sábado, 15 de junho de 2013

O Fim do Mundo O planeta se recuperará, quem sucumbirá é a civilização atual.


                                   O Fim do Mundo

O planeta se recuperará, quem sucumbirá é a civilização atual.


                Há bilhões de anos não se sabe quando e nem como  surgiu o universo ; neste as galáxias com os seus bilhões  de sistemas e na penumbra do sistema solar surgiu o minúsculo e insignificante planeta terra .

                O Sistema solar tendo como alimentador de energia o sol teve a sua origem há cinco bilhões de anos  e calcula-se que,  brilhará por mais cinco bilhões quando iniciará o seu ciclo de morte, se transformando numa massa gasosa que  ao se expandir  fagocitará todos os seus planetas com os respectivos satélites, este é o fenômeno natural que ocorrerá, não se sabe o que acontecerá com os outros nem com as outras galáxias, por analogia provavelmente terão o mesmo destino. Este preâmbulo é o que dizem os estudiosos do assunto em milhares de trabalhos após anos e mais anos de estudos.

              O Sistema solar é mais um, dos 100bilhões de isolados sistemas que existem na Via Láctea  e  calcula-se que existem  mais de 200 bilhões  de galáxias similares no Universo. Para se medir o tamanho, a extensão  , a distância entre o inicio e o fim de uma das menores galáxias, o homem precisaria  correr 100 mil anos na velocidade da luz, isto é 100mil anos luz sem parar, cada anos luz equivale arredondado, a 10 trilhões de quilômetros. 

               Para acalmar os ânimos da pequenez da terra , o Universo como uma bola de soprar encontra-se em Infreável expansão. São mais de 200bilhões de galáxias iguais ou maiores do que   a Via Láctea , mais  de 200 bilhões de estrelas em cada galáxia e cada estrela comanda um sistema semelhante ao Sistema Solar . O Homem é apenas o cérebro .

              Alheio ao fenômeno natural procurarei expor alguns pontos pertinentes ao planeta terra, a origem da vida, a  sua evolução, o surgimento e o fim  de grandes civilizações , os povos modernos e por último o fim de mais um ciclo , o fim de mais uma era, o fim da civilização atual.

            Indiferentes à origem dos homens, estes foram evoluindo até se transformarem nos mais importantes dos animais. Viviam inicialmente em pequenos grupos , para sobreviverem usavam a força bruta e milhares de anos depois  começaram a utilizar o cérebro como   coadjuvante,  contra os predadores, contra outros grupos semelhantes e para se defenderem dos fenômenos naturais. Aos poucos descobriram a pedra e o fogo, viviam da caça , da pesca e do extrativismo . Na luta corpo a corpo promoviam o domínio de grupos sobre grupos, exterminavam os vencidos varões e as fêmeas eram absorvidas ,  serviam como matrizes para os grupos dominantes. Com o passar dos séculos , com a anexação de outras culturas  , os vencedores  evoluíram, perceberam que o homem poderia trabalhar para outro , a partir desta descoberta surgiu a mais importante das leis da natureza (a  valorização da vida) e passaram a oferecer aos derrotados o direito à vida, porém, no sistema de escravidão.                                  Assim os homens viveram por muitos séculos. Neste sistema surgiram e desapareceram diversas civilizações; e as suas culturas eram acopladas  aos vencedores em parte, a depender do grau da evolução cerebral.

              O que chama a atenção é que durante milhares de anos,  nenhuma civilização agrediu a terra , os homens viviam em harmonia com o solo, com os rios, com o mar e com as florestas. As civilizações sumiam, mas a terra ficava intacta, os dominantes  surgiam com novas civilizações e assim foi até o século dezoito quando os homens descobriram o poder da mente , o poder do conhecimento , a propriedade da tecnologia, o controle das doenças, o surgimento dos seus  direitos . A acelerada multiplicação populacional e a necessidade urgente de medidas que provessem os cidadãos de alimentos, roupas, locomoção e demais insumos pertinentes à vida  deram novos rumos e diretrizes  aos habitantes da terra  .

