, estava o governo Cartum, dominado por nortistas islâmicos desde a independência do país, em 1956.
Nos anos 1980, o conflito entre os dois grupos tinha se intensificado, especialmente depois que o governo adotou a lei islâmica, aSharia, que determinava a proibição de bebidas alcoólicas e punições por enforcamento ou mutilação, entre outras medidas igualmente violentas. Estima-se que o conflito tenha tirado a vida de milhões de pessoas, além de provocar uma fome alarmante, responsável pela maior crise humanitária do século XX.
No início dos anos 1990, a ONU começou a realizar diversas campanhas para sensibilizar a opinião pública internacional e as autoridades ocidentais para o drama da população sudanesa. Uma dessas campanhas visou arrecadar 190 milhões de dólares. Não se alcançou, no entanto, nem um quarto do valor. Foi nesse momento que a organização decidiu ser mais agressiva em sua estratégia: expor ao mundo, através da fotografia, a fome no Sudão. Para a tarefa, a ONU convidou dois fotojornalistas para estar no avião que aterrissaria no sul do Sudão naquele 11 de março de 1993: Kevin Carter e João Silva.
Carter e Silva já eram, na época, internacionalmente famosos. Ambos faziam parte do chamado “Clube do Bangue-Bangue”,¹ apelido que a imprensa usava para se referir a um grupo de quatro fotojornalistas sul-africanos que vinham alcançando enorme notoriedade mundial ao cobrir lutas e tensões raciais na África, especialmente na África do Sul.
As fotos do grupo eram compradas por diversas agências de notícias e tinham dado aos seus autores diversos prêmios ao redor do mundo. Carter e Silva esperavam já há algum tempo uma chance para entrar no Sudão, pois tinham interesse em fazer uma reportagem sobre a mais recente divisão no interior da SPLA. Assim que o convite da ONU surgiu, o aceite dos dois profissionais foi prontamente aceito.
Momento Decisivo
Quando os sudaneses em inanição começaram a se atropelar em busca dos alimentos distribuídos pelos funcionários da ONU, Carter e Silva viram possibilidades de boas fotos em quase todas as direções. Enquanto Silva se deteve em uma clínica médica local utilizada para o atendimento dos casos de saúde mais graves, Carter ficou ao ar livre. Foi quando ele viu a cena da criança e fez vários cliques. Momentos depois, ainda nervoso, colocou a mão nos ombros de Silva e disse ao colega:
“Cara, você não vai acreditar no que acabei de fotografar!”
Silva escutou a história e, segundo ele mesmo diz, teve certeza de que seu colega tinha feito um registro poderoso, aquilo que o famoso fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson chamava de “momento decisivo”.²
A publicação da foto incendiou o noticiário internacional nas semanas seguintes. Na época, a editoria internacional doThe New York Times(NYT) tinha uma matéria sobre a região, mas estava encontrando enorme dificuldade em conseguir fotos para ilustrar o texto.
Os grupos em guerra no Sudão permitiam raramente a entrada de estrangeiros no país. Inclusive, a ONU encontrava sérias restrições para distribuir os alimentos da ajuda humanitária. Foi quando surgiu a informação de que Kevin Carter tinha estado lá e feito uma foto brilhante. Nancy Buirski, do NYT, entrou em contato com Carter e conseguiu que a foto fosse publicada pelo jornal.
O sucesso foi imediato. Em pouco tempo, a imagem estava correndo o mundo, replicada em todos os grandes jornais e até mesmo nas redes de televisão. Carter ganhou visibilidade, a fome no Sudão se tornou conhecida e a ONU conseguiu, finalmente, catapultar as doações para o país. No ano seguinte, em 1994, Kevin Carter levou para casa o prêmio Pulitzer de fotografia.
A foto, porém, também trouxe revezes para o fotógrafo. Buirski lembrou, anos mais tarde, que logo que a foto foi publicada, as pessoas começaram a ligar para a redação do jornal. Queriam saber o que havia acontecido com a menina da foto, se ela havia sobrevivido e, principalmente, se o fotógrafo havia lhe ajudado. Uma chuva de perguntas que começava a afetar Carter.
Primeiro, ele contou que havia espantado o animal e que se sentou debaixo de uma árvore para chorar. Mas as perguntas continuavam chegando. Ele então completou a história dizendo que a menina tinha se levantado e caminhado até a clínica médica. A opinião pública não ficou satisfeita com a explicação. Queria saber por que Carter não tinha levado a menina para um lugar seguro.
Debate ético e depressão
A repercussão foi forte o suficiente para iniciar um debate público sobre a atuação de jornalistas e fotojornalistas em cenários de guerra: deveriam estes prestar assistência ou apenas serem meros observadores, relatando ao mundo o que a guerra provocava? Os fotógrafos do “Clube do Bangue Bangue” já tinham socorrido várias pessoas.
No entanto, não havia nenhum parâmetro, nenhuma regra, nenhum acordo tácito para aquele tipo de situação limite. A interferência de jornalistas em zonas de guerra, na verdade, era até mesmo extremamente perigosa: poderia transformar os próprios jornalistas em alvo. Até hoje, o tema ainda é bastante nebuloso no campo.
O questionamento em torno da foto perturbou muito Carter. Talvez outro fotógrafo tivesse lidado melhor com a situação. Mas com Carter foi diferente. Antes mesmo da viagem ao Sudão, o fotojornalista enfrentava uma série de problemas pessoais. Relacionamentos amorosos malsucedidos, problemas com consumo excessivo de álcool e vício em mais de um tipo de droga.