           Os homens saíram do período muscular, da força braçal; e passaram a utilizar o  intelecto como a principal arma para o domínio entre si e na conquista  da sobrevivência , começaram a explorar a terra, agredindo-a em todos os seus flancos, destruindo velozmente todas as suas riquezas em busca do sustento, caminhando a passos largos para o fim desta civilização que, sem dúvida será a menor de todas as que já passaram pela terra, enquanto as outras duravam milhares de séculos, esta será de algumas centenas de anos. 

            Os homens atuais, na busca do poder e  de acumularem riquezas pessoais desnecessárias, utilizam-se de todos os meios nas esferas terrestres. Na busca desenfreada dos metais preciosos, reviram milhões e milhões de toneladas de areia betuminosa , primeiro superficialmente, de aluvião e depois penetrando quilômetros abaixo do solo, cortando , contaminando reservas hidrominerais e potáveis guardadas estrategicamente para as gerações futuras, na sua lavra contaminam os mananciais com metais pesados. Na ânsia de produzirem o progresso, procuram ferro, zinco, carvão mineral , granito e outras riquezas , para isso, detonam os morros , as serras, destroem os campos e perfuram o planeta diametralmente,  exaurindo as suas riquezas, eliminando e impedindo a continuidade da vida.

            Pelas necessidades energéticas , mobiliária e da construção civil passaram a consumir as matas e com grandes hidrelétricas exterminam a flora e a fauna
 
           Na busca do combustível fóssil , principalmente o petróleo, o responsável por esta era energética, que não é infinito, os homens exploraram bilhões e bilhões de toneladas de areias oleosas da superfície terrestre , utilizando para isso trilhões de metros cúbicos de água que, são  devolvidas aos rios contaminadas pelos efluentes petrolíferos; esgotadas estas reservas, passaram a sugar do subsolo , deixando milhões de cavernas de milhares de quilômetros cúbicos, destruindo, misturando e contaminando os lençóis freáticos, em seguida partiram para os oceanos, fincando as suas plataformas em alto  mar, perfuram e extraem das mais escondidas reservas o abençoado óleo da fortuna. hoje conseguem chegar a sete mil metros, atingem o fundo, depois a camada  pós-sal, a camada do sal e a pré-sal . No seu preparo, armazenamento  e transporte cometem catástrofes imperdoáveis para a humanidade, rompendo os seus tanques, válvulas e tubulações  contaminam os mares, os céus, os rios, as florestas e acabam com milhões de vidas intoxicadas pelos hidrocarbonetos .

             Com a ameaça  do fim do petróleo na década de 50, as grandes nações passaram  a desenvolver a energia nuclear e só no Estados Unidos foram construídas mais de 50 grandes usinas e outras centenas de pequenos empreendimentos, foi assim na Europa, na Ásia  e no Oriente . Hoje com o domínio desta tecnologia suicida, o enriquecimento do Urânio constitui uma ameaça à paz, trazendo risco ao meio ambiente em todos os vieses, da sua retirada do subsolo até o seu refino , culminando com catástrofes avassaladoras  e contínuas para todo o Universo, haja vista o que aconteceu com Chernobyl na Rússia e com as armas nucleares, as grandes bombas.

            Na produção de alimentos, seja vegetal ou animal, milhares de hectares de terras são destruídas tanto nas queimadas como nas derrubadas, milhões de toneladas de agrotóxicos são jogados no solo e subsolo, contaminam os mananciais das águas influenciando a base da cadeia alimentar, exterminando miríades de insetos polenizadores, alimentos das pequenas aves e roedores, primeiros degraus da cadeia alimentar. Intoxicando  todo o ecossistema do solo,  eliminam todos os tipos de vidas impedindo   as chances de sobrevivências dos animais predadores. 

            A alta tecnologia com os aviões, os satélites, os foguetes, os canhões, os tanques de guerra , os carros e as fábricas enchem os espaços com  bilhões de  objetos microscópicos e macroscópicos, sejam eles líquidos, gasosos  , sólidos, todos  flutuam na atmosfera e no vácuo. 

 Calcula-se  que,  por ano  o homem joga no espaço mais de 30 bilhões de toneladas de gás carbônico  e que são aumentados com a morte e a decomposição dos vegetais , tornando o meio ambiente incompatível com a  vida, sendo hoje motivo de preocupação das nações desenvolvidas, chegando ao ponto de imaginarem uma maneira de varrerem os céus, uma maneira de retirar dos céus  as diversas estruturas flutuantes, um dos maiores problemas a serem enfrentados pelos homens do futuro.

               Catástrofes não desprezíveis são  os raios gerados pelas emissoras de rádios, TVs, radioamadores  , telefones e milhões de outros tipos que cortam os céus em todos os sentidos e direções, cruzando cotidianamente os corpos vivos , modificando programações genéticas à distancia, dando  cabo a uma grande quantidade de espécies.

            Há muito que se fala que na natureza nada se cria ou se constrói  , tudo se transforma , apenas a terra necessita de tempo, acredita-se que,  com o tempo a terra  se recuperará e tudo voltará a ser igual , tanto os recursos animais, vegetais e minerais , não é a toa que a reciclagem hoje ocupa uma grande parte do tempo desta civilização, tudo é questão de tempo e desta vez o tempo para a sua recuperação será maior, provavelmente na casa das dezenas de milhões de anos.

              Ao abordar o tema: (o fim do mundo ) foi para enfatizar a veloz e agressiva saga humana na conquista da terra em todos os seus ângulos,   desta maneira chegarão à exaustão num futuro bem próximo.

          O petróleo é limitado e nos próximos 50 anos de acordo com as reservas atuais irá à exaustão em muitos continentes, dentre estes  o Americano, podendo ainda existir nos pólos glaciais gelados, nas camadas profundas do mar e nas grandes florestas, tornando-se inexplorável sob risco de aceleração do fim desta civilização. 

         O ferro, o zinco, o carvão mineral,  o ouro , a prata serão metais de luxo nos próximos  trinta anos, tornando quase que impossível a  exploração . O seu encontro no subsolo, fruto da devastação desenfreada dos homens atuais, será cada dia mais difícil e mais profunda, podendo ser o tiro de misericórdia para os homens atuais.

            As florestas aos poucos estão sumindo, são devoradas pelo criatório de animais de grande porte(estes com os seus gases intestinais e pelo grande consumo dos insumos naturais já são ameaças) , destruídas  pela desqualificada produção dos alimentos e da energia  hidroelétrica onde consomem milhões de hectares de terras e milhões de tipos de vidas.

            Os céus  cortados por milhões  de ondas, gases e objetos ficarão pequenos para a quantidade de estruturas que neles transitam e  habitam.

          Por necessidade os homens terão que produzir objetos maiores para o transporte das massas e haverá congestionamentos em todas as esferas, céu , terra e mar, complicando ainda mais o tão combalido espaço.

            O solo para produção de alimentos a cada dia que passa mingua e no futuro será insuficiente para manter de 09 a 10 bilhões de vidas humanas e mais outros tantos bilhões de outras vidas animais, calcula-se que existam  200 bilhões de outras bocas para alimentar,  tudo tem que sair da terra, sendo transformados em dejetos e gases poluentes.

           Nestes próximos 100 anos, os túneis, os canais , os grandes vazios promovidos pelos homens no subsolo, enfraquecerão a camada superficial da terra, destruirão os canais aquíferos , contaminarão os 3% de água potável e este líquido que é a vida ficará escasso, motivo suficiente para grandes batalhas pela sobrevivência intercontinental entre as nações.

           A terra sofrerá  desequilíbrio de temperatura  liquefazendo as grandes geleiras, as placas tectônicas sofrerão maiores abalos sísmicos promovendo grandes ventanias, enchentes e gigantescas marés, milhões de animais incluindo os homens sucumbirão em fenômenos naturais, que reduzirão os ambientes propício à vida, diminuindo as chances de sobrevivência por falta inclusive de alimentos.