Para piorar, Carter não tinha uma base familiar sólida e lhe faltava estabilidade no emprego. Trabalhava apenas para jornais sem expressão ou como freelancer. Mesmo quando ganhava dinheiro, como sua foto no NYT, o valor acabava sendo gasto para pagar mais drogas ou para quitar dívidas antigas.
Boa parte de seu drama pessoal tinha advindo da pressão de trabalhar em zonas de conflito. E além das cenas chocantes, que se tornaram parte de seu cotidiano, seu trabalho ainda acabou lhe gerando diversos inimigos. De um lado, grandes jornalistas invejosos do sucesso do “Clube do Bangue Bangue”; de outro, pessoas que não entendiam como alguém podia fotografar tantas desgraças como se fosse invisível.
Após a foto do abutre, Carter continuou trabalhando em zonas de guerra. Mas não por muito tempo. No dia 27 de julho de 1994, aos 33 anos, pouco tempo depois de Nelson Mandela se sair vitorioso na África do Sul, Carter, aos 33 anos, levou seu carro até um local de sua infância e, utilizando uma mangueira para levar o monóxido de carbono do escapamento para dentro do veículo, cometeu suicídio. Deixou uma triste nota que dizia estar deprimido, sem dinheiro para pagar as contas, sem dinheiro para ajudar as crianças. Se disse perseguido pelas lembranças de assassinatos, cadáveres, raiva e dor. Pela lembrança de crianças feridas ou famintas. Lembranças, mas suas palavras, de “homens malucos com o dedo no gatilho”.
O suicídio de Kevin Carter chocou seus companheiros de “Clube do Bangue-Bangue”, que já haviam perdido, em zona de tiro, outro amigo, Ken Oosterbroek. Do grupo, restaram apenas João Silva e Greg Marinovich. O trabalho de Carter sobreviveu ao tempo. Sua foto continua até hoje sendo um libelo contra a guerra e contra a fome no continente africano. A prova concreta de como uma fotografia pode provocar as pessoas e entrar, definitivamente, para a história.
Notas
(1) As histórias do “Clube do Bangue-Bangue” estão registradas no excelente livro “O Clube do Bangue-Bangue: instantâneos de uma guerra oculta”, escrito por João Silva e Greg Marinovich, publicado no Brasil pela Cia das Letras. A foto feita no Sudão é uma dessas histórias.
(2) São eles: João Silva, Kevin Carter, Greg Marinovich e Ken Oosterbroek.
Referências
MARINOVICH, Greg; SILVA, João.O Clube do Bangue-Bangue: instantâneos de uma guerra oculta. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2003.
O ser humano só pensa
em si. Como viver bem, se os ditadores cometem genocídios e milhares
de pseudo humanos torcem por estes ditadores tiranos, muitos defendem sem
saber o que estão fazendo.
Possuídos por histerias,
paranoias eneuroses gritam com todas as
forças dos pulmões:
" DITADOR TAL, LIVRE; SALVE A SOBERANIA DOS TIRANOS E ABAIXO A SOBERANIA DO POVO".
É a idolatria e a lavagem cerebral as senhoras dominadoras de
cérebros carcomidos.
"Todos os homens nascem livres"
Iderval Reginaldo Tenório
"Quase se poderia dizer que a histeria é uma obra de
arte deformada, que a neurose obsessional é uma religião deformada e a paranoia,
um sistema filosófico deformado."
Sigmund Freud.
"A
razão ! Privada de saber, é algo absolutamente insensato, mesmo para
os grandes filósofos".
Friedrich Nietzsche
Benjamin Netanyahu. Nicolás Maduro Moros. Xi Jinping. Augusto José Ramón Pinochet Ugarte.
Kim Jong-un. Idi Amin Dada. Sadann Hussein, José Daniel Ortega Saavedra, os Castros e OUTROS SANGUINÁRIOS PELO MUNDO.
O que explica pessoas alforriadas apoiarem estes sistemas?
Pessoas de nível educacional Superior.
Pessoas que comem bem, vestem bem e moram bem querer tanto mal para estes sofridos povos. HUMANOS que vivem sob a batuta da chibata?
O FORRÓ DO DR IDERVAL VAI ESTOURAR NO SÃO JOÃO 2025.
VAMOS OUVIR, DANÇAR E SABOREAR DO GRANDE COMPOSITOR ALDO SOUSA, BAIANO DA GEMA O FORRÓ DO DR IDERVAL TENÓRIO, NA VOZ DO GRANDE ISRAEL FILHO, UM GRANDE CANTOR DE CARUARU. UM DOS ÍCONES DA MÚSICA BRASILEIRA.
É SÓ CLICAR EM OVERDOSE DE FORRÓ
EXPERIMENTE OUVIR.
BOM FORRÓ.
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ISRAE LFILHO Com 31 anos de carreira, o cantor e compositor Israel Filho acaba de lançar mais um CD: "Overdose de Forró". O trabalho vem com 22 canções, algumas inéditas e outras regravações, além de participação especial de Petrúcio Amorim, na canção "O rei das estrelas". Nascido em Caruaru, Israel filho identificou-se com a música logo cedo e, aos três anos, já era mascote de uma banda marcial em Surubim, a terra natal de sua genitora. Em 1979, recebeu convite para cantar com Luiz Gonzaga e, a partir daí, passou a fazer shows na Região Metropolitana do Recife. "Fizemos os primeiros shows de forró em Olinda. O nome era Forró Cheiro do Povo", relembrou Israel.
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