         Ocupando o habitat dos outros animais como as florestas , os mares e os céus, promoverão o desaparecimento de vidas macros e microscópicas e começarão a contrair micro vidas nocivas apenas aos invasores, como o Ebola, a Malária, a Esquistossomose, o Trypanosoma Cruzy e mais de umas centenas de vírus e bactérias normais nas suas origens e que no futuro ficará muito difícil o controle.

 

          Então,com o intuito de preservar os seus pares, as nações começarão a proteger os seus homens como se fossem os donos da terra, muralhas de concretos , muralhas elétricas, magnéticas  e eletrônicas serão erguidas entre as nações tais quais  as muralhas diplomáticas de hoje, com os seus  passaportes , com os seus vistos ,quarentenas e outras alegações simplesmente com a finalidade protetora do mercado, num marco claro de separação: ricos-pobres, feios-bonitos, grandes e pequenos, desenvolvidos  e subdesenvolvidos num mundo que se diz globalizado, porém globalizado para os grandes e engessado para os pequenos, numa concentração galopante de riquezas e de tecnologia .Tudo isso,  baseado no fim da era dos combustíveis fósseis hoje o propulsor dos países hegemônico que vivem na solidão da frieza, das sombras pela ausência do sol e pobres em energia solar,  consomem para as suas sobrevivências a contaminante energia petrolífera.

 

         Como as outras civilizações, os homens irão à luta, privatizarão todos os recursos naturais e o saber, controlarão desta maneira as águas, as florestas, os minerais e os genes  .   Numa batalha desequilibrada dos fortes controladores contra os pequenos controlados, sobrarão os mais fortes e estes serão os continuadores da vida , terão que oferecer tempo a terra para auto recuperação, assim será  o fim trágico de mais uma civilização e o surgimento de uma nova fase do globo terrestre. O tempo  por milhões e milhões de anos saberá mais uma  vez,  transformar tudo que se consumiu das desejadas , admiradas e necessárias riquezas naturais. Vão-se  os homens e ficará a terra.

 

         Conflitos virão, guerras acontecerão e tudo pelo domínio da energia, aquele que por ventura  descobrir, catalogar, produzir , dominar e esconder uma forma de energia renovável e perene, utilizando a sua força,   provavelmente privatizará o sistema e indubitavelmente será o criador e precursor da nova civilização, iniciando na terra mais um ciclo, mais uma era , a era da renovação, a era da recuperação e do ressurgimento de novas vidas. Nem tudo estar perdido e salve a natureza, quem viver verá, a solução se  encontra  no sol. 

Salvador 12 de Junho de 1998

Iderval Reginaldo Tenório

 

Um comentário:

Miriam Direito disse...

Trata-se da posição do ser humano em relação à natureza, seu poder e consequente responsabilidade que tem sobre ela. Alem disso se deve analisar o atual paradigma ambiental, baseado em um antropocentrismo exagerado e responsável pelo status quo que vivemos.
Ao meu sentir o problema reside no fato de como o ser humano percebe o mundo e o lugar em que nele ocupa. Devemos considerar que o ser humano é a única espécie capaz de promover sensíveis alterações no ambiente e como consequência da atuação humana, o equilíbrio do eco sistema encontra-se seriamente ameaçado, ou seja, em desequilíbrio.
A partir dos séculos XVI e XVII, com o pensamento de FrancisBacon e René Descartes, passamos a enxergar as coisas de modo diferente – inclusive a nós mesmos. O mundo, com tudo que há nele, começou a ser visto como uma grande máquina; omaterialismo físico passou a imperar, formando um arquétipo reducionista que predomina até hoje.
Surge então a ética ambiental como uma resposta do homem ao próprio homem, é a afirmação que aspectos éticos podem ser aplicados ao outro, e não somente ao ser humano.
É imprescindível que ocorra uma grande mudança nesse modelo, cuja origem se encontra nas Revoluções Científica e Industrial, que nos fizeram acreditar na ideia fantasiosa de um progresso infinito, além de colocar o método científico como única ferramenta válida na buscado conhecimento.